quarta-feira, 13 de maio de 2009

Recordar é viver - Corinthians 0, Fluminense 2


São Paulo, 13 de maio de 1984.

Amigos, hoje no Morumbi Fluminense e Corinthians começaram a decidir uma vaga na final do Campeonato Brasileiro. 90.560 pessoas se espremeram nas arquibancadas do estádio do São Paulo. E, diante da platéia colossal, o Tricolor e o Gavião fizeram da semifinal um desses jogos imortais. Não eram noventa mil corintianos: havia no mínimo 15.000 tricolores no estádio. E a invasão tricolor fez a diferença, porque a torcida pó-de-arroz... ahh, ela é a campeã da paixão!

As duas equipes eram verdadeiros escretes. Vejamos a escalação do Fluminense, comandado por Carlos Alberto Parreira: Paulo Victor; Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Assis; Romerito, Washington e Tato. Ainda havia no banco Leomir, Renê e Paulinho, entre outros. Que timaço, amigos, que timaço!

O Corinthians, dirigido pelo Jorge Vieira, começou o jogo assim: Carlos, Edson Boaro, Mauro, Juninho Fonseca e Wladimir; Eduardo Amorim, Zenon, Sócrates e Biro-Biro; Casagrande e Ataliba. Sem dúvidas, uma seleção que não faria feio numa Copa América, por exemplo.

Porém, não há equipe no mundo capaz de parar as engrenagens da nova Máquina Tricolor. O quadro de Laranjeiras é compacto na defesa, e fulminante nas penetrações do ataque. E tem mais: os jogadores do Fluminense aliam sua exuberante técnica a um ímpeto inexcedível. Essa combinação é irresistível e fatal: torna a equipe quase invencível.

Vejam vocês que temos a vantagem do empate na soma dos dois jogos. A vantagem é um perigo, pois acaba sendo a caveira de muitos times. Não é a caveira do Fluminense por um simples motivo: nós jogamos como se a tal vantagem não existisse. Um empate hoje teria nos servido muito bem. E o que fizemos? Atacamos do início ao fim! Praticamos noventa minutos de futebol ofensivo! Se não me engano, nosso goleiro Paulo Victor só encostou duas vezes na bola. Isto é futebol de campeão!

Aos 39 do primeiro tempo, a bola é alçada na área e Assis não perdoa: cabeçada certeira do camisa 10, e 1 a 0 para o Tricolor no placar. A vantagem do Fluminense ficou ainda maior, e mesmo assim Parreira manteve o time ofensivo. Ah, que técnico é o pé-de-uva, que técnico!

Vem o intervalo e então vem o segundo tempo. E continuava o jogo do ataque tricolor contra a defesa corintiana. O Corinthians tentava criar, mas não conseguia chutar, e o Fluminense contra-atacava sempre com muito perigo. O segundo gol era questão de tempo. Washington deu um chapeuzinho em Mauro, e arrancou em direção à meta de Carlos. Assis vinha pelo meio, e Tato logo atrás. Washington penetra a área e chuta: Carlos espalma! No rebote está Tato, o camisa 11. Ele toca no contra-pé do goleiro caído. Gol, gol, gol do Fluminense! 2 a 0 em pleno Morumbi!

Os corintianos presentes emudeceram. Não queriam acreditar no que os olhos viam. E o pior é que o Tricolor continuou atacando, e quase fez o terceiro gol. Carlos impediu o 3 a 0 com um milagre, defendendo a bomba de Duílio.

Quando o cronômetro marcava 47, o juiz Luís Carlos Felix encerrou a peleja. E o placar inapelável foi: Corinthians 0, Fluminense 2. Daqui a uns dias, teremos o segundo jogo, no Maracanã, mas o Tricolor dificilmente perde a vaga. Então, após o jogo de volta, a semifinal de 1976 estará vingada. E partiremos para a grande final, talvez contra o Vasco, talvez contra o Grêmio. Se quiser saber o futuro do Fluminense, olhe para o seu passado: a história tricolor traduz a predestinação para a glória. A torcida pó-de-arroz tem o sentimento do triunfo: ao final do mês, seremos bicampeões brasileiros.

PC

terça-feira, 12 de maio de 2009

NBA - Cavs na final do Leste

Por: Vinícius Oliveira.

Boston Celtics 95 x 94 Orlando Magic
Os Celtics seguem contrariando a lógica. Depois de passar de forma apertada pelo Chicago, quando muitos esperavam uma série fácil, o time vai endurecendo a série contra o Orlando, quando quase todos (inclusive eu) não acreditávamos que fosse páreo para o time da Flórida.
Em um jogo muito disputado,com várias trocas de liderança no placar, o Boston venceu com um tiro certeiro de Glen Davis (ele mesmo, na foto, com todos os seus 130 kg), faltando 0,8 segundos para o fim do jogo. Vitória importantíssima para o Boston.
O Orlando pecou pelo excesso de erros na linha dos 3 pontos: acertou somente 5 em 27 tentativas, e com um aproveitamento desses o prejuízo é gigantesco, como foi ontem. Só Dwight Howard não resolve: e ontem ele jogou sozinho, sendo o cestinha da partida com 23 pontos.
Série: empatada em 2-2.

