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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

História - Seleção Brasileira em Copas do Mundo

Foto: Carlos Alberto Torres levanta a Taça Jules Rimet aos céus da Cidade do México, Brasil tricampeão do mundo em 1970.

A Seleção Brasileira é a única a ter participado de todas as Copas do Mundo já realizadas, além de ser também a maior vencedora do torneio, com cinco taças levantadas (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e dois vice-campeonatos (1950 e 1998). Até 2018, o Brasil acumulou 109 jogos em Copas do Mundo, com 73 vitórias, 18 empates e 18 derrotas, 229 gols-pró e 105 gols-contra (vide post Classificação histórica das Copas do Mundo (1930-2018)).

O atleta mais bem-sucedido da Seleção em Copas é Pelé, com 3 títulos conquistados (1958, 1962 e 1970). O maior goleador da Seleção em Copas é Ronaldo, com 15 gols marcados. Os atletas brasileiros com mais participações em Copas são Castilho (1950-1954-1958-1962), Nilton Santos (1950-1954-1958-1962), Djalma Santos (1954-1958-1962-1966), Pelé (1958-1962-1966-1970), Leão (1970-1974-1978-1986), Cafu (1994-1998-2002-2006), Ronaldo (1994-1998-2002-2006) e Thiago Silva (2010-2014-2018-2022).

Seguem abaixo as campanhas detalhadas de todas as participações da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, com os autores dos gols de cada jogo entre parênteses.

I) Copa do Mundo 1930 (Uruguai)
Primeira fase (triangular com Iugoslávia e Bolívia):
14/07/1930 - Parque Central (Montevideo) - Brasil 1 (Preguinho), Iugoslávia 2 (Tirnanic e Bek)
22/07/1930 - Centenário (Montevideo) - Brasil 4 (Moderato 2 e Preguinho 2), Bolívia 0
Eliminada na primeira fase (2 jogos, 1 vitória, 1 derrota, 5 gols-pró e 2 gols-contra).
Foto: o capitão brasileiro Preguinho, o árbitro Anibal Tejada e o capitão iugoslavo Milutin Ivkovic.
O árbitro uruguaio vestiu na partida um paletó do Fluminense, presente de Preguinho.

II) Copa do Mundo 1934 (Itália)
Oitavas-de-final (duelo com a Espanha):
27/05/1934 - Luigi Ferraris (Genoa) - Brasil 1 (Leônidas), Espanha 3 (José Iraragorri 2(1p) e Isidro Lángara)
Eliminada nas oitavas-de-final (1 jogo, 1 derrota, 1 gol-pró e 3 gols-contra).

III) Copa do Mundo 1938 (França)
Oitavas-de-final (duelo com a Polônia):
05/06/1938 - Stade de la Meinau (Strasbourg) - Brasil 6 (Leônidas 3, Romeu e Perácio 2), Polônia 5 (Scherfke II (p) e Wilimowski 4)
Observação: 4 x 4 no tempo normal, Brasil 2 x 1 na prorrogação.
Quartas-de-final (duelo com a Tchecoslováquia):
12/06/1938 - Parc Lescure (Bordeaux) - Brasil 1 (Leônidas), Tchecoslováquia 1 (Nejedly (p))
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação.
Jogo-desempate das quartas-de-final (novo duelo com a Tchecoslováquia):
14/06/1938 - Parc Lescure (Bordeaux) - Brasil 2 (Leônidas e Roberto), Tchecoslováquia 1 (Kopecky)
Semifinal (duelo com a Itália):
16/06/1938 - Vélodrome (Marseille) - Brasil 1 (Romeu), Itália 2 (Colaussi e Meazza (p))
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Suécia):
19/06/1938 - Parc Lescure (Bordeaux) - Brasil 4 (Romeu, Leônidas 2 e Perácio), Suécia 2 (Jonasson e Nyberg)
Terceiro lugar (4 jogos, 2 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 14 gols-pró e 11 gols-contra).

IV) Copa do Mundo 1950 (Brasil)
Primeira fase (quadrangular com México, Suíça e Iugoslávia):
24/06/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 4 (Ademir 2, Jair e Baltazar), México 0
28/06/1950 - Pacaembu (São Paulo) - Brasil 2 (Alfredo II e Baltazar), Suíça 2 (Fatton 2)
01/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 2 (Ademir e Zizinho), Iugoslávia 0
Fase final (quadrangular com Suécia, Espanha e Uruguai):
09/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 7 (Ademir 4, Chico 2 e Maneca), Suécia 1 (Sune Andersson (p))
13/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 6 (Ademir 2, Jair, Chico 2 e Zizinho), Espanha 1 (Silvestre Igoa)
16/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 1 (Friaça), Uruguai 2 (Juan Schiaffino e Alcides Ghiggia)
VICE-CAMPEÃ (6 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 22 gols-pró e 6 gols-contra).
Foto: Alcides Ghiggia vibra ao marcar o gol do título do Uruguai no Maracanã.

V) Copa do Mundo 1954 (Suíça)
Primeira fase (quadrangular com México, Iugoslávia e França - mas sem jogo contra a França):
16/06/1954 - Charmilles (Genebra) - Brasil 5 (Baltazar, Didi, Pinga 2 e Julinho), México 0
19/06/1954 - Olímpico de la Pontaise (Lausanne) - Brasil 1 (Didi), Iugoslávia 1 (Zebec)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação.
Quartas-de-final (duelo com a Hungria):
27/06/1954 - Wankdorf (Berna) - Brasil 2 (Djalma Santos (p) e Julinho), Hungria 4 (Hidegkuti, Kocsis 2 e Lantos (p))
Eliminada nas quartas-de-final (3 jogos, 1 vitória, 1 empate, 1 derrota, 8 gols-pró e 5 gols-contra).

