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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Ficha Técnica: Fluminense 2 x 0 América de Cali

Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC.

19/08/2025 - Fluminense 2 x 0 América de Cali - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Copa Sul-Americana de 2025, oitavas-de-final, jogo de volta.
Horário: 21:30 (Brasília).
Público: 36.368 presentes (33.465 pagantes).
Renda: R$ 1.382.812,00.
Árbitro: Alexis Herrera (Venezuela).
Auxiliares: Lubin Torrealba (Venezuela) e Alberto Ponte (Venezuela).
Árbitro de vídeo (VAR): Juan Soto (Venezuela).
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier (Guga, aos 23 do 2º tempo), Manoel, Freytes e Renê; Hércules (Facundo Bernal, aos 33 do 2º tempo), Martinelli e Lima (Paulo Henrique Ganso, aos 23 do 2º tempo); Kevin Serna (Keno, aos 33 do 2º tempo), Canobbio [capitão] e Everaldo (John Kennedy, aos 36 do 2º tempo). Técnico: Renato Gaúcho.
América de Cali: Jorge Soto; Cristian Tovar, Daniel Bocanegra, Jean Pestaña (Jan Lucumí, no intervalo) e Marcos Mina; Rafael Carrascal [capitão], Josen Escobar (Luis Paz, aos 16 do 2º tempo), Yerson Candelo (Mateo Castillo, aos 39 do 2º tempo), Cristian Barrios e Jhon Murillo (Luis Ramos, aos 16 do 2º tempo); Rodrigo Holgado (Yojan Garcés, aos 33 do 2º tempo). Técnico: Diego Gabriel Raimondi.
Gols:
1-0: Kevin Serna, aos 23 do 1º tempo [assistência de Hércules];
2-0: Martinelli, aos 11 do 2º tempo [assistência de Canobbio].
Cartões amarelos: Jean Pestaña (América de Cali), aos 41 do 1º tempo; Yerson Candelo (América de Cali), aos 36 do 2º tempo.
Observações:
– com o resultado, o Fluminense venceu o duelo com o placar agregado de 4 x 1 e está classificado às quartas-de-final da Copa Sul-Americana de 2025, fase em que enfrentará o vencedor do duelo entre os clubes argentinos Central Córdoba e Lanús;
– o goleiro Fábio alcançou 1391 jogos na carreira, superando o recorde mundial de Peter Shilton, de mais partidas profissionais na história do futebol; segundo levantamento do Fluminense, Fábio disputou 30 jogos pelo União Bandeirante, 150 jogos pelo Vasco, 976 jogos pelo Cruzeiro e até hoje 235 jogos pelo Fluminense;
– o Fluminense atingiu a marca de 40 jogos de invencibilidade contra adversários internacionais no Maracanã com a presença da sua torcida na arquibancada: são 33 vitórias e 7 empates desde o último revés nessas condições (derrota para o Argentinos Juniors na Copa Libertadores de 1985).

Retrospecto histórico do confronto atualizado: este foi o segundo jogo entre Fluminense e América de Cali na história, tendo o primeiro duelo terminado também com vitória do Fluminense, por 2 a 1 (vide posts: História - Fluminense x Times Colombianos e Ficha Técnica: América de Cali 1 x 2 Fluminense).

Número atualizado de jogos dos atletas do Fluminense com A Camisa:
Fábio (235) (93ª clean sheet)
Samuel Xavier (229)
Guga (96)
Manoel (116)
Freytes (39)
Renê (26)
Hércules (44)
Facundo Bernal (49)
Martinelli (273) (14º gol)
Lima (150)
Paulo Henrique Ganso (288)
Kevin Serna (64) (12º gol)
Keno (121)
Canobbio (36)
Everaldo (41)
John Kennedy (116)

Fluminense na Copa Sul-Americana de 2025 até aqui: 8 jogos, 6 vitórias, 1 empate e 1 derrota, 15 gols-pró e 3 gols-contra.
Fluminense na temporada de 2025 até aqui: 53 jogos, 27 vitórias, 14 empates e 12 derrotas, 82 gols-pró e 47 gols-contra.

PCFilho

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Ficha Técnica: América de Cali 1 x 2 Fluminense

Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC.