Los Angeles Lakers 87 x 99 Houston Rockets
Kobe Bryant jogou? - eis a questão. Ele esteve em quadra, mas foi completamente anulado por Shane Battier (que, além de conseguir essa proeza, fez 23 pontos).
Kobe não encontrou seu jogo: fez apenas 15 pontos. Gasol jogou por ele também, anotando 30 pontos, mas não foi o suficiente para vencer os Rockets. Além de Battier, o Houston tinha Aaron Brooks, o garoto da foto, que atingiu sua melhor marca na carreira: 34 pontos (cestinha da partida).
Sem Yao Ming, lesionado para o resto da temporada, o Houston pode sim vencer os Lakers em Los Angeles. Não é impossível, mas para isso é necessário que Ron Artest jogue o seu melhor.
Série: empatada em 2-2.

Denver Nuggets 117 x 119 Dallas Mavericks
A série de grandes jogos continua. O Dallas foi comandado por Dirk Nowitzki (foto, 44 pontos e 13 rebotes). Ele foi ajudado por Josh Howard, que anotou 21 pontos. Os Mavs conseguiram uma vitória muito apertada sobre o Denver, que mostra enorme força nesses playoffs.
Carmelo Anthony teve grande atuação, conseguindo um double-double (41 pontos e 11 rebotes). Chauncey Billups, marcando 24 pontos, foi outro destaque da partida.
Na minha opinião, o Denver é o time que joga o melhor basquete atualmente na NBA. E tem grandes chances de levar o título do Oeste. Já o Dallas tenta ser o primeiro time da história da NBA a virar um 3-0 nos playoffs.
Série: Nuggets 3-1 Mavericks.

Cleveland Cavaliers 84 x 74 Atlanta Hawks
O Atlanta precisava que seus principais jogadores jogassem muito para vencer o Cleveland, e eles jogaram: Josh Smith fez 26 pontos, e Joe Johnson 18. Mas não foi o suficiente para bater os Cavs, que além de Lebron James (foto) com 27 pontos, contaram com Delonte West (21).
Com a Vitória, os Cavs passam à final da conferência leste, com oito vitórias em oito jogos nos playoffs. O Cleveland espera o vencedor de Boston Celtics x Orlando Magic, série que está empatada em 2-2.
Série encerrada: Cleveland 4-0 Atlanta.

Esquenta - Corinthians x Fluminense

Com dois dos melhores elencos do país, Fluminense e Corinthians se enfrentam nas quartas-de-final da Copa do Brasil. O primeiro jogo será às 21:50 desta quarta-feira, 13/05, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo/SP.

Corinthians
O técnico do Timão, Mano Menezes, deve escalar a equipe da casa assim: Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos; Cristian, Elias e Douglas; Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo. Os artilheiros do Corinthians são o zagueiro Chicão e o atacante Ronaldo. O goleiro Felipe e o lateral-esquerdo André Santos também vêm tendo boas atuações. Olho neles, jogadores tricolores!

O lateral-direito Alessandro andou falando besteira: disse que a torcida do Fluminense não faz a diferença no Maracanã. Que tal ele perguntar isso para o Rogério Ceni e o Riquelme? Melhor ainda: que tal mostrarmos a ele no dia 20 que torcida fiel de verdade é a do Fluminense?

Fluminense
O técnico pó-de-arroz Carlos Alberto Parreira deve mandar a campo a seguinte escalação: Fernando Henrique; Mariano, Edcarlos, Luiz Alberto e João Paulo; Wellington Monteiro, Maurício, Marquinho e Thiago Neves; Maicon e Fred. O meia argentino Conca, retornando de lesão, poderá ser uma opção para o segundo tempo, assim como os jovens Tartá e Alan, que têm entrado muito bem.

Arbitragem
Apita o jogo Héber Roberto Lopes (FIFA/PR), auxiliado por Roberto Braatz (FIFA/PR) e Carlos Berkenbrock (FIFA/SC). O quarto árbitro será José Henrique de Carvalho (asp. FIFA/SP). Héber é conhecido como "Pierluigi Collina brasileiro", tanto pela ausência completa de cabelo, quanto pelas boas atuações. Espero que ele faça uma arbitragem correta e justa, sem beneficiar nenhum dos times.

Palpite do PC
2 a 0 para o Tricolor! Andei conversando com o Profeta, e ele me avisou: vem chegando o Gravatinha!

A benção, João de Deus...


PC

Rapidinhas

NOVO RECORDE
Domingo, 10/05, tivemos 1309 visitas ao blog, sendo 1099 visitantes únicos. O recorde anterior era do dia 27/04, com 1247 visitas e 1023 visitantes únicos. Obrigado a todos pela audiência!

PARTICIPAÇÃO DOS LEITORES
O leitor Vinícius de Oliveira (Gaijin) tem contribuído com matérias sobre a NBA. A partir dessa semana, o leitor Marcos Chaves (Goten) colaborará com matérias sobre o futebol internacional atual. E você? Acha que pode ajudar o Jornalheiros? Entre em contato! 

CT DO FLUMINENSE
Parreira cobrou, e Alexandre Faria providenciou. O tão aguardado Centro de Treinamento do Fluminense começa a ser construído esse mês, no Clube da Aeronáutica, na Barra da Tijuca. Bola dentro!

CORINTHIANS 0, INTERNACIONAL 1
Que golaço do Nilmar! Rabiscou a defesa inteira do Timão!

CRUZEIRO 2, FLAMENGO 0
Como perdem gols feitos os jogadores rubro-negros... E que golaço do Ramires!

