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domingo, 31 de agosto de 2025

O Brasil x Chile de 1989 no Maracanã: o caso Rojas

Rojas e o rojão.

Nesta quinta-feira, 4 de setembro de 2025, a Seleção Brasileira enfrentará o Chile, no Maracanã, em partida válida pela penúltima rodada das eliminatórias da Copa do Mundo. O jogo não vale praticamente nada: a Seleção já está classificada para o Mundial da América do Norte, e o Chile não tem mais nenhuma chance de conseguir uma vaga. Será, assim, um amistoso de luxo.

A situação era muito diferente há quase exatos 36 anos: no domingo, 3 de setembro de 1989, a Seleção Brasileira enfrentava o Chile, no antigo Maracanã, pela última rodada das eliminatórias da Copa do Mundo. E ali valia tudo: quem vencesse iria para o Mundial da Itália; quem perdesse estaria eliminado.

O clima antes do jogo era de muita tensão: a Seleção Brasileira corria o risco de não jogar a Copa do Mundo, algo que jamais havia acontecido (ainda hoje não aconteceu). No jogo de Santiago (13/08/1989 - Chile 1 x 1 Brasil), os tumultos no Estádio Nacional foram tamanhos que a FIFA transferiu o jogo seguinte do Chile, contra a Venezuela, para um campo neutro, na Argentina. Os chilenos se sentiram injustiçados pela punição – e ainda encaravam a decisão no Maracanã como a chance de uma revanche de 1962, quando a Seleção os eliminou na semifinal de sua própria Copa do Mundo, no mesmo Estádio Nacional de Santiago.

A expectativa de casa cheia se cumpriu no domingo: o jogo foi disputado diante de uma daquelas multidões épicas que só cabiam no bom e velho Maracanã (hoje inimagináveis 141.072 pagantes)

Careca briga pela bola com os chilenos.

A Seleção vencia por 1 a 0, gol de Careca aos 4 minutos do 2º tempo, com assistência de Bebeto, e encaminhava sua vaga na Copa do Mundo. O otimismo, no entanto, subitamente daria lugar a uma sensação de preocupação geral, cerca de vinte minutos após o gol.

Enquanto o goleiro Roberto Rojas rolava no gramado, com sangue jorrando de sua cabeça, a torcida nas arquibancadas e cadeiras e na geral do Maracanã não podia acreditar no que estava vendo. Estávamos tão perto de carimbar o passaporte para a Itália, mas aquele foguete que alguém havia estupidamente lançado no gramado provavelmente colocaria tudo a perder.

Parecia claro que o rojão vindo do setor das cadeiras do Maracanã havia atingido Rojas em cheio. Os jogadores chilenos, transtornados, argumentavam com o árbitro argentino Juan Carlos Loustau e faziam gestos obscenos em direção aos torcedores que os vaiavam. Eles acabaram decidindo abandonar o jogo, em solidariedade ao colega ferido. Loustau aguardou o retorno dos chilenos por vinte minutos e encerrou a partida.

Rojas com o curativo na cabeça. Foto: AFP.

Nos dias seguintes, no entanto, ficou demonstrado pelas imagens que Rojas havia fingido ser atingido pelo rojão, que na verdade caiu a cerca de um metro dele. O goleiro confessou que fez um corte no próprio rosto com uma navalha que havia escondido em uma de suas luvas, concretizando um plano que havia arquitetado antes ainda do jogo (sua ideia original era simular ser atingido por uma pedra, tendo sido o lançamento do foguete em sua direção um desses acasos do destino).

Com a farsa chilena exposta, a FIFA confirmou a classificação da Seleção Brasileira à Copa do Mundo, decretando a vitória do Brasil com o placar oficial de 2 a 0 (o que me causaria dor de cabeça anos depois: como, nas estatísticas de confrontos deste blog, eu sempre considero o placar do jogo no campo (no caso 1 a 0), e a CBF considera o placar oficial (no caso 2 a 0), a divergência de um gol entre as minhas estatísticas e as oficiais persiste até hoje).

Roberto Rojas, que era goleiro do São Paulo, foi banido pela FIFA de exercer qualquer função no futebol profissional. Após diversos pedidos, a federação internacional lhe concedeu o perdão em 2001, ano em que ele curiosamente voltou a viver no Brasil, para trabalhar como preparador de goleiros do São Paulo. Ele chegou a assumir o comando técnico do clube paulista em 2003, quando conseguiu a classificação à Copa Libertadores do ano seguinte. Entre 2014 e 2015, Rojas passou por diversos problemas de saúde, em decorrência de uma grave hepatite e uma torção pulmonar. Ele recebeu um transplante de fígado em São Paulo, sobreviveu e ainda mora no Brasil.

