Hoje o zagueiro Duílio, que marcou época no Fluminense dos anos 1980, completa 69 primaveras! Felicidades, capitão!
sexta-feira, 13 de março de 2026
Duílio 69
Hoje o zagueiro Duílio, que marcou época no Fluminense dos anos 1980, completa 69 primaveras! Felicidades, capitão!
terça-feira, 13 de março de 2018
Efemérides tricolores - 13 de março
1965: em seu segundo jogo no Torneio Rio-São Paulo, o Fluminense derrotou o Corinthians por 2 a 1, no Estádio do Maracanã, graças aos gols de Ubiraci e Amoroso (este aos 43 minutos do segundo tempo). O gol dos visitantes foi de Flávio, centroavante que seria contratado pelo Fluminense quatro anos depois.
1971: em sua segunda partida no Campeonato Carioca, o Fluminense obteve seu segundo empate: 0 a 0 com o America, no Maracanã. Apesar do início em marcha lenta, aquela campanha terminaria com a conquista do título, em decisão contra o Botafogo (vide 27 de junho).
1974: em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, no Maracanã, o Fluminense ganhou por 2 a 1 do Itabaiana. Manfrini abriu o placar para o Tricolor, Gaúcho empatou para o time sergipano, e Luís Alberto marcou, de voleio, o gol da vitória do Fluminense.
1982: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, no Maracanã, o Fluminense derrotou a Anapolina por 6 a 1, graças aos gols de Gilcimar, Robertinho (dois) e Edinho (três, um de pênalti). Mateus marcou o gol de honra do clube goiano.
1994: em clássico válido pelo Campeonato Carioca, diante de 55.618 pagantes no Maracanã, o Fluminense derrotou o Flamengo por 4 a 2, de virada, com um show de bola do centroavante Ézio. Na etapa inicial, o Flamengo abriu o placar com Charles Baiano, cobrando pênalti; porém, no segundo tempo, o Fluminense foi avassalador, com Luís Antônio empatando e o Super-Ézio marcando três gols (o terceiro, de pênalti); no fim, Charles Baiano descontou para os rubro-negros. Ao fim do jogo, Ézio recebeu a merecida ovação da torcida tricolor: entrara de vez para a história e a lenda do Fla-Flu.
1996: em sua estreia no Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 1 a 0 do Itaperuna, no Estádio de Laranjeiras, gol de Rogério Pinheiro.
1999: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense venceu o Madureira por 2 a 1, graças aos gols de Nonato e Roni.
2002: na partida de volta da segunda fase da Copa do Brasil, no Maracanã, o Fluminense derrotou o Paysandu de Belém por 2 a 0, gols de Fernando Diniz e Roger Flores. Como havia vencido também o jogo de ida (vide 27 de fevereiro), o Tricolor garantiu assim sua classificação à terceira etapa da competição.
2004: em partida válida pelo Campeonato Carioca, no Estádio do Maracanã, o Fluminense venceu o Olaria por 1 a 0, gol do centroavante Marcelo Macedo.
2005: em jogo válido pela Taça Rio (segundo turno do Campeonato Carioca), diante de 49.316 presentes (48.639 pagantes) no Maracanã, o Fluminense ganhou por 4 a 0 do Botafogo, gols de Fabiano Eller, Gabriel, Juninho e Alex Fidelinho. O Tricolor conquistaria tanto o segundo turno quanto o próprio Campeonato Carioca.
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| Rodrigo, centroavante tricolor. |
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| Márcio, goleiro tricolor. |
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| Galhardo e Samarone, craques tricolores. |
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| Suingue, com a camisa da Seleção. |
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| Duílio, zagueiro do Fluminense. |
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| Vampeta. |
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Recordar é viver - Fluminense x Barcelona
Crônica publicada no Pavilhão Tricolor sobre o verdadeiro Fluminense x Barcelona, disputado em 1984, no Giant Stadium, uma semana após o bicampeonato brasileiro.