VI) Copa do Mundo 1958 (Suécia)
Primeira fase (quadrangular com Áustria, Inglaterra e União Soviética):
08/06/1958 - Rimnersvallen (Uddevalla) - Brasil 3 (Mazzola 2 e Nílton Santos), Áustria 0
11/06/1958 - Nya Ullevi (Göteborg) - Brasil 0, Inglaterra 0
15/06/1958 - Nya Ullevi (Göteborg) - Brasil 2 (Vavá 2), União Soviética 0
Quartas-de-final (duelo com o País de Gales):
19/06/1958 - Nya Ullevi (Göteborg) - Brasil 1 (Pelé), País de Gales 0
Semifinal (duelo com a França):
24/06/1958 - Rasunda Solna (Estocolmo) - Brasil 5 (Vavá, Didi e Pelé 3), França 2 (Fontaine e Piantoni)
Final (duelo com a Suécia):
29/06/1958 - Rasunda Solna (Estocolmo) - Brasil 5 (Vavá 2, Pelé 2 e Zagallo), Suécia 2 (Liedholm e Simonsson)
CAMPEÃ (6 jogos, 5 vitórias, 1 empate, 16 gols-pró e 4 gols-contra).
Foto: o capitão Bellini ergue a Taça Jules Rimet no Estádio Rasunda.

VII) Copa do Mundo 1962 (Chile)
Primeira fase (quadrangular com México, Tchecoslováquia e Espanha):
30/05/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 2 (Zagallo e Pelé), México 0
02/06/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 0, Tchecoslováquia 0
06/06/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 2 (Amarildo 2), Espanha 1 (Adelardo)
Quartas-de-final (duelo com a Inglaterra):
10/06/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 3 (Garrincha 2 e Vavá), Inglaterra 1 (Hitchens)
Semifinal (duelo com o Chile):
13/06/1962 - Nacional (Santiago) - Brasil 4 (Garrincha 2 e Vavá 2), Chile 2 (Toro e Leonel Sánchez (p))
Final (duelo com a Tchecoslováquia):
17/06/1962 - Nacional (Santiago) - Brasil 3 (Amarildo, Zito e Vavá), Tchecoslováquia 1 (Masopust)
CAMPEÃ (6 jogos, 5 vitórias, 1 empate, 14 gols-pró e 5 gols-contra).
Foto: a Seleção Brasileira de 1962, campeã do mundo no Chile.

VIII) Copa do Mundo 1966 (Inglaterra)
Primeira fase (quadrangular com Bulgária, Hungria e Portugal):
12/07/1966 - Goodison Park (Liverpool) - Brasil 2 (Pelé e Garrincha), Bulgária 0
15/07/1966 - Goodison Park (Liverpool) - Brasil 1 (Tostão), Hungria 3 (Bene, Farkas e Meszóly (p))
19/07/1966 - Goodison Park (Liverpool) - Brasil 1 (Rildo), Portugal 3 (Simões e Eusébio 2)
Eliminada na primeira fase (3 jogos, 1 vitória, 2 derrotas, 4 gols-pró e 6 gols-contra).

IX) Copa do Mundo 1970 (México)
Primeira fase (quadrangular com Tchecoslováquia, Inglaterra e Romênia):
03/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 4 (Rivellino, Pelé e Jairzinho 2), Tchecoslováquia 1 (Petras)
07/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Jairzinho), Inglaterra 0
10/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 3 (Pelé 2 e Jairzinho), Romênia 2 (Dumitrache e Dembrovschi)
Quartas-de-final (duelo com o Peru):
14/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 4 (Rivellino, Tostão 2 e Jairzinho), Peru 2 (Gallardo e Teófilo Cubillas)
Semifinal (duelo com o Uruguai):
17/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 3 (Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino), Uruguai 1 (Luis Cubilla)
Final (duelo com a Itália):
21/06/1970 - Azteca (Cidade do México) - Brasil 4 (Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres), Itália 1 (Boninsegna)
CAMPEÃ (6 jogos, 6 vitórias, 19 gols-pró e 7 gols-contra) - conquista da posse definitiva da Taça Jules Rimet.
Comandada por Pelé, a Seleção de Ouro encantou o planeta em 1970.

X) Copa do Mundo 1974 (Alemanha Ocidental)
Primeira fase (quadrangular com Iugoslávia, Escócia e Zaire):
13/06/1974 - Waldstadion (Frankfurt) - Brasil 0, Iugoslávia 0
18/06/1974 - Waldstadion (Frankfurt) - Brasil 0, Escócia 0
22/06/1974 - Parkstadion (Gelsenkirchen) - Brasil 3 (Jairzinho, Rivellino e Valdomiro), Zaire 0
Segunda fase (quadrangular com Alemanha Oriental, Argentina e Holanda):
26/06/1974 - Niedersachsenstadion (Hannover) - Brasil 1 (Rivellino), Alemanha Oriental 0
30/06/1974 - Niedersachsenstadion (Hannover) - Brasil 2 (Rivellino e Jairzinho), Argentina 1 (Brindisi)
03/07/1974 - Westfalenstadion (Dortmund) - Brasil 0, Holanda 2 (Neeskens e Cruijff)
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Polônia):
06/07/1974 - Olympiastadion (München) - Brasil 0, Polônia 1 (Lato)
Quarto lugar (7 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 6 gols-pró e 4 gols-contra).

