segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Lista atualizada de Campeões Brasileiros

Amigos, ontem o Flamengo conquistou seu quinto Campeonato Brasileiro, após 17 anos na fila. O clube da Gávea encosta em Palmeiras e São Paulo, os maiores campeões, com seis conquistas cada.

Aqui vai a lista atualizada de vencedores do mais importante certame nacional:
1967 - Palmeiras (SP)
1968 - Santos (SP)
1969 - Palmeiras (SP)
1970 - Fluminense (RJ)
1971 - Atlético (MG)
1972 - Palmeiras (SP)
1973 - Palmeiras (SP)
1974 - Vasco da Gama (RJ)
1975 - Internacional (RS)
1976 - Internacional (RS)
1977 - São Paulo(SP)
1978 - Guarani (SP)
1979 - Internacional (RS)
1980 - Flamengo (RJ)
1981 - Grêmio (RS)
1982 - Flamengo (RJ)
1983 - Flamengo (RJ)
1984 - Fluminense (RJ)
1985 - Coritiba (PR)
1986 - São Paulo (SP)
1987 - Sport Recife (PE)
1988 - Bahia (BA)
1989 - Vasco da Gama (RJ)
1990 - Corinthians (SP)
1991 - São Paulo (SP)
1992 - Flamengo (RJ)
1993 - Palmeiras (SP)
1994 - Palmeiras (SP)
1995 - Botafogo (RJ)
1996 - Grêmio (RS)
1997 - Vasco da Gama (RJ)
1998 - Corinthians (SP)
1999 - Corinthians (SP)
2000 - Vasco da Gama (RJ)
2001 - Atlético (PR)
2002 - Santos (SP)
2003 - Cruzeiro (MG)
2004 - Santos (SP)
2005 - Corinthians (SP)
2006 - São Paulo (SP)
2007 - São Paulo (SP)
2008 - São Paulo (SP)
2009 - Flamengo (RJ)

PC

domingo, 6 de dezembro de 2009

A Batalha do Couto Pereira

Amigos, o jogo em Curitiba foi uma verdadeira batalha. O Estádio Couto Pereira, completamente lotado, abarrotado, foi o cenário. Durante pouco mais de noventa minutos, Fluminense e Coritiba quebraram lanças em um jogo memorável.

O Fluminense precisava só empatar para fugir do rebaixamento, mas lançou-se todo para o ataque. Logo fez 1 a 0, após um bate-e-rebate na área. Mas o juiz Vuaden anulou incorretamente, pois a bola havia entrado.

O pó-de-arroz não desanimou com o erro da arbitragem. Falta na entrada da área, Fred rola e Marquinho solta a pancada: um golaço cinematográfico. Fluminense 1, Coritiba 0.

A equipe paranaense também atacava com perigo, mas Rafael defendia com bravura os arcos tricolores. Na zaga, Gum, Cássio e Dalton demonstravam o ímpeto inexcedível que marcou a arrancada tricolor. Foram três monstros, dispostos a vencer ou perecer.

O Coritiba conseguiu empatar, ainda no primeiro tempo. Era o cansaço físico do Fluminense começando a ficar evidente. Um cansaço natural, diga-se, após dois meses de decisão atrás de decisão.

O segundo tempo mostrou um Fluminense fisicamente esgotado. Não havia mais resposta dos músculos dos atletas tricolores. O empate teve que ser obtido na garra, na vontade, no coração de cada um dos onze jogadores. E assim foi.

É lamentável que esse grupo de guerreiros não tenha uma taça para levantar. Nesses últimos meses, o Fluminense deu uma lição de vida ao Brasil inteiro. Mostramos que as coisas só não acontecem porque nós não queremos que elas aconteçam. Quando se deseja, se trabalha e se luta, o impossível não existe. Ainda mais quando se trata dessas três cores que encantaram o Brasil.

As cenas de violência campal dos torcedores do Coritiba após a partida, depredando o próprio estádio, não merecem mais do que uma palavra: lamentáveis.

A imprensa calhorda, que já rebaixava o Fluminense com três meses de antecedência, teve que engolir suas previsões furadas. Aprenderam que o tricolor nunca morre de véspera.