SANTO ANDRÉ 1, BOTAFOGO 1
A bola de Victor Simões bateu três vezes na trave no mesmo lance. Tem coisas que só acontecem com o Botafogo!

FLUMINENSE 1, SÃO PAULO 0
Quem viu o jogo sabe o que aconteceu no quesito "arbitragem". Uma informação extra: o árbitro Sandro Meira Ricci não deveria estar apitando jogos profissionais. Não sabe por quê? Pergunte ao Google. Palavras-chave que podem ajudar: Remo 0 x 1 São Caetano, 2007, Belém, Série B, denúncia, esquema, máfia do apito.

SUBSTITUIÇÃO DE ÚLTIMA HORA
O juiz do jogo seria o gáucho Leonardo Gaciba. De última hora, contrariando o Estatuto do Torcedor, Sandro Meira Ricci foi escalado para substituí-lo. Estranho...

PERGUNTAR NÃO OFENDE
O São Paulo precisa disso?

NÃO É CHORORÔ
Afinal, vencemos e convencemos.

O HEXACAMPEÃO É FREGUÊS!
Contratou meio time do Fluminense, mas continua perdendo.

VASCO 1, BRASILIENSE 0
Ooooo, vamos subir, Vasco! Que show da torcida cruzmaltina...

DUNGA CONVOCA DIA 21
A lista será para dois jogos das eliminatórias da Copa, e para os jogos da Copa das Confederações. Uma presença gorda é certa.

EDIÇÃO (12/05/2009, 16:50)
THIAGO NEVES FICA ATÉ DEZEMBRO
Negociações adiantadíssimas. Quase certo.

PC

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Recordar é viver - Brasil 6, Chile 0


Rio de Janeiro, 11 de maio de 1919.

Iniciou-se hoje, às 15:30, o primeiro torneio internacional organizado por brasileiros: o importantíssimo Campeonato Sul-Americano! A festa de hoje teve ainda o seu brilho aumentado pela inauguração do stadium do Fluminense Football Club, o glorioso campeão tricolor brasileiro. A cerimônia de inauguração do stadium consistiu juntamente na inauguração do "match" internacional, para o qual foi construído o soberbo campo. [1]

Antes do campeonato, o football aqui já era uma doença: agora é uma grande epidemia, a coqueluche da cidade, de que ninguém escapa. [2] O Rio de Janeiro respira football, e o sentimento foi aumentado hoje com o acachapante triunfo do escrete brasileiro. Sob os olhares ansiosos de uma multidão superior a 40.000 pessoas, realizou-se no stadium do Fluminense o primeiro match do Campeonato Sul-Americano. Esse match, que foi disputado entre os quadros chileno e brasileiro, despertou, como aliás era natural, o máximo entusiasmo e interesse, levando mesmo a assistência a intermitentes explosões de júbilo e de contentamento. O jogo transcorreu admiravelmente, vindo a terminar pela vitória do quadro brasileiro pelo score de 6 a 0. [3]

Além do escrete brasileiro, participam do certame os quadros de Chile, Argentina e Uruguai (este último o atual bicampeão continental). As delegações estrangeiras desembarcaram no cais da Praça Mauá, foram recepcionadas no São Cristóvão de Futebol e Regatas, e estão hospedadas no Hotel dos Estrangeiros.

Hoje, o selecionado nacional, dirigido por Haroldo Domingues, atuou com Marcos Carneiro de Mendonça; Bianco e Amilcar; Luiz Meneses, Friedenreich e Arnaldo; Píndaro, Sérgio, Galo, Neco e Haroldo. Já os chilenos jogaram com Manuel Guerrero; Ulises Poirier e Oscar González; Telésforo Báez, Alfredo France e Víctor Varas; Francisco Gatica, Héctor Baeza, Aurelio Dominguez, Eufelio Fuentes e Horacio Muñoz. O técnico foi Hector Parra. [4]

Aos 19 minutos, o artilheiro Friedenreich fez o primeiro gol do Estádio das Laranjeiras. Dois minutos depois, Neco ampliou o placar para 2 a 0. Aos 38 da primeira etapa, ocorreu mais um tento de Friedenreich. Assim terminou o primeiro tempo, com 3 a 0 a nosso favor. No segundo tempo, o escrete brasileiro confirmou sua superioridade com mais três tentos: Friedenreich aos 31, Haroldo aos 34 e Neco aos 38. Aos 45 minutos, o árbitro argentino Juan Pedro Barbera encerrou o confronto, com o score final de Brasil 6, Chile 0.

O próximo jogo do certame se dará entre argentinos e uruguaios, também em Laranjeiras, depois de amanhã. Hoje, não houve apenas a inauguração de um stadium. Amigos, foi também a inauguração de uma paixão nacional. A nação brasileira deve muito ao glorioso Fluminense Football Club: este importante certame somente está acontecendo devido aos esforços dos dirigentes e sócios do clube tricolor. O football ainda será motivo de muito orgulho para o povo brasileiro. E isto se deverá ao pioneirismo do grande Fluminense.

