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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Bola de Ouro da Placar - Vencedores

Darío Leonardo Conca, o vencedor de 2010!


Desde 1973, a Revista Placar entrega a "Bola de Ouro" ao melhor jogador do Campeonato Brasileiro, de acordo com as notas dadas por seus jornalistas nos jogos do certame.

Este ano, a briga está entre o santista Neymar, o vascaíno Dedé e o tricolor Fred. Confiram abaixo todos os vencedores do prêmio desde sua criação:

1970* - Francisco Reyes (paraguaio, Flamengo)
1971* - Dirceu Lopes (Cruzeiro)
1972* - Elías Figueroa (chileno, Internacional)
1973 - Ancheta (uruguaio, Grêmio) e Cejas (argentino, Santos)
1974 - Zico (Flamengo)
1975 - Valdir Peres (São Paulo)
1976 - Elías Figueroa (chileno, Internacional)
1977 - Toninho Cerezo (Atlético Mineiro)
1978 - Falcão (Internacional)
1979 - Falcão (Internacional)
1980 - Toninho Cerezo (Atlético Mineiro)
1981 - Paulo Isidoro (Grêmio)
1982 - Zico (Flamengo)
1983 - Roberto Costa (Atlético Paranaense)
1984 - Roberto Costa (Vasco)
1985 - Marinho (Bangu)
1986 - Careca (São Paulo)
1987 - Renato Gaúcho (Flamengo)
1988 - Taffarel (Internacional)
1989 - Ricardo Rocha (São Paulo)
1990 - César Sampaio (Santos)
1991 - Mauro Silva (Bragantino)
1992 - Júnior (Flamengo)
1993 - César Sampaio (Palmeiras)
1994 - Amoroso (Guarani)
1995 - Giovanni (Santos)
1996 - Djalminha (Palmeiras)
1997 - Edmundo (Vasco)
1998 - Edilson (Corinthians)
1999 - Marcelinho Carioca (Corinthians)
2000 - Romário (Vasco)
2001 - Alex Mineiro (Atlético Paranaense)
2002 - Kaká (São Paulo)
2003 - Alex (Cruzeiro)
2004 - Robinho (Santos)
2005 - Tévez (argentino, Corinthians)
2006 - Lucas (Grêmio)
2007 - Thiago Neves (Fluminense)
2008 - Rogério Ceni (São Paulo)
2009 - Adriano (Flamengo)
2010 - Darío Conca (argentino, Fluminense)

* Em 1970, 1971 e 1972, o prêmio não foi entregue, mas Reyes, Dirceu e Figueroa, respectivamente, tiveram as melhores médias de notas.

PC

domingo, 8 de agosto de 2010

Líderes na corrida pela Bola de Prata da Placar

Thiago Silva foi Bola de Prata em 2007.

Este escriba recebeu por e-mail uma listagem com os atuais líderes na corrida pela Bola de Prata da Placar em cada posição, no Campeonato Brasileiro de 2010. A Placar ainda não divulgou os rankings, mas os cálculos foram feitos com base nas notas disponíveis no site da própria revista, contando até a décima-segunda rodada (Tabelão).

Três atletas do Fluminense lideram a disputa em suas posições: o goleiro Fernando Henrique, o lateral-direito Mariano, e o meia Darío Conca. O argentino lidera também a disputa pela Bola de Ouro, prêmio dado ao melhor jogador do Campeonato. O último atleta do Fluminense a conquistar a Bola de Ouro foi Thiago Neves, em 2007.

A Seleção do Campeonato até aqui seria: Fernando Henrique; Mariano, Alex Silva, Danilo e Roberto Carlos; Sandro, Arouca, Darío Conca e Bruno César; Kléber e Schwenck.

Abaixo, os rankings. O número depois do hífen é a média das notas obtidas, e o número entre parênteses é a quantidade de partidas disputadas. Só aparecem nas listas os jogadores que disputaram no mínimo seis jogos.

BOLA DE PRATA - GOLEIRO
1) Fernando Henrique (Fluminense) - 6,43 (7)
2) Fábio (Cruzeiro) - 6,18 (11)
3) Viáfara (Vitória) - 6,16 (6)

BOLA DE PRATA - LATERAL-DIREITO
1) Mariano (Fluminense) - 5,79 (12)
2) Oziel (Ceará) - 5,75 (10)
3) Jonathan (Cruzeiro) - 5,66 (9)

BOLA DE PRATA - ZAGUEIROS
1) Alex Silva (São Paulo) - 6,00 (8)
2) Danilo (Palmeiras) - 6,00 (7)
3) Antônio Carlos (Botafogo) - 5,95 (10)
4) Ronaldo Angelim (Flamengo) - 5,83 (12)
5) Bolívar (Internacional) - 5,83 (9)
6) Gabriel (Avaí) - 5,83 (6)

BOLA DE PRATA - LATERAL-ESQUERDO
1) Roberto Carlos (Corinthians) - 6,18 (11)
2) Juan (Flamengo) - 5,91 (12)
3) Carlinhos (Fluminense) - 5,83 (9)