Obrigado, Fluminense! Obrigado, time de guerreiros!

Nenhuma taça foi erguida, por uma dessas injustiças do futebol.

Mas vocês conquistaram os corações dos torcedores tricolores.

A CBF deveria mandar fabricar um troféu para vocês.

Mesmo que ela não o faça, eu vos digo: vocês já são campeões pelo Fluminense Football Club.

PC

sábado, 5 de dezembro de 2009

História - Fluminense x Coritiba

Fluminense e Coritiba já se enfrentaram em 29 jogos. Foram 10 vitórias do Fluminense, 6 empates e 13 vitórias do Coritiba, com 42 gols do Fluminense e 42 gols do Coritiba.

O jogo mais marcante foi pelas quartas-de-final do Campeonato Brasileiro de 1984. No dia 6 de maio, o Fluminense fez uma grande exibição, e venceu o Coritiba por impressionantes 5 a 0. O Tricolor acabaria se sagrando campeão nacional. O Coritiba também possuía uma grande equipe, tanto que conquistaria o Brasileirão no ano seguinte (também no Maracanã, vencendo o Bangu na finalíssima).

O penúltimo jogo foi no início deste ano, nas comemorações pelo centenário do alviverde paranaense. O Fluminense venceu, no Couto Pereira, por 1 a 0. O último confronto, no Maracanã, foi vencido pelo Coritiba, tendo sido válido pelo Campeonato Brasileiro.

Lista completa dos jogos entre Fluminense e Coritiba:
29/03/1949 - Coritiba 3 x 8 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
05/10/1969 - Coritiba 1 x 1 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
18/08/1971 - Fluminense 2 x 1 Coritiba - Maracanã (Rio de Janeiro)
01/11/1972 - Coritiba 2 x 0 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
14/10/1973 - Coritiba 1 x 0 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
12/06/1974 - Fluminense 1 x 1 Coritiba - Maracanã (Rio de Janeiro)
20/08/1975 - Fluminense 0 x 1 Coritiba - Maracanã (Rio de Janeiro)
29/04/1984 - Coritiba 2 x 2 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
06/05/1984 - Fluminense 5 x 0 Coritiba - Maracanã (Rio de Janeiro)
08/05/1985 - Coritiba 1 x 0 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
13/09/1986 - Fluminense 1 x 0 Coritiba - Maracanã (Rio de Janeiro)
21/11/1987 - Coritiba 2 x 1 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
16/10/1988 - Coritiba 0 x 1 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
20/09/1989 - Fluminense 2 x 0 Coritiba - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
28/09/1996 - Coritiba 3 x 1 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
27/07/1997 - Fluminense 1 x 1 Coritiba - São Januário (Rio de Janeiro)
16/11/2000 - Fluminense 2 x 0 Coritiba - Maracanã (Rio de Janeiro)
23/09/2001 - Fluminense 3 x 1 Coritiba - Maracanã (Rio de Janeiro)
31/08/2002 - Coritiba 2 x 0 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
16/07/2003 - Coritiba 3 x 0 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
08/11/2003 - Fluminense 3 x 2 Coritiba - Maracanã (Rio de Janeiro)
25/04/2004 - Fluminense 1 x 1 Coritiba - Maracanã (Rio de Janeiro)
19/08/2004 - Coritiba 2 x 0 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
21/05/2005 - Fluminense 2 x 4 Coritiba - Raulino de Oliveira (Volta Redonda-RJ)
18/09/2005 - Coritiba 0 x 0 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
21/06/2008 - Coritiba 2 x 1 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)
17/01/2009 - Coritiba 0 x 1 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)

PC

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Arbitragem - Fluminense com Leandro Pedro Vuaden


Amigos, a CBF divulgou, durante a semana, as escalas de arbitragem para a última rodada do Campeonato Brasileiro. Apitará o jogo Coritiba x Fluminense, domingo, no Couto Pereira, o gaúcho Leandro Pedro Vuaden. Ele será auxiliado pelo mineiro Márcio Eustáquio S. Santiago e pelo gaúcho Paulo Ricardo Silva Conceição.

