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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Fluminense x Vasco - Venda de ingressos (19/07/2015, Campeonato Brasileiro)


No domingo, dia 19 de julho, às 16:00, Fluminense e Vasco se enfrentam no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em clássico válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2015. A expectativa é de recorde de público.

Há ingressos disponíveis para todos os setores do estádio, com os seguintes preços:
- Setor Sul (acessos B e C, torcida do Fluminense): R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia).
- Setor Norte (acessos E e F, torcida do Vasco): R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia).
- Setor Leste (acesso D, torcida mista): R$ 80,00 (inteira), R$ 40,00 (meia).
- Maracanã Mais (acesso A, torcida mista, alimentação incluída): R$ 155,00 (inteira), R$ 100,00 (meia).

Os torcedores que adquirirem ingressos para setores da torcida adversária não poderão entrar no estádio portando camisas ou bandeiras de seu clube.

Os ingressos para o clássico podem ser adquiridos nos seguintes pontos de venda:
- Sede do Fluminense Football Club (Laranjeiras, bilheteria na rua Pinheiro Machado).
- Estádio do Maracanã (bilheteria 2, na Rua Eurico Rabelo, para a torcida do Fluminense; bilheteria 1, na Avenida Maracanã, para a torcida do Vasco).
- Estádio do Engenhão (bilheteria Sul, Rua Arquias Cordeiro, para a torcida do Fluminense).
- Estádio Caio Martins (Rua Presidente Backer, Icaraí, Niterói).
- Ticket Point (Leme, quiosque número 12 do calçadão da Avenida Atlântica).
- Cariocas FC (Shopping Nova América, Avenida Pastor Martin Luther King Jr, 126 – Del Castilho).
- Cariocas FC (Madureira Shopping, Estrada do Portela, 222).
- WQS (Shopping Via Brasil, Rua Itapera, 500 – Irajá).
- Loja Oficial do Fluminense (Shopping Barra Square, Avenida das Américas, 3555, Bloco 1 – Loja D, Barra da Tijuca).

As vendas dos ingressos começam na quarta-feira 15 na sede do Fluminense, e na quinta-feira 16 nos outros pontos. Os pontos de venda funcionam das 10:00 às 17:00.

No sábado 18, haverá venda promocional do Jornal Extra, na bilheteria 3 do Maracanã, das 9:00 às 14:00. Mais informações sobre as vendas podem ser encontradas no site oficial do FFC.

PCFilho

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Flamengo e Fluminense estão infringindo o Regulamento Geral de Competições da CBF

Mapa dos setores do Maracanã: os setores Sul e Norte estão marcados em amarelo e verde.

Amigos, o atento colaborador deste blog Bruno Vargas observou uma grave infração de Flamengo e Fluminense ao Regulamento Geral de Competições da CBF, a qual relato abaixo, após apurá-la.

Na partida contra o Sport Recife, disputada no último domingo, 17, no Maracanã, o Flamengo praticou preços diferentes para os ingressos de setores equivalentes do estádio (valores das entradas inteiras): R$ 50,00 para o Norte e R$ 60,00 para o Sul (setor parcialmente destinado à torcida visitante). (fonte)

A prática é claramente proibida pelo Regulamento Geral de Competições, no artigo 79, parágrafo 4º, copiado a seguir: "Os preços dos ingressos para a torcida visitante deverão ter necessariamente, nos respectivos setores do estádio ou equivalente, os mesmos valores dos ingressos cobrados da torcida local". (fonte)

O Fluminense está cometendo o mesmo equívoco do co-irmão, na venda de ingressos da partida contra o Corinthians, que acontecerá no próximo domingo, 24, também no Maracanã. O clube Tricolor está cobrando R$ 50,00 por um ingresso inteiro do Sul e R$ 80,00 por uma entrada inteira do Norte (setor parcialmente destinado à torcida visitante). (fonte)

Os setores Sul e Norte do Estádio do Maracanã são absolutamente equivalentes, atrás dos respectivos gols do estádio, se estendendo até as alturas das bandeirinhas de escanteio, como se pode observar na figura com o mapa dos assentos, que ilustra este post, acima.

Além da infração ao documento que rege o Campeonato Brasileiro, cabe observar que Flamengo e Fluminense estão sendo deselegantes com os torcedores dos clubes visitantes, ao cobrar um preço excessivo pelos ingressos a eles destinados. O procedimento descortês não condiz com as gloriosas histórias dos dois centenários clubes, marcadas pela fidalguia, pela gentileza e pelo respeito aos adversários.

Este blog está aberto às diretorias do Clube de Regatas do Flamengo e do Fluminense Football Club, caso desejem prestar os devidos esclarecimentos.

PCFilho

sábado, 2 de agosto de 2014

Uma análise sobre o erro do Fluminense na questão dos ingressos


Como publiquei aqui recentemente, o Fluminense rasgou um compromisso assumido há dois meses com sua torcida, e simplesmente dobrou os preços dos ingressos dos jogos do clube no Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, a torcida tricolor, esta maravilhosa legião de fanáticos, ignorou a quebra de palavra dos dirigentes tricolores, e comparecerá em peso ao Maracanã neste domingo (já foram vendidos mais de 20 mil ingressos). E pensar que já vi estes diretores energúmenos do Fluminense culparem esta mesma brava torcida por problemas causados por eles próprios...

Bom, na quarta-feira 30, meu amigo Marcelo Savioli publicou uma análise que considerei praticamente perfeita sobre o assunto. Tomo a liberdade de copiá-la abaixo. (quem quiser acessar o post original em OTricolor.com, clique aqui). É uma aula de como um clube profissional deve tratar seus torcedores, clientes e sócios. Valeu, Savioli!

O Fluminense errou, apresentou a conta para o torcedor pagar na maior cara de pau e ainda quebrou o contrato

Todos devem saber que na Europa torcedores de muitos clubes podem adquirir de uma só vez seus ingressos para o ano todo. Isso ocorre porque os referidos clubes adotam o planejamento como ferramenta de gestão e assim podem precificar toda a temporada. Eles sabem quanto querem ganhar, eles fazem estudos de Marketing para estimar a demanda e, com base em estudos, que não são nenhuma coisa do outro planeta, estabelecem o preço.

Nem é preciso dizer que se trata de uma prática bem sucedida.

Eis que, meus amigos, minhas amigas, surgiu no Brasil o primeiro time a divulgar antecipadamente os preços dos ingressos para todo o Campeonato Brasileiro. Quase um escândalo em se tratando de Brasil.

Antes de entrar no mérito dos lamentáveis fatos recentes, vale ressaltar que eu fui um crítico dos preços propostos pelo Fluminense. Como eu não estou aqui para ser popular e sim para tentar ajudar meus leitores a entenderem o que está acontecendo com o Fluminense e com o ambiente em que está inserido, tanto podem me ver aqui criticando a voracidade das políticas de preço adotadas em 2011 como o excesso ao contrário praticado nos últimos meses ao se fixar preços tão baixos.

Para quem acompanha esse blog, é totalmente dispensável lembrar que sempre vi com desconfiança o processo que levou à fixação dos preços. Será que a decisão foi fruto de um estudo ou não passou de um arroubo populista, uma jogada para a plateia, um balãozinho para trás no meio de campo?