PC

(homenagem aos 90 anos de inauguração do primeiro grande estádio de futebol do Brasil)

Referências:
[1] Rio Jornal, 11/05/1919.
[2] A Rua, 07/05/1919.
[3] A Razão, 12/05/1919.

domingo, 10 de maio de 2009

O triunfo esquelético

(foto de Cléber Mendes)

Amigos, as goleadas são perigosas. Meu desejo íntimo é que o Fluminense vença todas as suas partidas por um a zero. Se fosse possível, preferiria até mesmo vencer por meio a zero. Hoje, no Maracanã, aconteceu o triunfo perfeito: Fluminense 1, São Paulo 0. Sinto uma saudade de tempos que eu não vivi: aquela época em que os "timinhos" tricolores eram campeões batendo todo mundo por 1 a 0.

Explico minha visão: as goleadas escondem as falhas da equipe. Quando se ganha de banho, ninguém vê defeitos, é tudo perfeito. Então, vem o jogo seguinte e a derrota inesperada. Por quê? Ora, porque ninguém se preocupou em corrigir o que estava errado. Melhor: nem se sabia que havia algo errado. A goleada faz sombra aos erros, e assim o time não melhora. É por isso que eu digo, ou melhor, escrevo: o melhor é vencer pelo placar mínimo. Analisando o VT do jogo do Maracanã, podemos enxergar vários defeitos na performance tricolor. E isso se deve à vitória magra, ao triunfo esquelético.

O gol do Fluminense saiu logo aos dois minutos de jogo, em chute indefensável de Maurício. Amigos, vocês viram a curva que a bola descreveu? Foi surreal, repito, surreal! Quando a bola saiu dos pés de Maurício, observei de mim para mim mesmo: que cruzamento horroroso! E então acontece o momento sublime: a pelota estufa a rede do Maracanã. Não é a primeira obra de arte nesse estilo produzida por Maurício: ano passado ele também fez um gol assim, contra o Flamengo. Esse estilo de gol é incomparável: tem a assinatura do menino Maurício. O chute venenoso lembra a antiga folha-seca de Didi. Que honra para o garoto: tão jovem, e seus chutes já são comparados aos do eterno Príncipe Etíope de Rancho.

Com o placar construído de forma tão precoce, a equipe pó-de-arroz pôde produzir seu futebol com tranqüilidade. Eram perigosíssimas as triangulações de Thiago Neves, Fred e Maicon. Apareceu então o primeiro defeito: é necessário melhorar as finalizações. O Fluminense perdeu gols aos borbotões, e isso não pode acontecer. Hoje, as oportunidades perdidas não fizeram falta. Mas, no futuro, poderão fazer.

Outra falha que eu observo, cá do meu cantinho, é o cansaço dos jogadores no final do jogo. O preparo físico é essencial para a prática do futebol moderno. Um time não pode perder as pernas aos 30 do segundo tempo, como aconteceu com o Fluminense. Quase, quase, quase sofremos o gol de empate, o que seria um desastre.

Percebi ainda outros erros da equipe de Carlos Alberto Parreira. Por exemplo: a ausência quase total de jogadas de linha de fundo. Porém, não vou ficar aqui listando os pontos fracos do Fluminense. O pé-de-uva certamente os observou por si próprio, e tentará corrigi-los.

A nota negativa da tarde fica para a desastrosa arbitragem do brasiliense Sandro Meira Ricci. O São Paulo de Muricy Ramalho distribuía pontapés, e seus jogadores não eram punidos. O segundo gol do Fluminense foi muito mal anulado, e ainda houve um pênalti não-marcado para o Tricolor na segunda etapa. Geladeira nele, autoridades!

Que o Fluminense continue vencendo seus adversários por 1 a 0. Mais umas trinta vitórias magras como a de hoje, e seremos tricampeões, confirmando a minha certeza profética. Antes que eu me esqueça, o personagem do domingo foi Maurício. Sua folha-seca moderna enganou o arqueiro Bosco, e nos deu a doce, santa e magra vitória. Devemos a ele o triunfo esquelético de hoje.

PC

NBA - Cavs e Nuggets quase lá

Por: Vinícius Oliveira

Denver Nuggets 106 x 105 Dallas Mavericks

Carmelo Anthony (foto) começou errando tudo, e os Nuggets não se acertavam em quadra. Porém, bastou o ala pegar fogo para o Denver entrar no jogo, comandado por Melo e por Chauncey Billups (cestinha do Denver com 32 pontos). Os Nuggets conseguiram uma grande vitória, no estouro do cronômetro, em um tiro certeiro de 3 de Melo.
O Dallas jogou bem, comandado por Dirk Nowitzki, cestinha do jogo com 33 pontos. Porém, o placar mostra que não foi o suficiente. O Denver vem mostrando força na hora decisiva, e se mostra como o principal adversário dos Lakers na Conferência Oeste.

Série: 3-0 Nuggets

Cleveland Cavaliers 97 x 82 Atlanta Hawks

47 pontos, 12 rebotes, 8 assistências. Foi somente isso que Lebron James (foto) fez no jogo 3 contra o Atlanta Hawks.
O MVP Lebron segue firme e forte, comandando a caminhada dos Cavs rumo ao primeiro título.
O Atlanta, pobre Atlanta, tenta conseguir o milagre de não ser varrido. Joe Jonhson (cestinha dos Hawks com 21 pontos) e companhia já fizeram grande campanha, mas não são páreo para o Cleveland.

Série: 3-0 Cavs

Nunca na história da NBA um 3 a 0 foi virado nos playoffs...

Recordar é viver - O sonho virou pesadelo

Bochum, Alemanha, 18 de setembro de 1976.