Apelando para a sinceridade descarada: detesto as arbitragens do Vuaden. Sob o pretexto de "deixar o jogo seguir", o árbitro deixa de dar faltas clamorosas. Seu retrospecto aqui no blog também não é nada animador, devido a uma aparição destacada como personagem da semana, na crônica sobre o jogo Vitória BA 2 x 2 Fluminense, ano passado, no Barradão.

O retrospecto do Fluminense com o juiz gaúcho também não é nada animador: em 7 jogos, somente 1 vitória tricolor, com 2 empates e 4 derrotas, 10 gols-pró e 13 gols-contra:
14/05/2006 - Figueirense 1 x 0 Fluminense - Orlando Scarpelli (Florianópolis/SC)
27/10/2007 - Fluminense 1 x 1 Atlético MG - Maracanã (Rio de Janeiro)
25/05/2008 - Sport Recife 2 x 1 Fluminense - Ilha do Retiro (Recife/PE)
16/07/2008 - Palmeiras 3 x 1 Fluminense - Parque Antártica (São Paulo/SP)

Vale destacar que a única vitória no retrospecto foi pela Copa do Brasil de 2006, sobre um adversário de divisões inferiores do futebol brasileiro. Nos outros seis jogos, todos válidos por Campeonatos Brasileiros, o Fluminense empatou dois e perdeu quatro.

Preocupante, mas nós estamos de olho.

PC

Grandeza desafiada

Não adianta tentar fugir da discussão. Ela está em todas as esquinas e botecos do país. O assunto persegue cada brasileiro, vivo ou morto. Se o leitor vive no Brasil, certamente já escutou a pergunta fatal: "o Grêmio deveria entregar o jogo?".

Explicarei a situação em pormenores, para o caso de algum marciano vir ler minha crônica. A uma rodada de se encerrar o Campeonato Brasileiro, o líder é o Flamengo. Isto significa que, domingo, basta ao rubro-negro uma simples vitória, para que a esperada conquista venha. Porém, a situação não é muito confortável. O clube da Gávea não pode nem pensar em empatar ou perder. Isto porque, dois pontos atrás, estão Internacional, Palmeiras e São Paulo, nessa ordem, ávidos para abocanhar a taça. Portanto, Internacional, Palmeiras e São Paulo dependem de um tropeço do Flamengo no Maracanã. Se o rubro-negro vacilar, o primeiro herdeiro da glória é o Colorado de Porto Alegre. Os clubes paulistas só terão chance se também o Internacional tropeçar.

O dilema está no adversário do Flamengo. Quis o destino cruel que exatamente o Grêmio tivesse que enfrentar o rubro-negro na rodada derradeira do certame. Ao analisar a tabela, vemos que o Grêmio não quer mais nada com a hora do Brasil, como diria minha mãe. O campeonato de pontos corridos tem essa desvantagem: as últimas rodadas acabam se transformando em um tédio insuportável para os clubes que habitam o meio da tabela. O tricolor gaúcho é um desses times, que apenas cumprem tabela.

Se o leitor é marciano, talvez não saiba da histórica e centenária rivalidade entre Grêmio e Internacional. Em 1909, o Flamengo nem sequer existia como time de futebol, e os clubes gaúchos já quebravam lanças em confrontos memoráveis. Grêmio e Internacional são praticamente antônimos. Em dias de jogo, metade de Porto Alegre se veste de azul, a outra metade se veste de vermelho, e uma metade não fala com a outra. Quando o Grêmio vence, as margens do Rio Guaíba silenciam. Quando o Internacional vence, é a Azenha que emudece. O Grenal é uma rivalidade de cem anos que merece um romance de García Márquez.

Caríssimo leitor de Marte, a essa altura você já somou dois com dois, e percebeu o aspecto dramático que envolve o Flamengo x Grêmio do Maracanã. Se o Grêmio vencer ou empatar, oferecerá, numa linda bandeja, o troféu máximo do futebol brasileiro ao Internacional, seu maior rival. Por outro lado, basta o Grêmio perder, para evitar que o mar vermelho tome conta de Porto Alegre. Eis a questão: o Grêmio deveria entregar o jogo, simplesmente deixando o Flamengo vencer e levar a taça?