Roberto Rojas, com o uniforme do São Paulo.

Rosenery Mello, a secretária da Light que lançou o rojão em direção ao gramado em sua primeira ida ao Maracanã, foi detida pela polícia e nos dias seguintes transformou-se subitamente em uma celebridade nacional. Aos 24 anos, a “fogueteira do Maracanã” chegou a posar nua para a Playboy: foi a capa da edição 172 da revista, em novembro de 1989, por 40 mil dólares fixos, acrescidos de um porcentual das vendas. Segundo o site do jornalista Milton Neves, ela faleceu em 4 de junho de 2011, aos 45 anos, no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, em consequência de um aneurisma cerebral.

A Playboy número 172: “estourando a festa, a nudez e a graça da fogueteira do Maracanã: Rosenery Mello”.

A seleção do Chile foi punida não só com a eliminação, mas também com a proibição de participar das eliminatórias da Copa do Mundo de 1994. Desde então, os chilenos só conseguiram chegar a outros três Mundiais: em 1998, 2010 e 2014 – e em todas as três ocasiões, foram eliminados nas oitavas-de-final, sempre pela Seleção Brasileira. Seria talvez uma daquelas “maldições” que assolam o futebol? A julgar por aquele chute de Mauricio Pinilla no travessão, no último minuto da prorrogação, eu diria que sim…

Pinilla acerta o travessão: a maldição de Rojas?

PCFilho

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

F1 - GP da Bélgica 1989 - Vitória de Ayrton Senna



Classificação final:
1) Ayrton Senna (Brasil) - McLaren-Honda / 1:40:54.196
2) Alain Prost (França) - McLaren-Honda / + 1.304
3) Nigel Mansell (Grã-Bretanha) - Ferrari / + 1.824
4) Thierry Boutsen (Bélgica) - Williams-Renault / + 54.408
5) Alessandro Nannini (Itália) - Benetton-Ford / + 1:08.805
6) Derek Warwick (Grã-Bretanha) - Arrows-Ford / + 1:18.316
7) Maurício Gugelmin (Brasil) - March-Judd / + 1 volta
8) Stefan Johansson (Suécia) - Onyx-Ford / + 1 volta
9) Pierluigi Martini (Itália) - Minardi-Ford / + 1 volta
10) Emanuele Pirro (Itália) - Benetton-Ford / + 1 volta
11) Andrea de Cesaris (Itália) - Dallara-Ford / + 1 volta
12) Ivan Capelli (Itália) - March-Judd / + 1 volta
13) Olivier Grouillard (França) - Ligier-Ford / + 1 volta
14) Jonathan Palmer (Grã-Bretanha) - Tyrrell-Ford / + 2 voltas
15) Luis Pérez-Sala (Espanha) - Minardi-Ford / + 3 voltas
16) Philippe Alliot (França) - Lola-Lamborghini / + 5 voltas

PCFilho

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Os títulos do Fluminense na Copa São Paulo de Futebol Júnior

Foto: comemoração dos jovens tricolores levantando a Copa São Paulo de 1986.

Atendendo a muitos pedidos, resolvi escrever este post para relatar um pouco da história gloriosa do Fluminense na Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, principal competição das categorias de base no Brasil. Vários atletas que tiveram bem-sucedidas carreiras profissionais, no Fluminense e/ou em outros clubes, além da Seleção Brasileira, foram revelados nestas campanhas, dentre os quais Carlos Alberto Pintinho, Edinho, Kléber, Mário Marques, Ricardo Pinto, Alexandre Torres, Eduardo, João Santos, Sílvio e Franklin.

Seguem abaixo os detalhes das cinco campanhas vitoriosas do Fluminense Football Club na Copa São Paulo de Futebol Júnior. O Tricolor sagrou-se campeão da Copinha nos anos de 1971, 1973, 1977, 1986 e 1989. É o segundo clube mais vitorioso da história da competição, atrás apenas do Corinthians, que tem 9 títulos. O Fluminense também tem dois vice-campeonatos na Copa São Paulo, nas edições de 1979 (Marília campeão) e 2012 (Corinthians campeão).

