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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
F1 - GP de San Marino 1988 - Vitória de Ayrton Senna
Classificação final:
1) Ayrton Senna (Brasil) - McLaren-Honda / 1:32:41.264
2) Alain Prost (França) - McLaren-Honda / + 2.334
3) Nelson Piquet (Brasil) - Lotus-Honda / + 1 volta
4) Thierry Boutsen (Bélgica) - Benetton-Ford / + 1 volta
5) Gerhard Berger (Áustria) - Ferrari / + 1 volta
6) Alessandro Nannini (Itália) - Benetton-Ford / + 1 volta
7) Eddie Cheever (EUA) - Arrows-Megatron / + 1 volta
8) Satoru Nakajima (Japão) - Lotus-Honda / + 1 volta
9) Derek Warwick (Grã-Bretanha) - Arrows-Megatron / + 2 voltas
10) Philippe Streiff (França) - AGS-Ford / + 2 voltas
11) Luis Perez-Sala (Espanha) - Minardi-Ford / + 2 voltas
12) Yannick Dalmas (França) - Lola-Ford / + 2 voltas
13) Riccardo Patrese (Itália) - Williams-Judd / + 2 voltas
14) Jonathan Palmer (Grã-Bretanha) - Tyrrell-Ford / + 2 voltas
15) Maurício Gugelmin (Brasil) - March-Judd / + 2 voltas
16) Adrián Campos (Espanha) - Minardi-Ford / + 3 voltas
17) Philippe Alliot (França) - Lola-Ford / + 3 voltas
18) Michele Alboreto (Itália) - Ferrari / + 6 voltas
Observação: primeira vitória de Ayrton Senna pela equipe McLaren.
PC
sexta-feira, 1 de maio de 2009
O domingo que não acabou

Domingo, primeiro de maio de 1994.
O Brasil inteiro repetiu, naquela manhã de domingo, o ritual a que Ayrton Senna nos acostumou: assim que acordar, ligar a TV para assistir à corrida de Fórmula 1. O tricampeão começara mal na Williams, perdendo as duas primeiras corridas do ano (Brasil e Pacífico), e precisava vencer para se recuperar no campeonato. Havia certa apreensão, por causa dos acidentes de sexta e sábado. Na sexta-feira, o então jovem piloto brasileiro Rubens Barrichello se ferira gravemente, ao se acidentar na variante antes da reta dos boxes. No sábado, Senna foi pole-position, pela terceira vez consecutiva, mas não havia motivo para comemorações. O austríaco Roland Ratzenberger, da Simtek, falecera ao bater a mais de 300 km/h na curva Villeneuve. Diante desse cenário desolador, ninguém poderia imaginar que o pior ainda estava por vir. Disse "ninguém", mas já me corrijo: havia uma pessoa pressentindo o pior. Seu nome? Ayrton Senna da Silva.
O maior piloto da história estava visivelmente abalado com os eventos do fim de semana. Ele chegou a pedir a Max Mosley (então presidente da FIA) e Bernie Ecclestone (então presidente da Associação de Construtores) que cancelassem a corrida. Foi advertido severamente por isso, e não escondia o mau humor momentos antes da largada. O francês e ex-rival Alain Prost, anos depois, revelou que conversara com Senna naquele dia: "nunca havia visto Senna tão triste". Para que Ayrton estivesse deprimido em pleno dia de corrida, é porque algum grave temor realmente tomava conta de sua alma.
Infelizmente, o pressentimento de Senna se tornaria uma realidade, e aquele GP de San Marino, no lendário circuito de Imola, entraria para a história como o mais trágico de todos os tempos. Já na largada, mais um acidente: a Lotus do português Pedro Lamy atinge a Benetton do finlandês JJ Lehto, e provoca a entrada do safety car. Três voltas depois, ocorre a relargada, com os carros em movimento, e Senna mantém a ponta. O jovem alemão Michael Schumacher, que viria a ser o sucessor do gênio brasileiro, seguia em segundo. Na sétima volta, acontece a fatalidade: Ayrton Senna passa direto na curva Tamburello, que não tinha proteção de pneus. O choque com o muro de concreto, a mais de 300 km/h, constitui a imagem mais triste da história do automobilismo mundial. Era o último momento do eterno tricampeão.
A corrida seguiu, apesar da comoção geral. O pódio mais triste da história contou com o alemão Michael Schumacher em primeiro, o italiano Nicola Larini em segundo, e o finlandês Mika Häkkinen em terceiro. Nenhum sorriso, nenhuma comemoração: todos entenderam a gravidade daquele momento. Quinze anos depois, a morte de Senna ainda é a última registrada em uma corrida de Fórmula 1. Infelizmente, as reivindicações do lendário Ayrton por mais segurança para os pilotos só passaram a ser consideradas após a sua trágica morte.
Meses antes, Ayrton havia provado a todos que era, além de piloto espetacular, um ser humano fantástico: fundara o Instituto Ayrton Senna, que até hoje assiste milhares de crianças carentes no Brasil. O mito não deixou filhos, mas deixou milhões de órfãos: uma nação inteira que até hoje chora aquele primeiro de maio, o domingo que não acabou.
PC
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