Alguns torcedores do Grêmio vêm deixando bem claro que acham, sim, que o Grêmio deveria entregar a partida. Eles só conseguem pensar na segunda-feira, e só de imaginarem a comemoração dos colorados, já sentem calafrios homéricos. Surgiu na internet a campanha "Entrega Grêmio", com os escudos misturados: o do Grêmio rubro-negro, o do Flamengo preto e azul. Para meu espanto, a maioria gremista parece aderir mesmo à causa.

Para mim, é espantoso mesmo. Digo isso porque entendo que uma torcida não deve jamais torcer contra o próprio pavilhão. Eu, por exemplo, sou tricolor nato, confesso e hereditário. É impossível que eu vibre com um gol contra o Fluminense. Não importa a circunstância, eu sempre vou desejar que o Fluminense vença suas partidas.

As palavras do meia gremista Souza, então, são apavorantes. Deve-se ouvir a torcida? Claro, mas somente quando ela está certa! E, neste caso, ela está muito errada. Espero que Souza não seja escalado, porque ele claramente não entrará em campo com vontade de ganhar. E atleta assim não pode jogar. Amplio: uma declaração como aquela precisa ser julgada no tribunal.

Alguns dirão: "mas não há nada mais em jogo para o Grêmio". Retruco: "é claro que há!". Há honra, há caráter, há dignidade, há hombridade em jogo. Uma vez que enverga uma camisa centenária, o jogador precisa respeitar sua história.

Outros dirão: "mas o Internacional escalou reservas ano passado, e prejudicou o Grêmio". É verdade, mas convenhamos que o Colorado estava priorizando a Copa Sul-Americana. Logo, havia um motivo para a escalação dos reservas, e este não era prejudicar o Grêmio. Mais: tenho certeza que os reservas encharcaram as camisas tentando vencer, como bons profissionais que são.

Outra: mesmo que houvesse provas concretas de que o Internacional entregou um jogo para prejudicar o Grêmio, por que o Grêmio haveria de fazer o mesmo? Não é porque seu rival foi pequeno e mesquinho, que você também o será. Por exemplo, há fortes indícios de que, em 1996, o Flamengo perdeu propositalmente para o Bahia, em São Januário, no intuito de rebaixar o Fluminense. O rebaixamento tricolor acabou acontecendo, exatamente por causa da derrota rubro-negra. Há quem diga que foi o pior dia da história do Fluminense. Eu digo que foi o pior dia da história do Flamengo. Amigos, nunca em sua história o Flamengo foi tão pequeno quanto naquele dia.

A mancha de um jogo entregue fica, para sempre. A história do Flamengo tem essa nódoa eterna. Mas eu não desejo vingança. Se, um dia, o Flamengo depender do Fluminense, torcerei com todas as minhas forças pela vitória tricolor. O Fluminense não entregaria o jogo, tenho certeza. Se um dia o fizesse, eu sentiria, pela primeira vez, vergonha do clube para o qual torço.

Portanto, pelo fair play que rege historicamente o futebol brasileiro, eu imploro ao Grêmio que venha ao Maracanã com força máxima, e lute até o fim pela vitória contra o Flamengo.

Aos torcedores gremistas, peço que não coloquem o ódio da rivalidade acima do amor ao clube. Torçam pelo Grêmio, por mais contraditória que essa postura possa parecer.

Grêmio, Imortal de Três Cores, tua grandeza será desafiada domingo, no Maracanã. Não decepciones tua história.

PC

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um Brasil tricolor

Compilação de depoimentos de leitores do Blog do Juca, na madrugada de ontem:

Laercio, de Campinas/SP:
"Juca, naquele que era para ser lembrado pelos erros de arbitragem, mala branca e outras coisas vexaminosas... o Fluminense salvou o ano do futebol brasileiro. Sou sãopaulino e vou dormir feliz por ter visto um grande jogo, um grande time, um grande coração."