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I) Copa São Paulo 1971
19/12/1970 - Centro Esportivo de Pirituba (São Paulo) - Fluminense 9 (Silvinho 3, Eduardo 3, Vanderlei, Té e Fernando), Nitro-Química/SP 1 (Rubinho)
09/01/1971 - Centro Esportivo de Pirituba (São Paulo) - Fluminense 2, Ponte Preta 2
30/01/1971 - Centro Esportivo de Pirituba (São Paulo) - Fluminense 0, Corinthians 0
13/02/1971 - Centro Esportivo de Pirituba (São Paulo) - Fluminense 1 (Onofre), São Paulo 1 (Luiz Augusto) - na definição por pênaltis, vitória do Fluminense por 3 a 1
28/02/1971 - Centro Esportivo de Pirituba (São Paulo) - Fluminense 2 (Antônio Carlos e José Augusto), Nacional/SP 1 (Vicente)
06/03/1971 - Centro Esportivo de Pirituba (São Paulo) - Fluminense 3 (Silvinho 2 e José Augusto), Botafogo 3 (Tuca, Galdino e Luizinho) - na prorrogação, Fluminense 1 (Onofre), Botafogo 1 (Edinho) - na definição por pênaltis, vitória do Fluminense por 4 a 3
FLUMINENSE CAMPEÃO!
(escalação do Fluminense na decisão: César Augusto; Dejair, Pogito, Carlos Gomes e Jorge Carlos; Jorge Henriques e Fernando; José Augusto, Silvinho, Eduardo (Onofre) e Antônio Carlos (Bequinha). O comando técnico do time era do ídolo Pinheiro.)

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II) Copa São Paulo 1973
11/11/1972 - Pacaembu (São Paulo) - Fluminense 6 (Anselmo 2, Té 2, Kléber e Luiz Alberto), Nitro-Química/SP 0
14/11/1972 - Pacaembu (São Paulo) - Fluminense 4 (Luiz Alberto 2, Marinho e Silvinho), Coritiba 1
09/01/1973 - Fluminense W x O Internacional (o clube gaúcho abandonou o torneio)
16/01/1973 - Parque São Jorge (São Paulo) - Fluminense 1 (Miranda), Nacional/SP 0
20/01/1973 - Parque São Jorge (São Paulo) - Fluminense 0, Grêmio 0 - na definição por pênaltis, vitória do Fluminense por 5 a 4 (gols tricolores na disputa marcados por Pogito, Carlos Alberto Pintinho, Kléber, Marinho e Té)
25/01/1973 - Parque São Jorge (São Paulo) - Fluminense 0, Corinthians 0 - na prorrogação, Fluminense 2 (Té e Silvinho), Corinthians 0
FLUMINENSE BICAMPEÃO!
(o segundo tempo e a prorrogação da final podem ser vistos no Youtube; escalação do Fluminense na decisão: Willys; Zé Maria, Jorge Henrique, Marinho e Carlinhos; Carlos Alberto Pintinho, Kléber e Anselmo (Erivelto); Té, Luiz Alberto (Silvinho) e Euclides. Como na conquista de 1971, comando técnico foi do ídolo Pinheiro. Carlos Alberto Pintinho foi eleito o craque da Copinha. Sobre o elenco campeão, O Estado de São Paulo escreveu: "Dos 18 jogadores que o Fluminense utilizou no campeonato, o que mais se destacou foi Carlos Alberto [Pintinho], de 19 anos, que começou no dente-de-leite do clube, em 1968, e já defendeu a Seleção Brasileira da categoria por duas vezes: em 1972, no torneio de Cannes, e na Olimpíada. Marinho, 20 anos, que já jogou no time principal algumas vezes; Nielsen Elias, 21 anos, [goleiro] que foi titular da Seleção olímpica; e Silvinho, centroavante, 20 anos, artilheiro do time, foram outros elementos de destaque.". Outro nome importante que estava no plantel campeão da Copinha de 1973 é o zagueiro Edinho, que viria a se tornar um ídolo tricolor nos anos seguintes, e disputaria três Copas do Mundo pela Seleção Brasileira. O lateral-esquerdo Carlinhos e o meia Kléber, titulares na conquista dessa Copinha, eram irmãos.)

Um lance da decisão: o goleiro tricolor Willys vence disputa com Ivan "Terrível".
O Fluminense derrotou o Corinthians em pleno Parque São Jorge, na prorrogação.