Tirando isso, teci rasgados elogios à então nova política. O conceito estava certíssimo e aí eu posso falar como especialista em Marketing. O Fluminense decidiu investir na fidelização de seus torcedores, resolveu focar nos resultados de longo prazo. Vou repetir aqui que o ponto nevrálgico na estratégia adotada era aquilo que eu venho defendendo exaustivamente há anos, que é o esforço para criar, ou recriar, o hábito do torcedor de ir ao estádio, transformar a ida ao Maracanã em parte da rotina. Estamos falando ainda em formar plateia para o futuro, porque os pais, com o ingresso barato, vão e levam os filhos. E por aí vai…

A ideia de divulgar os preços, independente deles serem os mais adequados, até o final do ano me arrancou um sorriso maior que o espelho. Ora bolas, era o Fluminense mais uma vez sendo pioneiro, investindo no espetáculo da arquibancada, que é, para grande parte dos torcedores, tão importante quanto o do campo; era o Fluminense rompendo a barreira da limitação da visão de curtíssimo prazo. Já estava eu imaginando que o clube iniciaria o ano de 2015 com o preço de todos os jogos da Libertadores, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro fixados. Já sonhava com o clube comercializando cartelas até o final do ano tão logo saísse a tabela do Campeonato Brasileiro. Cheguei a imaginar o clube trabalhando com pacotes diferentes para cada gosto, tudo customizado, com o ingresso ficando mais barato na medida que o cliente comprasse pacote com mais jogos, numa forma de premiar a fidelidade. Imaginei ainda que o Sócio Futebol poderia ter acesso a esses pacotes pela metade do preço.

Pois é… Mas tu é besta, Savioli, dirá o leitor puxando no “s” à mineira, imitando o pessoal do interior. Afinal de contas, nós estamos no Brasil, não é verdade? E eu que detesto essa mania que as pessoas têm de depreciar nosso país, sou obrigado a colocar o rabo entre as pernas e aceitar resignado. Estamos no Brasil.

O Fluminense, ao revogar a tabela de preços que ele mesmo fixou, antes de tudo comprova que a política ora proposta foi, como eu desconfiava, temerária, sem respaldo em qualquer estudo de elasticidade de preço e demanda, impacto nas finanças e nos resultados econômicos, tanto da bilheteria quanto dos planos de sócio. Aliás, isso é fácil de perceber pelas palavras do vice presidente de Projetos Especiais, que revela que no mês de agosto o negócio sai mais caro para o sócio futebol que para o torcedor comum. Uma pérola! Aliás, eu queria entender – nada contra a pessoa, que nem conheço e pretendo ter o prazer de entrevistar em breve – por qual razão quem está respondendo pela mudança é o vice presidente de Projetos Especiais. Trata-se de uma questão tática de Marketing. O que tem a ver isso com projetos especiais?

A gente pega, junta tudo isso, e chega à conclusão que o Fluminense está administrativamente uma bagunça, que a profissionalização do clube não passou de uma falácia de campanha. E não é esse o primeiro sintoma de falta total de profissionalismo, de gestão e de planejamento no clube. É só ver o entra e sai do início do ano em pastas estratégicas, algo, no meu entender, inconcebível para quem pensa em profissionalização do clube.

O segundo problema dessa manobra desastrada, que vai deixar sequelas na relação entre o clube e seu torcedor, é a quebra de contrato. Sim, de contrato, a partir do momento que o entendimento seja de palavra dada, palavra cumprida. O Fluminense, um clube que vive de tentar resgatar suas tradições, não pode dar um exemplo desses. Inclusive – não me aprofundei ainda no tema – isso pode gerar problemas jurídicos para o clube com base do Código de Defesa do Consumidor. Eu não acredito que nenhum torcedor do Fluminense, por mais indignado que esteja, vá incorrer no risco de prejudicar o clube. Do ponto de vista do consumidor, seria plenamente justificável acionar o clube, do ponto de vista do torcedor seria inaceitável.

Outrossim, logo que surgiram os rumores, a primeira coisa que pensei foi que o clube poderia ter procurado os seus torcedores para debater uma mudança da política em pleno curso, fosse através de enquetes, pesquisa, debate, fosse o que fosse. Eu mesmo estaria aqui defendendo a mudança com base na percepção que eu mesmo tenho de que o clube pode ganhar muito mais com o mesmo número de torcedores no estádio, com base no entendimento das dificuldades financeiras do clube. O que não pode é o clube assumir publicamente que errou e oferecer a conta para o torcedor pagar. O Fluminense precisa evoluir muito na forma como trata seu torcedor, o diálogo tem que melhorar. Esse caso, para irmos ao último e mais desagradável dos tópicos, é igual quando você faz uma dívida e não consegue pagar. O que você faz? Para de pagar, chega junto ao credor e diz que daqui para a frente você vai pagar a metade do valor das parcelas ou você senta com ele, diz que não está conseguindo pagar e negocia uma forma para seguir honrando o compromisso de uma forma que não traga danos para nenhuma das partes?

A pior de todas as decepções, porém, é ter que ouvir que o clube não terá preços fixos, que eles serão variáveis e serão estipulados com base em critérios que não chegam a ser subjetivos, mas deixam o clube à vontade para fazer como o Flamengo na Copa do Brasil do ano passado, que traiu seus torcedores e – pasmem! – teve queda brutal no número de associados. E isso abre uma outra frente de raciocínio. Será que o Sócio Futebol ficaria infeliz por estar pagando R$ 5,00 no jogo contra o Goiás, enquanto o torcedor comum paga R$ 10,00? Será que ele está tão indignado com o fato de gastar mais para ir ao Maracanã que o torcedor comum em determinados períodos, que prefere pagar mais caro só para não dar essa prerrogativa? E o direito a voto, que tanto se tem propalado como benefício? E os descontos que o associado tem? E a facilidade de compra pela internet? Nada disso tem valor? Ou será que tudo não passa de desculpa esfarrapada?

O que me deixa mais triste nisso é perceber que a profissionalização do clube não vingou, que o Fluminense se comunica e se relaciona de forma primitiva com seus torcedores, mas, acima de tudo, é que meu sonho besta não vai se realizar. Lembram do sócio futebol comprando um pacote de ingressos para o ano todo pagando 50% do valor do pacote escolhido? E eles querem me convencer de que tudo isso é para proteger o interesse do Sócio Futebol, que, assim como o torcedor comum, vai pagar mais caro e ainda correrá o risco de, depois de acompanhar o clube fielmente, ficar de fora dos jogos finais porque o preço do ingresso não cabe no orçamento? É assim que pretendem fidelizar os associados e atrair novos clientes?

Como nunca é demais, fica meu apelo aos dirigentes do Fluminense para que pensem no que o clube pode ganhar no longo prazo, venham a público explicar as verdadeiras razões para essa decisão, o que o clube pode ganhar no curto prazo e precisa ganhar financeiramente. Fica meu apelo a que reatem o contrato que fizeram com os torcedores e fixem os preços dos ingressos até o final do ano, tanto na Copa do Brasil quanto no Brasileiro, mesmo que os jogos finais custem mais caro. Se o clube estiver mal, o que não vai acontecer, porque seremos campeões brasileiros, que se façam promoções. É simples, não dói, mas faz sorrir e tende a ser um fator de confiabilidade.

Saudações Tricolores!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Fluminense rasga compromisso com sua torcida e dobra preços dos ingressos



Há pouco mais de dois meses, o Fluminense publicou em seu site uma tabela com os preços dos ingressos para todos os jogos do Campeonato Brasileiro de 2014. Entretanto, os dirigentes parecem não dar muito valor à própria palavra.

Hoje, serão anunciados os novos preços dos ingressos, com um inacreditável reajuste de 100% em relação à tabela divulgada anteriormente. Isto é: o Fluminense simplesmente dobrará os preços dos ingressos de seus jogos, rasgando o compromisso assumido com sua torcida.

