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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Meu eterno amor

Por: Bel.

Acordei.

Assustada. Tive um daqueles sonhos que não gostamos de ter. Um pesadelo. Olho pro celular que está ao meu lado e falo comigo mesma "Ufa, hoje ainda é dia 20, foi só um sonho!".

É impressionante como as mais pequenas coisas se tornam tão gigantes na nossa cabeça. E agora eu tenho certeza essas pequenas coisas não são tão pequenas assim, afinal, sonhei com elas. E de que ou quem eu falo?

Do meu eterno amor. Não, não é meu namorado.

É o amor que veio antes desse. O amor que veste, o amor que entorpece, o amor único, amor resignado, amor, no sentindo mais puro da palavra. O meu amor: Fluminense.

Sonhei, ou melhor, tive o pesadelo que o Flu havia sido desclassificado. Pois, fiquei tão, mas tão triste que parecia real. Nunca agradeci tanto de acordar de um sonho ruim, mesmo que isso significasse ir trabalhar.

Hoje, quartas de final, Maracanã, precisando da vitória, por dois gols de diferença, contra time paulista, exatamente 364 dias depois do jogo mais emocionante da minha vida. É, pois é, meu emocional está um tanto quanto sacudido. E mesmo temerosa estarei lá, lutando com os guerreiros da arquibancada, dando força para os homens do front que orgulhosamente honrarão o manto tricolor. O manto de tantas glórias, o manto do eterno campeão.

E eu só espero que, venha o que vier, venha com luta e doação.

Que todos os jogadores estejam inspirados e iluminados, encarando esta batalha como se fosse a última de suas vidas.

Para a Guerra, Tricolores!

"Aux armes citoyens,
Formez vos bataillons.
Marchons! Marchons!"

(La Marseillaise - Hino da França)

E que João de Deus e Gravatinha e todos os vivos e mortos cantem em uma só voz:
"Sou tricolor de coração...."

E vamos que vamos.

Maracanã. 21:50. 20/05. Eu vou, e você?