Bruno, do Rio de Janeiro:
"Torci hoje pro Flu como se fosse pro VASCO. PARABÉNS ao Fluminense, jogou muito, mereceu, mas infelizmente não veio. Domingo é Flu ganhando e se salvando da série B."

Rafael, de Brasília:
"Sou flamenguista, mas hoje eu sofri como se o Flu fosse o Flamengo! Torci muito pro Fluminense. Se não fosse a burrice do Fred talvez desse! Mas paciência, por tudo que o Fluminense tá fazendo, nem o Fred nem os outros jogadores merecem culpa pela não-classificação! E que o Flu fique na primeira divisão. Ass.: Rafael, um flamenguista espantado com o amor da torcida do Fluminense."

Claudio Cezar, de Mato Grosso:
"Pois se existir justiça, que esse troféu de vice tenha muito mais valor que o de campeão. Parabéns tricolores. E olha que sou palmeirense."

EGHM, de São Paulo:
"Juca! Que judiação! O Fluzão hoje merecia! Sou santista, mas fazia tempo que eu não torcia tanto para um time como esse!! Merece ficar na primeira! Time de Guerreiros!!!"

Paulistano, de Londres, na Inglaterra:
"Apesar de corinthiano... meu coração estava do lado do Fluminense esta noite... estava do lado dessa verdadeira lição de superação que o time vem apresentando, dessa beleza do espetáculo de um grupo motivado e renascido das cinzas, dessa coisa humana de não se deixar abater. Para além de uma lição futebolística eu vejo nesse novo DESPERTO Fluminense a força de tudo o que um grupo é capaz quando luta com garra... e isso é lindo... que se dane a matemática fria dos resultados! O Fluminense foi campeão esta noite!"

Luiz Felipe, de São Paulo:
"Hoje torci para o Fluminense, muito disso em virtude da raça apresentada, que meu time deixou para trás há 6 meses. É uma pena o elenco ser tão fraquinho e pecado mortal foi ter tirado o Adeílson e colocar o horrível Ruy, que não acertou nenhum passe (pior que isso, ele não conseguia receber a bola e cometia faltas bobas que paravam o jogo) e matou a lateral direita do ataque fluminense. Uma pena mesmo..."

F. Vasco, de Guayaquil, no Equador:
"Juca, sou Timão mas torci demais para o Fluminense aqui em casa... o meu sogro queria me matar :) Maldita altitude, se não fosse esse placar de Quito o Flu era campeão... mas não tem jeito, enquanto a Fifa não proibir em definitivo os jogos nessas altitudes, a Liga entrará forte em todos os campeonatos com jogos de local e visitante. Que tática você pode adotar para jogar lá e não perder de 4, de 5 (como aconteceu com o Flu mais de uma vez)??? Vou te falar uma coisa, impossível jogar em Quito com mais de 2.800 metros de altura. Eu fico sem fôlego só de subir escada, imagine o jogador de futebol. Você se sente mal desde o momento em que desce do avião. Assim não dá! Que pena que não deu porque o Flu realmente merecia. Os rubro-negros devem estar orgulhosos de seu time. Só resta agora torcer para o Emelec ganhar da LDU semana que vem para eles ficarem de fora da Libertadores. Assim diminui um pouco as chances de o Timão ter que jogar em Quito. Saudações brasileiras desde o Equador..."

PC

Benditos e benditas

(arte do amigo Marco)

Bendita seja a torcida, que não desiste, e luta até o fim.

Bendita seja a garra de um time de guerreiros incansáveis.

Bendito seja Rafael, nosso arqueiro, que só faltou sentar num banquinho e ler gibi hoje, tamanha a superioridade do Fluminense.

Bendito seja Mariano, nosso lateral-direito, que demonstra um ímpeto inexcedível.

Bendito seja Gum, nosso zagueiro-artilheiro, que defende com maestria e ainda faz os seus gols.

Bendito seja Dalton, nosso defensor implacável.

Bendito seja Marquinho, que corre feito coelhinho de desenho animado.

Bendito seja Diguinho, que tem sido um monstro nos desarmes.

Bendito seja Diogo, que joga com tanta raça.

Bendito seja Darío Conca, o maestro, um dos melhores meias do futebol brasileiro hoje.