Pinheiro, uma lenda do Fluminense dentro e fora das quatro linhas.
É o treinador mais vitorioso da história da Copa São Paulo, campeão em 71, 73 e 77.

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III) Copa São Paulo 1977
11/01/1977 - Rua Comendador Souza (São Paulo) - Fluminense 2 (Edevaldo e Mário Marques), Grêmio 1
15/01/1977 - Rua Comendador Souza (São Paulo) - Fluminense 4 (Gilcimar, Robertinho, Gílson e Zezé), Cruzeiro 3
20/01/1977 - Fluminense 2 (Zezé 2), Internacional 1
23/01/1977 - Morumbi (São Paulo) - Fluminense 1 (Mário Marques), Ponte Preta 1 (João Carlos) - na prorrogação, Fluminense 1 (Bené), Ponte Preta 0
FLUMINENSE TRICAMPEÃO!
(escalação do Fluminense na decisão: Pavão; Edevaldo, Viler, Walter e Roberto; Dufrayer, Cléber e Mário Marques; Gilcimar, Robertinho (Bené) e Zezé. Assim como nas duas primeiras conquistas da Copinha, em 1971 e 1973, o comando técnico foi de Pinheiro. O público da final foi o maior da história da Copa São Paulo - 67.608 pagantes, que também assistiram ao amistoso da Seleção Brasileira contra a Bulgária, na sequência - o Brasil venceu por 1 a 0, gol de Roberto Dinamite.)

Fluminense tricampeão da Copinha, em 1977.

Fluminense tricampeão da Copinha em 1977, time titular.

Mário Marques, autor do primeiro gol tricolor na decisão, com a taça.
Naquele mesmo ano, ele estrearia na equipe principal do Fluminense..
Fez 200 jogos no profissional, entre 1977 e 1982. Foi campeão carioca em 1980.

Gols da decisão da Copa São Paulo de 1977, no Morumbi.

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IV) Copa São Paulo 1986
12/01/1986 - Fluminense 0, Santa Cruz 2
14/01/1986 - Fluminense 2, Guapira/SP 1
16/01/1986 - Fluminense 1, Palmeiras 0
18/01/1986 - Fluminense 1, Santo André 0
21/01/1986 - Rua Javari (São Paulo) - Fluminense 2, Bangu 0
23/01/1986 - Fluminense 1, América/SP 0
26/01/1986 - Pacaembu (São Paulo) - Fluminense 2 (Eduardo e Fábio), Ponte Preta 0
FLUMINENSE TETRACAMPEÃO!
(escalação do Fluminense na decisão: Ricardo Pinto; Alexandre Torres, Rangel, João Carlos e Eduardo; João Santos, Muller e Anselmo (Cruz); Charles (Zé Maria), Fábio e Walbert. O comando técnico foi de Toninho Ângelo. O atacante Charles foi eleito o melhor jogador da Copinha. Ricardo Pinto é o goleiro que disputaria mais de 200 jogos como profissional do clube. Alexandre Torres é filho de Carlos Alberto Torres, ídolo do Fluminense e do Santos. Eduardo, autor do primeiro gol da final, é o lateral-esquerdo que jogou nas equipes profissionais de Fluminense, Cruzeiro, Vasco, Grêmio, Santos, Botafogo, Ponte Preta e Friburguense.)

Os tetracampeões da Copinha (site Melhores da Base).

Fluminense tetracampeão da Copinha, em 1986. (Gazeta Press)
Em pé: Muller, João Carlos, Alexandre Torres, Rangel, Ricardo Pinto e Eduardo.
Agachados: João Santos, Fábio, Anselmo, Charles e Walbert.


Gols da final da Copa São Paulo de 1986, no Pacaembu.

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V) Copa São Paulo 1989
07/01/1989 - Pacaembu (São Paulo) - Fluminense 2, Nacional/SP 2 - nos pênaltis, vitória do Fluminense por 5 a 4
10/01/1989 - Canindé (São Paulo) - Fluminense 1, Portuguesa 0
12/01/1989 - Rua Javari (São Paulo) - Fluminense 1, XV de Piracicaba 2
14/01/1989 - Centro de Treinamento (São Paulo) - Fluminense 1 (Alexandre Gama (olímpico)), América/SP 0
16/01/1989 - Pacaembu (São Paulo) - Fluminense 2 (Sílvio 2), Internacional 1 (Guedes)
19/01/1989 - Pacaembu (São Paulo) - Fluminense 1 (Sílvio (pênalti)), Juventus 0
FLUMINENSE PENTACAMPEÃO!
(escalação do Fluminense na decisão: Jeferson; China, Tito, Marcelo Barreto e César Diniz; Carlos André, Marcelo Gomes e Robert; Alexandre Gama (Nílson), Sílvio e Franklin. O comando técnico foi de Sebastião Rocha. Também participaram da campanha do título os atacantes César e Ronaldo Alfredo. O centroavante Sílvio, autor dos dois gols da semifinal e do gol do título, foi eleito o melhor jogador da Copinha.)