Amigos, era uma cálida tarde de sábado em Bochum. O Ruhrstadion recebia sua capacidade máxima: 18.000 pessoas se espremiam nas arquibancadas, ansiosas para ver a equipe local enfrentar o poderoso Bayern de Munique, então tricampeão europeu. Aquelas testemunhas suavam em bicas no calor de trinta graus, mas cada gota de suor valeria a pena. Eles não sabiam, mas estavam prestes a presenciar o maior milagre da história do futebol mundial.

Começou a peleja, e o centroavante do Bochum, Jupp Kaczor, parecia um tanque imparável. Ele estava sendo marcado por ninguém menos que Franz Beckenbauer. E - imaginem só! - fazia o Kaiser de gato e sapato! A defesa do Bayern só conseguia pará-lo a pontapés (Katsche Schwarzenbeck, em certo momento, fez uma falta na hora certa, impedindo o primeiro gol). A equipe da casa jogava desfalcada de seu principal criador de jogadas (Jürgen Köper). A situação piorou quando o importantíssimo líbero Klaus Franke se lesionou na coxa e precisou ser substituído. Era o fim: ninguém mais acreditava na vitória dos anfitriões.

O treinador do Bochum, Heinz Höher, foi corajoso e ousado: pôs o atacante Harry Ellbracht no lugar do líbero machucado. Aos quinze minutos de jogo, que técnico cometeria tamanha insanidade, ainda mais enfrentando o tricampeão europeu? Heinz Höher o fez, e foi recompensado. Para espanto dos pessimistas, ocorreu uma estrepitosa fúria de gols do Bochum! Aos 24, Harry Ellbracht cruzou, e o meia sueco Conny Torstensson, do Bayern, fez contra: 1 a 0. Aos 39, Jupp Kaczor arrancou do meio-campo, passou por três defensores bávaros, e chutou forte: o lendário arqueiro Sepp Maier nada pôde fazer: 2 a 0. Os torcedores já estavam radiantes de alegria, mas aos 42 a euforia aumentou. Schwarzenbeck perdeu a bola para Ellbracht, que correu sozinho até a meta de Maier. Disse "sozinho", mas já me corrijo: ele estava acompanhado pelos urros ensurdecedores da torcida. Ele chutou e marcou: 3 a 0 Bochum! Os fãs deliravam enlouquecidos nas arquibancadas: "Meu Deus do Céu, estamos batendo o melhor time do mundo por 3 a 0, e nem terminou o primeiro tempo ainda!". Os jogadores do Bayern reclamaram que o bandeirinha havia marcado impedimento de Ellbracht, mas o juiz Horstmann ignorou a marcação de seu auxiliar, e não aceitou as reclamações bávaras. Os melhores do mundo estavam tão ofendidos e nervosos que, na saída de bola, o artilheiro Gerd Müller simplesmente bicou a bola sem direção. Azaradamente, ela parou nos pés de um jogador do Bochum, que viu Sepp Maier fora do gol, ainda discutindo com o árbitro. E então resolveu chutar em direção à meta abandonada. Porém, a bola não entrou. Amigos, imaginem a cena e concluam o óbvio: o clima de loucura e tumulto aumentou ainda mais. O Ruhrstadion fervia como um caldeirão: parecia que explodiria a qualquer instante.

Veio o intervalo, e os craques do Bayern de Munique fizeram um pacto entre si: dariam sangue, suor e lágrimas por aquele escudo. Eles eram os tricampeões europeus, e não cairiam daquela forma medíocre. Porém, logo no início do segundo tempo, veio dos pés do Pochstein o quarto, decisivo e definitivo gol do Bochum. Pelo menos assim achavam os torcedores e jogadores locais. Nada poderia tirar-lhes a vitória: o sentimento do triunfo era inevitável. Os jogadores do Bochum esqueceram o futebol, e passaram a se preocupar com os livros de história: todos iam à frente para tentar o seu golzinho. O líbero Jupp Tenhagen, por exemplo, esqueceu-se de que estava marcando Gerd Müller, o maior artilheiro da Copa. O jovem corria para o ataque como se fosse um coelhinho de desenho animado! O Bochum começou a deixar espaços demais. O craque do Bayern Rummenigge penetrou pela defesa desguarnecida, e não deu chances para o goleiro Werner Scholz: 4 a 1. "É o gol de honra", tranqüilizavam-se os torcedores locais. Ninguém se preocupou, e a festa surreal continuou. Porém, dois minutinhos depois, Schwarzenbeck (o mesmo que falhara no terceiro gol dos anfitriões) arrombou as redes adversárias com um chute fortíssimo: 4 a 2. Estava decretado o fim do carnaval nas arquibancadas: um sentimento de mal-estar espalhou-se pelo Ruhrstadion. Em campo, o cenário mudara. A raiva dos bávaros estava canalizada em uma única direção: a meta do arqueiro Werner Scholz.