12/08/2025 - América de Cali 1 x 2 Fluminense - Pascual Guerrero (Cali, Colômbia)
Motivo: Copa Sul-Americana de 2025, oitavas-de-final, jogo de ida.
Horário: 21:30 (Brasília); 19:30 (local).
Público: …
Renda: …
Árbitro: Cristián Garay (Chile).
Auxiliares: Alejandro Molina (Chile) e Carlos Poblete (Chile).
Árbitro de vídeo (VAR): Juan Lara (Chile).
América de Cali: Jorge Soto; Yerson Candelo (Yojan Garcés, aos 36 do 2º tempo), Cristian Tovar, Jean Pestaña e Marcos Mina; Rafael Carrascal [capitão], Josen Escobar e Sebastián Navarro (Mateo Castillo, aos 18 do 2º tempo); Cristian Barrios, Jan Lucumí (Daniel Bocanegra, aos 36 do 2º tempo) e Luis Ramos (Rodrigo Holgado, aos 9 do 2º tempo). Técnico: Diego Gabriel Raimondi.
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Manoel, Freytes e Renê; Martinelli (Facundo Bernal, aos 23 do 2º tempo), Hércules (Thiago Santos, aos 34 do 2º tempo) e Lima (Lucho Acosta, aos 23 do 2º tempo); Canobbio [capitão] (Guga, aos 34 do 2º tempo), Kevin Serna e Everaldo (Germán Cano, aos 34 do 2º tempo). Técnico: Renato Gaúcho.
Gols:
0-1: Yerson Candelo (contra), aos 7 do 1º tempo [tentando cortar lançamento de Samuel Xavier];
0-2: Canobbio, aos 15 do 1º tempo [bola rebatida após lançamento de Fábio];
1-2: Cristian Barrios, aos 48 do 2º tempo [assistência de Mateo Castillo].
Cartões amarelos: Cristian Barrios (América de Cali), aos 39 do 2º tempo; Thiago Santos (Fluminense), aos 46 do 2º tempo.
Observações:
– com a vitória por 2 a 1, o Fluminense adquiriu a vantagem de poder se classificar com um empate no jogo de volta, na terça-feira 19, no Maracanã;
– o Fluminense alcançou a marca de 100 gols na história da Copa Sul-Americana, sendo o quinto clube a fazê-lo; os clubes com mais gols na história da competição são LDU Quito (152), Independiente (126), São Paulo (123), Lanús (119) e Fluminense (101);
– Fábio alcançou 1389 jogos na carreira, estando agora a uma partida de igualar o recorde mundial de Peter Shilton (1390 jogos); Fábio disputou 30 jogos pelo União Bandeirante, 150 jogos pelo Vasco, 976 jogos pelo Cruzeiro e até hoje 233 jogos pelo Fluminense;
– o jogo marcou a estreia do argentino Lucho Acosta com A Camisa, sendo ele o 10º atleta estrangeiro no atual elenco do Fluminense (sem contar o recém-contratado Santiago Moreno, que ainda não estreou).

Retrospecto histórico do confronto atualizado: este foi o primeiro jogo entre Fluminense e América de Cali na história (vide post: História - Fluminense x Times Colombianos).

Número atualizado de jogos dos atletas do Fluminense com A Camisa:
Fábio (233) (228º gol sofrido)
Samuel Xavier (227)
Manoel (114)
Freytes (38)
Renê (24)
Martinelli (271)
Facundo Bernal (47)
Hércules (42)
Thiago Santos (79)
Lima (148)
Lucho Acosta (1)
Kevin Serna (62)
Canobbio (34) (8º gol)
Guga (95)
Everaldo (39)
Germán Cano (207)

Fluminense na Copa Sul-Americana de 2025 até aqui: 7 jogos, 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota, 13 gols-pró e 3 gols-contra.
Fluminense na temporada de 2025 até aqui: 51 jogos, 25 vitórias, 14 empates e 12 derrotas, 78 gols-pró e 46 gols-contra.

PCFilho

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

História - Flamengo x Times Colombianos

Flamengo x Junior Barranquilla, semifinal da Copa Sul-Americana de 2017.