Justo no momento em que o Fluminense precisa de sua torcida, para continuar a perseguição ao líder Cruzeiro na tabela do Brasileirão, os dirigentes tricolores jogam contra, esvaziando as próximas partidas no Maracanã.

Apresentaram uma justificativa de que os preços baixos inviabilizam o crescimento da base de sócios, os quais não estão tendo vantagem financeira com relação aos torcedores comuns. Ora, então por que esta conta simples não foi feita antes do compromisso feito com a torcida, publicado no site oficial? Eis mais uma prova concreta de como o planejamento do Fluminense é feito em papel de embrulhar pão.

O discursinho "contrário à elitização do futebol brasileiro" cai por terra como mais uma mentira dos cartolas tricolores. Convenhamos, já desconfiávamos que era mesmo falso, vindo da diretoria que, quando assumiu em 2011, cobrou obscenos 80 reais por cada jogo da primeira fase da Copa Libertadores, no Engenhão.

Vale lembrar também que o presidente Peter Siemsen tinha como promessa de campanha o saneamento financeiro do clube, outra falácia, visto que a dívida do clube segue crescendo em ritmo galopante, já tendo ultrapassado a surreal marca de meio bilhão de reais.

PCFilho

sábado, 26 de julho de 2014

Fluminense estuda aumentar preços dos ingressos

Tabela de preços divulgada em 16 de maio de 2014.
Foto: Divulgação / FFC.

Pouco mais de dois meses após o Fluminense divulgar em seu site a tabela acima, com os preços dos ingressos para todos os jogos do Campeonato Brasileiro de 2014, os dirigentes tricolores já estudam descumprir o prometido (!!!). Dá para acreditar??

Se este absurdo de fato acontecer, será (mais) uma demonstração inequívoca da falta de competência e de caráter desta gestão, que afunda o Fluminense em dívidas e ainda consegue proezas como brigar contra o rebaixamento com um dos elencos mais caros do país.

Vale ressaltar que a política de preços dos ingressos obteve sucesso estrondoso nos jogos anteriores à Copa do Mundo. Na partida contra o Vitória, por exemplo, 50 mil torcedores estiveram no Maracanã, o maior público deste Campeonato Brasileiro até aqui.

Sou favorável à manutenção dos preços divulgados, porque considero que eles são, de fato, os valores justos para o espetáculo oferecido. (Exceção para os jogos finais do Campeonato, que podem valer muito mais, caso o Fluminense esteja disputando o título.) Ou alguém acredita que com ingressos a, digamos, 50 reais, o Maracanã encherá? É evidente que não.

Além do mais, há, desde a divulgação da tabela, um claríssimo compromisso com o cliente, que não pode ser rasgado em hipótese alguma. Como bem disse meu amigo Thiago Rachid, se o Fluminense decidisse vender os ingressos a um real a partir de agora, não teria o prejuízo que terá por não cumprir sua palavra.

Estamos de olho.

PCFilho

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fluminense x Vitória será o recorde de público do Brasileirão 2014

Torcida tricolor na primeira rodada: Fluminense 3 x 0 Figueirense.

Após ser o maior público da primeira rodada (35.020 presentes), e ver o Corinthians superá-lo na segunda (39.168 presentes), a torcida tricolor estabelecerá o novo recorde de público do Brasileirão 2014, neste sábado 3, contra o Vitória.

Com o Setor Sul esgotado já na quinta-feira, e as vendas dos outros setores da arquibancada a todo vapor, já ultrapassando os 25 mil ingressos comercializados, o público certamente será superior a 40 mil presentes no Maracanã.

Os ingressos podem ser adquiridos neste sábado 3, das 10h às 15h, nos seguintes pontos de venda:
- Sede do Fluminense – Rua Álvaro Chaves, 41.
- Cariocas FC – Méier – Rua Dias da Cruz, 255, Shopping Méier.
- Casa da Vila da Feira – Rua Haddock Lobo, 195 – Tijuca.
- Engenhão (Bilheteria Sul) – Rua Arquias Cordeiro, s/nº.
- Loja Fanático – Av. John Kennedy, 292, Loja  217, Lagoa Shopping, Araruama.

No Maracanã, as vendas começam às 10h e vão até a hora do jogo, na Bilheteria 2 – Rua Eurico Rabelo, s/nº.

Vamos pra cima, Fluzão!!!

PCFilho

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Jogo de sábado foi um dos Fla-Flus de menor público na história do Maracanã



Não à toa, o Fla-Flu é também conhecido como Clássico das Multidões, com números impressionantes e únicos no planeta. Somando os 386 jogos da história do confronto, o público total supera a incrível marca de 15 milhões de torcedores presentes, com média superior a 38.000 pessoas por jogo (isto colocando na conta os jogos disputados fora do Maracanã - contando apenas os clássicos do Maracanã, temos a espetacular média histórica de 59.000 pessoas por jogo!!!). Os Fla-Flus de 1963 e 1969 atraíram, cada um, quase 200 mil torcedores ao Maracanã (!!!), recordes mundiais absolutos.

E o Fla-Flu de sábado tinha alguns ingredientes para atrair um bom público: a liderança do Carioca estava em jogo, havia estreias programadas para os dois clubes, há a curiosidade em conhecer o "novo" Maracanã, etc. Entretanto, os preços pornográficos dos ingressos aliaram-se ao já existente medo da violência, e fizeram com que o jogo entrasse na lista dos piores públicos da história do clássico no Maracanã.

Dentre os Fla-Flus disputados no Maracanã ao longo da história, apenas 18 jogos atraíram menos gente ao Maracanã que o Fla-Flu de sábado. Quase todos eles eram duelos com pouca importância, amistosos, partidas de fases preliminares, com os clubes já eliminados ou com times reservas.