XI) Copa do Mundo 1978 (Argentina)
Primeira fase (quadrangular com Suécia, Espanha e Áustria):
03/06/1978 - Municipal (Mar del Plata) - Brasil 1 (Reinaldo), Suécia 1 (Sjöberg)
07/06/1978 - Municipal (Mar del Plata) - Brasil 0, Espanha 0
11/06/1978 - Municipal (Mar del Plata) - Brasil 1 (Roberto Dinamite), Áustria 0
Segunda fase (quadrangular com Peru, Argentina e Polônia):
14/06/1978 - Parque General San Martín (Mendoza) - Brasil 3 (Dirceu 2 e Zico (p)), Peru 0
18/06/1978 - Gigante de Arroyito (Rosário) - Brasil 0, Argentina 0
21/06/1978 - Parque General San Martín (Mendoza) - Brasil 3 (Nelinho e Roberto Dinamite 2), Polônia 1 (Lato)
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Itália):
24/06/1978 - Monumental de Núñez (Buenos Aires) - Brasil 2 (Nelinho e Dirceu), Itália 1 (Causio)
Terceiro lugar (7 jogos, 4 vitórias, 3 empates, 10 gols-pró e 3 gols-contra).

XII) Copa do Mundo 1982 (Espanha)
Primeira fase (quadrangular com União Soviética, Escócia e Nova Zelândia):
14/06/1982 - Ramón Sánchez Pizjuán (Sevilla) - Brasil 2 (Sócrates e Éder), União Soviética 1 (Andriy Bal)
18/06/1982 - Benito Villamarín (Sevilla) - Brasil 4 (Zico, Oscar, Éder e Falcão), Escócia 1 (David Narey)
23/06/1982 - Benito Villamarín (Sevilla) - Brasil 4 (Zico 2, Falcão e Serginho), Nova Zelândia 0
Segunda fase (triangular com Argentina e Itália):
02/07/1982 - Sarrià (Barcelona) - Brasil 3 (Zico, Serginho e Júnior), Argentina 1 (Ramón Díaz)
05/07/1982 - Sarrià (Barcelona) - Brasil 2 (Sócrates e Falcão), Itália 3 (Paolo Rossi 3)
Eliminada na segunda fase (5 jogos, 4 vitórias, 1 derrota, 15 gols-pró e 6 gols-contra).
Foto: o brasileirinho José Carlos chora a eliminação da Seleção no Sarrià.
(crédito: Reginaldo Manente)

XIII) Copa do Mundo 1986 (México)
Primeira fase (quadrangular com Espanha, Argélia e Irlanda do Norte):
01/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Sócrates), Espanha 0
06/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Careca), Argélia 0
12/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 3 (Careca 2 e Josimar), Irlanda do Norte 0
Oitavas-de-final (duelo com a Polônia):
16/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 4 (Sócrates (p), Josimar, Edinho e Careca (p)), Polônia 0
Quartas-de-final (duelo com a França):
21/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Careca), França 1 (Platini)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, Alemão, Zico e Branco converteram, Sócrates e Júlio César perderam; para a França, Stopyra, Amoros, Bellone e Fernández converteram, Platini perdeu. Brasil 3, França 4.
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 10 gols-pró e 1 gol-contra).

XIV) Copa do Mundo 1990 (Itália)
Primeira fase (quadrangular com Suécia, Costa Rica e Escócia):
10/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 2 (Careca 2), Suécia 1 (Brolin)
16/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 1 (Müller), Costa Rica 0
20/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 1 (Müller), Escócia 0
Oitavas-de-final (duelo com  Argentina):
24/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 0, Argentina 1 (Caniggia)
Eliminada nas oitavas-de-final (4 jogos, 3 vitórias, 1 derrota, 4 gols-pró e 2 gols-contra).

XV) Copa do Mundo 1994 (Estados Unidos)
Primeira fase (quadrangular com Rússia, Camarões e Suécia):
20/06/1994 - Stanford Stadium (Palo Alto) - Brasil 2 (Romário e Raí (p)), Rússia 0
24/06/1994 - Stanford Stadium (Palo Alto) - Brasil 3 (Romário, Márcio Santos e Bebeto), Camarões 0
28/06/1994 - Pontiac Silverdome (Detroit) - Brasil 1 (Romário), Suécia 1 (Kennet Andersson)
Oitavas-de-final (duelo com os Estados Unidos):
04/07/1994 - Stanford Stadium (Palo Alto) - Brasil 1 (Bebeto), Estados Unidos 0
Quartas-de-final (duelo com a Holanda):
09/07/1994 - Cotton Bowl (Dallas) - Brasil 3 (Romário, Bebeto e Branco), Holanda 2 (Bergkamp e Winter)
Semifinal (duelo com a Suécia):
13/07/1994 - Rose Bowl (Pasadena) - Brasil 1 (Romário), Suécia 0
Final (duelo com a Itália):
17/07/1994 - Rose Bowl (Pasadena) - Brasil 0, Itália 0
Observação: 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, Romário, Branco e Dunga converteram, Márcio Santos perdeu; para a Itália Albertini e Evani converteram, Baresi, Massaro e Roberto Baggio perderam. Brasil 3, Itália 2.
CAMPEÃ (7 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 11 gols-pró e 3 gols-contra).
Foto: Bebeto e Romário celebram o gol da vitória contra os Estados Unidos.

XVI) Copa do Mundo 1998 (França)
Primeira fase (quadrangular com Escócia, Marrocos e Noruega):
10/06/1998 - Stade de France (Saint-Denis) - Brasil 2 (César Sampaio e Boyd contra), Escócia 1 (Collins (p))
16/06/1998 - Stade de la Beaujoire (Nantes) - Brasil 3 (Ronaldo, Rivaldo e Bebeto), Marrocos 0
23/06/1998 - Vélodrome (Marseille) - Brasil 1 (Bebeto), Noruega 2 (Tore André Flo e Rekdal (p))
Oitavas-de-final (duelo com o Chile):
27/06/1998 - Parc des Princes (Paris) - Brasil 4 (César Sampaio 2 e Ronaldo 2(1p)), Chile 1 (Marcelo Salas)
Quartas-de-final (duelo com a Dinamarca):
03/07/1998 - Stade de la Beaujoire (Nantes) - Brasil 3 (Bebeto e Rivaldo 2), Dinamarca 2 (Jorgensen e Brian Laudrup)
Semifinal (duelo com a Holanda):
07/07/1998 - Vélodrome (Marseille) - Brasil 1 (Ronaldo), Holanda 1 (Kluivert)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, Ronaldo, Rivaldo, Emerson e Dunga converteram; para a Holanda, Frank de Boer e Bergkamp converteram, Cocu e Ronald de Boer perderam. Brasil 4, Holanda 2.
Final (duelo com a França):
12/07/1998 - Stade de France (Saint-Denis) - Brasil 0, França 3 (Zidane 2 e Petit)
VICE-CAMPEÃ (7 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 14 gols-pró e 10 gols-contra).