Os melhores momentos da final da Copa SP de 1989, e o gol de Sílvio, cobrando pênalti.

Fluminense pentacampeão da Copinha, em 1989. (Revista Placar)
Em pé: China, César Diniz, Marcelo Barreto, Tito, Jeferson e Carlos André.
Agachados: Alexandre Gama, Marcelo Gomes, Sílvio, Robert e Franklin.

Os campeões da Copa São Paulo de 1989 festejam com a taça. (Revista Placar)

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PCFilho

(fontes de pesquisa: acervo do Flu-Memória, Revista Placar, Site Melhores da Base, O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil, Gazeta Press, RSSSF Brasil, Wikipedia e arquivos pessoais)

(agradecimentos especiais pela generosa colaboração: Alexandre Magno Barreto BerwangerDhaniel Cohen e Carlos Santoro)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Atlético Nacional 0 x 1 Milan - Copa Intercontinental de 1989


Nesta semana, o Atlético Nacional de Medellín tentará conquistar o Mundial de Clubes da FIFA, no Japão. Em 1989, o clube colombiano esteve no país asiático, para a disputa do duelo contra o Milan, pela Copa Intercontinental.

O Atlético Nacional, sob o comando técnico de Francisco Maturana, jogou com: Higuita; Escobar, Gómez, Cassiani e Herrera; Pérez, Arango (Restrepo), Álvarez e Alexis García; Arboleda (Usuriaga) e Tréllez.

O Milan, comandado por Arrigo Sacchi, jogou com: Galli; Tassotti, Costacurta, Baresi e Paolo Maldini; Fuser (Evani), Donadoni, Rijkaard e Ancelotti; Van Basten e Massaro (Simone).

O Atlético Nacional havia conquistado a Copa Libertadores de 1989 após uma decisão dramática contra o Olimpia, do Paraguai. Já o Milan vencera o Steaua de Bucareste por 4 a 0, na decisão da Copa Europeia, em Barcelona. A Copa Intercontinental foi disputada em jogo único, no Estádio Olímpico de Tóquio.

Em uma partida dramática, o quadro italiano sagrou-se campeão intercontinental após empate em 0 a 0 no tempo normal, e vitória por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Evani, cobrando falta da entrada da área, aos 14 minutos do segundo tempo (119 de jogo). O lendário goleiro colombiano Higuita, que teve ótima atuação, não conseguiu alcançar a bola, que entrou no cantinho do gol.


No Mundial da FIFA de 2016, o Atlético Nacional enfrentará o Kashima Antlers, do Japão, na fase semifinal. Caso vença, o quadro colombiano jogará a decisão contra o ganhador do duelo entre América do México e Real Madrid.

Boa sorte, Atlético Nacional! O Brasil está contigo!

PCFilho

segunda-feira, 24 de junho de 2013

16/07/1989 - Brasil 1 x 0 Uruguai



Ficha Técnica
16/07/1989 - Brasil 1 x 0 Uruguai - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Decisão da Copa América de 1989.
Público: 132.743 pagantes.
Árbitro: Hernán Silva (Chile).
Brasil: Taffarel; Mauro Galvão, Aldair e Ricardo Gomes; Mazinho, Dunga, Silas (Alemão), Valdo (Josimar) e Branco; Bebeto e Romário. Técnico: Sebastião Lazaroni.
Uruguai: Zeoli; Herrera, Gutiérrez, De León e Domínguez; Ostolaza (Correa), Perdomo, Rubén Paz (Da Silva) e Francescoli; Alzamendi e Rubén Sosa. Técnico: Oscar Tabárez.
Gol: Romário, aos 4' do 2º tempo.
Brasil, campeão da Copa América de 1989.