E o que aconteceu nos vinte minutos seguintes foi extraordinário. Gerd Müller, o centroavante do Bayern, se aproveitou da confusão e do medo na defesa anfitriã, e fez o terceiro: 4 a 3. "Não é possível! Será que vai acontecer?", se perguntavam atônitos os torcedores do Bochum, com o horror estampado em seus rostos. O técnico do Bayern, Dettmar Cramer, estava lá na beira do campo, ensandecido, incentivando seus atletas a continuar atacando. Os jogadores do Bochum estavam completamente exaustos, e os bávaros atacavam, atacavam e atacavam. Os anfitriões não conseguiam mais correr: suas pernas pareciam pesar mais que barras de chumbo. Mais cedo ou mais tarde, o antes inconcebível acabaria acontecendo: falta de Scholz em Dürnberger, e o árbitro Horstmann apontou a marca do pênalti! O arqueiro jurou que nem encostou no atacante, mas o juiz não lhe deu ouvidos. Müller cobrou e empatou: 4 a 4. Em estado de choque, o estádio estava silencioso. Três minutos depois, Uli Hoeness driblou um lento Erich Miss e chutou para a virada: Bayern 5, Bochum 4. O sonho virou pesadelo. Torcer para o Bochum naquele instante era viver o inferno na Terra. Vinte e três minutos antes, o placar apontara 4 a 0 para eles, e agora apontava 4 a 5.

Mas a surpreendente partida não havia acabado: após vinte e três minutos de paralisação, os jogadores do Bochum desandaram a correr feito loucos! E agora os bávaros é que estavam exaustos, após molharem tanto a camisa pela virada espetacular. E assim o Bochum entrou de novo no jogo. Eles simplesmente não poderiam deixar aquilo acontecer. O medo de se tornarem uma piada eterna os motivou a dar a vida por aquela partida: a honra estava em jogo. E em quatro minutos aconteceu o milagre: Horst Trimhold empatou a partida! 5 a 5!!! Suspiros de alívio no banco do Bochum, e nas arquibancadas do Ruhrstadion. Afinal, arrancar um ponto do Bayern era tudo que eles queriam antes do jogo. Porém, aos 44, numa arrancada parecida à de Kaczor no primeiro tempo, Uli Hoeness decretou o fim do sonho dos anfitriões. De onde ele tirou energia para aquele pique final, ninguém sabe. O que se sabe é que o placar final do jogo foi: Bochum 5, Bayern 6. Essa foi a história da Batalha de Waterloo do Bochum: um jogo sem paralelos na história.

"Nós tínhamos o Bayern tão certamente batido, e então acontece isso! Isso é inacreditável. Eu nem sei o que aconteceu comigo."
- Jupp Kaczor, atacante do Bochum.

"Eu não posso acreditar nisso."
- Werner Scholz, goleiro do Bochum.

"Isso simplesmente não pode acontecer."
Horst Trimhold, atacante do Bochum.

"Vocês jogaram um futebol fantástico por 50 minutos. Se Franke e Köper estivessem aptos a jogar, esta derrota não teria acontecido. Eu não vejo somente nossas falhas nos últimos 45 minutos, eu vejo nossa performance fantástica antes das falhas. Estamos no caminho certo."
Ottokar Wüst, presidente do Bochum.

O jogo do Ruhrstadion é a maior virada de que se tem notícia no futebol profissional em todos os tempos. Curiosamente, por ter sido "só mais um jogo da liga", a batalha se encontra em poucas listas de melhores jogos do Bayern de Munique. Porém, a partida encontra lugar de destaque na história do VfL Bochum, fazendo parte da sua galeria de folclores e mitos.


Após o apito final, os espectadores desciam as escadas internas do Ruhrstadion, com uma expressão de impotência em seus rostos. Havia algo de fluvial no lerdo escoamento da multidão. Um espetáculo raro acabara de se passar diante de suas retinas, mas era difícil atribuir realidade àquele inacreditável placar final. Algumas testemunhas até hoje não acreditam no que viram com seus próprios olhos. São uns santos Tomés às avessas.

PC
(com contribuição inestimável do amigo Tadeu N. Ferreira)

Escalações:
VfL Bochum: Scholz; Gerland, Herget, Franke (Ellbracht) e Lameck; Eggert, Tenhagen e Miss; Trimhold, Kaczor e Pochstein. Técnico: Heinz Höher
Bayern München: Sepp Maier; Andersson, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Horsmann; Dürnberger, Uli Hoeness, Torstensson (Künkel) e Kapellmann; Rummenigge e Gerd Müller. Técnico: Dettmar Cramer.

Crédito das fotos 1 a 4: Horstmüller (retiradas da revista Mein VfL, do VfL Bochum, de 12/02/2004).

Foto 1: Uli Hoeness (jogador do Bayern, à direita) e Werner Scholz (goleiro do Bochum, caído). É o momento do sexto gol do Bayern.

Foto 2: Gerland (jogador do Bochum, à esquerda) e Sepp Maier (goleiro do Bayern, à direita).

Foto 3: Harry Ellbracht (atacante do Bochum, à frente) disputa a bola com Conny Torstensson (meia do Bayern).

Foto 4: Jupp Kaczor (atacante do Bochum, à esquerda) disputa a bola com Sepp Maier (goleiro do Bayern, à direita).

Foto 5: Sepp Maier e Uli Hoeness após a partida (crédito: Picture Alliance).

sábado, 9 de maio de 2009

NBA - Vitórias de Magic e Lakers

Por: Vinícius Oliveira.

Orlando Magic 117 x 96 Boston Celtics
Dessa vez Dwight Howard não foi o único fator de desequilíbrio para o Magic. Mas foi um dos fatores, com um double-double (17 pontos e 14 rebotes). O "super-homem" foi bem principalmente na defesa.