Confiram a lista com os menores públicos da história do Fla-Flu no Maracanã, em ordem crescente (para alguns, há apenas o dado de público pagante):
1) 23/06/1993 - Flamengo 1 x 1 Fluminense - 4.360 pagantes.
2) 16/12/1967 - Fluminense 1 x 4 Flamengo - 5.378 pagantes.
3) 16/11/1994 - Fluminense 3 x 0 Flamengo - 6.116 pagantes.
4) 09/06/2002 - Flamengo 1 x 4 Fluminense - 6.545 pagantes.
5) 17/11/1996 - Flamengo 3 x 1 Fluminense - 7.280 pagantes.
6) 23/06/1991 - Flamengo 2 x 1 Fluminense - 8.597 pagantes.
7) 05/05/2002 - Fluminense 1 x 2 Flamengo - 9.484 pagantes.
8) 04/06/1988 - Flamengo 0 x 0 Fluminense - 9.753 pagantes.
9) 27/08/1972 - Flamengo 0 x 0 Fluminense - 10.351 pagantes.
10) 26/08/2009 - Flamengo 1 x 1 Fluminense - 12.278 presentes (10.539 pagantes).
11) 12/12/1971 - Fluminense 4 x 1 Flamengo - 12.387 pagantes.
12) 20/04/1997 - Fluminense 3 x 2 Flamengo - 13.815 pagantes.
13) 17/05/1997 - Fluminense 2 x 0 Flamengo - 14.612 pagantes.
14) 13/05/1967 - Flamengo 1 x 1 Fluminense - 15.069 presentes (10.727 pagantes).
15) 12/08/2009 - Fluminense 0 x 0 Flamengo - 16.246 presentes (14.221 pagantes).
16) 29/03/2007 - Fluminense 2 x 1 Flamengo - 16.711 presentes (11.288 pagantes).
17) 22/04/1964 - Fluminense 1 x 1 Flamengo - 17.988 pagantes.
18) 23/06/1954 - Fluminense 1 x 0 Flamengo - 18.101 pagantes.
19) 08/02/2014 - Flamengo 0 x 3 Fluminense - 18.109 presentes (15.419 pagantes).
20) 04/06/1989 - Fluminense 0 x 1 Flamengo - 18.206 pagantes.
21) 04/02/1990 - Flamengo 1 x 1 Fluminense - 18.709 pagantes.
22) 10/12/1978 - Fluminense 1 x 2 Flamengo - 19.601 pagantes.
23) 05/02/1977 - Flamengo 3 x 1 Fluminense - 20.162 pagantes.
24) 01/09/1991 - Flamengo 1 x 2 Fluminense - 20.554 pagantes.
25) 31/10/1982 - Fluminense 1 x 0 Flamengo - 21.611 pagantes.
26) 14/03/1963 - Flamengo 2 x 0 Fluminense - 21.749 pagantes.
27) 30/11/1988 - Fluminense 0 x 1 Flamengo - 21.831 pagantes.
28) 01/06/2008 - Fluminense 0 x 1 Flamengo - 21.856 presentes (19.441 pagantes).
29) 27/02/1985 - Flamengo 0 x 0 Fluminense - 22.006 pagantes.
30) 16/06/1996 - Fluminense 0 x 1 Flamengo - 22.239 pagantes.
31) 27/03/1988 - Flamengo 0 x 1 Fluminense - 23.094 pagantes.
32) 11/02/1996 - Fluminense 1 x 2 Flamengo - 23.740 pagantes.
33) 28/05/2006 - Fluminense 1 x 0 Flamengo - 23.873 presentes (16.563 pagantes).
34) 16/03/1961 - Flamengo 0 x 2 Fluminense - 23.959 presentes (17.798 pagantes).
35) 15/02/1962 - Fluminense 0 x 1 Flamengo - 23.959 presentes (21.197 pagantes).
36) 05/04/1987 - Fluminense 0 x 0 Flamengo - 24.512 pagantes.
37) 13/01/1951 - Flamengo 5 x 2 Fluminense - 25.737 presentes (20.704 pagantes).
38) 15/11/1977 - Fluminense 2 x 1 Flamengo - 25.834 pagantes.

PCFilho
(matéria sugerida pelo amigo Marcello Neves; colaborações de Alexandre Magno Barreto Berwanger e Bruno Vargas Costa)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

100 reais pelo Fla-Flu mequetrefe, no sábado


Amigos, acreditem se quiserem: os ingressos mais baratos para o Fla-Flu de sábado custarão 100 reais.

Sim, a frase está certa: o Fla-Flu será sábado (!), e as entradas mais baratas estão sendo vendidas pela bagatela de cem dilmas (!!!).

A primeira pergunta é: por que o clássico não será no domingo? Adivinhem: o jogo será disputado no sábado para que o Flamengo tenha um dia a mais de descanso para a estreia na Copa Libertadores... Um benefício que eu nunca vi ser dado ao Fluminense ou aos outros clubes. Muito pelo contrário: na semana retrasada mesmo, o Botafogo jogou terça, quinta e domingo antes de viajar para Quito, onde jogou na quarta-feira seguinte.

E os preços pornográficos dos ingressos?

Cobrar 100 reais por um jogo que vale tão pouco para a classificação do Campeonato é uma demonstração monumental de burrice. Anotem: esse Fla-Flu provavelmente será o menor público da história do clássico. Eu mesmo, que sou um doente incorrigível, nem cogitarei ir ao estádio. E mais: até faria campanha para ninguém ir, se esta fosse necessária (não é, obviamente).

No Conselho Arbitral antes do Campeonato, ficou combinado que os preços dos ingressos para os clássicos seriam decididos em comum acordo entre os clubes. O Flamengo ignorou o combinado, e estabeleceu estes valores indecentes de forma unilateral, à revelia do Fluminense.

Aliás, esta diretoria do Flamengo tem demonstrado, a cada novo episódio, ódio e recalque gritantes com relação ao Fluminense. É preciso retaliar. Para mim, este episódio dos ingressos seria o estopim para o rompimento das relações com o co-irmão. Jogo de mando do Flu, torcida única e fim de papo. Vendemos os 10% para eles, e só.

É isso. Você, leitor, que estiver de bobeira no sábado no Rio de Janeiro, não vá ao Maracanã. Gaste os seus 100 reais em algo mais proveitoso. Uma dica: ali pertinho do Maracanã, o farto rodízio da Estrela do Sul custa menos que o ingresso do Fla-Flu mequetrefe (!!), e a satisfação é garantida. (E, por favor, peçam o mignon com queijo.)

PCFilho

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Torcedor tricolor é o que tem menos tempo para comprar seus ingressos


Entre os quatro clubes grandes do Rio de Janeiro, o torcedor do Fluminense é o que tem menos tempo para comprar os ingressos para os jogos de seu time do coração, de acordo com as informações divulgadas na imprensa e nos sites dos clubes*.

* de acordo com as atas da FFERJ, a venda antecipada do Fluminense começou no dia 20 (3 dias antes do jogo), mas o próprio site do clube divulgou as informações da venda apenas na noite do dia 21.

Vejam a comparação feita pelo amigo Bruno Vargas Costa, com os jogos desta semana:

Flamengo x Audax Rio
- dia do jogo: 19/01.
- início da venda antecipada de acordo com a imprensa: 16/01 (3 dias). (fonte)
- início da venda antecipada de acordo com a ata da FFERJ: 15/01 (4 dias). (fonte)

Botafogo x Bangu
- dia do jogo: 21/01.
- início da venda antecipada de acordo com o site do clube: 19/01 (2 dias). (fonte)
- início da venda antecipada de acordo com a ata da FFERJ: 19/01 (2 dias). (fonte)

Vasco x Boavista
- dia do jogo: 18/01.
- início da venda antecipada de acordo com o site do clube: 16/01 (2 dias). (fonte)
- início da venda antecipada de acordo com a ata da FFERJ: 16/01 (2 dias). (fonte)

Fluminense x Bonsucesso
- dia do jogo: 23/01.
- início da venda antecipada de acordo com a imprensa: 22/01 (véspera). (fonte)
- início da venda antecipada de acordo com a ata da FFERJ: 20/01 (3 dias). (fonte)

Vale ressaltar que, ao divulgar as informações da venda de ingressos apenas na noite anterior à véspera do jogo, o Fluminense está violando o Estatuto do Torcedor, em seu artigo 20: "É direito do torcedor partícipe que os ingressos para as partidas integrantes de competições profissionais sejam colocados à venda até setenta e duas horas antes do início da partida correspondente".

Perguntar não ofende: depois vão jogar a culpa pelo público baixo e pela confusão na hora do jogo na torcida, como têm feito nos últimos anos?

PCFilho

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Ingressos para Fluminense x Atlético Mineiro


A torcida tricolor estará presente em peso no Maracanã para o duelo decisivo contra o Atlético Mineiro, neste sábado, no Maracanã: mais de 25 mil ingressos já foram comercializados até esta sexta-feira. O setor Sul, atrás de um dos gols, já está esgotado. Durante o sábado, estarão à venda os ingressos para os setores Norte (R$ 10,00 a inteira, R$ 5,00 a meia, e R$ 2,00 para os sócios-torcedores), Leste Inferior (R$ 30,00 a inteira, e R$ 15,00 a meia), e Maracanã Mais (R$ 120,00).