Bendito seja Adeílson, que não vinha jogando, mas entrou na final e levou os equatorianos à loucura.

Bendito seja Alan, o príncipe pó-de-arroz, cuja movimentação dá vida ao ataque tricolor.

Bendito seja Fred, o capitão e líder da grande arrancada do Fluminense.

Bendito seja Cuca, o treinador que conquistou uma nação.

Benditos sejam Maicon e Digão, que molharam as camisas no caminho, mas não puderam jogar a final.

Benditos sejam todos os que colaboram, direta ou indiretamente, com o sucesso do Fluminense Football Club.

Bendito seja o orgulho de torcer para a instituição esportiva mais fantástica do planeta.

Benditas sejam as taças, que choram deprimidas com seu triste destino.

Bendito seja o Maracanã, palco onde se pratica futebol, e não altibol.

Bendito seja o futebol, que um dia há de dar a quem merece o que merece.

Benditas sejam as consciências de todos os brasileiros, que no fundo de suas almas sabem quem é o verdadeiro campeão da América.

Bendito seja o verde.

Bendito seja o branco.

Bendito seja o grená.

PC

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

História - Fluminense x Times Equatorianos



Ao todo, contra times equatorianos, foram 20 jogos do Fluminense, com 14 vitórias tricolores, 2 empates e 4 derrotas. Nós marcamos 48 gols, e sofremos 27. Confiram a lista completa de confrontos:
22/04/1950 - Barcelona de Guayaquil 4 x 6 Fluminense - George Capwell (Guayaquil/EQU)
26/04/1950 - Norte América 4 x 7 Fluminense - George Capwell (Guayaquil/EQU)
22/04/1956 - Barcelona de Guayaquil 1 x 5 Fluminense - George Capwell (Guayaquil/EQU)
14/07/1957 - Seleção de Pichincha 1 x 2 Fluminense - Atahualpa (Quito/EQU)
07/07/1985 - Barcelona de Guayaquil 0 x 3 Fluminense - Estádio Modelo (Guayaquil/EQU)
10/07/1985 - Seleção de Olmedo 0 x 1 Fluminense - Estádio Olímpico (Riobamba/EQU)
13/07/1985 - Deportivo Filanbanco 0 x 1 Fluminense - Los Chirijos (Milagro/EQU)
20/02/2008 - LDU Quito 0 x 0 Fluminense - Casablanca (Quito/EQU)
17/04/2008 - Fluminense 1 x 0 LDU Quito - Maracanã (Rio de Janeiro)

Vamos lutar por mais essa taça!
Vamos, Fluminense, com garra e com raça!

"Estou certo de que hoje somos o dono de nosso destino, de que a tarefa que foi colocada diante de nós não está acima de nossa força, de que suas angústias e armadilhas não estão além da minha resistência. Enquanto tivermos fé em nossa causa e uma insuperável vontade de vencer, a vitória não nos será negada."
- Winston Churchill

PCFilho

Arbitragem - Fluminense com Carlos Amarilla


Amigos, apitará a finalíssima da Copa Sul-Americana, no Maracanã, o paraguaio Carlos Amarilla. Ele será auxiliado por seus compatriotas Emigdio Ruiz Roa e Nicolás Yegros.

Até hoje, Amarilla apitou dois jogos do Fluminense:
28/09/2005 - Banfield/ARG 0 x 0 Fluminense - Florencio Sola (Buenos Aires/ARG)

O jogo de 2008 marcou a épica classificação do Tricolor à semifinal da Libertadores da América, com um gol salvador de Washington aos 47 minutos do segundo tempo.

PC

Recordar é viver - O milagre de Rosário


Rosário, Argentina, 19 de dezembro de 1995.

Esta história começou há uma semana, em Belo Horizonte. Em uma exibição irretocável, o Clube Atlético Mineiro venceu o Rosário Central por 4 a 0, na primeira partida da final da Copa Conmebol. Aos gritos de É campeão!, o Galo comemorava antecipadamente mais uma taça conquistada.

Afinal, quem acreditaria numa reação do Rosário Central? Quem acreditaria na retirada de quatro gols de diferença?