Ao longo da história, o Flamengo já enfrentou equipes colombianas em 23 partidas, com 16 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, 48 gols-pró e 26 gols-contra. Os adversários enfrentados foram América de Cali (5), Atlético Nacional (5), Deportivo Cali (4), Junior Barranquilla (3), Once Caldas (2), Millonarios (1), Independiente Medellín (1), Boca Juniors de Cali (1) e Deportes Quindío (1). 

Confiram abaixo a lista com os resultados de todos os jogos do Flamengo contra times da Colômbia:
27/01/1952 - Flamengo 3 x 1 Deportivo Cali - Maracanã (Rio de Janeiro)
12/06/1952 - Millonarios 4 x 1 Flamengo - El Campín (Bogotá)
15/06/1952 - Deportivo Cali 1 x 1 Flamengo - Pascual Guerrero (Cali)
22/06/1952 - Deportes Quindío 0 x 1 Flamengo - San José de Armenia (Armenia)
29/06/1952 - Flamengo 6 x 3 Boca Juniors de Cali - Olímpico Atahualpa (Quito, Equador)
09/02/1964 - Atlético Nacional 1 x 2 Flamengo - Atanasio Girardot (Medellín)
13/02/1964 - Independiente Medellín 0 x 1 Flamengo - Atanasio Girardot (Medellín)
16/02/1964 - América de Cali 1 x 4 Flamengo - Pascual Guerrero (Cali)
18/02/1964 - Flamengo 0 x 0 Atlético Nacional - Independence Park (Kingston, Jamaica)
20/02/1964 - Flamengo 3 x 1 Atlético Nacional - Independence Park (Kingston, Jamaica)
02/10/1981 - Deportivo Cali 0 x 1 Flamengo - Pascual Guerrero (Cali)
23/10/1981 - Flamengo 3 x 0 Deportivo Cali - Maracanã (Rio de Janeiro)
27/03/1984 - América de Cali 1 x 1 Flamengo - Pascual Guerrero (Cali)
29/03/1984 - Junior Barranquilla 1 x 2 Flamengo - Romelio Martínez (Barranquilla)
03/05/1984 - Flamengo 4 x 2 América de Cali - Maracanã (Rio de Janeiro)
10/05/1984 - Flamengo 3 x 1 Junior Barranquilla - Maracanã (Rio de Janeiro)
16/02/1993 - América de Cali 2 x 1 Flamengo - Pascual Guerrero (Cali)
19/02/1993 - Atlético Nacional 0 x 1 Flamengo - Atanasio Girardot (Medellín)
02/03/1993 - Flamengo 1 x 3 América de Cali - Maracanã (Rio de Janeiro)
19/03/1993 - Flamengo 3 x 1 Atlético Nacional - Maracanã (Rio de Janeiro)
06/02/2002 - Once Caldas 1 x 0 Flamengo - Palogrande (Manizales)
27/02/2002 - Flamengo 4 x 1 Once Caldas - Maracanã (Rio de Janeiro)
23/11/2017 - Flamengo 2 x 1 Junior Barranquilla - Maracanã (Rio de Janeiro)
30/11/2017 - Junior Barranquilla x Flamengo - Metropolitano Roberto Meléndez (Barranquilla)

PCFilho

terça-feira, 22 de julho de 2014

13 maldições do futebol pelo mundo

Maradona e companhia não agradeceram à Virgem de Copacabana pela graça alcançada...

Seguem abaixo 13 histórias extraordinárias de maldições que assombraram (ou ainda assombram) equipes de futebol mundo afora.

I) A maldição de Béla Guttmann (Benfica, 1962-)
"Nem em 100 anos o Benfica vai conquistar outra Copa Europeia", disse Béla Guttmann, o treinador do Benfica, então bicampeão europeu, ao ter seu pedido de aumento salarial recusado pela diretoria do clube português. Desde então, o Benfica já disputou 8 decisões de competições europeias, e perdeu todas... (já contei os detalhes da maldição de Béla Guttmann aqui)

II) A maldição de Tilcara (Seleção da Argentina, 1986-)
Em 1986, a seleção da Argentina treinou na cidadezinha de Tilcara, encravada na Cordilheira dos Andes, meses antes da Copa do Mundo do México. Lá, fizeram uma promessa à Virgem de Copacabana, de que voltariam a Tilcara para agradecer pela conquista, caso a conseguissem. A taça foi levantada no México, mas os campeões nunca mais voltaram a Tilcara. E desde então a Argentina acumula fracassos nos Mundiais... (já contei os detalhes da maldição de Tilcara aqui)

III) A maldição dos ciganos de Derby (Derby County, 1895-1946)
Em 1895, o Derby County abandonou seu antigo estádio (que dividia com um time de cricket) e passou a jogar no The Baseball Ground, estádio do time decadente de baseball da cidade. Para ampliar as arquibancadas de seu novo estádio, foi necessário expulsar da área uma comunidade de ciganos que ali vivia. Reza a lenda que uma praga foi rogada por tais ciganos sobre o clube, para que o Derby County jamais vencesse a FA Cup, principal competição do futebol inglês na época. Seguiram-se três vice-campeonatos, em 1898, 1899 e 1903. Depois, o Derby County foi diversas vezes eliminado na fase semifinal, dando força à maldição dos ciganos. Até que, na primeira FA Cup após a II Guerra Mundial, em 1946, o Derby County voltou à final, contra o Charlton Athletic. Membros da equipe foram até os descendentes dos ciganos, e lhes deram uma quantia em dinheiro para que a maldição fosse quebrada. Nos minutos finais do tempo regulamentar da decisão, que estava empatada em 1 a 1, a bola furou ao ser chutada em um ataque do Derby County, o que foi interpretado como sendo o fim da praga. Na prorrogação, o Derby County marcou três gols e sagrou-se campeão da FA Cup, encerrando de fato os 51 anos da maldição dos ciganos.

IV) A maldição dos ciganos de Birmingham (Birmingham, 1906-2006)
O Birmingham também tem sua maldição com ciganos. Durante o ano de 1906, o clube construiu um novo estádio, o St. Andrews, em um terreno que também despertava interesse em ciganos. Dizem que eles lançaram uma maldição sobre o Birmingham, que teria cem anos de azar por ter escolhido o local como sua casa. A lenda ganhou força já no dia da inauguração do Estádio St. Andrews, no dia 26 de dezembro de 1906: uma nevasca fortíssima quase adiou a estreia, que acabou acontecendo com mais de uma hora de atraso (os dirigentes do clube tiveram que tirar a neve do gramado eles próprios, antes do 0 a 0 contra o Middlesbrough). Três dias depois, ainda nevava quando Benny Green marcou o primeiro gol do estádio. Ele mergulhou na neve para comemorar o tento histórico... e teve uma crise de hipotermia. Durante a II Guerra Mundial, o estádio teve suas arquibancadas destruídas, em parte por bombardeios, em parte por um incêndio acidental. Dentro de campo, o azar também pareceu acompanhar a história do Birmingham, que nunca conseguiu se estabilizar na primeira divisão do futebol inglês, oscilando num eterno ioiô entre as três divisões principais. Na FA Cup, o clube chegou às decisões de 1931 e 1956, e perdeu as duas. Na Inter-Cities Fairs Cup, chegou às decisões de 1960 e 1961, e também perdeu as duas. O único título relevante conquistado até 2006 foi a League Cup de 1963. No dia 26 de dezembro de 2006, exatos cem anos após a inauguração, a maldição em tese chegou ao fim, com a vitória por 2 a 1 sobre o Queens Park Rangers. E de fato, ao fim daquela temporada, o Birmingham conseguiu o acesso à Premier League. Em 2011, o Birmingham conquistou sua segunda League Cup. Entretanto, a gangorra de subidas e quedas de divisão continua, mesmo com o fim da suposta maldição.

