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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lech Poznan segue vivo na Liga Europa


O belo Estádio Miejski, do Lech Poznan.

Os amigos se lembram do meu post de maio, intitulado "O glorioso campeão polonês de 2010"? Nele, conto a história do Lech Poznan, clube que voltou a levantar o Campeonato Polonês após 17 anos de fila, e que conta com a simpatia de meu amigo Zito.

Pois é, agora nosso Lech Poznan está fazendo bonito na Europa. Após sair da Liga dos Campeões com duas derrotas para o Sparta de Praga, o Lech Poznan venceu o Dnipro, da Ucrânia, e passou para a fase de grupos da Liga Europa. O problema é que o clube polonês caiu num grupo complicado, com Juventus, Manchester City e Red Bull Salzburg.

Mas quem achava que o "grupo da morte" acabaria com o sonho de uma conquista européia se enganou. O Lech Poznan passou de fase, com uma bela campanha: 3 vitórias, 2 empates e 1 derrota! O empate com a Juventus, em Turim, foi sensacional, com direito a abrir 2 a 0, sofrer a virada, e empatar no finalzinho. A vitória sobre o Manchester City (3 a 1), no Estádio Miejski (que fará parte da Euro 2012), também foi marcante.

O adversário agora, nos 16-avos de final, é o Braga, com o primeiro jogo na Polônia e o segundo em Portugal. Caso passe pelos portugueses, o Lech Poznan terá pela frente o supercampeão Liverpool, da Inglaterra, ou o Sparta de Praga, seu carrasco na Liga dos Campeões.

A atual campanha já igualou a de 2008/09, a melhor da história do Lech Poznan na Liga Europa. Naquele ano, os poloneses caíram para a italiana Udinese, vendendo caro a eliminação, com um empate em 2 a 2 e uma derrota por 2 a 1.

O treinador atual do Lech Poznan é José Mari Bakero, ex-jogador do Barça e da Fúria. A torcida está eufórica, acreditando no ressurgimento do futebol polonês (que já foi um dos maiores do mundo), e lotando até mesmo os jogos da equipe infantil. O sonho do momento é estar em Dublin, no dia 18 de maio, para a finalíssima da Liga Europa. Será?

PC

A campanha completa do Lech Poznan nas competições européias em 2010:
Liga dos Campeões - 2ª Fase Eliminatória
13/07/2010 - Inter Baku/AZE 0 x 1 Lech Poznan/POL - Tofik Bakhramov (Baku/AZE)
21/07/2010 - Lech Poznan/POL 0 x 1 Inter Baku/AZE [PK 9x8] - Miejski (Poznan/POL)
Liga dos Campeões - 3ª Fase Eliminatória
27/07/2010 - Sparta Praga/TCH 1 x 0 Lech Poznan/POL - Generali Arena (Praga/TCH)
04/08/2010 - Lech Poznan/POL 0 x 1 Sparta Praga/TCH - Miejski (Poznan/POL)
Liga Europa - 4ª Fase Eliminatória
19/08/2010 - Dnipro/UCR 0 x 1 Lech Poznan/POL - Dnipro (Dnipropetrovsk/UCR)
26/08/2010 - Lech Poznan/POL 0 x 0 Dnipro/UCR - Miejski (Poznan/POL)
Liga Europa - Fase de Grupos
16/09/2010 - Juventus/ITA 3 x 3 Lech Poznan/POL - Olimpico (Turim/ITA)
30/09/2010 - Lech Poznan/POL 2 x 0 Red Bull Salzburg/AUT - Miejski (Poznan/POL)
21/10/2010 - Manchester City/ING 3 x 1 Lech Poznan/POL - City of Manchester (Manchester/ING)
04/11/2010 - Lech Poznan/POL 3 x 1 Manchester City/ING - Miejski (Poznan/POL)
01/12/2010 - Lech Poznan/POL 1 x 1 Juventus/ITA - Miejski (Poznan/POL)
16/12/2010 - Red Bull Salzburg/AUT 0 x 1 Lech Poznan/POL - Red Bull Arena (Wals-Siezenheim/AUT)
Liga Europa - 16-avos de final
17/02/2011 - Lech Poznan/POL x Braga/POR - Miejski (Poznan/POL)
24/02/2011 - Braga/POR x Lech Poznan/POL - Municipal (Braga/POR)

PC

sábado, 22 de maio de 2010

A campeã Internazionale da Europa

(Il Ponte de Argenteuil, Claude Monet)

Amigos, examinei a escalação da Internazionale de Milão, campeã européia hoje em Madrid, e levei um susto. Vejamos: Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel e Chivu; Zanetti, Sneijder, Cambiasso e Pandev; Eto'o e Diego Milito. Nos onze nomes, encontramos quatro argentinos, três brasileiros, um romeno, um holandês, um macedônio e um camaronês. O técnico é o português José Mourinho. Durante o jogo, entraram o sérvio Stankovic e o ganês Muntari. Pergunto: Milão não fica na Itália? Onde estão os Baggio, os Schillaci, os Domenicali, os Ferrari? Nunca, em todos os tempos, a Internazionale fez tanta justiça ao próprio nome. É um autêntico e inegável escrete internacional. Não há nem sequer um italianinho para contar a história. Aliás, minto: aos 47 minutos do segundo tempo, entrou Materazzi, zagueiro mais conhecido por provocar Zidane que por seu talento futebolístico.