O Fluminense precisa desesperadamente da vitória, na luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Lugar de tricolor, neste sábado à noite, é no Maracanã! Vamos subir as rampas, apoiar noventa minutos, e arrancar a vitória, nem que seja no grito, como foi contra o São Paulo!

Provavelmente, quebraremos o recorde de público do Fluminense contra times de fora no Novo Maracanã, que é de 37.310 presentes, exatamente no duelo contra o São Paulo (confiram aqui a lista com os maiores públicos do Novo Maracanã).

Nos vemos lá!

PCFilho

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Resenha: Tricolor 0 x 0 Corinthians

Foto: Bruno Lima/LANCE!Press.

Começo pelo extra-campo: que show de horrores protagonizou a diretoria do Fluminense na venda de ingressos para este jogo contra o Corinthians no Maracanã. O horário já não ajudava: o jogo começando às 10 horas da noite, num dia de semana, é um convite para o torcedor ficar em casa. Para piorar as coisas, as mentes brilhantes em Laranjeiras inventam de obrigar a retirada dos ingressos até o dia anterior, inclusive para os sócios do clube. Isto é: para ir ao jogo, o sujeito teve que, na véspera, se despencar para um ponto de venda, em horário comercial, para comprar ou retirar seu ingresso. "Solução" bastante criativa para eliminar o problema visto no jogo contra o Cruzeiro, né? Bastante criativa e pouco lucrativa. Parece que o Fluminense não precisa de dinheiro, nem de torcida no estádio. Pelo visto, tudo vai às mil maravilhas no reino de Laranjeiras. (Para piorar, a cereja do bolo: no fim das contas, as retiradas de ingresso acabaram acontecendo na hora do jogo, no Maracanã, apesar de o clube ter anunciado que isto não ocorreria - o que revoltou muitos torcedores que desistiram de ir ao jogo, porque não puderam retirar seus ingressos com antecedência - este escriba inclusive.) O público foi de 10.558 pagantes (13.237 presentes), mas poderia ter sido muito maior. Bastaria que o Fluminense fosse competente na simples tarefa de vender ingressos.

Passo agora a falar sobre o jogo. No lugar dos desfalques Carlinhos (suspenso), Fred e Jean (convocados), Vanderlei Luxemburgo escalou os garotos Ronan, Kenedy e Willian. Com Edinho recuado para a zaga e Diguinho entrando no meio-campo, o Fluminense foi arrumado no 3-5-2. E funcionou: o onze tricolor teve boa atuação contra o cascudo time do Corinthians. Igor Julião, outro moleque, novamente jogou bem, e a cada partida se consolida como titular da lateral-direita. No segundo tempo, o menino chegou a sofrer um pênalti, que o árbitro André Luiz de Freitas Castro não marcou.

Já com o segundo tempo avançado, os tricolores passaram a viver um drama: o zagueiro Gum foi corretamente expulso após cometer falta dura no ex-tricolor Emerson, e o Fluminense teve que aguentar a pressão dos corinthianos, nos minutos finais. E o zero a zero acabou sendo um bom resultado para o Tricolor, dadas as circunstâncias da partida.

A nuvem negra da crise continua pairando sobre Laranjeiras, mas a maratona de jogos continua, impiedosa. No sábado 17, o Fluminense volta à Arena Pernambuco (onde jogou contra o Botafogo), desta vez para enfrentar o Náutico. Na sequência, na quarta-feira 21, o Tricolor encara o Goiás, no Maracanã, pela Copa do Brasil.

Reage, Fluminense!

PCFilho

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sobre a confusão no Maracanã (Fluminense x Cruzeiro)

Nesta quarta-feira, fui ao Maracanã ver Fluminense x Cruzeiro. Minha saga já começara na noite da véspera, quando tentei comprar meu ingresso no site da Futebolcard, mas não consegui. Na manhã do dia do jogo, fui avisado pela Futebolcard via twitter que a venda só poderia ser feita até as 18 horas do dia anterior ao jogo, "por determinação do consórcio do Maracanã". O Fluminense, além de não ter divulgado tal informação, não respondeu as minhas solicitações de informação sobre a situação.


Restou para mim, então, a compra na bilheteria, no dia do jogo. O jogo começaria às 19:30. Alguns amigos chegaram aos arredores do estádio às 18:15, mais de uma hora antes do jogo, e já me avisaram que a situação estava difícil, com muitas filas na bilheteria, tanto para compra, quanto para retirada de ingressos comprados na internet, e até mesmo para o atendimento aos sócios (que também precisavam retirar seus ingressos). Eu cheguei lá às 19:00, e presenciei uma situação tão caótica que parecia um jogo de apelo das antigas, daqueles que levavam mais de 100 mil pessoas ao Maracanã.

O início da imensa fila de atendimento ao sócio no Maracanã. Foto: Edgard Maciel de Sá.

Diante daquele cenário (uma única bilheteria estava disponível para o atendimento a todos), logo calculei que só conseguiria entrar no Maracanã no início do segundo tempo (com sorte). Desisti de entrar e, junto com um amigo, rumei para um bar próximo, onde assisti à partida, pela televisão mesmo. Lá estavam diversos outros tricolores, sócios e não-sócios, na mesma situação que a nossa (ou até pior: alguns estavam até com o ingresso comprado, e não conseguiram retirá-lo). Pelo menos a picanha do bar estava gostosa.

O caos no atendimento aos torcedores não é novidade no Fluminense. Notadamente de 2008 para cá, inúmeras foram as ocasiões em que fomos tratados feito gado pelo clube, em Laranjeiras, no Maracanã e no Engenhão. As justificativas são sempre as mesmas: "incompatibilidades tecnológicas", "sistemas caindo", "torcedores que deixam para comprar em cima da hora". (Sim, acreditem: no futebol carioca, e especificamente no Fluminense, jogar a culpa da própria incompetência nos clientes é uma prática comum. Às vezes me divirto imaginando a mesma bizarrice aplicada a outros cenários - uma emissora de televisão culpando os telespectadores por não ter audiência, ou um shopping culpando a população por não ter clientes.)

Os relatos que li nas redes sociais após o jogo deixam claro: as filas intermináveis duraram até o meio do segundo tempo, quando enfim os torcedores acabaram mesmo desistindo de entrar no estádio. Situação lamentável, vergonhosa e triste.

Cagada feita, espero sinceramente que a diretoria do Fluminense assuma a responsabilidade pelo lamentável episódio e peça desculpas a seus clientes (sócios e não-sócios). Já imagino que a culpa será colocada no Consórcio do Maracanã – que realmente dá mostras de que ainda não compreendeu bem o negócio –, mas me parece muito claro que o maior interessado em atender bem seu torcedor é – e sempre será – o clube. Ainda mais no momento atual, em que tanto se fala em "associação em massa" da torcida. Na melhor das hipóteses, o Fluminense errou – e errou muito feio – ao não se certificar de que o Consórcio garantiria um atendimento adequado aos seus torcedores. Espero, no mínimo, um pedido de desculpas à torcida. (e que não nos venham com o discurso bizarro de culpar os torcedores, com argumentos ridículos como "os ingressos poderiam ter sido comprados e trocados na véspera")

O público anunciado foi de 13.882 pagantes e 18.042 presentes, com renda de R$ 397.505,00. O público e a renda poderiam ter sido muito maiores, dadas as milhares de desistências de quem estava na porta do estádio e não pôde entrar, como eu.

