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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Noite de Conca no Maracanã


Amigos, não foi apenas mais uma vitória do Fluminense. O Alianza Atlético, time sem condições de disputar uma competição internacional de futebol, apelou para a violência. E os jogadores tricolores mostraram que futebol se ganha na bola, e não na pancadaria. O juiz argentino expulsou três peruanos e um brasileiro, mas poderia ter aplicado mais cartões vermelhos aos peruanos, que distribuíram bordoadas durante os noventa minutos. Lembro-me de uma jogada na lateral, em que um dos peruanos bateu em Ruy, e saiu correndo para fora do campo. Achei que ele ia agredir também o gandula e o bandeirinha. Mas eles foram poupados, ainda bem.

Chega de falar de violência, quero escrever sobre futebol, que é o importante. Quando o Alianza Atlético fez 1 a 0, eu me lembrei da maior zebra da história tricolor. Em 1971, o Fluminense, campeão brasileiro de 1970, fazia campanha irretocável na Libertadores, com quatro vitórias em quatro jogos. Bastava vencer o Deportivo Itália no Maracanã para obter a classificação. Na Venezuela, o quadro pó-de-arroz massacrara o mesmo time por impiedosos 6 a 0. Mas no Maracanã, o Deportivo Itália fez 1 a 0, e o Fluminense não conseguiu nem empatar. Fiquei receoso: será que viveríamos novamente uma zebra tão melancólica?

Não, não viveríamos zebra nenhuma. Darío Conca, ícone da raça argentina, empatou ainda no primeiro tempo, com um golaço espetacular de falta. A cobrança foi perfeita, e é bom ressaltar: já é a segunda cobrança perfeita de Conca nesta Copa Sul-Americana. O meia argentino é o primeiro grande personagem da noite de quinta-feira no Estádio Mário Filho.

O segundo é Alan, o príncipe pó-de-arroz. Ele fez o segundo gol, o gol da virada, já no segundo tempo. E que pintura foi, com direito a "drible da vaca" no goleiro peruano. Um tento antológico, presentaço para os dez mil presentes no Maracanã. Melhor ainda foi a declaração do príncipe pó-de-arroz ao final da batalha: ele disse que se espelha em Assis! Ah, como é bom ver um tricolor de verdade molhando a camisa do Fluminense. Melhor: um tricolor que respeita a gloriosa história do Fluminense.

O terceiro nome do jogo é Adeílson, que entrou ainda no primeiro tempo, substituindo Kieza, vítima maior da violência peruana. Pois bem: Adeílson completou a goleada, com dois gols, em duas jogadas que começaram nos pés de Conca. Placar final: Fluminense 4, Alianza Atlético 1. Noite de Conca no Maracanã.

Já estamos entre os oito melhores da Copa Sul-Americana. Nosso próximo adversário será o Club de Fútbol Universidad de Chile, pelas quartas-de-final. A taça continental começa a sorrir, com a encantadora possibilidade de envelhecer para sempre na Rua Álvaro Chaves. Faltam seis jogos para a conquista.

PC

Ficha técnica: Fluminense 4 x 1 Alianza Atlético/PER.
Oitavas-de-final da Copa Sul-Americana de 2009.
Local: Maracanã, Rio de Janeiro.
Data: 01/10/2009.
Fluminense: Rafael; Ruy, Digão, Luiz Alberto e João Paulo (Cássio); Fabinho (Roni), Diguinho, Marquinho e Conca; Alan e Kieza (Adeílson). Técnico: Cuca.
Alianza Atlético/PER: Carlos Laura; Rafael Farfán, Espinoza, Ismael Márquez e Kerwin Peixoto; Colan (Benitez), Ruben Mori, Arevalos (Plaza) e Marcio Valverde; Saulo Aponte e Juan Alberto Maraude. Técnico: Teddy Cardama.
Árbitro: Sergio Pezzota (ARG).
Auxiliares: Roberto Reta e Ariel Bustos (ambos da Argentina).
Gols: Marcio Valverde, aos 16'/1T (0-1); Conca, aos 40'/1T (1-1); Alan, aos 13'/2T (2-1); Adeílson, aos 23'/2T (3-1) e aos 33'/2T (4-1).
Cartões amarelos: Fabinho, Marquinho e Ruy (FLU); Farfán, Valverde, Colan, Marquez e Mori (ALI).
Cartões vermelhos: Luiz Alberto (FLU); Valverde, Mori e Farfán (ALI).
Público: 9.275 pagantes / 10.256 presentes.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pelada em Piúra


Amigos, a partida entre Fluminense e Alianza Atlético foi válida por uma competição internacional oficial, a Copa Sul-Americana de 2009. Mas isso pouco importa: foi uma autêntica pelada em Piúra. Dois times tecnicamente ruins corriam atrás da bola em um campo de grama sintética. Poderia muito bem ter sido disputada no Aterro do Flamengo. Alguém topa montar um time de fora? Três gols ou dez minutos! Já estou cronometrando!

