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sexta-feira, 10 de março de 2017

Sabe aquele estudo que aponta Berrío como 2º atleta mais rápido do mundo? Ele não existe.


Os flamenguistas andam empolgados com a contratação do colombiano Orlando Berrío, campeão da Copa Libertadores do ano passado, jogando pelo Atlético Nacional, de seu país. Seu principal atributo parece ser uma impressionante velocidade, qualidade muito importante para um atacante.

Mas empolgação tem limite: andam dizendo por aí que um estudo aponta Orlando Berrío como o segundo futebolista mais rápido do mundo, perdendo apenas para o galês Gareth Bale, do Real Madrid. Será?

De fato, foi realizado um estudo dos jogadores mais rápidos do mundo, em 2015, por encomenda do Pachuca, do México, que queria descobrir se seu atleta Jürgen Damm era o Usain Bolt do futebol. O estudo teria até o aval da FIFA, e Damm ficou na segunda colocação, atrás apenas do já citado Bale. Os resultados do estudo foram noticiados mundo afora, inclusive aqui no Brasil. Os dez jogadores mais rápidos do mundo alegadamente seriam:
1º. Gareth Bale (País de Gales, Real Madrid) - 36,90 km/h
2º. Jürgen Damm (México, Pachuca) - 35,23 km/h
3º. Antonio Valencia (Colômbia, Manchester United) - 35,10 km/h
4º. Aaron Lennon (Inglaterra, Tottenham Hotspur) - 33,80 km/h
5º. Cristiano Ronaldo (Portugal, Real Madrid) - 33,60 km/h
6º. Theo Walcott (Inglaterra, Arsenal) - 32,70 km/h
7º. Lionel Messi (Argentina, Barcelona) - 32,50 km/h
8º. Wayne Rooney (Inglaterra, Manchester United) - 31,20 km/h
9º. Frank Ribéry (França, Bayern München) - 30,70 km/h
10º. Sergio Ramos (Espanha, Real Madrid) - 30,60 km/h

Vale ressalvar que o estudo gerou certa desconfiança, pois não foram relatados os procedimentos utilizados para as medidas, ou para a escolha do espaço amostral. Além disso, os resultados não parecem realistas, colocando Gareth Bale quase tão rápido quanto os grandes velocistas da história, apesar de todas as desvantagens que um futebolista enfrenta (correr na grama, de chuteira, desviando de adversários e conduzindo a bola é muito mais complicado que correr na pista, de sapatilha, sem adversários para desviar e sem bola para conduzir).

Pois bem: foi Berrío ser anunciado como reforço pelo Flamengo, que começaram a pipocar notícias de um suposto estudo que o apontaria como segundo futebolista mais rápido da Terra. Até o repórter Eric Faria, da TV Globo, citou o tal estudo na transmissão de Flamengo x San Lorenzo, na quarta-feira 8. Jornais tradicionais, como O Globo e Jornal do Brasil, também publicaram matérias a respeito.

Porém, vejam só, tal estudo não existe (!!!). Algum gaiato por aí simplesmente pegou a lista acima, com os mesmíssimos valores, acrescentou dois jogadores - Berrío, com supostos 36,00 km/h, e Pierre-Emerick Aubameyang (Gabão, Borussia Dortmund), com 34,60 km/h -, tirou Ribéry e Ramos, e divulgou como se fosse um novo estudo!

E vários jornalistas brasileiros, mostrando o habitual despreparo, caíram na mentira feito patinhos inocentes. A verificação da informação poderia ter sido feita facilmente, numa pesquisa básica na internet. Haja vontade de enaltecer o Flamengo, hein? Depois dizem que Flapress não existe...

De qualquer forma, a velocidade de Berrío não tem sido tão útil para o Flamengo quanto outra habilidade do rapaz: a "malandragem" de empurrar adversários na barreira para facilitar gols de falta. Né, Diego

Assim até eu...

PCFilho

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Observatório da imprensa esportiva #5 - O Globo

Na sua edição desta segunda-feira 8, o caderno de esportes d'O Globo sepultou de vez a sua reputação, com a publicação de um infográfico com erros históricos grosseiros, referentes à história do Campeonato Brasileiro. É uma pena que o tradicional caderno, que já teve em suas páginas as geniais crônicas de Nelson Rodrigues, hoje esteja rebaixado à condição de fanzine do clube predileto de seus editores.