XVII) Copa do Mundo 2002 (Coreia do Sul/Japão)
Primeira fase (quadrangular com Turquia, República Popular da China e Costa Rica):
03/06/2002 - Munsu Cup Stadium (Ulsan) - Brasil 2 (Ronaldo e Rivaldo (p)), Turquia 1 (Hasan Sas)
08/06/2002 - Jeju World Cup Stadium (Seogwipo) - Brasil 4 (Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho (p) e Ronaldo), República Popular da China 0
13/06/2002 - Suwon World Cup Stadium (Suwon) - Brasil 5 (Ronaldo 2, Edmílson, Rivaldo e Júnior), Costa Rica 2 (Wanchope e Rónald Gómez)
Oitavas-de-final (duelo com a Bélgica):
17/06/2002 - Kobe Wing Stadium (Kobe) - Brasil 2 (Rivaldo e Ronaldo), Bélgica 0
Quartas-de-final (duelo com a Inglaterra):
21/06/2002 - Stadium Ekopa (Shizuoka) - Brasil 2 (Rivaldo e Ronaldinho), Inglaterra 1 (Owen)
Semifinal (duelo com a Turquia):
26/06/2002 - Saitama Stadium (Saitama) - Brasil 1 (Ronaldo), Turquia 0
Final (duelo com a Alemanha):
30/06/2002 - Estádio Internacional (Yokohama) - Brasil 2 (Ronaldo 2), Alemanha 0
CAMPEÃ (7 jogos, 7 vitórias, 18 gols-pró e 4 gols-contra).
Foto: Ronaldo vence o duelo com o goleiro alemão Oliver Kahn.

XVIII) Copa do Mundo 2006 (Alemanha)
Primeira fase (quadrangular com Croácia, Austrália e Japão):
13/06/2006 - Olympiastadion (Berlim) - Brasil 1 (Kaká), Croácia 0
18/06/2006 - Allianz Arena (München) - Brasil 2 (Adriano e Fred), Austrália 0
22/06/2006 - Westfalenstadion (Dortmund) - Brasil 4 (Ronaldo 2, Juninho Pernambucano e Gilberto), Japão 1 (Keiji Tamada)
Oitavas-de-final (duelo com Gana):
27/06/2006 - Westfalenstadion (Dortmund) - Brasil 3 (Ronaldo, Adriano e Zé Roberto), Gana 0
Quartas-de-final (duelo com a França):
01/07/2006 - Waldstadion (Frankfurt) - Brasil 0, França 1 (Henry)
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 4 vitórias, 1 derrota, 10 gols-pró e 2 gols-contra).

XIX) Copa do Mundo 2010 (África do Sul)
Primeira fase (quadrangular com Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal):
15/06/2010 - Ellis Park (Johannesburg) - Brasil 2 (Maicon e Elano), Coreia do Norte 1 (Ji Yun-Nam)
20/06/2010 - Soccer City (Johannesburg) - Brasil 3 (Luís Fabiano 2 e Elano), Costa do Marfim 1 (Drogba)
25/06/2010 - Moses Mabhida (Durban) - Brasil 0, Portugal 0
Oitavas-de-final  (duelo com o Chile):
28/06/2010 - Ellis Park (Johannesburg) - Brasil 3 (Juan, Luís Fabiano e Robinho), Chile 0
Quartas-de-final (duelo com a Holanda):
02/07/2010 - Nelson Mandela Bay (Port Elizabeth) - Brasil 1 (Robinho), Holanda 2 (Sneijder 2)
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 3 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 9 gols-pró e 4 gols-contra).

XX) Copa do Mundo 2014 (Brasil)
Primeira fase (quadrangular com Croácia, México e Camarões):
12/06/2014 - Itaquerão (São Paulo) - Brasil 3 (Neymar 2(1p) e Oscar), Croácia 1 (Marcelo contra)
17/06/2014 - Castelão (Fortaleza) - Brasil 0, México 0
23/06/2014 - Mané Garrincha (Brasília) - Brasil 4 (Neymar 2, Fred e Fernandinho), Camarões 1 (Matip)
Oitavas-de-final (duelo com o Chile):
28/06/2014 - Mineirão (Belo Horizonte) - Brasil 1 (David Luiz), Chile 1 (Alexis Sánchez)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, David Luiz, Marcelo e Neymar converteram, Willian e Hulk perderam; para o Chile, Aránguiz e Díaz converteram, Pinilla, Alexis Sánchez e Jara perderam. Brasil 3, Chile 2.
Quartas-de-final (duelo com a Colômbia):
04/07/2014 - Castelão (Fortaleza) - Brasil 2 (Thiago Silva e David Luiz), Colômbia 1 (James Rodríguez (p))
Semifinal (duelo com a Alemanha):
08/07/2014 - Mineirão (Belo Horizonte) - Brasil 1 (Oscar), Alemanha 7 (Thomas Müller, Klose, Kroos 2, Khedira e Schürrle 2)
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Holanda):
12/07/2014 - Mané Garrincha (Brasília) - Brasil 0, Holanda 3 (Van Persie (p), Blind e Wijnaldum)
Quarto lugar (7 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 11 gols-pró e 14 gols-contra).