New Jersey, 3 de junho de 1984.
Há uma semana, o Fluminense conquistava o bicampeonato brasileiro, num Maracanã com gente escorrendo pelas paredes. Consequência da campanha extraordinária: cinco tricolores convocados para o escrete (Paulo Victor, Jandir, Deley, Tato e Assis). Assim, viajamos muito desfalcados para os Estados Unidos.
Estreamos no Giant Stadium empatando diante dos italianos da Udinese, na quarta-feira (1 a 1). Como perdemos a disputa de pênaltis, restou-nos a decisão de terceiro lugar, contra o Barcelona de Diego Armando Maradona, que perdera para o americano New York Cosmos (5 a 3). Na plateia, havia quarenta mil pessoas ansiosas para assistir a um futebol do mais alto nível.
E elas certamente ficaram satisfeitas. Logo no começo, Washington apareceria na cara do gol, mas foi derrubado por Migueli na entrada da área. Paulinho cobrou bem a falta, mas Amador espalmou a córner. Pouco depois, Duílio chutou forte, e no rebote Renê arrematou, para outra boa defesa do goleiro Amador. O Tricolor dominava mesmo as ações no primeiro tempo. Após bela arrancada pelo flanco esquerdo, Leomir invadiu a área e só foi parado pela arrojada saída de Amador.
Aos 27 minutos, a situação começou a mudar. Mágico González é agarrado por Duílio na entrada da área. Maradona cobra na barreira, mas Estella se aproveita do rebote e estufa as redes tricolores: gol do Barcelona, 1 a 0.
Aos 39, Clos arranca pela direita, e quase amplia para a equipe azul-grená. Agora, são os espanhóis que dominam as ações. Aos 41, Maradona arrisca de fora da área, mas a bola passa longe do gol defendido por Ricardo Lopes.
Aos 44, Romerito faz um lançamento espetacular para Aldo. O lateral tricolor levanta na área, e Paulinho bate de primeira: gol do Fluminense, 1 a 1! O futebol é o esporte mais imprevisível. Quando o Fluminense dominava, o Barcelona fez o seu gol. Quando o Barcelona dominava, o Fluminense empatou.
Vem o segundo tempo e o Barcelona continua melhor. Logo no primeiro minuto, Francisco Javier Clos faz grande jogada e passa a Maradona. Don Diego sofre mais uma falta. A infração é cobrada rapidamente, Husillos invade a área, mas adianta demais e a defesa tricolor afasta.
O Fluminense reage com Branco, que lança Romerito. O craque paraguaio invade a área e bate cruzado. A bola sai pela linha de fundo, raspando na trave esquerda dos arcos defendidos por Lorenzo Amador.
Após dois escanteios consecutivos, o quadro catalão voltou a levar perigo. Aos 10, a pressão azul-grená resultou no segundo tento. Um passe espetacular de Maradona deixou González na cara do gol, e o Mágiconão perdoou: Barcelona 2 a 1.
Mas o Fluminense não estava disposto a sair de campo derrotado. Dois minutos depois, Aldo fez sua tradicional jogada de overlapping pela direita e cruzou. Oswaldo empurrou Paulinho, e o árbitro Robert Evans marcou o pênalti. Romerito cobrou com a habitual categoria: 2 a 2.
Pouco depois, escanteio para o Barcelona e uma gracinha de Maradona: o melhor jogador do mundo empurra a bola para as redes usando a mão! O juiz Robert Evans, em cima do lance, marca a infração, e anula o gol. O placar segue empatado em 2 a 2 - no dia 22/06/1986, na Copa do Mundo, Don Diego faria mais um gol de mão, no jogo Argentina 2 x 1 Inglaterra. Dessa vez, o juiz da ocasião acabaria validando o tento, que classificou a Argentina às semifinais do torneio, em que viria a albiceleste se sagrar campeã.