A partida no Estádio Miguel Grau começou com amplo domínio tricolor. Logo aos seis minutos, Luiz Alberto abriu o placar, após cruzamento de João Paulo. Parecia que o Fluminense encheria a sacola, aproveitando-se da fragilidade do vice-lanterna do Campeonato Peruano (que é hoje o torneio mais fraco da América do Sul). Mas o que fez o Fluminense? Lançou-se todo para o ataque, consumando gol atrás de gol? Não, amigos, não. A equipe preferiu acomodar-se. E assim o primeiro tempo terminou mesmo 1 a 0.

Logo após a volta do intervalo, Saulo Aponte recebeu lançamento e fuzilou o gol de Rafael: era o gol de empate do Alianza Atlético. Diante da televisão, eu me perguntava, incrédulo: o que está acontecendo com o Fluminense?

Logo veio o gol da virada peruana, dos pés de Marcio Valverde. O craque do time cobrou a falta de longe, a bola desviou em Diguinho, e matou Rafael: Alianza Atlético 2 a 1.

Jogando contra o vento, o Fluminense tinha dificuldades para fazer as penetrações. A única chance de empate veio também na bola parada. Darío Conca cobrou com perfeição, no ângulo esquerdo do goleiro: Fluminense 2, Alianza Atlético 2.

Pelo regulamento da competição, que valoriza os gols marcados como visitante, o resultado foi muito bom. Pela situação agonizante do Fluminense, que precisa de uma vitória para recuperar o ânimo, o resultado foi ruim. No jogo de semana que vem, no Maracanã, uma goleada cairia muito bem, para dar moral à equipe pó-de-arroz.

Mas antes devemos pensar no duelo contra o Avaí, pelo Campeonato Brasileiro. Vencer ou vencer, eis as opções do Fluminense. Os ingressos estão mais baratos. Povo tricolor, chegou a hora de subir as rampas do Maracanã. Nos vemos no domingo.

PC

Vídeo dos melhores momentos:

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Alianza Atlético de Sullana


Amigos, muitos leitores me perguntaram sobre o adversário do Fluminense nas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana. Acontece que também eu nunca havia ouvido falar do Alianza Atlético de Sullana. Então, resolvi pesquisar informações sobre o clube peruano. E aqui está o resultado.

O momento atual do Alianza Atlético é parecido com o do Fluminense: muito ruim. A equipe ocupa a vice-lanterna do Campeonato Peruano. Após 32 rodadas, o Alianza Atlético somou 32 pontos, estando na zona de rebaixamento. O rendimento atual não faz jus ao apelido de El Vendaval del Chira. (o Rio Chira corta a região de Sullana)

Apesar de ser considerado um clube pequeno no cenário nacional, o Alianza Atlético já se mantém há 22 anos na Primera División. No ano passado, conquistou a sua melhor colocação, o quinto lugar. No cenário internacional, as melhores campanhas foram exatamente na Copa Sul-Americana: Los Churres chegaram à mesma segunda fase em 2004 e 2005.

O Alianza Atlético foi fundado há 89 anos, no dia 18/01/1920, na pequena cidade de Sullana. Os maiores feitos do clube são os cinco títulos do extinto Regional Norte, e o vice-campeonato da Copa Perú de 1984.

O uniforme principal do Alianza Atlético é branco com franjas verticais azuis. O uniforme alternativo é azul com franjas verticais amarelas.

O jornalista Angel Hugo Pilares, do Diário El Comércio, de Lima, informa que o craque do Alianza Atlético é o volante Marcio Valverde, de 21 anos. O treinador Teddy Cardama deposita muita confiança no cérebro de seu meio-campo.

No fim de semana, o Alianza Atlético empatou com o Megral (1 a 1), em Arequipa, num jogo com portões fechados.

O jogo da Copa Sul-Americana começará às 19:15 desta quarta-feira, horário de Brasília. A partida será realizada no Estádio Miguel Grau, em Piúra, capital da província, distante 30 minutos de Sullana (de carro). A província se situa no noroeste do Peru, e tem litoral no Oceano Pacífico Sul.

PC

(com informações de jornais peruanos e do Fluminense 24 Horas)