Eles acreditaram.

O Gigante de Arroyito estava lotado: 40 mil fanáticos não haviam abandonado o Rosário Central. Eles não haviam desistido da Copa Conmebol.

Sem afobação, a equipe argentina trabalhava a bola, esperando o momento certo de atacar. Aos 22 minutos, após jogada pela direita, surgiu a primeira chance, que o uruguaio Rubén da Silva converteu. Rosário Central 1 a 0, mas ainda perdendo de 4 a 1 na soma dos placares. O título ainda era uma utopia.

Aos 38, o árbitro assinalou uma falta para o Rosário Central, na intermediária ofensiva. O zagueirão Horacio Carbonari mandou a bomba, e Taffarel não conseguiu defender. Era o segundo gol dos argentinos. Entretanto, o título ainda era um milagre.

Na briga desnecessária pela bola no fundo da rede, Paulo Roberto e Federico Lussenhoff foram expulsos. A tarefa ingrata agora só poderia ser realizada por dez homens. Porém, o ânimo seria retomado imediatamente. Logo na saída de bola, os defensores do Atlético Mineiro se enrolaram, e o Rosário Central retomou a bola. Após precisa troca de passes, a pelota sobrou nos pés de Martín Cardetti, dentro da área. Ele chutou com categoria, e venceu Taffarel. Rosário Central 3, Atlético Mineiro 0. O sonho do título já passava a ser palpável. Afinal, mais um golzinho e teríamos o empate!

Nas arquibancadas do Gigante de Arroyito, os 40 mil fanáticos estavam em êxtase. Durante a semana inteira, eles haviam sido a piada dos jornais argentinos. Ninguém acreditava no Rosário Central, ninguém! A taça internacional era algo intocável, intangível, impossível. Mas eles não desistiram. E naquele instante do terceiro gol, o futebol mostrava ao mundo que eles estavam certos.

No intervalo, os jogadores de ambos os times foram descansar nos vestiários. Mas os torcedores não pararam: a cantoria continuou durante os vinte minutos de intervalo. O objetivo era mostrar aos jogadores que, sim, a torcida estava com eles. Até o fim.

No segundo tempo, o Atlético Mineiro apelou para a cera. Cada bola demorava séculos para ser reposta. A arbitragem não coibia. O desespero tomava conta do Gigante de Arroyito. Aquela glória impossível estava a um passo de ser conquistada. Mas como era difícil dar esse último passo. Cada chute perigoso era defendido com segurança por Taffarel. Cada bola alçada na área era isolada pelos zagueiros brasileiros.

Aos 44 minutos do segundo tempo, o Rosário Central conseguiu um escanteio. Poderia ser a última grande chance. Após a cobrança curta, a bola foi mais uma vez levantada na área. E Horacio Carbonari estava lá, para desferir a cabeçada fatal. O impossível acabava de se tornar realidade: Rosário Central 4, Atlético Mineiro 0. O confronto final da Copa Conmebol estava empatado!

Os jogadores do Rosário Central haviam demonstrado, durante noventa minutos, uma garra e uma vontade inexcedíveis. Porém, nada estava ganho. Ainda haveria a crueldade da disputa de pênaltis, para um time fisicamente esgotado. No arco brasileiro, estava Taffarel, conhecido como um dos melhores defensores de pênalti do futebol mundial. Em 1994, ele defendera a cobrança de Massaro, na conquista da Copa do Mundo pelo Brasil.

Na primeira cobrança, o atleticano Doriva chutou por cima. Na sequência, Omar Palma bateu forte, para fazer Rosário 1 a 0. Logo depois, o brasileiro Leandro também desperdiçou sua cobrança, chutando na trave esquerda do goleiro Roberto Bonano. Na sequência, Pobersnik converteu: Rosário 2 a 0. O brasileiro Ronaldo cobrou forte, no meio do gol: 2 a 1. Carbonari e Taffarel também converteram suas cobranças: 3 a 2. Colusso tinha a chance de acabar com a disputa, mas Taffarel defendeu, para prolongar o sofrimento argentino. Euller empatou: 3 a 3. Mas o Rosário Central ainda tinha a chance de encerrar a disputa, e esta estava nos pés de Rubén da Silva. O mesmo homem que havia iniciado o milagre de Rosário tinha a chance de finalizá-lo. E ele o fez. O Rosário Central é o campeão da Copa Conmebol de 1995.