V) A maldição de Garabato (América de Cali, 1948-1979)
Em 1948, o América de Cali discutia se deveria ou não aderir ao profissionalismo, que se implantava no futebol colombiano. O sócio Benjamín Urrea Monsalve, favorável à manutenção do amadorismo, se retirou da reunião, berrando: "Que lo vuelvan profesional, que hagan del América lo que quieran... pero juro por Dios que nunca serán campeones". E o América de Cali, que era um clube bem sucedido, passou a amargar anos de vacas magras, sem conquistas. A maldição de Garabato (apelido de Benjamín) durou 31 anos, só tendo fim em 1979, com a conquista do Campeonato Colombiano. No entanto, alguns torcedores do clube ainda atribuem a esta maldição os fracassos sucessivos na Copa Libertadores: o América de Cali disputou 4 decisões do torneio, 3 delas consecutivas (1985-1986-1987 e 1996), tendo perdido todas.

VI) A maldição de Maeda (Japão, 2007-2013)
O centroavante Ryoichi Maeda, nascido em 1981, tem uma carreira de sucesso no futebol japonês, defendendo o Jubilo Iwata desde 2000, com algumas convocações para a seleção nacional. Todo começo de temporada, as atenções se voltam para os jogos do Jubilo Iwata na J-League, por um motivo curioso: desde 2007, todo time que sofreu o primeiro gol de Maeda na temporada acabou eventualmente rebaixado para a segunda divisão. Em 2007, a vítima de Maeda foi o Ventforet Kofu; em 2008, o Tokyo Verdy; em 2009, o Jef United Chiba; em 2010, o Kyoto Sanga; em 2011, o Motedio Yamagata. Em 2012, a maldição de Maeda foi posta definitivamente à prova, já que a primeira vítima de Maeda foi o poderoso Gamba Osaka, que havia terminado entre os três primeiros colocados da J-League nas três temporadas anteriores. A maldição acabou se tornando um assunto nacional naquele ano, conforme o Gamba Osaka brigava contra o rebaixamento. Na última partida da temporada, o Gamba Osaka perdeu - adivinhem! - para o Jubilo Iwata, por 2 a 1, com um gol e uma assistência de Maeda, e foi mesmo rebaixado à segunda divisão. Em 2013, a maldição chegou ao fim: apesar de ter sido a primeira vítima de Maeda, o Urawa Red Diamonds terminou em sexto lugar e escapou com folga do descenso. Curiosamente, um dos rebaixados da temporada foi... isso mesmo, o Jubilo Iwata de Maeda.

VII) A profecia da independência (Índia, 1911-1947)
O Mohun Bagan era um dos grandes clubes de futebol da Índia, e em 1911 conseguiu um feito extraordinário: com 11 jogadores descalços, tornou-se o primeiro time indiano a vencer uma equipe europeia, 2 a 1 contra o East Yorkshire Regiment, da Inglaterra. E assim o Mohun Bagan levantou o IFA Shield pela primeira vez, triunfo que foi considerado emblemático na luta pela independência da Índia. Em meio às comemorações do título, um Brahmin (sacerdote hindu) apontou para a bandeira da colonizadora Grã-Bretanha no topo do Forte William, em Calcutá, e perguntou: "Quando ela vai cair?". Alguém respondeu: "Ela vai cair quando o Mohun Bagan ganhar o IFA Shield de novo". Dito e feito: trinta e seis anos depois, em 1947, o Mohun Bagan venceu o IFA Shield pela segunda vez, e a Índia conquistou sua independência da Grã-Bretanha.

VIII) A maldição de Aaron Ramsey (Arsenal, 2011-2012)
Esta ficou famosa: a cada gol marcado pelo atacante do Arsenal Aaron Ramsey, uma celebridade morria. Em maio de 2011, Ramsey marcou contra o Manchester United, um dia antes de Osama bin Laden ser morto no Paquistão (curiosamente, bin Laden era um conhecido adepto do Arsenal). Em outubro de 2011, Ramsey marcou contra o Tottenham, e Steve Jobs faleceu. Dias depois, Ramsey marcou outro gol, contra o Olympique Marseille, e Muammar Gaddafi foi morto por rebeldes líbios. Em fevereiro de 2012, Ramsey anotou um gol contra o Sunderland... horas depois, Whitney Houston foi encontrada morta. Felizmente, a maldição de Aaron Ramsey parou por aí. Ele já marcou outros gols em sua carreira, sem registro de mortes "associadas".

