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domingo, 11 de dezembro de 2016

Lista histórica de artilheiros do Campeonato Brasileiro

(Foto: Bruno Cantini, Clube Atlético Mineiro).


O Campeonato Brasileiro de 2016 chegou ao fim, e a artilharia da competição terminou dividida entre Fred (que jogou por Fluminense e Atlético Mineiro), Diego Souza (do Sport Recife) e William Pottker (da Ponte Preta).

Fred, que também foi o artilheiro em 2012 e 2014, é o terceiro atleta a ser o goleador máximo de três edições do Brasileirão, se igualando a Dario (artilheiro em 1971, 1972 e 1976) e Túlio (artilheiro em 1989, 1994 e 1995).

O recorde de gols em uma mesma edição do Campeonato Brasileiro segue com Washington, que marcou 34 vezes em 2004, pelo Atlético Paranaense.

Segue a lista com os artilheiros de todas as 50 edições do Campeonato Brasileiro:
1967 - César Maluco (Palmeiras) e Ademar (Flamengo), 15 gols cada.
1968 - Toninho Guerreiro (Santos), 18 gols.
1969 - Edu (America), 14 gols.
1970 - Tostão (Cruzeiro), 12 gols.
1971 - Dario (Atlético Mineiro), 15 gols.
1972 - Dario (Atlético Mineiro) e Pedro Rocha (São Paulo), 17 gols cada.
1973 - Ramón (Santa Cruz), 21 gols.
1974 - Roberto Dinamite (Vasco), 16 gols.
1975 - Flávio (Internacional), 16 gols.
1976 - Dario (Internacional), 16 gols.
1977 - Reinaldo (Atlético Mineiro), 28 gols.
1978 - Paulinho (Vasco), 19 gols.
1979 - César (America), 13 gols.
1980 - Zico (Flamengo), 21 gols.
1981 - Nunes (Flamengo), 16 gols.
1982 - Zico (Flamengo), 20 gols.
1983 - Serginho Chulapa (Santos), 22 gols.
1984 - Roberto Dinamite (Vasco), 16 gols.
1985 - Edmar (Guarani), 20 gols.
1986 - Careca (São Paulo), 25 gols.
1987 - Müller (São Paulo), 10 gols.
1988 - Nílson (Internacional), 15 gols.
1989 - Túlio (Goiás), 11 gols.
1990 - Charles (Bahia), 11 gols.
1991 - Paulinho McLaren (Santos), 15 gols.
1992 - Bebeto (Vasco), 18 gols.
1993 - Guga (Santos), 15 gols.
1994 - Amoroso (Guarani) e Túlio (Botafogo), 19 gols cada.
1995 - Túlio (Botafogo), 23 gols.
1996 - Paulo Nunes (Grêmio) e Renaldo (Atlético Mineiro), 16 gols cada.
1997 - Edmundo (Vasco), 29 gols.
1998 - Viola (Santos), 21 gols.
1999 - Guilherme (Atlético Mineiro), 28 gols.
2000 - Adhemar (São Caetano), 22 gols.
2001 - Romário (Vasco), 21 gols.
2002 - Luís Fabiano (São Paulo) e Rodrigo Fabri (Grêmio), 19 gols cada.
2003 - Dimba (Goiás), 31 gols.
2004 - Washington (Atlético Paranaense), 34 gols (recorde).
2005 - Romário (Vasco), 22 gols.
2006 - Souza (Goiás), 17 gols.
2007 - Josiel (Paraná), 20 gols.
2008 - Washington (Fluminense), Keirrison (Coritiba) e Kléber Pereira (Santos), 21 gols cada.
2009 - Adriano (Flamengo) e Diego Tardelli (Atlético Mineiro), 19 gols cada.
2010 - Jonas (Grêmio), 23 gols.
2011 - Borges (Santos), 23 gols.
2012 - Fred (Fluminense), 20 gols.
2013 - Éderson (Atlético Paranaense), 21 gols.
2014 - Fred (Fluminense), 18 gols.
2015 - Ricardo Oliveira (Santos), 20 gols.
2016 - Fred (Fluminense e Atlético Mineiro), Diego Souza (Sport Recife) e William Pottker (Ponte Preta), 14 gols cada.

Atletas que foram artilheiros do Brasileirão mais de uma vez:
1º. Fred, 3 vezes (2012, 2014 e 2016).
1º. Dario, 3 vezes (1971, 1972 e 1976).
1º. Túlio, 3 vezes (1989, 1994 e 1995).
4º. Washington, 2 vezes (2004 e 2008).
4º. Romário, 2 vezes (2001 e 2005).
4º. Roberto Dinamite, 2 vezes (1974 e 1984).
4º. Zico, 2 vezes (1980 e 1982).

PCFilho

domingo, 5 de julho de 2009

Recordar é viver - Botafogo 0, Atlético 1

O time do Atlético-MG, campeão brasileiro de 1971 no Maracanã.
Em pé: Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vanderlei, Vantuir e Oldair.
Agachados: Ronaldo, Humberto Ramos, Dadá Maravilha, Lola e Tião.

Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 1971.

Amigos, há um ano o Fluminense empatava com o Atlético Mineiro no Maracanã, e se sagrava campeão brasileiro. Quis o destino que o Galo fosse, um ano depois, decidir novamente o campeonato nacional no Estádio Mário Filho. Desta feita, o adversário era o Botafogo. O maior estádio do mundo não estava cheio, mas estava dramaticamente lindo, todo alvinegro.

Hoje, os mineiros conseguiram conquistar a suprema glória da nação. A vitória por 1 a 0 veio com um gol do artilheiro do campeonato: Dario, o Dadá Maravilha. O lance merece ser descrito em detalhes: Humberto Ramos penetrou pela esquerda e cruzou, e então Dadá subiu para o cabeceio. O folclórico centroavante do Galo diz que pode parar no ar, e hoje provou isso. É incrível: sem asas, sem hélices, e ele consegue se manter no ar. Quando a bola chegou a ele, a cabeçada foi certeira, e mortal para o Botafogo. O goleiro Wendell nada pôde fazer, diante de finalização tão magistral.

Cabe ressaltar o papel do treinador: foi o grande Telê que deu forma à equipe atleticana. O Galo possui o melhor entrosamento do Brasil, e isso se deve ao Fio de Esperança. Em sua época de jogador, ele era o craque mais inteligente do país. Virou técnico, e hoje é o treinador mais brilhante da nação. Telê Santana é um iluminado.

Já diz o hino do time de Minas Gerais: "Clube Atlético Mineiro, Galo forte e vingador". Derrota em 1970, vingança em 1971. Um ano depois, a torcida atleticana pode soltar o grito que estava engasgado na garganta: "é campeão"!

PC

Ficha técnica:
Botafogo: Wendell; Mura, Djalma Dias, Queirós e Valtencir; Carlos Roberto, Marco Aurélio (Didinho) e Careca (Tuca); Zequinha, Jairzinho e Nei Oliveira. Técnico: Paraguaio.
Atlético: Renato; Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei, Humberto Ramos e Ronaldo; Lola (Spencer), Dario e Tião. Técnico: Telê Santana.
Árbitro: Armando Marques de Mesquita (SP).
Local: Estádio Mário Filho, Rio de Janeiro/RJ.
Público: 46.458 pagantes.
Renda: CR$ 294.420,00.
Expulsões: Mura e Carlos Roberto, ambos do Botafogo.
Gol: Dario, aos 18 minutos do segundo tempo.

Vídeo do gol de Dadá Maravilha: