
Somente mesmo o abominável sobrenatural para explicar tamanha frustração. Alguns dirão que a expulsão de Leandro Euzébio foi decisiva. Outros culparão a postura demasiadamente defensiva na segunda etapa. Outros ainda dirão que os gols perdidos fizeram a diferença, citando o quem-não-faz-leva. Eu responsabilizo única e exclusivamente o sobrenatural.
O engraçado do empate é que os dois gols, o do Fluminense e o do Palmeiras, foram muito semelhantes. O do Tricolor veio aos 15 minutos do primeiro tempo, dos pés de Emerson, após bate-rebate. E o do Palmeiras, no último minuto, também após bate-rebate, dos pés de Ewerthon.
A tristeza do povo pó-de-arroz, entretanto, tem que ser passageira. Afinal, ainda somos os líderes do Campeonato Brasileiro. Não há nenhum clube em condições melhores que a nossa, esta é a verdade. Os fatos estão do lado do Fluminense.
Domingo, o Tricolor vai a Campinas encarar o Guarani. Um triunfo garantirá o título simbólico de campeão do primeiro turno. E, mais que isso, nos dará três preciosos pontos. A corrida continua, e minha aposta ainda é no cavalo verde, branco e grená.
PC
(resenha publicada no Pavilhão Tricolor)