IX) A maldição da Champions' League (Europa, 1993-)
Desde que a principal competição europeia de clubes adotou os atuais nome e formato, na temporada 1992-1993, os campeões nunca conseguiram defender seus títulos. Anteriormente, as defesas bem-sucedidas eram bastante comuns: o Real Madrid foi pentacampeão seguido (1956-60), o Ajax tri (1971-73), o Bayern tri (1974-76), o Benfica bi (1961-62), a Internazionale bi (1964-65), o Liverpool bi (1977-78), o Nottingham Forest bi (1979-80) e o Milan bi (1989-90). Três campeões da Champions' League chegaram à decisão do ano seguinte: o Milan em 1995, a Juventus em 1997 e o Manchester United em 2009, mas os três foram derrotados por seus adversários. Nem mesmo o recente poderoso Barcelona conseguiu conquistar a Europa em duas temporadas consecutivas. Conseguirá o Real Madrid defender seu título em 2015?

X) A maldição de Arubinha (Vasco, 1937-1945)
Em 1937, o time do Vasco se atrasou mais de uma hora para uma partida, devido a um acidente de trânsito. Em vez de solicitar a vitória por W.O., o modesto Andaraí preferiu aguardar a chegada do adversário, mesmo sob forte chuva. Uma demonstração de fair-play que não teve contrapartida: o Vasco enfim chegou, e não teve clemência - goleou os oponentes por 12 a 0. Foi quando o goleiro Arubinha, desesperado, berrou: "Se há um Deus no céu, o Vasco terá de passar doze anos sem ser campeão!". Rezava a lenda que Arubinha enterrara um sapo morto em algum ponto do gramado de São Januário, para dar efeito à maldição. Conforme os anos passavam e o Vasco não ganhava o Campeonato, a maldição passou a ser tratada como o maior problema do clube. Os dirigentes chegaram a oferecer dinheiro a Arubinha - que recusou a oferta. Até uma escavação do gramado foi posta em prática, em busca do tal sapo, sem sucesso. Contando os três anos anteriores aos 12 a 0, em que o Vasco já não havia sido campeão, a maldição durou não doze, mas onze anos, entre 1934 e 1945. Anos depois, Arubinha confessou que nunca enterrou sapo algum em São Januário.

XI) A maldição da Copa das Confederações (1992-)
Toda seleção que conquista a Copa das Confederações perde a Copa do Mundo na sequência. De fato: a Argentina (campeã em 1992) perdeu o Mundial em 1994; a Dinamarca (campeã em 1995) e o Brasil (campeão em 1997) perderam o Mundial em 1998; o México (campeão em 1999) e a França (campeã em 2001) perderam o Mundial em 2002; a França (campeã em 2003) e o Brasil (campeão em 2005) perderam o Mundial em 2006; e o Brasil (campeão em 2009 e 2013) perdeu os Mundiais em 2010 e 2014. Com a Seleção Brasileira o negócio fica ainda mais sério: sempre que venceu a Copa das Confederações, perdeu a Copa do Mundo (1998, 2006, 2010 e 2014), e também sempre que perdeu (ou não jogou) a Copa das Confederações, venceu a Copa do Mundo (1994 e 2002).

XII) A maldição da Bola de Ouro (1958-)
Os futebolistas agraciados com o prêmio de melhor jogador do mundo não conseguem ser campeões na Copa do Mundo seguinte:
1957 - Alfredo Di Stéfano (Espanha): não participou do Mundial de 1958, na Suécia.
1961 - Omar Sívori (Itália): a Azzurra foi eliminada em 1962, na chamada Batalha de Santiago.
1965 - Eusébio (Portugal): a seleção lusa terminou em terceiro lugar na Inglaterra em 1966.
1969 - Gianni Rivera (Itália): a Azzurra perdeu a final de 1970 para o Brasil de Pelé.
1973 - Johan Cruijff (Holanda): a Laranja Mecânica perdeu a final de 1974 para a anfitriã Alemanha Ocidental.
1977 - Allan Simonsen (Dinamarca): a Dinamarca não foi à Argentina em 1978.
1981 - Karl-Heinz Rummenigge (Alemanha Ocidental): os alemães foram vice-campeões diante da Itália em 1982.
1985 - Michel Platini (França): a seleção francesa terminou em terceiro no México em 1986.
1989 - Marco Van Basten (Holanda): a seleção laranja caiu nas oitavas-de-final em 1990.
1993 - Roberto Baggio (Itália): no caso mais cruel, coube a ele perder o pênalti que deu o título mundial ao Brasil, nos Estados Unidos.
1997 - Ronaldo (Brasil): sofreu uma convulsão na véspera, e perdeu a final contra a França.
2001 - Michael Owen (Inglaterra): foi eliminado nas quartas-de-final pelo Brasil.
2005 - Ronaldinho (Brasil): caiu para a França nas quartas-de-final.
2009 - Lionel Messi (Argentina): a albiceleste foi eliminada pela Alemanha nas quartas-de-final.
2013 - Cristiano Ronaldo (Portugal): a seleção lusa foi eliminada na primeira fase no Brasil.