A primeira incorreção: Flamengo campeão de 1987. A informação "dividiu o título com Sport"
está equivocada - o clube pernambucano sempre foi e continua sendo o único campeão oficial.
Vide post A verdade sobre 1987.

OK, até compreendo que a questão de 1987 é polêmica, e que o jornal tenha seu posicionamento (que nada tem de imparcial, vale dizer, já que as Organizações Globo patrocinaram apenas o módulo que o Flamengo venceu). Mas reparem que 1987 não é a única manipulação do infográfico: ora, por que o início se dá em 1973 e não em 1967? Será que é para esconder o Campeonato de 1970, conquistado pelo Fluminense? (coisa que, aliás, o jornal sempre fez, ao longo de sua história, numa vergonhosa tentativa de apagar fatos do passado, à moda do ditador soviético Stalin)

Entretanto, o pior ainda viria: a parte mais equivocada do infográfico estava depois, na parte sobre os rebaixamentos...

"Homenagem" aos "gigantes rebaixados": recorde mundial de equívocos.

São tantos os erros que eu não sei por onde começar. O leitor desatento bate os olhos e logo conclui: dos gigantes, o Fluminense é o clube que mais caiu, o único rebaixado quatro vezes. Equívoco: os rebaixamentos de 1996 e 2013, embora tenham acontecido, foram cancelados, e portanto não deveriam constar de lista alguma. OK, é um direito do jornal fazer constar os tais rebaixamentos não-concretizados, desde que: 1) explique corretamente os fatos e 2) adote o mesmo tratamento para todos os clubes. O Globo, vergonhosamente, não cumpriu nenhuma destas duas condições.

Vejamos a explicação dada pelo jornal sobre 1996: "movimento dos clubes impediu que o tricolor jogasse a Série B em 1997". Equívoco: o Fluminense teve seu rebaixamento cancelado porque o Campeonato de 1996 estava comprometido, com resultados fabricados no escândalo 1-0-0 (os leitores que quiserem conhecer os detalhes, vide post A verdade sobre 1996). Os clubes que foram salvos do descenso foram, na verdade, Corinthians e Atlético Paranaense, envolvidos na manipulação dos resultados. Mas observem que, ali, no escudinho do Corinthians, não consta o ano de 1996...

Passemos agora à explicação dada pelo jornal sobre 2013: "com erro de escalação, a Portuguesa perdeu 3 pontos e caiu". Não foram 3 pontos, foram 4. Mas o pior é: cadê a citação ao Flamengo, cara pálida? Ora, o Flamengo terminou o Campeonato atrás do Fluminense (confiram aqui) - contar um rebaixamento para o Flu em 2013 e não contar um para o Fla é uma demonstração inequívoca de parcialidade. Uma análise crua da tabela revela que o erro da Portuguesa salvou o Flamengo do descenso, não o Fluminense (insisto, confiram aqui).

O exposto acima já seria suficiente para demonstrar a sanha mentirosa do caderno de esportes d'O Globo, pois fica evidenciada uma perseguição insana ao Fluminense. Os rebaixamentos "polêmicos" de outros clubes são varridos para debaixo do tapete. Cadê 1996 na lista de rebaixamentos do Corinthians, conforme a explicação acima? Cadê 2013 na lista de rebaixamentos do Flamengo, conforme a explicação acima? Cadê os rebaixamentos do Botafogo em 1986 e 1999?

Vídeo: jornalista Fernando Vanucci anunciando rebaixamento 
do Botafogo em 1986.

Por que só mostrar as "manobras" do Fluminense - e ainda de forma tão escandalosamente mentirosa? Qual é o interesse do jornal O Globo em diminuir tanto o Fluminense, incontestavelmente o clube mais importante da história do futebol brasileiro?

O jornal O Globo está convidado a publicar este meu texto em seu site e em sua seção de cartas. Já o Fluminense Football Club deveria, em minha opinião, exigir uma retratação por parte do veículo.