Tento imaginar a Torre de Babel que é o vestiário da Internazionale. Será que Mourinho dá suas instruções em português? Será que os brasileiros conversam em português? Será que os argentinos falam espanhol? Será que Chivu e Pandev trocam farpas em romeno e macedônio? (Dúvida: que língua se fala na Macedônia? Às vezes sinto que certos países são mais distantes que a Lua. A Macedônia, então, me parece mais distante que Engenho de Dentro.)

Hoje, a Internazionale venceu o Bayern de Munique por 2 a 0, em Madrid, e sagrou-se campeã européia pela terceira vez. Os dois gols foram do argentino Diego Milito, que pelo menos nome de italiano tem. O segundo tento foi antológico, um drible desconcertante, uma pintura digna de Claude Monet, como a foto que ilustra este texto. (Desculpem-me, já citei tantas nacionalidades, que era praticamente obrigatório citar um francês - Zidane eu considero argelino. Agora falta um inglês.)

Essas verdadeiras seleções mundiais dão gosto de ver, mas me pergunto se os clubes que as possuem não estão dando um tiro no pé. Que chance um novo talento italiano tem de entrar num time como esse da Internazionale? O sujeito precisa ser um gênio e, mais que isso, precisa que o técnico enxergue nele um gênio. A conclusão óbvia é: a Europa produzirá cada vez menos craques. Daqui a vinte anos, a Copa do Mundo provavelmente será decidida por Brasil e Argentina, com seus craques exportados para o Velho Continente, lá tomando as vagas dos nativos.

Se querem saber, nem mesmo nos times de base os garotos europeus estão tendo mais espaço. Vejam o exemplo do camaronês Eto'o, bicampeão hoje (ano passado, vencera a Liga pelo Barcelona). Aos 16 anos, ele já estava no Real Madrid, tomando o lugar de um espanholzinho. Ano que vem, aos 18, o brasileiro Wellington Silva, do Fluminense, tomará o lugar de um Smith da vida nos aspirantes do Arsenal. (Com Smith, cumpro minha obrigação de citar um conterrâneo da Rainha.)

Antes ainda de Wellington, outro jovem brasileiro chegará à Europa para jogar bola: aos 18 anos, o vascaíno Philippe Coutinho se juntará à campeã Internazionale. Menos um italiano terá sua chance. Quando perceberão que a presença maciça da legião estrangeira aos poucos mata o futebol italiano?

São tantos sul-americanos no elenco que se pode dizer que a Internazionale nunca joga em casa. Não dá para chamar Milão de casa, se não há italiano no time. O Estádio San Siro, ou Giuseppe Meazza, como for, não é mais a casa da Internazionale. Se um dia os nerazzurri vierem jogar no nosso Maracanã, aqui no Rio de Janeiro, quem sabe finalmente a Internazionale voltará a sentir o gostinho de ser anfitriã.

PC

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Golaço do dia #29 - Zidane



Autor: Zinédine Yazid Zidane (زين الدين يزيد زيدان em árabe).
Nascimento: 23/06/1972, em Marseille (França).
Clube: FC Girondins de Bordeaux (França).
Jogo: Real Betis-ESP 2 x 1 Bordeaux-FRA (Copa da UEFA).
Data: 06/12/1995.
Local: Estádio Benito Villamarín, Sevilla, Espanha.
Descrição: aos 3 minutos de jogo, Zidane manda um balaço de perna esquerda, de primeira, do meio da praça. Um gol antológico!

Como o Bordeaux havia vencido o jogo de ida por 2 a 0, o golaço logo no começo da partida foi um enorme passo para a classificação, a qual veio mesmo com a derrota por 2 a 1.

A campanha do Bordeaux nessa Copa da UEFA foi inesquecível. Na fase seguinte, encarou o poderoso AC Milan, da Itália, e perdeu por 2 a 0 no San Siro. Jogando em casa, conseguiu a virada espetacular, vencendo por 3 a 0 em uma das melhores exibições da carreira de Zinedine Zidane.

Nas semifinais, foram duas vitórias contra o Slavia de Praga. Porém, na finalíssima, os girondinos sucumbiram frente ao Bayern de Munique, ficando assim com o vice-campeonato. Com o destaque da campanha, Zizou foi vendido para a Juventus, da Itália, por 3 milhões de euros.

Zidane era um craque de rara habilidade. Driblava com rapidez e elegância, chutava bem com as duas pernas, e tinha muita visão de jogo. Comandou a França na única Copa do Mundo que o país conquistou, em 1998.

Deixo um agradecimento especial ao leitor Leo, que me ajudou a identificar a partida em que aconteceu a obra de arte de Zizou.

PC