Hedo Turkoglu foi decisivo principalmente no último quarto, quando marcou 11 de seus 24 pontos, após a substituição de Dwight, por faltas. Porém, o craque do jogo foi Rashard Lewis: o ala foi o cestinha da partida, com 28 pontos, sendo 12 no último quarto.

Pelo lado dos Celtics, Paul Pierce fez 27 pontos, mas não foi ajudado pelos companheiros de equipe. O Boston sente muito a falta de Kevin Garnett. Sem ele, será difícil avançar à final da conferência. A série está 2 a 1 para o Orlando.

Los Angeles Lakers 108 x 94 Houston Rockets

Os Lakers recuperaram a vantagem do mando de quadra, graças não só a Kobe Bryant, mas também a Pau Gasol e Lamar Odom. Kobe Bryant fez 33 pontos, sendo o craque do jogo, como de costume. Mas a vitória deve ser atribuída também a Lamar Odom (16 pontos e 13 rebotes) e Pau Gasol (apenas 13 pontos, mas muita eficiência ao parar a "Muralha da China" Yao Ming).
Ming fez 19 pontos, ficando com um rendimento abaixo do normal.

Quem chamou o jogo para si pelo Houston foi Ron Artest: o ala foi responsável por 25 pontos da equipe, mas estragou tudo ao ser expulso. Agora o Houston precisa voltar a vencer em Los Angeles, o que é difícil, mas não impossível. A série está 2 a 1 para os Lakers.

Melhores momentos (Orlando x Boston):
Melhores momentos (Lakers x Houston):

Esquenta F1 - GP da Espanha

Amigos, ocorreu neste sábado o treino classificatório do Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, disputado no Circuito da Catalunha. Após mais uma volta voadora, o inglês Jenson Button (foto), da Brawn GP, conquistou sua terceira pole-position no ano. Não tenho mais dúvidas: é o favorito para o título da temporada. Divide a primeira fila com ele o alemão Sebastian Vettel, que é, na minha opinião, o mais promissor piloto da categoria.

Dois brasileiros ocupam a segunda fila: Rubens Barrichello larga em terceiro, e Felipe Massa em quarto. O outro tupiniquim da categoria, Nelson Angelo Piquet, larga da décima-segunda posição. A corrida ocorre às 9:00 de Brasília, com transmissão da TV Globo. É possível também acompanhar as informações em tempo real no site oficial da Fórmula 1.

Confira o grid de largada, com os tempos do treino e os pesos dos carros:
1. J. Button (ING) - Brawn - 1m20s527 - 646,0 kg
2. S. Vettel (ALE) - RBR - 1m20s660 - 651,5 kg
3. R. Barrichello (BRA) - Brawn - 1m20s762 - 649,5 kg
4. F. Massa (BRA) - Ferrari - 1m20s934 - 655,0 kg
5. M. Webber (AUS) - RBR - 1m21s049 - 651,5 kg
6. T. Glock (ALE) - Toyota - 1m21s247 - 646,5 kg
7. J. Trulli (ITA) - Toyota - 1m21s254 - 655,5 kg
8. F. Alonso (ESP) - Renault - 1m21s392 - 645,0 kg
9. N. Rosberg (ALE) - Williams - 1m22s558 - 668,0 kg
10. R. Kubica (POL) - BMW Sauber - 1m22s685 - 660,0 kg
11. K. Nakajima (JAP) - Williams - 1m20s531 - 676,6 kg
12. N. Piquet (BRA) - Renault - 1m20s604 - 677,4 kg
13. N. Heidfeld (ALE) - BMW Sauber - 1m20s676 - 676,3 kg
14. L. Hamilton (ING) - McLaren - 1m20s805 - 683,0 kg
15. S. Buemi (SUI) - STR - 1m21s067 - 678,0 kg
16. K. Raikkonen (FIN) - Ferrari - 1m21s291 - 673,0 kg
17. S. Bourdais (FRA) - STR - 1m21s300 - 669,0 kg
18. H. Kovalainen (FIN) - McLaren - 1m21s675 - 657,0 kg
19. A. Sutil (ALE) - Force India - 1m21s742 - 675,0 kg
20. G. Fisichella (ITA) - Force India - 1m22s204 - 656,0 kg

Profecia do blogueiro: vitória de Jenson Button, com Barrichello e Massa completando o pódio. Deixe o seu palpite nos comentários!

PC

Esquenta - Fluminense x São Paulo

Amigos tricolores, domingo começa, no Maracanã, a caminhada do tri. E, para ser tricampeão, nada melhor que começar vencendo o atual tricampeão.

Em ambos os times, há jogadores que já estiveram do outro lado. Pelo Fluminense, jogará o ex-são-paulino Edcarlos. Pelo São Paulo, jogarão os ex-tricolores Arouca, Júnior César e Washington. A massa pó-de-arroz prepara uma calorosa e "afetiva" recepção aos três vira-casacas.

O São Paulo procura se livrar de um estigma: se tornou freguês do Fluminense nos últimos tempos. Em 2008, foi eliminado da Libertadores pelo clube carioca. Além disso, no fim do ano o Tricolor botou pó-de-arroz no chopp são-paulino, e o tricolor paulista não pôde confirmar o tricampeonato no Morumbi.

Já o objetivo do Flu é encerrar o jejum de 25 anos sem conquistar o Campeonato Brasileiro. Nos pontos corridos, cada jogo é uma decisão. E é por isso que eu convoco os tricolores ao Maracanã, nesse Domingo das Mães. 