O jogo seguia atraente. As principais jogadas do Fluminense nasciam das tabelas de Aldo com Wilsinho pela direita. Pelo Barcelona, quem se destacava era Maradona, com suas arrancadas e passes. Quando faltavam apenas quinze minutos para a prorrogação, Washington acertou uma bela meia-bicicleta. Mas Amador fez grande defesa, espalmando para escanteio.
Com o tempo normal quase terminando, González cruzou da direita e Husillos finalizou com perigo, mas a bola saiu pela linha de fundo. Ainda houve tempo para Ricardo Lopes bater mal um tiro de meta, nos pés de Maradona. O argentino avançou com perigo, mas foi elegantemente parado por um desarme do capitão Duílio.
A prorrogação teve novidades: foram dois tempos de dez minutos cada, com morte súbita, isto é, um gol encerraria a disputa. As melhores chances foram do Fluminense. No início do primeiro tempo extra, Branco levou perigo ao gol de Amador, em cobrança venenosa de falta - no dia 09/07/1994, em Dallas, Branco faria um gol de falta em circunstâncias parecidas, no jogo Brasil 3 x 2 Holanda, válido pela Copa do Mundo dos Estados Unidos. O tento classificaria o Brasil às semifinais do torneio, em que a Seleção se sagraria campeã.
Aos oito minutos, Renê fez grande jogada e passou a Romerito. O craque paraguaio chutou da entrada da área, para mais uma grande defesa de Lorenzo Amador, que espalmou a córner. Aos 10, mais uma vez Branco arriscou de fora da área, mas a bola saiu pela linha de fundo, à direita do arco catalão. No segundo tempo, Mágico González arrancou pela esquerda, mas foi parado por Duílio, em mais um elegante desarme. Logo depois, Duílio alçou a pelota na área, na cabeça de Washington. Amador fez mais uma grande defesa, evitando novamente o tento do Fluminense.
No final da prorrogação, o Tricolor quase chegou ao gol da vitória. Paulinho cruzou da esquerda, e Romerito cabeceou forte. Porém, lá estava mais uma vez o arqueiro catalão, espalmando para escanteio. Lorenzo Amador coroava definitivamente sua grande atuação.
Então fomos para a decisão por pênaltis. Nesse outro esporte, que pode ser tudo menos futebol, o Barcelona nos venceu por 5 a 4. Romerito desperdiçou a primeira cobrança, defendida por Amador. Mas o goleiro se adiantou, e Robert Evans mandou voltar. Em vão, pois na segunda cobrança nosso craque paraguaio isolou. Depois Husillos, Mágico González, Maradona, Giménez e Canizares converteram para o Barcelona; e Duílio, Paulinho, Washington e Leomir marcaram para o Fluminense.
Voltamos da América com dois empates contra dois dos melhores times do mundo, a Udinese e o Barcelona.
A abarrotada sala de troféus da rua Álvaro Chaves, no entanto, clamava por mais taças. Começava a sentir o cheiro do bicampeonato carioca.
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Observação: foi o último jogo de Diego Armando Maradona com a camisa do Barcelona. Ele se transferiu para o Napoli, da Itália, em uma transação de nove milhões de dólares.
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Ficha técnica:
Fluminense 2 x 2 Barcelona-ESP - Decisão do terceiro lugar do Torneio Transatlântico de 1984.
Fluminense: Ricardo Lopes; Aldo, Duílio, Vica e Branco; Leomir, Renê e Romerito; Wilsinho, Washington e Paulinho. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
Barcelona: Amador; Oswaldo, Migueli (Canizares), Valor e Leiva (Giménez); Olmo, Estella, Husillos e Maradona; Clos e "Mágico" González. Técnico: César Luis Menotti (Argentina).
Árbitro: Robert Evans (EUA).
Gols: Estella e Mágico González para o Barcelona; Paulinho e Romerito (PK) para o Fluminense.
Cartões amarelos: Olmo, Clos e Husillos (Barcelona); Renê, Duílio e Paulinho (Fluminense).
Pênaltis: Barcelona 5 x 4 Fluminense.