XXI) Copa do Mundo 2018 (Rússia)
Primeira fase (quadrangular com Suíça, Costa Rica e Sérvia):
17/06/2018 - Rostov Arena (Rostov-on-Don) - Brasil 1 (Philippe Coutinho), Suíça 1 (Steven Zuber)
22/06/2018 - Krestovsky (São Petersburgo) - Brasil 2 (Philippe Coutinho e Neymar), Costa Rica 0
27/06/2018 - Spartak Stadium (Moscou) - Brasil 2 (Paulinho e Thiago Silva), Sérvia 0
Oitavas-de-final (duelo com o México):
02/07/2018 - Cosmos Arena (Samara) - Brasil 2 (Neymar e Roberto Firmino), México 0
Quartas-de-final (duelo com a Bélgica):
06/07/2018 - Kazan Arena (Kazan) - Brasil 1 (Renato Augusto), Bélgica 2 (Fernandinho contra e De Bruyne)
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 3 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 8 gols-pró e 3 gols-contra).

XXII) Copa do Mundo 2022 (Qatar)
Primeira fase (quadrangular com Sérvia, Suíça e Camarões):
24/11/2022 - Lusail Stadium (Lusail) - Brasil x Sérvia
28/11/2022 - 974 Stadium (Doha) - Brasil x Suíça
02/12/2022 - Lusail Stadium (Lusail) - Brasil x Camarões
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PCFilho

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Botafogo e o 29 de abril


Quem conhece um botafoguense sabe: é o torcedor mais supersticioso do mundo. Mostre a um adepto do alvinegro o número 7, e ele tecerá loas a Mané Garrincha, o maior camisa 7 da história do Botafogo, do Brasil e do mundo, e dirá que é o seu número preferido.

Mas o 7 não traz apenas boas lembranças ao botafoguense. Todo tricolor já sacaneou os rivais lembrando o clássico disputado no dia 29 de abril de 1994, no Maracanã, uma incrível vitória do Fluminense por 7 a 1. Aquela sexta-feira ainda atormenta pesadelos alvinegros, certamente.

Quando a tabela do Campeonato Carioca de 2001 marcou o duelo entre Vasco e Botafogo para o dia 29 de abril, exatamente 7 anos após a catástrofe de 1994, muitos botafoguenses devem ter ficado com a pulga atrás da orelha. E a preocupação acabaria justificada pelo resultado do clássico: o jogo terminou, acreditem, 7 a 0 para o Vasco.

Há coisas que só acontecem ao Botafogo, como dizem.

PCFilho

sábado, 22 de junho de 2013

Recordar é viver - A final de 1994





Onde você estava?

Eu era apenas uma criança começando a gostar deste tal de futebol. Tinha 9 anos, assisti ao jogo na casa do meu tio, e estava sentado no chão, bem perto daquela TV grandona. Assim que Roberto Baggio isolou a última chance da Itália, tive que escapar de uma avalanche humana que desceu sobre mim...

Inesquecível!

Roberto Baggio isola sua cobrança. Foto: Agência Getty Images.

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quinta-feira, 21 de março de 2013

Ayrton Senna narrando uma volta do cockpit



Aconteceu em Interlagos, 1994. No treino livre para o GP do Brasil, a bordo da Williams, Ayrton Senna narrou a própria volta, enquanto contornava as curvas do circuito. E ainda superou o tempo mais rápido do dia, que era da jovem promessa Michael Schumacher... De arrepiar...

Hoje, 21 de março, o herói completaria 53 anos... saudades, saudades, saudades... #SennaEterno

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sábado, 14 de julho de 2012

29/04/1994 - Fluminense 7 x 1 Botafogo



Naquela noite de sexta-feira em 1994, o Maracanã estava praticamente vazio: apenas 3.230 pessoas pagaram ingresso. Foram as testemunhas de uma das partidas mais marcantes da história do estádio: o Fluminense goleou impiedosamente o rival Botafogo, por inacreditáveis 7 a 1. O quarteto do ataque tricolor - Luís Antônio, Luís Henrique, Mário Tilico e Ézio - levou a defesa alvinegra à loucura. A quantidade de chances criadas foi tamanha que o placar poderia ter sido ainda mais dilatado. No vestiário alvinegro, após o jogo, o dirigente Carlos Augusto Montenegro demonstrava tristeza e revolta com o acontecido em campo.

Ficha Técnica
29/04/1994 - Fluminense 7 x 1 Botafogo
Local: Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro).
Motivo: Campeonato Carioca de 1994 - Quadrangular Final.
Público: 3.230 pagantes.
Renda: Cr$ 16.052.000,00.
Árbitro: Jorge Travassos (RJ).
Fluminense: Ricardo Cruz; Alfinete, Rau, Luís Eduardo e Branco; Jandir, Cláudio, Luís Antônio e Luís Henrique (Wallace); Mário Tilico e Ézio. Técnico: Delei.
Botafogo: Wagner; Perivaldo, Márcio Theodoro, Rogério Pinheiro e Eduardo; Nélson, Fabiano (Grizzo), Sérgio Manoel e Bob; Reginaldo (Marcelo) e Túlio. Técnico: Dé.
Gols: Ézio, aos 6' do 1º tempo (1-0); Luís Henrique, aos 8' do 1º tempo (2-0); Ézio, aos 18' do 1º tempo (3-0); Luís Antônio, aos 24' do 1º tempo (4-0); Grizzo, aos 36' do 1º tempo (4-1); Mário Tilico, aos 25' do 2º tempo (5-1); Luís Antônio, aos 30' do 2º tempo (6-1); e Branco, aos 34' do 2º tempo, de pênalti (7-1).