Um extraterrestre que pousasse no Rio de Janeiro esta noite veria milhares de torcedores assistindo ao jogo em televisões nos arredores do Maracanã, e se surpreenderia quando descobrisse que o estádio em si estava às moscas, com menos de 25% de sua ocupação máxima. Certamente anotaria em seu caderninho: "o ser humano não é um animal muito inteligente".

PCFilho

sábado, 27 de julho de 2013

Sobre o acordo do Fluminense com o Maracanã, parte II

Maracanã no jogo Fluminense x Vasco, 21/07/2013.

Após minhas duas primeiras postagens sobre o acordo do Fluminense com o Maracanã (aqui e aqui), houve muitas reações, umas favoráveis, outras contrárias ao meu posicionamento. Agora, passado o primeiro jogo (Fluminense 1 x 3 Vasco, cujo borderô analisei aqui) e já com vendas abertas para o segundo jogo (Fluminense x Cruzeiro, na quarta-feira 31), é a hora de novas reflexões.

Na minha visão, já explicada nos posts anteriores, o Fluminense adotou uma postura muito cautelosa: assinou um contrato que minimiza o risco de prejuízos. Dito assim, parece bom, mas será que é mesmo? Não acho, e explico. Em Economia, risco reduzido implica automaticamente em ganhos também reduzidos. Você não espera ganhar muito investindo suas economias na poupança, aplicação de risco nulo. Se você deseja ganhar muito, parte para o mercado de ações, onde o risco é elevado, mas também as possibilidades de ganho são maiores.

O Flamengo, por exemplo, assinou outro tipo de contrato, rachando 50% de despesas e receitas (incluindo bares, camarotes, estacionamento e placas de publicidade). Para cada real arrecadado no estádio, 50 centavos irão para o Flamengo, e 50 centavos irão para o Complexo Maracanã (da mesma forma, para cada real gasto, 50 centavos o Flamengo paga, 50 centavos o Complexo paga). O Flamengo se arriscou mais, pode ter prejuízo em alguns jogos, mas tem maiores possibilidades de ganho. Em suma: ao passo que o Fluminense está apostando no próprio fracasso, o Flamengo está apostando no sucesso. Nem preciso dizer com qual postura eu concordo, vocês que me leem já devem conhecer meu otimismo... Não, eu não acho o contrato do Flamengo bom, pois considero que o protagonista do espetáculo merece mais do que metade da renda. Mas comparado com o "contrato risco zero" do Fluminense, o acordo rubro-negro me parece um negócio da China. (Ah, um detalhe importante: o Flamengo assinou por apenas seis meses, fazendo um período de testes, sem se comprometer. O Fluminense assinou por 35 anos - período que engloba 12 gestões do clube.)

"Ah, PC, mas o Fluminense não vai ter prejuízo nunca, mesmo nos jogos vazios, pois não terá despesas com o estádio!".

Aqui, cabem algumas considerações. Antes de mais nada, o acordo não é exatamente "despesa zero". No borderô do jogo contra o Vasco (analisado aqui), fica claro que o Fluminense teve despesas de R$ 213.935,48. (Para efeito de comparação: no mesmo borderô, se vê que as despesas do Complexo Maracanã ficaram em R$ 49.640,67.) Portanto, esqueçam a falácia de que é impossível um jogo dar prejuízo para o Fluminense no Maracanã: pode acontecer, sim.

Uma outra consideração: de fato, no atual calendário, o Fluminense tem uma penca de jogos ridículos para mandar, especialmente pelo Campeonato Carioca. Nesses jogos, o público é inevitavelmente baixo, e aí de fato o Fluminense fica protegido de grandes prejuízos, com o contrato de baixo risco. Entretanto, ao invés de se adequar ao triste cenário, que tal lutar para modificá-lo? A realidade pode mudar. O Fluminense tem força suficiente para liderar um movimento pela racionalização do calendário, diminuindo muito a quantidade de jogos sem apelo. Ao invés de "jogar peladas sem ter prejuízo", que tal "não jogar peladas"?

Repito: o Fluminense assinou por 35 anos. Será que, nesse período, as coisas já não terão mudado? O Campeonato Carioca já não terá deixado de ser a piada que é hoje em dia? A média de público não terá se elevado? (Nesse ponto, destilo otimismo: aposto, sim, que as novas arenas do futebol brasileiro farão com que as médias de público melhorem consideravelmente e voltem aos patamares da década de 70, quando o Fluminense chegou a ter média superior a 40 mil pagantes por jogo. O aumento da média de público aconteceu em todos os países que modernizaram seus estádios - principalmente na Inglaterra. Por que achar que aqui não acontecerá? Ainda mais aqui no Rio de Janeiro... O povo carioca gosta do Maracanã, e agora que o estádio recebe seus torcedores dignamente, como clientes e não como gado, vejo mesmo uma evidente tendência de aumento das médias de público.)

Eu postaria aqui simulações de cenários hipotéticos de jogos com público baixo, médio e elevado, mas são tantas as variáveis envolvidas que tudo não passaria de um grande exercício de "chutologia". Preferirei fazer as análises conforme os jogos forem acontecendo.

Em tempo: as perguntas feitas no post da análise do borderô de Fluminense x Vasco seguem sem resposta. A parte não computada da renda do jogo e os mais de 12 mil não-pagantes ainda não foram explicados pela diretoria do Fluminense.

Por fim, faço um elogio à escolha dos preços dos ingressos para Fluminense x Cruzeiro: 40 reais, com meia-entrada a 20. A diminuição dos preços veio mais rapidamente que nos últimos anos. Finalmente, alguém no Fluminense teve bom senso, ao contrário do que acontecia na "Era Engenhão", quando a política de preços elevados era mantida mesmo depois de comprovadamente fracassada. Levando-se em conta o péssimo horário da partida (quarta-feira, 19:30 - cedo demais), a redução dos preços certamente contribuirá para o aumento do público pagante da partida.

PCFilho

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Ingressos para os jogos do Fluminense na Copa Libertadores


No último dia 9, o Fluminense anunciou os detalhes da venda de ingressos para os três jogos como mandante na primeira fase da Copa Libertadores da América, contra Grêmio, Huachipato e Caracas. Os preços cobrados serão de R$ 80 pelos setores Leste e Oeste Superior, R$ 60 pelos setores Leste e Oeste Inferior, e R$ 40 pelos setores Norte e Sul (atrás dos gols). Os preços, obviamente, estão muito acima dos valores reais das entradas, e o Fluminense provavelmente jogará para um Engenhão longe de sua lotação máxima.

Em 2011, o Fluminense estabeleceu os preços em valores parecidos a estes. Na ocasião, assim que os valores elevados foram anunciados, avisei aqui que o Engenhão ficaria vazio nos três jogos, apesar de todo o apelo da Copa Libertadores. E não deu outra: os públicos foram de 14.031 pagantes contra o Argentinos Juniors, 9.020 pagantes contra o Nacional do Uruguai, e 11.987 pagantes contra o América do México (sendo que, neste último, o Fluminense já tentou consertar o erro grosseiro de avaliação, e os torcedores que haviam comprado o pacote dos 3 jogos tiveram direito a levar um acompanhante "de graça"). Na fase oitavas-de-final, contra o Libertad, os preços foram finalmente reduzidos, e o Engenhão já recebeu um público razoavelmente maior (22.505 pagantes).

Para 2012, o Fluminense parecia ter aprendido a lição do erro cometido no ano anterior. Com ingressos a preços menores, de acordo com a realidade, os jogos da primeira fase tiveram bons públicos (Arsenal de Sarandí - 25.213 pagantes; Zamora - 21.252 pagantes; Boca Juniors - 31.686 pagantes).