Escalações prováveis:
FLUMINENSE: Fernando Henrique; Mariano, Edcarlos, Luiz Alberto e João Paulo; Wellington Monteiro, Maurício, Marquinho e Tartá; Thiago Neves e Fred. Técnico: Carlos Alberto Parreira. 
SÃO PAULO: Bosco; Renato Silva, André Dias e Miranda; Arouca, Hernanes, Jean, Jorge Wagner e Júnior César; Borges e Washington. Técnico: Muricy Ramalho.

Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF).
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Paulo Ricardo Conceição (RS).
Quarto árbitro: Wagner Magalhães (RJ).

Todos os jogos da primeira rodada:
Sábado
18:30 - Palmeiras x Coritiba (Palestra Itália, São Paulo-SP)
18:30 - Sport Recife x Barueri (Ilha do Retiro, Recife-PE)
18:30 - Avaí x Atlético Mineiro (Ressacada, Florianópolis-SC)
Domingo
16:00 - Fluminense x São Paulo (Maracanã, Rio de Janeiro-RJ)
16:00 - Cruzeiro x Flamengo (Mineirão, Belo Horizonte-MG)
16:00 - Atlético Paranaense x Vitória (Arena da Baixada, Curitiba-PR)
16:00 - Corinthians x Internacional (Pacaembu, São Paulo-SP)
18:30 - Grêmio x Santos (Olímpico, Porto Alegre-RS)
18:30 - Santo André x Botafogo (Bruno José Daniel, Santo André-SP)
18:30 - Goiás x Náutico (Serra Dourada, Goiânia-GO)

PC

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O Brasileirão

Amigos, nesse fim de semana começa o Campeonato Brasileiro, principal competição do país nos dias de hoje. Vinte agremiações darão sangue, suor e lágrimas pela glória suprema da nação. Quem erguerá a taça no dia 6 de dezembro?

A míope crônica esportiva nacional sai cravando favoritos sem pensar. Citam São Paulo, Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras, por exemplo. Aqui, do meu espacinho, discordo dos especialistas. Essas quatro equipes estão focadas na Libertadores e, se forem longe, certamente pouparão suas equipes no certame nacional. Quando voltarem o foco à Série A, pode ser tarde demais.

Outros times que são cantados em verso e prosa pelos cronistas são Corinthians, Internacional e Flamengo. Os três campeões estaduais realmente fizeram boas campanhas no início do ano. Porém, não entendo como isso pode credenciar as equipes ao título nacional. Sinceramente, vencer Bangus, Cantos do Rio e Internacionais de Santa Maria não credencia clube nenhum a título nenhum. Os estaduais não podem servir como parâmetro para análise.

Os leitores mais críticos já devem estar babando bovinamente: "Ele está achincalhando os críticos, e não dará a opinião dele!". Calma, amigos, calma! Opinarei aqui, sim. E fugirei do lugar comum. O São Paulo é o atual tricampeão, de modo que é quase unanimidade. Eu disse "quase unanimidade", porque há pelo menos um cronista que não considera o clube do Morumbi favorito: eu.

Tenho três favoritos, e nenhum deles é citado na imprensa. São Fluminense, Botafogo e Sport Recife. Já escuto as gargalhadas ecoando pela cidade e pelo país. Provavelmente divulgarão meu texto por aí, dizendo "olhem o que esse maluco escreveu!". Alguns pedirão, com o olho rútilo e o lábio trêmulo: "Interna! Interna!".

Explicarei minha visão. O Botafogo não tem mais a Copa do Brasil para se preocupar. Além disso, possui bons jogadores, como o goleiro Renan, o zagueiro Juninho e o meia Maicossuel. Há também o técnico Ney Franco: ele desfila competência e humildade por onde passa. Essas duas características são essenciais à alma de um campeão. Minha única ressalva com relação ao Alvinegro é a ausência da torcida. Se ela comparecer ao Engenhão, transfigurando-o em um caldeirão, acreditem em mim: o Botafogo lutará pelo título que não vem desde 1995.

Já o Sport Recife é a única equipe brasileira que realmente demonstrou força esse ano, contra adversários de peso. Foi sorteado para o "grupo da morte" da Libertadores, e todos o eliminaram antecipadamente. Ninguém acreditava no Sport, ninguém! E então aconteceu a classificação sublime, em primeiro lugar. A atual campeã da Libertadores sucumbiu, e o Colo-Colo do Chile também. Na Ilha do Retiro, o Sport é muito forte. Se conseguir manter o ritmo fora de casa, o rubro-negro de Recife lutará pelo bi.

Na minha feliz condição de tricolor nato, confesso e hereditário, também aponto o pó-de-arroz como favorito. Mas não é só a minha tradicional parcialidade que contribui para o meu palpite. Amigos, o Fluminense tem Parreira, e tem um grande elenco. A estrutura inexiste, é verdade. Os próprios jogadores do Flu declararam que o Atlético Goianiense está melhor que o Tricolor nesse aspecto. Mas o pé-de-uva tem visão, e eu espero que ele cobre a estruturação da amadora diretoria da rua Álvaro Chaves. Se um mínimo de estrutura for oferecido, a torcida tricolor empurrará o Fluminense ao tricampeonato. Tenho a certeza profética da taça, conforme já escrevi aqui, ainda em janeiro. O pó-de-arroz será tricampeão.

PC