Lutem até o fim.

O impossível não existe.

PC

Vídeo do tempo normal:

Vídeo da disputa de pênaltis:

Ficha técnica: Rosário Central/ARG 4 x 0 Atlético/MG.

Decisão da Copa Conmebol de 1995.

Data: 19/12/1995.

Local: Gigante de Arroyito (Rosário/ARG).

Rosário Central/ARG: Roberto Bonano; Diego Ordóñez (Colusso), Horacio Carbonari, Federico Lussenhoff e Patricio Graff; Eduardo Coudet (Daniele), Omar Palma, Raúl Gordillo (Pobersnik) e Pablo Sánchez; Martín Cardetti e Rubén da Silva. Técnico: Ángel Tulio Zof.

Atlético/MG: Taffarel; Dinho, Ronaldo, Ademir e Paulo Roberto; Éder Lopes, Doriva, Dedé (Carlos) e Gutemberg (Leandro); Renaldo e Ézio (Euller). Técnico: Procópio Cardoso.

Árbitro: Ernesto Filippi (Uruguai).

Gols: Rubén da Silva aos 22', Horacio Carbonari aos 38' e Martín Cardetti aos 39' do primeiro tempo; Horacio Carbonari aos 44' do segundo tempo.

Disputa de pênaltis:

- Atlético Mineiro: Doriva e Leandro perdem; Ronaldo, Taffarel e Euller convertem.

- Rosário Central: Omar Palma, Pobersnik e Horacio Carbonari convertem; Colusso perde; Rubén da Silva converte.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Fluminense - Filme motivacional


Guerreiros, nós acreditamos em vocês!

LUTEM ATÉ O FIM!

Mensagem de um rubro-negro

Olá a todos,

Não sou tricolor mas como grande amante do futebol venho acompanhando esta corajosa arrancada de um time guerreiro de garotos. Exemplos de superação e gana. Contra todos os prognósticos, a arrancada histórica que os tricolores vinham fazendo parou, nesta última quarta, na boa equipe da LDU.

Torci por eles como quem torce por Rocky Balboa contra Apollo, o doutrinador, mas a diferença no vigor físico dos dois times era gritante. Davi nem sempre vence Golias, e foi isso o que aconteceu. A altitude definitivamente massacrou o time do Fluminense. Os hipócritas que me desculpem mas definitivamente o esporte que a LDU joga em casa não é futebol. Não é ilícito, nem malandro, apenas desigual. Covarde. Como fisiologista, é doloroso ver o esforço sobre-humano ao qual os atletas tricolores foram submetidos neste jogo.

Em tempo, a LDU ganhou a Libertadores de 2008 por ser apenas um bom time sul-americano, no mesmo nível de bons times de Brasil e Argentina, com um grande diferencial fisiológico, resultante da altitude. O time da Libertadores de 2009, por sua vez, era péssimo, e não os permitiu tirar proveito dessa vantagem desigual. Cabe ressaltar que atletas equatorianos daquele time de 2008 jogam hoje no Brasil, com um aproveitamento nada acima da média. Reflitamos sobre isso.

Por fim, tenho certeza absoluta que o Fluminense devolverá este placar no Maracanã. Todo carioca amante do futebol sabe que a história tricolor é repleta de superações. Sempre foi assim. Vários títulos, e vitórias memoráveis, obtidos nos últimos minutos do segundo tempo, contra o meu Flamengo, inclusive. Guardamos ainda as lembranças de Washington, Assis e Renato Gaúcho. Sabemos do que são capazes. Um misto de admiração e ódio que todo flamenguista tem pelo time que nos originou. Se existe um time cuja tradição de superação de momentos críticos aprendi a respeitar, este é o Fluminense. Força Flu!! O Rio está contigo. Os deuses do futebol hão de fazer justiça. Que a história seja escrita!