PCFilho

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Sobre a violência contra tricolores

Agora há pouco, recebi um relato de violência contra tricolores nas ruas do Rio de Janeiro, que me atingiu especialmente, por ter sido contra dois amigos meus (Vândalos hostilizam e jogam bomba em dois tricolores na Zona Sul do Rio - Globoesporte). E o pior é que não foi a primeira notícia de agressão física gratuita contra torcedores e profissionais do Fluminense (vide Torcedores do Flu relatam casos de hostilidade após julgamento no STJD - Globoesporte e Horas depois do julgamento, atacante do Fluminense é hostilizado no Galeão - Blog Bastidores FC). Além disso tudo, ainda há a "batalha virtual", travada na internet, nas redes sociais, com campanhas do tipo "dezenove contra um".

Três amigos já vieram me pedir um conselho sobre sair à rua com a camisa do Fluminense. A eles, dei uma resposta que me enoja, e me faz pensar se vivemos mesmo em uma democracia: "melhor não". Vejam a que ponto chegamos: para garantirmos nossa integridade física, não podemos vestir nossa camisa preferida, aquela que é praticamente nossa segunda pele. Fomos proibidos por uma ditadura velada: ostentar as nossas três lindas cores hoje em dia equivale, sem exagero e de forma absolutamente injusta, a andar por aí com uma suástica tatuada na testa.

Por que este absurdo está acontecendo? Por que estão hostilizando inocentes nas ruas, como se nós fôssemos os responsáveis por alguma horrível barbárie?

Ainda que o Fluminense tivesse tido alguma participação em "viradas de mesa" do futebol brasileiro (o que definitivamente nunca aconteceu, conforme já esclareci aqui), que culpa os torcedores do clube teriam nisso? A resposta é, obviamente, nenhuma.

É importante ressaltar que estas ações violentas contra os tricolores nas ruas não são culpa apenas dos imbecis que as perpetram. Estes são apenas a ponta do iceberg. A verdadeira causa deste sentimento generalizado de ódio contra inocentes está no comportamento nazista da imprensa. Jornalistas irresponsáveis, como os senhores Renato Maurício Prado e Mauro Cezar Pereira, entre outros, incentivaram e alimentaram este sentimento, e têm em suas mãos o sangue das vítimas atuais e futuras. Sem noção do alcance que têm, estes idiotas que povoam a mídia esportiva conseguiram criar a maior campanha de ódio da história do Brasil.

O dano causado ao nosso Fluminense, patrimônio do esporte brasileiro, exemplo histórico de fidalguia, já é incomensurável. Mas ainda há tempo de agir. À diretoria do Fluminense, da qual sou ferrenho crítico, eu imploro: tomem providências sérias. Esta é a maior crise de nossa história. Estamos sofrendo agressões gratuitas apenas porque somos tricolores, um absurdo, repito, análogo ao ódio nazista aos judeus. Na condição de torcedor do Fluminense, exijo que o clube tome ações concretas contra estes senhores e estas instituições responsáveis pela campanha de ódio contra o maior clube do país.

Às autoridades da Polícia e da Justiça, rogo que façam cumprir a Lei deste país, que é uma democracia e deveria garantir aos seus cidadãos a plena liberdade de expressão e o direito inalienável de ir e vir. Estas ações violentas contra os torcedores do Fluminense precisam ser severamente punidas. Sem desculpas, sem relativismos. A situação que estamos vivendo é inadmissível em qualquer circunstância, e está se tornando insustentável. As consequências da escalada de violência contra os tricolores são óbvias. Se os crimes já cometidos passarem impunes, mais cedo ou mais tarde, alguém será gravemente ferido ou, Deus nos livre, coisa pior.

Aos jornalistas canalhas que difamaram e denegriram o Fluminense nas últimas semanas, e são, repito, os grandes responsáveis por esta situação de calamidade, espero que um dia paguem na Justiça pelo que fizeram. Mas se quiserem mesmo se redimir, poderiam começar por uma retratação, com um pedido público de desculpas. É o mínimo que poderiam fazer neste momento de tensão, se tiverem um mínimo resquício de caráter.

Aos torcedores do Fluminense, peço paciência. Pela integridade física, repito o conselho dado acima: melhor, por ora, evitar usar na rua as mais belas camisas do planeta. Mas não fujamos à luta. Eu sei que está difícil, mas não se calem. Defendam o Fluminense com unhas e dentes, nas ruas e aqui na web (e futuramente na Justiça). Os canalhas não vão nos vencer.

PCFilho

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Renato Maurício Prado dá piti por convocação de Ronaldinho

Um exemplo de jornalista isento...


Flapress pouca é bobagem...

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Flamenguismo exacerbado à parte, Renato Maurício Prado foi deselegante:

- com o companheiro André Rizek, ao ridicularizar sua opinião.

- com os jogadores Luiz Gustavo, Jadson e Fernandinho, que são muito bem sucedidos, jogando na Europa e na Seleção Brasileira.

Deveria pedir desculpas públicas por essas declarações absolutamente lamentáveis.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A prova inequívoca da existência da Flapress


Amigos, examinem a figura acima. Alerto logo: não se trata de ilustração de um blog flamenguista, ou do "Jornal da Nação". Trata-se da capa do caderno de esportes d'O Globo da última quarta-feira.

Cabe a descrição detalhada do cartaz quase hollywoodiano, para que os leitores percebam cada detalhe da obra. O nome da saga é "A Era Zico - Parte II". O personagem principal é Arthur Antunes Coimbra, o Zico, semi-deus banhado em ouro que surge imponente acima de todos. Atrás da figura dourada, aparece a massa de fanáticos, empunhando bandeiras estampadas com o rosto de seu líder supremo. Abaixo, encontram-se o próprio Partenon grego (!!!!!!!), e duas figuras com rostos abobalhados, como que babando de admiração pelo ser superior (a presidente Patrícia Amorim e o treinador Rogério Lourenço).

Entendo o entusiasmo dos flamenguistas com a contratação de Zico para o cargo de diretor executivo de futebol (apesar de o Galinho nunca ter exercido tal função, nem possuir formação acadêmica compatível). A empolgação da massa rubro-negra tem motivos óbvios: Zico é o maior ídolo da história do Flamengo, marcou centenas de gols com a camisa preta e vermelha, e deu ao clube três Campeonatos Brasileiros e uma Libertadores, entre outros títulos. O torcedor, do alto de sua paixão, tem o direito de sofrer seus delírios de grandeza, de achar que Zico pode solucionar os gravíssimos problemas estruturais do clube. Os jornais também possuem o direito de considerar a notícia da assunção de Zico digna de suas manchetes.

Os jornais só não têm um direito: distorcer as coisas. Esta capa d'O Globo é tão surreal, tão bizarra, tão inacreditável, que ainda acho que ela de fato não existiu.

Eu lia este caderno de esportes desde minha infância, praticamente todos os dias. Deixei de lê-lo no primeiro semestre do ano passado, quando percebi que a intenção do espaço era aumentar o Flamengo e diminuir os outros clubes do Rio de Janeiro. O estopim foi uma coluna de Renato Maurício Prado, intitulada "Tri-Vice", às vésperas da final do Campeonato Carioca, entre o então bicampeão Flamengo e o então "bi-vice" Botafogo. Na condição de tricolor nato e confesso, eu não tinha nada a ver com aquela final. Mas a empáfia, a soberba e a arrogância daquela coluna rubro-negra me fizeram desistir daquelas páginas para sempre.

Não sei por que eu ainda me surpreendia. Em 2008, o mesmíssimo caderno já publicara que "o Fluminense é um clube com a vocação para ser regional no nome" (sic). Isso mesmo, em 2008, poucas semanas após o Fluminense ter chegado à maior final continental, tendo perdido a batalha apenas nos pênaltis!

Lembro a todos que, em 2008, chegou à presidência do Vasco da Gama Roberto Dinamite, tido por muitos como o maior ídolo da história do clube. Pergunto: por que Dinamite não mereceu uma capinha com ares épicos n'O Globo? Ora, ele foi levado ao cargo pelos sócios vascaínos, eleito democraticamente, e não recebe um centavo para exercer a função. Sinceramente, a chegada de Dinamite à presidência do Vasco merecia muito mais cartaz que esta nova empreitada de Zico.

Até anteontem, eu ainda escutava uns poucos sujeitos duvidando da existência da imprensa rubro-negra. Depois desta capa, não podem restar dúvidas: a Flapress existe, e atua incessantemente em favor do rubro-negro. Que vendam seus jornais para os alienados. A cor do meu dinheiro, não verão, nunca mais.

PC

PS: se a coisa desandar na Gávea, a capa épica poderá virar motivo de piada. Só faltarão um J e um acento agudo...