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sábado, 1 de julho de 2017

Efemérides tricolores - 1º de julho


1917: em partida válida pelo Campeonato Carioca, no campo da rua Guanabara (atual Estádio de Laranjeiras), o Fluminense venceu o São Cristóvão por 4 a 1, gols de Couto (2) e Chico Netto (2, ambos de pênalti). Foi a terceira vitória tricolor em três jogos, no início da campanha do título tricolor.

1928: em jogo do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense goleou o Andarahy por 6 a 2, em atuação espetacular do craque Preguinho, autor de quatro gols. Os outros gols tricolores foram de Milton e Alfredinho.

1951: em amistoso realizado na Fonte Nova, em Salvador, o Fluminense venceu o Bahia por 2 a 0, gols de Joel e Didi. Pela vitória, o Fluminense recebeu a Taça Secretário da Viação de Obras Públicas da Bahia.

1961: em amistoso internacional, diante de 30.000 pessoas no Estádio Mestalla, em Valencia, na Espanha, o Fluminense venceu o Valencia por 3 a 2. Os gols tricolores foram de Waldo (2) e Calazans. Este foi o último jogo de Waldo com a camisa do Fluminense: o maior artilheiro da história tricolor acabaria sendo negociado com o próprio Valencia, que buscava um centroavante após a trágica morte do brasileiro Walter Marciano de Queirós, em acidente automobilístico no dia 21/06/1961. O pequeno filho de Walter deu o pontapé inicial da partida, em um momento de muita emoção e carinhosos aplausos. No Valencia, Waldo também se tornaria ídolo: meses depois, no dia 19/11/1961, no mesmo Mestalla, ele marcaria 4 gols na épica vitória do Valencia sobre o Barcelona, por 6 a 2. Com 184 gols nos anos seguintes, tornou-se o maior goleador da história do clube espanhol. No Fluminense, Waldo totalizou 319 gols em 403 jogos pelo time principal, entre 1954 e 1961, com as conquistas do Campeonato Carioca de 1959 e dos Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960 (nestes dois últimos, foi também o artilheiro).
Waldo, o maior artilheiro da história do Fluminense.

1979: em partida válida pelo Campeonato Carioca, em Moça Bonita, o Fluminense derrotou o Bangu por 4 a 0, com gols de Robertinho (2) e Fumanchu (2, um de pênalti).

1984: em sua partida de estreia no Campeonato Carioca, o Fluminense venceu o America por 2 a 1, no Maracanã. Os gols tricolores foram de Tato e Deley. Após conquistar o Campeonato Brasileiro na decisão contra o Vasco, o Fluminense iniciava sua jornada rumo ao bicampeonato carioca. E nenhum rival conseguiria parar a nova Máquina Tricolor...

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Aniversariantes do dia:

Elísio Gabardo (1911), centroavante com curta passagem pelo Fluminense na temporada de 1935, tendo marcado 2 gols em 7 jogos com a camisa tricolor. Foi campeão do Torneio Aberto do Rio de Janeiro.

Admildo de Abreu Chirol (1934), treinador e preparador físico, que esteve no comando técnico do time profissional do Fluminense entre outubro de 1978 e abril de 1979.

Oldair Barchi (1939), meio-campista com 22 gols em 135 jogos pelo Fluminense, entre as temporadas de 1961 e 1965. Foi campeão carioca em 1964.

Emerson Loureiro Monteiro (1979), zagueiro com 5 atuações pelo time profissional do Fluminense, na temporada de 1999.

Anderson Vital da Silva, o Dedé (1988), zagueiro com passagem nas categorias de base tricolores, que atuou profissionalmente por Volta Redonda, Vasco e Cruzeiro.

Edson Felipe da Cruz (1991), volante com 11 gols marcados em 100 atuações pelo Fluminense, entre as temporadas de 2014 e 2016.