A tradicional entrada em campo com o pavilhão tricolor.

O placar eletrônico do Maracanã exibindo o resultado do jogo.

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terça-feira, 10 de julho de 2012

13/03/1994 - Fluminense 4 x 2 Flamengo



Com show de Super-Ézio no Maracanã, o Fluminense virou pra cima do Flamengo no Campeonato Carioca de 1994. O artilheiro tricolor marcou 3 gols num intervalo de 15 minutos, durante o segundo tempo.

Ézio tinha fama de carrasco dos rubro-negros, e não era à toa: é o segundo maior artilheiro tricolor nos Fla-Flus, com 13 gols marcados em 20 jogos (somente o lendário Hércules fez mais gols pelo Flu contra o Fla).

Ficha Técnica
13/03/1994 - Fluminense 4 x 2 Flamengo
Local: Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro).
Motivo: Campeonato Carioca de 1994 - Taça Guanabara.
Público: 55.618 pagantes.
Renda: Cr$ 156.750.000,00.
Árbitro: Léo Feldman (RJ).
Fluminense: Ricardo Cruz; Júlio César, Luís Eduardo, Márcio Costa e Lira; Jandir, Branco, Luís Henrique e Luís Antônio; Mário Tilico e Ézio. Entrou Márcio Baby. Técnico: Delei.
Flamengo: Gilmar; Henrique, Gelson, Rogério e Josecler; Charles Guerreiro, Fabinho (Régis), Marquinhos e Nélio; Valdeir (Sávio) e Charles Baiano. Técnico: Júnior.
Gols: Charles Baiano (28'/1T, de pênalti), Luís Antônio (1'/2T), Ézio (13'/2T), Ézio (15'/2T), Ézio (27'/2T, de pênalti) e Charles Baiano (35'/2T).
Cartões amarelos: Jandir, Lira, Branco e Luís Henrique (Fluminense).
Cartão vermelho: Júlio César (Fluminense).

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domingo, 11 de outubro de 2009

Golaço do dia #115 - Branco


Atleta: Cláudio Ibrahim Vaz Leal (Branco).
Nascimento: 04/04/1964, em Bagé/RS.
Data: 09/07/1994.
Local: Cotton Bowl (Dallas, EUA).

Golaço de falta de Branco, sem chance de defesa para o arqueiro holandês Ed de Goeij. Brasil 3 a 2, e caminho aberto para a semifinal do Campeonato Mundial de 94.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Golaço do dia #71 - Roberto Baggio


Atleta: Roberto Baggio.
Nascimento: 18/02/1967, em Caldogno, na Itália.
Jogo: Itália 2 x 1 Espanha (Copa do Mundo de 1994).
Local: Foxboro Stadium, em Foxborough, nos Estados Unidos.
Data: 09/07/1994.

O gol, aos 43 minutos do segundo tempo, classificou a Itália às semifinais daquele Campeonato Mundial.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Golaço do dia #67 - Luis García


Atleta: Luis García Postigo.
Nascimento: 01/06/1969, na Cidade do México.
Jogo: México 2 x 1 Irlanda (Copa do Mundo de 1994).
Data: 24/06/1994.
Local: Citrus Bowl, em Orlando/FL.

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sábado, 27 de junho de 2009

Recordar é viver - Independência Verde e Amarela


Em pé: Taffarel, Leonardo, Aldair, Mauro Silva, Jorginho e Márcio Santos.
Agachados: Mazinho, Romário, Bebeto, Dunga e Zinho.

Palo Alto, 4 de julho de 1994.

Amigos, quando o hino dos Estados Unidos ecoou no Stanford Stadium, confesso que temi pelo pior. Digo isso porque, na execução dos hinos nacionais, houve um verdadeiro golpe baixo contra o nosso. O estádio estava lá, lotado de americanos. Pior do que isso: com americanos escorrendo pelas paredes. Pior ainda do que isso: com americanos orgulhosos de mais um aniversário da independência. Pois bem: o nosso Hino Nacional foi tocado, apenas tocado. Não havia, ali, nenhuma multidão para cantar, de peitos estufados, "Ouviram do Ipiranga às margens plácidas...". Ao passo que "A Bandeira Estrelada" foi tocada e cantada. Mas o nosso Hino não se dobrou, e estava ontem mais inspirado e mais flamante do que nunca. Confesso, porém, que o hino americano, assim atirado na nossa cara, me fez pensar em todas as guerras que eles já venceram. E eu tremi.

A peleja que se anunciava dramática foi mesmo muito tensa. Lembro que a primeira chance foi dos Estados Unidos. Dooley apareceu livre na área, pela direita, e chutou cruzado. A bola passou por nosso arqueiro Taffarel, e o país inteiro, do Oiapoque ao Chuí, prendeu a respiração por dois segundos, até ela sair pela linha de fundo. Após o susto, o escrete verde-amarelo partiu furiosamente para a vitória. Primeiro Márcio Santos e depois Bebeto finalizaram com perigo, mas a pelota foi, nas duas vezes, para fora. E então foi a vez de Romário. O baixinho genial recebeu dentro da área, driblou o zagueiro americano, e chutou cruzado. Também para fora.

O escrete dominava, mas então aconteceu o lance que aumentaria ainda mais a dramaticidade da batalha. Aos 41, Leonardo foi puxado por Tab Ramos e perdeu a cabeça. Desferindo uma cotovelada desleal no adversário, ele foi expulso pelo árbitro francês. Amigos, analisemos a ousadia de Leonardo: agredir um americano, diante de dezenas de milhares de americanos, em pleno 4 de julho, é de uma coragem inexcedível. Porém, não é futebol, e por isso mereceu o cartão vermelho.

