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| Sobram filas e cambistas; falta Transparência... |
Hoje tivemos acesso ao borderô da partida, disponível no
site da CBF. Lá os números estão discriminados da seguinte maneira:
- Setor Norte: 245 inteiras; 172 meias (total: 417) - torcida do Cruzeiro.
- Setor Sul: 3715 inteiras; 278 meias (total: 3993).
- Oeste Superior: 8549 inteiras; 402 meias (total: 8951).
- Oeste Inferior: 4072 inteiras; 219 meias (total: 4291).
- Leste Superior: 3341 inteiras; 1057 meias; 1569 sócios; 479 sócios-futebol (total: 6446).
- Leste Inferior: 2920 inteiras; 1014 meias; 588 sócios; 229 sócios-futebol (total: 4751).
- Setor Geo Premium: 68 inteiras.
- Público Pagante Torcida do Fluminense: 28.500.
- Público Pagante Total: 28.917.
- Gratuidades por força de lei: 6.250.
- Público Presente Total: 35.167.
A diferença estaria, portanto, nas gratuidades por força de lei (destinadas a crianças com menos de 12 anos e idosos com mais de 65 anos). Nesse caso, o erro está na divulgação anterior de 35.770 entradas vendidas, quando na verdade a carga total à venda para a torcida do Fluminense foi de apenas 28.500 ingressos.
Além disso, levanto aqui alguns questionamentos:
- Onde estão as gratuidades destinadas às torcidas organizadas, e aos diretores e funcionários do Fluminense? Não aparecem no borderô?
- Por que o setor Norte não foi destinado aos torcedores do Fluminense, tendo em vista a baixíssima procura da torcida do Cruzeiro? Para comparação: 3993 torcedores estiveram no Setor Sul; e apenas 417 no setor Norte. Portanto, caberiam ali tranquilamente mais 3500 tricolores, bastando para isso um pequeno aumento do efetivo policial para fazer a separação (isso foi feito, por exemplo, no jogo Fluminense x Guarani, final do Campeonato Brasileiro de 2010).
- Por que a capacidade máxima do Engenhão nunca é permitida? O estádio tem ao todo mais de 45 mil assentos, e no entanto a carga total à disposição, incluindo as gratuidades, não chega nem a 80% disso...
Tantas perguntas sem resposta evidenciam a falta de Transparência nesse ponto da venda de ingressos. Enquanto isso, vemos tantos cambistas agindo livremente e vendendo ingressos por preços abusivos... Até quando?
PC