PCFilho

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Efemérides tricolores - 28 de junho


1914: cerca de 8.000 pessoas lotaram as arquibancadas do campo do Fluminense, na rua Guanabara, em Laranjeiras, para assistir à aguardada partida entre a Seleção Carioca e a Seleção Paulista. A Seleção Carioca jogou com: Harry Robinson (Paysandu); Píndaro de Carvalho (Flamengo) e Emmanuel Augusto Nery (Flamengo); Rolando de Lamare (Botafogo), Lulu Rocha (Botafogo) e Armando de Almeida "Gallo" (Flamengo); Oswaldo Gomes (Fluminense), Sidney Pullen (Paysandu), Harry Welfare (Fluminense), Mimi Sodré (Botafogo) e A. Brewerton (Rio Cricket). A Seleção Paulista atuou com: Hugo de Moraes (Paulistano); Orlando Pereira (AA Mackenzie College) e O'May (Scottish Wanderers); Alfredo Grillo (Paulistano), Rubens Salles (Paulistano) e Arthur Friedenreich (Ypiranga); Xavier "Formiga" (Ypiranga), Juvenal Campos Filho (Ypiranga), Décio Vicari (AA Mackenzie College), Archie McLean (Scottish Wanderers) e G. A. Hopkins (Scottish Wanderers). O jogo terminou com o placar de 1 a 1, com o tricolor Welfare abrindo o placar para os cariocas no primeiro tempo, e Juvenal empatando para os paulistas na etapa complementar. No mesmo dia, em Sarajevo, o arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa Sofia de Hohenberg eram assassinados, e começava a Primeira Guerra Mundial.

1925: em partida válida pelo Campeonato Carioca, no campo da rua Figueira de Melo, o Fluminense derrotou o São Cristóvão por 5 a 0, gols de Moura Costa, Nilo (3) e Coelho.

1929: no Estádio de Laranjeiras lotado, a Seleção Carioca, com cinco titulares do Fluminense, empatou em 1 a 1 com o Chelsea, da Inglaterra. Os cariocas atuaram com: Joel (America); Espanhol (Vasco) e Hildegardo (America); Nascimento (Fluminense), Fernando Giudicelli (Fluminense) e Fortes (Fluminense); Ripper (Fluminense), Lagarto (Fluminense), Luiz de Carvalho (Botafogo), Nilo (Botafogo) e Theóphilo (São Cristóvão). O Chelsea abriu o placar com Jackson, e a Seleção Carioca empatou com um gol do tricolor Ripper. O jogo noturno no Estádio do Fluminense foi a primeira vez que o Chelsea jogou com luz de refletores em sua história. Os funcionários do clube londrino apontaram Laranjeiras como "um dos melhores e mais bem equipados estádios do mundo", e ficaram também encantados com a elegância das senhoras que assistiam ao jogo. À Folha da Manhã, um deles afirmou: "o ambiente naturalmente grandioso nos dava a impressão de uma noite de grande gala, na Opera House, de Londres. Estupendo!"O clube inglês excursionava pela América do Sul, e veio ao Rio de Janeiro a convite do Fluminense.
Reprodução da Folha da Manhã.

1953: no segundo jogo da semifinal do Torneio Rivadávia Corrêa Meyer, no Pacaembu, o Fluminense venceu o São Paulo por 1 a 0 no tempo regulamentar, com um gol de Telê, aos 42 do 1º tempo. Como o São Paulo havia vencido a primeira partida por 1 a 0, foi realizada uma prorrogação de trinta minutos, que o clube paulista venceu por 1 a 0, classificando-se assim para a decisão da competição. Esta foi a única prorrogação que o Fluminense perdeu em toda a sua história.

1959: na sequência da excursão pelas regiões Norte e Nordeste, o Fluminense goleou o Nacional de Manaus por 11 a 1, no Parque Amazonense. O destaque da goleada foi o artilheiro Waldo, que anotou 5 gols. Os demais tentos tricolores foram de Jair Francisco (2), Telê, Maurinho e Wilson Bauru, além de um gol-contra. Este foi o 11º dos 20 triunfos consecutivos daquele time: a maior sequência de vitórias da história do Fluminense, entre 31 de maio e 18 de agosto (vejam a lista completa de resultados aqui).

1961: seguindo o giro pela Europa, o Fluminense fez sua segunda partida na Espanha, goleando o Deportivo Málaga por 6 a 0, gols de Pinheiro, Jair Francisco, Waldo (3) e Jaburu, no Estádio La Rosaleda, em Málaga. O Deportivo Málaga era um dos principais clubes da Andalucía, tendo sido um predecessor do atual Málaga Club de Fútbol, fundado em 1994. Naquela temporada, disputaria a segunda divisão espanhola, e conseguiria o acesso para a elite.