Entretanto, chega 2013, e as mentes brilhantes voltam a estabelecer o preço do ingresso em 60/80 reais (e não me venham falar dos setores atrás dos gols, de onde sequer é possível ver o jogo - cobrar 40 reais ali é um assalto e deveria configurar crime). Será que nossos dirigentes realmente acham que a repetição do experimento com as mesmas condições anteriores produzirá resultados diferentes? Se sim, sugiro que voltem ao colégio, e participem de algumas aulas nos laboratórios de ciências, biologia, física ou química...

PC

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sobre a venda de ingressos para Fluminense x Cruzeiro

Sobram filas e cambistas; falta Transparência...

A conturbada venda de ingressos para Fluminense x Cruzeiro (leiam aqui meu post sobre os problemas) ainda gera repercussão. Isso porque o público pagante anunciado no estádio foi de 28.917, mesmo com as notícias de que todas as 35.770 entradas haviam sido vendidas (fontes: Netflu; Globoesporte; Lancenet; iG Esporte). O que explicaria essa diferença de 6.853 pagantes?

Hoje tivemos acesso ao borderô da partida, disponível no site da CBF. Lá os números estão discriminados da seguinte maneira:
- Setor Norte: 245 inteiras; 172 meias (total: 417) - torcida do Cruzeiro.
- Setor Sul: 3715 inteiras; 278 meias (total: 3993).
- Oeste Superior: 8549 inteiras; 402 meias (total: 8951).
- Oeste Inferior: 4072 inteiras; 219 meias (total: 4291).
- Leste Superior: 3341 inteiras; 1057 meias; 1569 sócios; 479 sócios-futebol (total: 6446).
- Leste Inferior: 2920 inteiras; 1014 meias; 588 sócios; 229 sócios-futebol (total: 4751).
- Setor Geo Premium: 68 inteiras.
- Público Pagante Torcida do Fluminense: 28.500.
- Público Pagante Total: 28.917.
- Gratuidades por força de lei: 6.250.
- Público Presente Total: 35.167.

A diferença estaria, portanto, nas gratuidades por força de lei (destinadas a crianças com menos de 12 anos e idosos com mais de 65 anos). Nesse caso, o erro está na divulgação anterior de 35.770 entradas vendidas, quando na verdade a carga total à venda para a torcida do Fluminense foi de apenas 28.500 ingressos.

Além disso, levanto aqui alguns questionamentos:
- Onde estão as gratuidades destinadas às torcidas organizadas, e aos diretores e funcionários do Fluminense? Não aparecem no borderô?
- Por que o setor Norte não foi destinado aos torcedores do Fluminense, tendo em vista a baixíssima procura da torcida do Cruzeiro? Para comparação: 3993 torcedores estiveram no Setor Sul; e apenas 417 no setor Norte. Portanto, caberiam ali tranquilamente mais 3500 tricolores, bastando para isso um pequeno aumento do efetivo policial para fazer a separação (isso foi feito, por exemplo, no jogo Fluminense x Guarani, final do Campeonato Brasileiro de 2010).
- Por que a capacidade máxima do Engenhão nunca é permitida? O estádio tem ao todo mais de 45 mil assentos, e no entanto a carga total à disposição, incluindo as gratuidades, não chega nem a 80% disso...

Tantas perguntas sem resposta evidenciam a falta de Transparência nesse ponto da venda de ingressos. Enquanto isso, vemos tantos cambistas agindo livremente e vendendo ingressos por preços abusivos... Até quando?

PC

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Um dia para esquecer

A venda de ingressos para a partida Fluminense x Cruzeiro foi, mais uma vez, traumática para muitos torcedores do Fluminense, como acontece há tempos, em quase todos os jogos de apelo do clube.

Para começar, o site oficial do clube divulgou uma informação incorreta sobre os pontos de venda, o que levou centenas de torcedores a um ponto que não venderia ingressos (a Casa Vila da Feira, na Tijuca). Um erro inadmissível! Imagino a frustração das pessoas que se deslocaram até lá, ao descobrirem que a venda simplesmente não aconteceria.

Torcedores na Casa Vila da Feira: ponto não vendeu ingressos.

Houve confusões em praticamente todos os pontos de venda, que tiveram filas enormes (vejam aqui as fotos de vários locais com as filas formadas). Como o Fluminense não pratica a venda de meia-entrada via internet, os pontos físicos de venda tiveram uma demanda enorme de estudantes desejando exercer seu direito.

A alternativa era a compra pela internet, no site Futebolcard, que vende apenas ingressos inteiros. Entretanto, quando as vendas se iniciaram (às 10:00), o site não aguentou a demanda e apresentou muita instabilidade. Na primeira hora, praticamente nenhum torcedor conseguiu realizar a compra. Este escriba acabou conseguindo às 11:20, isto é, após uma hora e vinte minutos de tentativas. Mas mesmo depois disso, houve diversos relatos de dificuldades para efetuar as compras dos ingressos no site.

Enquanto isso, nos pontos físicos de venda, milhares de torcedores passaram horas nas filas, e muitas vezes não conseguiram adquirir suas entradas. A situação me fez lembrar a frase de Peter Siemsen, então recém-eleito presidente do clube, no dia da fila para o jogo final de 2010, em Laranjeiras: "Essas filas nunca mais vão acontecer. Vamos acabar com isso". Promessa não-cumprida.

Para piorar as coisas, na sede do clube e no Engenhão, diversos torcedores relataram a livre ação dos cambistas, esse mal que assola o futebol brasileiro, muitas vezes com a conivência dos próprios clubes (vide o caso recente de ingressos de cortesia de diretoria do Fluminense apreendidos com cambistas - leiam aqui e aqui - até hoje não houve explicação satisfatória).

Competentíssimo em campo, o Fluminense mais uma vez mostra despreparo fora das quatro linhas. E o processo de venda de ingressos não foi a primeira bola fora desta semana: o site que vende os planos de associação ao clube está fora do ar há 3 dias, "devido ao grande volume de vendas". Isso mesmo: exatamente na semana com maior potencial de faturamento, logo após a confirmação do título, o Fluminense não consegue vender seus planos de associação. Difícil encontrar uma demonstração maior de incompetência administrativa... (talvez o fato de a dívida ter crescido mais de R$ 90 milhões nos 22 meses da gestão atual)

Na semana do título, o Fluminense suspendeu a venda de todos os seus planos de associação.

A única boa notícia do dia é a rendição da CBF, que nos deixará festejar com a taça no estádio, após tantos apelos. De resto, o 15 de novembro foi um dia para esquecer. 

PC

Filas para ingressos de Fluminense x Cruzeiro

Casa Vila da Feira, Tijuca.

Carioca FC, Méier.
Posto de gasolina ALE - Botafogo.

Sede do Fluminense - Laranjeiras.

Rua São João - Niterói.

A fila completou uma volta no Engenhão.

É o Fluminense, no século XXI, vendendo ingressos como há 50 anos...

"Essas filas nunca mais vão acontecer. Vamos acabar com isso."
(Peter Siemsen, 30/11/2010, Laranjeiras)

PS: enquanto isso, na internet...

Site Futebolcard fora do ar...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Problemas na venda de ingressos


O tempo passa, e a venda de ingressos do Fluminense continua enfrentando os mesmos graves problemas de sempre. Ontem, a amiga Jessyca Ponce relatou a farra dos cambistas no Engenhão, na venda de entradas para Fluminense x Coritiba (leiam aqui). Basta o jogo ter um pouco mais de apelo, e pronto, está armada a festa dos sanguessugas.

Os ingressos dos setores Leste Inferior e Superior do Engenhão já estão esgotados, mas sabe-se-lá-quantos estão nas mãos dos cambistas. Já imagino as ruas do entorno do estádio na noite de quinta-feira, infestadas com essa praga que assola o futebol brasileiro. Compraram centenas de ingressos por 10 ou 15 reais cada (valores de meia-entrada), e venderão cada um por 50, 60, talvez até mais. E o torcedor, sem alternativa viável, acabará se rendendo.

Sob a justificativa de "dificultar a venda de meias-entradas irregulares", o Fluminense opta por simplesmente não vender os ingressos com desconto pela internet. Os torcedores têm algumas opções, todas insatisfatórias:
I) ou abrem mão do desconto a que têm direito, e compram a inteira pela internet (nada animador para estudantes, que geralmente vivem de mesadas ou bolsas);
II) ou encaram as filas e a concorrência com os cambistas (outra alternativa nada animadora - vide o relato da Jessyca);
III) ou simplesmente desistem de ir ao jogo (a pior alternativa do ponto de vista do clube, que deixa de arrecadar - aliás, tenho certeza de que esta mal lutada "guerra contra a meia-entrada" é uma das causas da baixa média de público do Fluminense no Brasileirão).

O que vale mais? O conforto do torcedor/cliente/consumidor do clube? Ou esta estúpida "guerra contra a meia-entrada"? (que, convenhamos, não impede o sujeito disposto a burlar as leis, falsificando carteirinhas - aliás, os cambistas aparentemente compram os ingressos com desconto mesmo sem apresentar a documentação devida - novamente, vide o relato da Jessyca)

Aproveitando o tema do post, volto a cobrar dos responsáveis as explicações para o escândalo do mês passado, exposto aqui em dois posts (parte I e parte II). Relembrando o caso: ingressos de cortesia da diretoria e do departamento de futebol foram apreendidos pela polícia nas mãos de cambistas. E até agora, não vimos punição aos responsáveis pelo vazamento dos ingressos...

PC

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sobre cambistas e outros demônios - parte II


Na sexta-feira passada, 31, publiquei aqui um texto sobre a operação da Polícia Civil que apreendeu 26 ingressos de cortesia nas mãos de 4 cambistas, por ocasião da partida Fluminense x Corinthians, na quarta-feira anterior, pelo Campeonato Brasileiro. Das 26 entradas, 16 eram cortesias direcionadas à diretoria ou ao departamento de futebol do próprio Fluminense. Os números foram divulgados pelos próprios policiais, que fizeram excelente serviço, é bom que se repita o elogio.

Até o momento em que escrevo estas linhas, vale dizer, o Fluminense Football Club não publicou nenhuma nota oficial a respeito do ocorrido. Segundo amigos que entraram em contato com a Ouvidoria do clube, a resposta obtida foi de que "o caso estava sendo apurado".

Ontem, como repercussão do post de semana passada, recebi o contato de um amigo tricolor, que me contou a seguinte história, ocorrida há exatamente um ano. No dia 03/09/2011, ele foi ao Estádio Raulino de Oliveira para assistir à partida Fluminense x Atlético Goianiense, válida pelo Campeonato Brasileiro do ano passado. Na porta do estádio, em cima da hora do começo do jogo, com filas na bilheteria e insistentemente abordado por cambistas, ele cedeu à tentação. O cambista não fazia questão nenhuma de esconder o bolo de ingressos em sua mão. Demonstrando receio e medo de serem ingressos falsos, meu amigo questionou o cambista, e este saiu-se com um "sou amigo do presidente", e insistiu que "trabalhava em algo no próprio Fluminense".

Os ingressos são os da imagem acima. Em ambos, está escrito "DIRETORIA FLUMINENSE", "CORTESIA" e "V. PROIBIDA", conforme se pode observar na foto. Cada um foi adquirido por 35 reais (não preciso dizer que depois, ao reparar na origem dos ingressos, meu amigo se arrependeu da compra).

A conclusão? Há pelo menos um ano, ingressos de cortesia destinados à diretoria do Fluminense, de venda proibida, estão sendo repassados a cambistas.

O prejuízo causado ao clube? Muito difícil de se calcular, mas não fugirei à luta. Numa perspectiva bastante conservadora, estimando o preço médio dos ingressos a R$ 15,00, o número de ingressos desviados em 300 por jogo, e a quantidade de jogos como mandante em uma temporada em 40, chegamos ao valor de R$ 180.000,00. Repito: num cálculo muito conservador.

(No atual Campeonato Brasileiro, o preço médio dos ingressos vendidos foi superior a R$ 15,00 em 11 dos 12 jogos do Fluminense já disputados no Rio de Janeiro. Em todas as 12 partidas, o número de não-pagantes foi superior a 1500 pessoas, chegando a ultrapassar 3500 em alguns casos.)

As perguntas que encerram o post de semana passada seguem sem resposta, e agora são ainda mais relevantes. Quem são os responsáveis por estes ingressos? Qual será a punição deles? Que medidas o Fluminense tomará para que a situação deixe de acontecer?

Aliás, aproveito para acrescentar mais uma pergunta à lista: como estas "cortesias de diretoria" entram nos borderôs dos jogos? As únicas cortesias que aparecem nos documentos são as "gratuidades por força de lei", para crianças e idosos (aqui, um exemplo de borderô, o do jogo Fluminense x Corinthians). Estas "cortesias" não estão nem sendo contabilizadas? Minha nossa, quanta falta de Transparência...

A dívida do Fluminense continua crescendo num ritmo alarmante. O clube teve prejuízo em diversas partidas desta temporada. Já passou da hora de agir, de maneira enérgica e veemente. Estamos diante de uma nova farra dos ingressos, talvez tão ou mais grave que aquela de 2008.

PC
(texto publicado também no PAVILHÃO TRICOLOR)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobre cambistas e outros demônios


No jogo Fluminense x Corinthians, disputado na última quarta-feira, a Polícia Civil estreou seu núcleo de combate aos crimes praticados durante grandes eventos. E começou bem, prendendo quatro cambistas, esse mal que há tanto tempo assola o futebol brasileiro. Os envolvidos estão de parabéns, e esperamos que continuem o ótimo serviço.

Com os quatro cambistas presos, havia 26 entradas, todas de "cortesia" (cuja venda é proibida, em qualquer circunstância). Como manda o Estatuto do Torcedor, todas as cortesias são discriminadas no ticket do ingresso. E a Polícia Civil divulgou a distribuição nos ingressos apreendidos: dos 26, dois pertenciam à torcida organizada Força Flu, e oito à Polícia Militar. Querem saber sobre os outros 16?

Onze eram destinados à diretoria do Fluminense. Cinco ao departamento de futebol do clube.

(os números estão em matéria de O Globo - aqui)

Isso mesmo: mais de 60% da amostra de ingressos apreendidos com cambistas deveria ser utilizada por diretores e funcionários do próprio Fluminense.

Um agravante: sabemos bem que houve muitos outros cambistas que não foram presos pela Polícia. Supondo que a proporção se mantém, a quantidade de cortesias do clube parando nas mãos dos bandidos é muito maior que essas 16 apreendidas.

E pensar que o Fluminense tem sofrido prejuízo na bilheteria em várias partidas desta temporada...

Perguntas que não querem calar: quem são os responsáveis por esses ingressos? Qual será a punição deles? Que medidas o Fluminense tomará para que a situação não se repita?

PC
(texto publicado também no PAVILHÃO TRICOLOR)