A desvantagem numérica colocava o Brasil em xeque, pela primeira vez, nessa Copa do Mundo. A Seleção de Parreira precisaria jogar com inteligência e paciência, afinal tudo estava contra ela. Cada jogador restante do escrete precisaria molhar a camisa em dobro, para compensar a ausência do Leonardo. Ainda nos acréscimos da primeira etapa, Romário arrancou feericamente e desferiu um chute perfeito. Mas a bola caprichosamente acertou a trave esquerda do goleiro Meola. Tudo ficaria mesmo para o segundo tempo.

Logo no começo da etapa final, Jorginho encontrou Romário livre na área, e ele chutou desviando a pelota de Meola, mas um zagueiro salvou em cima da linha. Drama, drama, drama: os corações tupiniquins batiam descompassada e desesperadamente.

Após leve pressão norte-americana, Romário teve mais uma chance. Arrancou velozmente em direção ao gol, driblou tudo e todos, inclusive o arqueiro Meola, mas chutou para fora. O 4 de julho não seria o dia do Baixinho?

Claro que seria. Aos 28 minutos, o camisa 11 recebeu a bola no círculo do meio-campo. A partir daí, narrou Galvão Bueno: "Parte o Baixinho, a esperança é sempre você. Vai Romário, vai Romário, acredita! Faz Bebeto, faz Bebeto, faz Bebeto, gol, gol, gol, gol!". Era o gol, era a vitória, era a doce e santa classificação. Passe de Romário, camisa 11. Gol de Bebeto, camisa 7. Choro e abraço na comemoração eternizada na retina de cada brasileiro.

Quando o francês Joel Quiniou encerrou a partida, a nação inteira se sentiu aliviada e eufórica. Desde 1776, todo ano os cidadãos estadunidenses comemoram o dia 4 de julho. Porém, neste ano de 1994, o quarto dia do sétimo mês marcou a independência verde e amarela. Nunca um 4 de julho foi tão 7 de setembro.

PC

Ficha técnica:
Oitavas-de-final - 04/07/1994
Brasil 1 x 0 Estados Unidos
Local: Stanford Stadium (Palo Alto)
BRASIL: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho (Cafu); Bebeto e Romário. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
ESTADOS UNIDOS: Meola; Clavijo, Balboa, Lalas e Caligiuri; Tab Ramos (Wynalda), Dooley, Hugo Perez (Wegerle) e Sorber; Cobi Jones e Stewart. Técnico: Bora Milutinovic.
Árbitro: Joel Quiniou (França).
Auxiliares: Hae-Young Park (Coréia do Sul) e Mikael Everstig (Suécia).
Juiz reserva: Karlsson (Suécia).
Gol: Bebeto, aos 28 minutos do 2º tempo.
Cartões Amarelos: Mazinho, Jorginho, Tab Ramos, Caligiuri, Clavijo e Dooley.
Expulsões: Leonardo aos 41 do 1º tempo; e Clavijo aos 42 do 2º tempo.
Público: 84.147 pagantes.

Vídeo:

sábado, 13 de junho de 2009

Recordar é viver - Fluminense 1, Volta Redonda 1

Rio de Janeiro, 3 de março de 1994.

Amigos, assim o técnico Delei escalou o Fluminense naquela cálida tarde: Ricardo Cruz; Márcio Baby, Márcio Costa, Luis Eduardo e Lira; Jandir, Branco, Luis Henrique e Wallace; Mário Tilico e Ézio. 2.992 pessoas estavam no lendário Estádio das Laranjeiras para assistir ao confronto, válido pelo Campeonato Estadual de 1994. O ingresso custou 3 mil cruzeiros reais, e valeu cada centavo. E nem foi pelo gol de Branco, no segundo tempo. Aquele Fluminense 1 x 1 Volta Redonda, no lendário Estádio das Laranjeiras, seria apenas mais um jogo na centenária história tricolor, mas um fato peculiar o transfigurou para o status de eterno. Aconteceu no finalzinho do primeiro tempo.

0 a 0, jogo duro, e então o árbitro Orlando Gomes Leonor assinala pênalti para o Fluminense. Ézio ajeita a bola para a cobrança, mas quem está no gol do Volta Redonda? Ele mesmo: Paulo Victor, o último grande goleiro tricolor, que vivia o final da carreira no Voltaço. "Implorei para não jogar, não agüentaria enfrentar o Fluminense. Mas fui obrigado e lá fui eu", declarou Paulo Victor, anos depois. Ocorre então a seqüência sublime: Ézio bate e Paulo Victor defende, espalmando a escanteio. "Achei que seria linchado". Claro que não, grande arqueiro, claro que não. Os gritos que vieram das arquibancadas foram a consagração rara de um ídolo eterno: "É Paulo Victor! É Paulo Victor! É Paulo Victor!". Homenagem merecidíssima da torcida tricolor ao espetacular goleiro.

Paulo Victor defendeu o Fluminense de 1981 a 1988, conquistando 1 Campeonato Brasileiro (1984), 1 Tricampeonato Carioca (1983-1984-1985), 1 Torneio de Seul (1984), 1 Torneio de Paris (1987) e 1 Copa Kirin (1987). O arqueiro atuou com a camisa tricolor em 360 jogos, com 174 vitórias, 109 empates e 77 derrotas. Ele sofreu 288 gols, com média de 0,8 gols sofridos por partida (média considerada excepcional). Uma curiosidade: o atacante Romário, maior artilheiro da história do futebol carioca, nunca conseguiu vazar a meta de Paulo Victor. O Baixinho começou a atuar em 1985, mas seu primeiro gol contra o Fluminense só viria a acontecer em 1995, no fatídico Fla-Flu do gol de barriga, quando o goleiro tricolor já era Wellerson.