1969: na estreia na Taça Guanabara (competição à parte do Campeonato Carioca, conquistado pelo Fluminense no Fla-Flu do dia 15), o Fluminense venceu o Bangu por 2 a 0, no Maracanã, com gols de Lula (de pênalti) e Flávio (de cabeça). Na Taça Guanabara, o Fluminense também terminaria campeão, confirmando assim sua supremacia no Rio de Janeiro.

1970: na estreia do Campeonato Carioca, em Ítalo Del Cima, o Fluminense venceu o Campo Grande por 6 a 3. Os gols tricolores foram de Jair Pereira (2), Oliveira e Flávio (3).

1977: em partida da Copa Vale do Paraíba, no Estádio Ninho da Garça, em Guaratinguetá, o Fluminense venceu a Esportiva Guaratinguetá por 2 a 0, gols de Rubens Galaxe e Doval.

1981: mesmo desfalcado de quatro importantes titulares (Cláudio Adão, Deley, Edevaldo e Gilberto), o Fluminense derrotou o Flamengo por 2 a 1, diante de 46.030 pessoas no Maracanã, em jogo do Campeonato Carioca. Os gols tricolores foram de Zezé e Zezé Gomes. O rival rubro-negro vivia uma grande temporada, na qual acabaria sendo campeão do Carioca, da Copa Libertadores e da Copa Intercontinental.

2015: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, no Serra Dourada, em Goiânia, o Fluminense venceu o Goiás por 2 a 1. Os gols da vitória do Fluminense foram de Wagner e Edson. O goleiro tricolor Diego Cavalieri defendeu um pênalti.

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Aniversariantes do dia:

Argemiro Moreira (1939), zagueiro que fez parte do elenco tricolor entre 1961 e 1962, após ser contratado junto ao Bonsucesso.

Cristiano Carlos Gomes (1977), lateral-esquerdo que participou do plantel profissional do Fluminense na temporada de 1997.

Paulo César Arruda Parente (1978), lateral-direito com 18 gols marcados em 201 jogos pelo Fluminense, entre as temporadas de 1997 e 2002 e em 2009. Foi campeão da Série C em 1999 e do Carioca em 2002. No Fla-Flu do Torneio Rio-São Paulo de 2002, Paulo César marcou um golaço, com três dribles rápidos e um chute forte, virando o placar no Maracanã.

Francisco Antônio Torres Martinez (1982), goleiro revelado pelo Fluminense, que integrou o elenco profissional tricolor em 2003.

PCFilho

domingo, 28 de junho de 2015

Goiás 1 x 2 Fluminense

Foto: Adalberto Marques e Carlos Costa (Lance).

Amigos, vocês sabem que eu não estou otimista para esta temporada do Fluminense. Não vejo, a princípio, condições para repetirmos os feitos de 2010 e 2012, com as limitações do plantel montado pelos dirigentes tricolores. No entanto, quando conseguimos vitórias como a deste domingo, no Serra Dourada, confesso que começo a pensar besteira.

Quando o jogo estava empatado em 1 a 1, um lance desastroso parecia ter colocado tudo a perder: Gum expulso, e pênalti para o Goiás. Ali, até o mais otimista dos tricolores sentou no meio-fio e chorou o revés iminente. Se o Goiás convertesse a cobrança em gol, seria a tragédia, seria o fim, seria a derrota irremediável.

O que é o pênalti, senão o momento mais extraordinário do futebol? Os torcedores dos dois times arregalam os olhos, os dos outros times também. Os movimentos das placas tectônicas cessam. Até mesmo a rotação e a translação da Terra param. Só existem, em toda a Via Láctea, em todo o universo, o cobrador, o goleiro e a bola. Geralmente, acontece o gol. Porém, vez por outra, o goleiro opera um milagre. Sim, defesas de pênalti são autênticos milagres, sem tirar nem pôr - tanto que até canonizam seus autores. Castilho pegou uma dúzia de pênaltis e a torcida tricolor passou a chamá-lo de São Castilho. Mais recentemente, Marcos fez o mesmo, e a torcida palmeirense passou a chamá-lo de São Marcos. Felipe Menezes cobrou e Diego Cavalieri defendeu. Ou melhor, São Diego Cavalieri defendeu. Com a monumental intervenção do goleiro do Fluminense, permanecia empatado o prélio em Goiânia.