PCFilho

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

F1 - GP do México 1989 - Vitória de Ayrton Senna



Classificação final:
1) Ayrton Senna (Brasil) - McLaren-Honda / 1:35:21.431
2) Riccardo Patrese (Itália) - Williams-Renault / + 15.560
3) Michele Alboreto (Itália) - Tyrrell-Ford / + 31.254
4) Alessandro Nannini (Itália) - Benetton-Ford / + 45.495
5) Alain Prost (França) - McLaren-Honda / + 56.113
6) Gabriele Tarquini (Itália) - AGS-Ford / + 1 volta
7) Eddie Cheever (EUA) - Arrows-Ford / + 1 volta
8) Olivier Grouillard (França) - Ligier-Ford / + 1 volta
9) Martin Brundle (Grã-Bretanha) - Brabham-Judd / + 1 volta
10) Stefano Modena (Itália) - Brabham-Judd / + 1 volta
11) Nelson Piquet (Brasil) - Lotus-Judd / + 1 volta
12) Christian Danner (Alemanha) - Rial-Ford / + 2 voltas
13) Alex Caffi (Itália) - Dallara-Ford / + 2 voltas
14) René Arnoux (França) - Ligier-Ford / + 3 voltas
15) Johnny Herbert (Grã-Bretanha) - Benetton-Ford / + 3 voltas

PC

terça-feira, 28 de abril de 2009

Recordar é Viver especial F1 - A batalha de Suzuka


Após um ano de intensa rivalidade com seu companheiro de equipe Alain Prost, Senna, atual campeão tinha tudo para, novamente, levantar o caneco ao final da temporada. Antes disso, até, já que fazia um campeonato belíssimo.

Tão arrasador era o seu desempenho que o seu maior rival, mesmo pilotando uma McLaren igual à do brasileiro, insinuava que a equipe privilegiava o atual campeão, fornecendo-lhe melhor material. Mas os Deuses da Velocidade trataram de desfazer qualquer mal-entendido gerado pelas acusações, e acabaram prejudicando o Ayrton: duas quebras de motor (Phoenix e Itália) e uma de câmbio (França) além de ele também não completar as provas de Silverstone (errou dele mesmo) e Portugal (acidente com Mansell, que fez todas as besteiras possíveis nessa prova). Com isso, o piloto francês passou à frente no campeonato e, na penúltima prova do ano, em Suzuka, só restava uma opção ao Senna: vencer! Qualquer outro resultado dava o título ao Prost.

Veio então a fatídica corrida, e não deu outra: Senna e Prost disputavam a liderança. A sete voltas do fim, Senna tenta a ultrapassagem na chicane, e Prost não evita o toque. Afinal, se ambos abandonassem a prova, ele seria campeão. Mas Senna não queria desistir, e pediu ajuda aos comissários para voltar, já que o motor de seu carro tinha morrido.

No toque, Ayrton teve a asa dianteira quebrada, e precisou parar nos boxes para trocá-la. Ele tinha cinco voltas para tentar chegar à primeira posição, que era de Alessandro Nannini, piloto italiano da Benetton. Senna acelerou muito, voou baixo, foi lá e conseguiu a vitória, que adiava a decisão para a Austrália. Mas aí veio a má notícia: na sua volta à pista, depois da batida com Prost, Senna cortou a chicane, e por isso foi desclassificado (alguns acham que foi porque ele foi ajudado pelos fiscais, mas isso é - ou era - permitido no regulamento). Com isso, Nannini venceu a corrida, e Prost foi campeão mundial naquele ano. Tri-campeão.

Senna não só foi desclassificado, como teve sua superlicença cancelada. Eis o que ele disse sobre o incidente:

"Eu acho que o que aconteceu em 1989 foi imperdoável e eu nunca irei esquecer isso. Eu me empenho em lutar até hoje. Você sabe o que aconteceu aqui: Prost e eu batemos na chicane, quando ele virou sobre mim. Apesar disso, eu voltei à pista, ganhei, e eles decidiram contra mim, o que não foi justo. E o que aconteceu depois foi "teatro", mas eu não sei o que pensei. Se você faz isso, você será penalizado, multado e talvez perca sua licença. Essa é a forma correta de trabalhar? Não..."


Aí começaram seus desentendimentos com o presidente da FIA, Jean-Marie Balestre. Aí também sua rivalidade com Prost atingia níveis mais intensos. Esta batalha estava perdida, mas haveria outra, no mesmo cenário, mas com desfecho diferente.

rafs

Volta da pole position: