Hoje completa 80 primaveras um dos mais extraordinários craques da história do futebol: Roberto Rivellino, mito da Seleção Brasileira, do Corinthians e do Fluminense.
Os primeiros anos da carreira de Rivellino, no Corinthians, foram impressionantes. Mesmo sem conquistar grandes títulos pelo clube, ele se estabeleceu ali como o grande craque brasileiro da geração seguinte a Pelé. Atuou em 475 partidas pelo Corinthians entre 1964 e 1974, marcando 144 gols – é até hoje o 11º jogador com mais atuações e também o 11º maior artilheiro na história do clube.
Entretanto, a crise causada pela perda do Campeonato Paulista de 1974 para o Palmeiras levaria Rivellino a sair do Corinthians para o Fluminense, que tinha o projeto de montar o melhor time da história do futebol brasileiro e precisava de um gênio na meia.
Contratado por Francisco Horta para ser o líder técnico da lendária Máquina Tricolor, Rivellino acumulou 57 gols em 158 partidas disputadas com A Camisa, entre 1975 e 1978. Ele comandou as conquistas dos Campeonatos Cariocas de 1975 e 1976, do Torneio de Paris de 1976 e do Troféu Teresa Herrera de 1977.
Pela Seleção Brasileira, Rivellino disputou as Copas do Mundo de 1970, 1974 e 1978 e acumulou 26 gols em 92 jogos oficiais. No Mundial de 1970, no México, não só se sagrou campeão, como também foi eleito para a seleção da Copa.
Jogador tecnicamente brilhante, Rivellino foi o expoente máximo do famoso drible elástico, que executava com perfeição para demolir defesas inteiras em questão de segundos – Vasco e Bayern de Munique que o digam, vítimas que foram da genial finta do craque tricolor, em 1975.
Outro atributo esplêndido de Rivellino era o chute potentíssimo e ao mesmo tempo com direção – a “Patada Atômica” não dava chance alguma aos pobres goleiros: a bola que chegasse ao gol terminava em gol.
E os passes e lançamentos precisos? E a visão de jogo? E o vigor físico? A verdade é que, para descrever o gênio de Rivellino, seria necessário um livro inteiro, uma enciclopédia de futebol.
Que venham ainda muitos aniversários mais, Curió das Laranjeiras! Obrigado por toda a magia que você desfilou nos nossos gramados!
PCFilho
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Rivellino e Beckenbauer duelaram no épico Fluminense x Bayern em 1975, no Maracanã: jogo decidido por um elástico de Rivellino. Foto: Rodolpho Machado/Placar. |
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Rivellino, do Fluminense, entre César Maluco e Basílio, do Corinthians, no reencontro com o ex-clube no Pacaembu. Foto: Manoel Motta/Placar. |