XIII) A maldição dos 7 gatos de Avellaneda (Racing, 1968-2001)
Com um super-time, o Racing de Avellaneda conquistara o Campeonato Argentino de 1966 e a Copa Libertadores e a Copa Intercontinental de 1967. Então, em 1968, um grupo de hinchas do Independiente, o eterno rival do Racing, enterrou 7 gatos mortos sob o gol da tribuna popular do Cilindro de Avellaneda. Desde esse dia, os goleiros do Racing que defendem esse gol cometem erros inacreditáveis e engolem frangos monumentais. Desesperados, os torcedores do Racing organizaram uma escavação e uma limpeza, mas a coisa só piorou, pois foram encontrados os corpos de apenas 6 felinos. Somente em 1998 o sétimo gato foi finalmente encontrado. Três anos depois, o Racing voltou a ser campeão argentino, no Apertura 2001...

PCFilho

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

História - Internacional x Times Colombianos



Até hoje, o Internacional já enfrentou equipes colombianas 18 vezes, com 3 vitórias coloradas, 11 empates e 4 derrotas, 14 gols-pró e 14 gols-contra.

Os confrontos de 1980, 1993 e 2012, contra América de Cali, Atlético Nacional e Once Caldas, foram válidos pela Copa Libertadores da América. Os jogos de 2004, contra o Atlético Júnior, foram pela Copa Sul-Americana.

Confiram a lista com todas as partidas entre o Internacional e equipes colombianas na história:
16/01/1972 - Independiente Santa Fe 1 x 0 Internacional - (Bogotá, Colômbia)
22/01/1972 - Millonarios 1 x 0 Internacional - (Bogotá, Colômbia)
02/07/1980 - América de Cali 0 x 0 Internacional - Pascual Guerrero (Cali, Colômbia)
10/07/1980 - Internacional 0 x 0 América de Cali - Beira-Rio (Porto Alegre)
29/05/1983 - Atlético Bucaramanga 1 x 4 Internacional - (Colômbia)
02/06/1983 - Atlético Nacional 0 x 0 Internacional - (Colômbia)
05/06/1983 - Once Caldas 1 x 1 Internacional - (Colômbia)
05/03/1993 - Internacional 1 x 1 América de Cali - Beira-Rio (Porto Alegre)
16/03/1993 - Internacional 0 x 1 Atlético Nacional - Beira-Rio (Porto Alegre)
23/03/1993 - América de Cali 4 x 2 Internacional - Pascual Guerrero (Cali, Colômbia)
26/03/1993 - Atlético Nacional 0 x 0 Internacional - Atanasio Girardot (Medellín, Colômbia)
08/02/1996 - Once Caldas 0 x 0 Internacional - (Colômbia)
10/09/1996 - Deportivo Cali 1 x 1 Internacional - (Colômbia)
12/09/1996 - Millonarios 0 x 0 Internacional - (Colômbia)
03/11/2004 - Internacional 1 x 0 Atlético Júnior - Beira-Rio (Porto Alegre)
10/11/2004 - Atlético Júnior 1 x 1 Internacional - Metropolitano Roberto Meléndez (Barranquilla, Colômbia)
25/01/2012 - Internacional 1 x 0 Once Caldas - Beira-Rio (Porto Alegre)
01/02/2012 - Once Caldas 2 x 2 Internacional - Palogrande (Manizales, Colômbia)

PC