Mesmo com um homem a menos, o Fluminense foi à frente e conseguiu um gol merecido, com Edson. Como corre este tal de Edson, amigos. Ele está em todas as jogadas, em todas as partes do campo, na defesa e no ataque. Abençoado é o time que tem um homem incansável como Edson em suas fileiras, pois nem sente a desvantagem numérica. No fim, Vinícius se machucou e o Fluminense ficou com nove. Mas com Edson no gramado, nove parecem onze. E o Fluminense conseguiu assegurar a vitória, com muita garra.

Na próxima rodada, o Fluminense receberá o Santos, na quinta-feira 2, às 21:00, no Maracanã. Pela entrega demonstrada em Goiânia, o onze merece o prestígio da torcida tricolor. Acredito que um bom público se fará presente, subindo as rampas do nosso templo para empurrar as três cores que traduzem tradição a mais uma vitória.

Como eu dizia no começo, vitórias como esta nos fazem começar a pensar besteira. São triunfos assim que transformam times bons em times campeões. Ver o Fluminense jogar com tanta garra, com tanta vontade, transbordando suor, anima qualquer pó-de-arroz. Até mesmo o cauteloso Profeta, na úmida e distante caverna que habita, começa a coçar sua longa barba branca, filosofando: "será que dá?".

PCFilho

NOTAS DO ONZE:
Diego Cavalieri: Defendeu um pênalti no momento crucial do jogo. DEZ
Wellington Silva: Muita raça, sempre dando opção para os companheiros. 7,0
Gum: Falhou no gol do Goiás. Depois, trocou um gol certo por sua expulsão. 5,0
Antônio Carlos: Ganhou a maioria das disputas, e mostrou muita vontade. 7,0
Giovanni: Falhou no lance que resultou no pênalti. 5,0
Edson: Incansável como sempre, marcou o gol da vitória. 9,5
Jean: Molhou a camisa, principalmente durante a desvantagem numérica. 7,0
Vinícius: Deu o chute que resultou no primeiro gol. 7,0
Wagner: Marcou o primeiro gol, com oportunismo. 7,0
(Pierre): Entrou no fim para fechar o time. 6,0
Gérson: Desligado do jogo. 5,0
(Lucas Gomes): Entrou muito bem, participando dos dois gols do Fluminense. 8,5
Magno Alves: Participou pouco. 5,0
(Henrique): Entrou bem, deu a assistência para o gol de Edson. 7,0
T. Enderson Moreira: Mesmo em desvantagem numérica, mandou o time ao ataque. 7,0

Árbitro Luiz Flávio de Oliveira: Boa atuação. Só falhou ao não aplicar um cartão amarelo para o Goiás, em jogada violenta. 6,0

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Até ontem...


Até ontem, o melhor Edson que já havia jogado no Maracanã se chamava Pelé. Até ontem.

PCFilho

Resenha: Tricolor 2 x 1 Goiás

Foto: Fluminense FC.

Nesta quinta-feira 28, no esdrúxulo horário das seis da tarde, Fluminense e Goiás jogaram no Maracanã, pela Copa Sul-Americana. Os deuses do futebol não gostaram da palhaçada dos dirigentes da Conmebol, e choraram sobre o Rio de Janeiro. A chuva, claro, diminuiu ainda mais o que já seria um público reduzido: apenas sete mil tricolores estiveram no grande templo.

Uma pena que a grande noite de Edson tenha acontecido em um Maracanã vazio. Ele merecia mais: tomado por um ímpeto inexcedível, o volante do Fluminense destruiu e construiu, e aparecia em todos os lugares do campo, na defesa, no meio-de-campo, no ataque. O Fluminense venceu o primeiro tempo por dois a zero, com dois gols de Edson, claro. Não tive a felicidade de ver as grandes exibições de Pelé ao vivo, mas já posso dizer que vi uma de Edson...

O segundo tempo do prélio, infelizmente, foi estragado por um lance infeliz. Em um vacilo da defesa tricolor, o jovem goleiro Kléver foi obrigado a cometer uma falta em um atacante do Goiás. O árbitro paraguaio, exageradamente, aplicou o cartão vermelho ao arqueiro tricolor - e transformou a meia-hora final do jogo em um treino do ataque do Goiás contra a defesa do Fluminense.

O goleiro reserva Felipe Garcia, que entrou no lugar de Rafael Sobis, realizou uma defesa espetacular. Mas o Fluminense só conseguiu resistir até o penúltimo minuto da batalha, quando Erik conseguiu finalmente vazar a cidadela tricolor. O Goiás marcou o gol que vale por dois, e mantém o confronto indefinido. Semana que vem, no Serra Dourada, o Fluminense tem a vantagem do empate, mas eu espero que jogue para vencer.

