No início da madrugada desta quarta-feira, o Flamengo emitiu nota oficial de repúdio ao senhor Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, com alegações de que o governo norte-americano teria um "trato entre amigos" com o Fluminense.
Segundo a nota, assinada pelo presidente Eduardo Flâmula de Mello, os órgãos de espionagem dos Estados Unidos - CIA, FBI e NSA - estariam fornecendo informações privilegiadas aos dirigentes tricolores. O vazamento dos e-mails trocados entre os cartolas rubro-negros, em dezembro, seria um dos frutos da ardilosa conexão Laranjeiras-Washington.
A recente goleada tricolor no Fla-Flu também teria tido participação do governo Obama. Arquivos do computador do técnico Jayme de Almeida, contendo todo o plano de jogo rubro-negro, teriam sido roubados pelos espiões norte-americanos e repassados ao treinador tricolor Renato Gaúcho. Assim, a tarefa do onze tricolor foi bastante facilitada - o Flu venceu o Fla por 3 a 0.
Neste momento, o Fluminense excursiona com seu time reserva pelos Estados Unidos, enfrentando times da Major League Soccer. E até mesmo essa viagem é alvo das acusações dos rubro-negros. Segundo eles, a excursão seria mero disfarce, para acobertar reuniões secretas entre cartolas tricolores e espiões norte-americanos.
A reportagem procurou os arquivos do WikiLeaks e não encontrou nenhum documento a respeito da suposta conexão Laranjeiras-Washington. Edward Snowden, delator dos esquemas de espionagem da CIA, não respondeu nossos e-mails sobre o assunto. O governo dos EUA também não se manifestou. Mário Bittencourt, advogado do Fluminense, apenas declarou que não gosta desse tipo de ficção, preferindo ler obras como O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.
PCFilho