BOLA DE PRATA - VOLANTES
1) Sandro (Internacional) - 5,94 (9)
2) Arouca (Santos) - 5,92 (7)
3) Leandro Guerreiro (Botafogo) - 5,91 (12)
4) Rodriguinho (Santos) - 5,91 (6)
5) Adílson (Grêmio) - 5,85 (10)
6) Rodrigo Souto (São Paulo) - 5,83 (6)
(Hernanes foi excluído da disputa, por ter sido negociado pelo São Paulo)

BOLA DE PRATA - MEIAS
1) Darío Conca (Fluminense) - 6,45 (12)
2) Bruno César (Corinthians) - 6,33 (9)
3) Caio (Avaí) - 6,30 (10)
4) Paulo Henrique Ganso (Santos) - 6,12 (8)
5) Elkeson (Vitória) - 5,95 (10)
6) Wesley (Santos) - 5,90 (10)

BOLA DE PRATA - ATACANTES
1) Kléber (Palmeiras) - 6,22 (9)
2) Schwenck (Vitória) - 6,12 (8)
3) Misael (Ceará) - 6,04 (12)
4) Ewerthon (Palmeiras) - 6,04 (12)
5) Roberto (Avaí) - 6,00 (12)
6) Mazola (Guarani) - 6,00 (11)
7) Jorge Henrique (Corinthians) - 6,00 (8)

BOLA DE OURO
1) Darío Conca (Fluminense) - 6,45 (12)
2) Fernando Henrique (Fluminense) - 6,43 (7)
3) Bruno César (Corinthians) - 6,33 (9)
4) Caio (Avaí) - 6,30 (10)
5) Kléber (Palmeiras) - 6,22 (9)
6) Roberto Carlos (Corinthians) - 6,18 (11)
7) Fábio (Cruzeiro) - 6,18 (11)
8) Viáfara (Vitória) - 6,16 (6)
9) Rogério Ceni (São Paulo) - 6,12 (12)
10) Paulo Henrique Ganso (Santos) - 6,12 (8)

PC

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Recordar é viver - E Parreira chorou

Ele fugiu da festa para ouvir sozinho seu desabafo de campeão. Agora, pode deixar novamente o Brasil para treinar um time árabe.

A alegria tricolor explode em abraços, beijos, risos e lágrimas no Maracanã. A torcida invade o campo e persegue, um a um, seus ídolos e heróis para comemorar, com eles, o segundo título de campeão brasileiro do Fluminense. Mas há um ausente. No mesmo instante em que começa a festa, o técnico Carlos Alberto Parreira foge, em desabalada corrida, para o vestiário. Lá, sozinho, tem uma crise nervosa. Quer chorar, o choro não sai. Passa a mão na cabeça sem parar. Tira do corpo a camisa branca, dá um murro ma parede, gira o corpo quatro vezes, senta e levanta sete vezes em menos de 1 minuto. O canto de vitória da torcida chega de longe, como uma espécie de fundo musical para a emoção solitária de Parreira. Na sala de frios azulejos brancos, um único ruído: finalmente, Parreira solta o choro. Lá fora, milhares choram de alegria. Aqui, diante do roupeiro, que respeitosamente se coloca à distância, Parreira desabafa.

Jogadores, companheiros de comissão técnica e torcedores demoram um pouco para perceber a ausência do técnico campeão na festa. E, no entanto, esta ausência pode tornar-se definitiva durante esta semana. Mais tarde, ainda no vestiário, já refeito da emoção, Parreira confidenciava: "Estou muito feliz, mas talvez não possa continuar aqui. Na próxima semana os árabes me farão uma proposta e, se for muito, muito dinheiro, novamente deixarei o Brasil rumo aos Emirados Árabes. Mas desta vez, irei como o técnico n.º 1 do Brasil." Então já recebera os abraços e tapinhas que nunca faltam num vestiário de campeão. E já explicara a emoção: "Desde que deixei a Seleção, passei dois meses ouvindo críticas injustas e mantive o equilíbrio. Descarreguei hoje dois meses de angústia e frustração. É a décima partida em que comando o Fluminense e estamos invictos. Chorei de emoção por poder responder com trabalho aos que me chamam de teórico e defensivista."

Por isso Parreira fugira de festa. E, por isso, só começou a ficar tranqüilo quando, 11 minutos depois de entrar sozinho no vestiário, chegou o seu preparador físico Admildo Chirol, seu companheiro na Seleção, com ele demitido há exatos dois meses, no dia 27 de março. "Vamos, Parreira. Todos querem te abraçar. A festa é sua, nós vencemos." , diz Chirol. Parreira tira a mão do companheiro da sua cabeça e responde, entre soluços: "Quero ficar sozinho."

Ainda se passam 20 minutos para que ele se acalme de vez e receba o abraço de Romerito. Saúda o craque paraguaio: "Don Romero, tú eres campeón de Brasil!" Romerito grita, aos pulos: "Eres tú el campeón, tú venciste a todos!" Chega Arnaldo Santiago, o médico, também companheiro da Seleção: "Parreira, você calou a boca de todos." O técnico responde com um abraço forte e um desabafo: "Deus não poderia deixar passar em branco tanta injustiça. Ele me deu este presente."

Maior emoção só existe quando Delei chega ao vestiário e chora nos braços de Parreira: "Professor, nós dedicamos este título ao senhor, que soube nos comandar, deu força e personalidade ao nosso time." .

Marcelo Rezende
Fonte: Revista Placar, 01 de Junho de 1984.