Antes disso, no domingo 31, há o jogo contra o Corinthians, no Itaquerão, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Que o Fluminense estreie no novo estádio do adversário com um triunfo.

PCFilho



Notas do onze:
Kléver - 7,0
Bruno - 6,0
Elivélton - 5,0
Marlon - 5,0
Chiquinho - 4,5
Edson - 9,5
Jean - 6,0
Cícero - 5,5
(Wagner) - 5,0
Darío Conca - 7,5
Rafael Sobis - 5,0
(Felipe Garcia) - 8,0
Fred - 6,0
(Henrique) - 7,5
T. Cristóvão Borges - 6,0

Árbitro Enrique Cáceres Villafane - 1,5

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Edição: uma observação sobre a expulsão do goleiro Kléver: Não! A expulsão não foi correta!

As Regras do Jogo, disponíveis no site da FIFA, para expulsão, dizem, com as seguintes exatas palavras:
"denying an obvious goalscoring opportunity to an opponent moving towards the player’s goal by an offence punishable by a free kick or a penalty kick."

Isto é, o atacante tem que estar indo na direção do gol. O jogador do Goiás não corria em direção ao gol, mas na direção do escanteio... (vejam vocês mesmos no minuto 1:27 do vídeo acima)

Portanto, era lance para cartão amarelo, sim, e não cartão vermelho.

domingo, 24 de março de 2013

Jogadores do Fluminense ganhadores do prêmio Belfort Duarte

O goleiro Batatais.

O Prêmio Belfort Duarte era concedido a jogadores de futebol que passassem pelo menos dez anos sem sofrer uma expulsão, tendo atuado em pelo menos 200 partidas. O prêmio recebido era uma linda medalha de prata, no caso de jogadores profissionais, e uma de ouro, no caso de jogadores amadores. O Prêmio Belfort Duarte existiu entre 1946 e 1981.

O primeiro atleta do Fluminense a conquistar o Prêmio Belfort Duarte foi o goleiro Batatais, em 1948, dois anos após encerrar a carreira. Algisto Lorenzato, natural de Batatais-SP, foi arqueiro do Fluminense entre 1935 e 1946, e não foi expulso em nenhuma das quase 300 partidas em que atuou nos arcos tricolores. Foi o titular nos 5 Campeonatos Cariocas conquistados entre 1936 e 1941. Já contei a história de Batatais aqui, no post "O gigante Batatais".

Em 1955, mais três atletas tricolores obtiveram o Belfort Duarte: o lendário goleiro Castilho, e os meias Edson e Didi. Carlos José Castilho atuou no Fluminense entre 1946 e 1965, e não foi expulso em nenhuma das quase 700 partidas em que atuou pelo Tricolor. Edson Caíres de Souza atuou no Flu entre 1951 e 1956, também sem expulsões em mais de 200 partidas. Waldyr Pereira foi jogador do Fluminense entre 1949 e 1956, com 287 jogos, 93 gols e, claro, nenhuma expulsão.

Em 1966, o goleiro Humberto, que no ano seguinte parou Pelé no Maracanã, ganhou a medalha de ouro, pois ainda era amador. Como profissional, Humberto Torgado Oliveira atuou em apenas 6 jogos com a camisa do Fluminense, mas pode dizer que passou 90 minutos ileso contra o maior jogador que já existiu.

Em 1970, o goleiro Félix também recebeu o Prêmio Belfort Duarte. Félix Mielli Venerando atuou em mais de 300 jogos com a camisa do Fluminense, também sem nenhuma expulsão. Mais sobre Félix pode ser lido aqui, nos posts "Félix, o goleiro do tri" e "Félix Eterno".

Posteriormente, mesmo não tendo cumprido todos os requisitos, Telê recebeu o Prêmio Belfort Duarte, pelo exemplo que sempre representou para o futebol brasileiro. Telê Santana da Silva é o terceiro atleta que mais atuou pelo Fluminense na história (557 jogos), sendo o quarto maior artilheiro da história do clube (161 gols). Telê foi expulso 4 vezes atuando pelo Fluminense, mas mesmo assim sempre foi considerado um dos maiores exemplos da disciplina que está no hino do clube. (Mais sobre Telê no post "Telê 80".)

PC