Seu melhor campeonato foi o Carioca de 1985, quando tomou apenas 12 gols em 24 jogos, incrível média de meio gol sofrido por partida. Suas atuações seguras o levaram à Seleção Brasileira. Em 1986, foi convocado por Telê Santana para o escrete da Copa do Mundo do México.

Muitos tricolores consideram Paulo Victor Barbosa de Carvalho o último representante da famosa escola de goleiros do Fluminense. O primeiro grande arqueiro tricolor foi Marcos Carneiro de Mendonça, famoso por atuar com uma fitinha roxa no uniforme. Marcos foi o primeiro quíper da Seleção Brasileira. Carlos Castilho, o maior ídolo da história do Fluminense, também foi um goleiro extraordinário, tendo defendido o Brasil em quatro Copas do Mundo (1950, 1954, 1958 e 1962). Ficou famoso por amputar um dedo para continuar defendendo a meta tricolor. Veludo, o reserva de Castilho, era um goleiro tão extraordinário que, mesmo sem atuar, era constantemente convocado para a Seleção. Felix, o goleiro do escrete na Copa de 1970, também era do Fluminense. Paulo Victor está ao lado desses e de outros monstros sagrados, na galeria de ídolos do Fluminense Football Club.

Por isso, a homenagem de 3 de março de 1994 foi tão bela, tão justa e tão merecida. Merece ecoar para sempre:
"É Paulo Victor! É Paulo Victor! É Paulo Victor!"

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

O domingo que não acabou


Domingo, primeiro de maio de 1994.

O Brasil inteiro repetiu, naquela manhã de domingo, o ritual a que Ayrton Senna nos acostumou: assim que acordar, ligar a TV para assistir à corrida de Fórmula 1. O tricampeão começara mal na Williams, perdendo as duas primeiras corridas do ano (Brasil e Pacífico), e precisava vencer para se recuperar no campeonato. Havia certa apreensão, por causa dos acidentes de sexta e sábado. Na sexta-feira, o então jovem piloto brasileiro Rubens Barrichello se ferira gravemente, ao se acidentar na variante antes da reta dos boxes. No sábado, Senna foi pole-position, pela terceira vez consecutiva, mas não havia motivo para comemorações. O austríaco Roland Ratzenberger, da Simtek, falecera ao bater a mais de 300 km/h na curva Villeneuve. Diante desse cenário desolador, ninguém poderia imaginar que o pior ainda estava por vir. Disse "ninguém", mas já me corrijo: havia uma pessoa pressentindo o pior. Seu nome? Ayrton Senna da Silva.

O maior piloto da história estava visivelmente abalado com os eventos do fim de semana.  Ele chegou a pedir a Max Mosley (então presidente da FIA) e Bernie Ecclestone (então presidente da Associação de Construtores) que cancelassem a corrida. Foi advertido severamente por isso, e não escondia o mau humor momentos antes da largada. O francês e ex-rival Alain Prost, anos depois, revelou que conversara com Senna naquele dia: "nunca havia visto Senna tão triste". Para que Ayrton estivesse deprimido em pleno dia de corrida, é porque algum grave temor realmente tomava conta de sua alma.

Infelizmente, o pressentimento de Senna se tornaria uma realidade, e aquele GP de San Marino, no lendário circuito de Imola, entraria para a história como o mais trágico de todos os tempos. Já na largada, mais um acidente: a Lotus do português Pedro Lamy atinge a Benetton do finlandês JJ Lehto, e provoca a entrada do safety car. Três voltas depois, ocorre a relargada, com os carros em movimento, e Senna mantém a ponta. O jovem alemão Michael Schumacher, que viria a ser o sucessor do gênio brasileiro, seguia em segundo. Na sétima volta, acontece a fatalidade: Ayrton Senna passa direto na curva Tamburello, que não tinha proteção de pneus. O choque com o muro de concreto, a mais de 300 km/h, constitui a imagem mais triste da história do automobilismo mundial. Era o último momento do eterno tricampeão.

A corrida seguiu, apesar da comoção geral. O pódio mais triste da história contou com o alemão Michael Schumacher em primeiro, o italiano Nicola Larini em segundo, e o finlandês Mika Häkkinen em terceiro. Nenhum sorriso, nenhuma comemoração: todos entenderam a gravidade daquele momento. Quinze anos depois, a morte de Senna ainda é a última registrada em uma corrida de Fórmula 1. Infelizmente, as reivindicações do lendário Ayrton por mais segurança para os pilotos só passaram a ser consideradas após a sua trágica morte.

Meses antes, Ayrton havia provado a todos que era, além de piloto espetacular, um ser humano fantástico: fundara o Instituto Ayrton Senna, que até hoje assiste milhares de crianças carentes no Brasil. O mito não deixou filhos, mas deixou milhões de órfãos: uma nação inteira que até hoje chora aquele primeiro de maio, o domingo que não acabou.

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Recordar é viver - A bomba de Dallas

Dallas, 9 de julho de 1994.

Vinte anos após 1974, Brasil e Holanda voltaram a se encontrar em uma Copa do Mundo. E que jogo foi a batalha de Dallas, amigos! Que jogo! A Seleção estava jogando de azul, o Carrossel vestia branco. Tudo remetia ao trágico 2 a 0 de 20 anos atrás.

A tensão dominou o primeiro tempo, com muitas chances desperdiçadas tanto pelo escrete brasileiro quanto pelo carrossel holandês. Fomos para o intervalo com um 0 a 0 que mantinha toda a adrenalina em nossas veias. No 4 de julho, a Seleção havia passado um sufoco épico para eliminar os donos da casa. A expulsão de Leonardo, por agressão, dificultou enormemente o caminho do escrete. Mas aquela cotovelada foi necessária, amigos, e hoje descobrimos por quê.

Voltemos à batalha de Dallas. Ah, que segundo tempo! Os melhores 45 minutos de todo o campeonato mundial, ou talvez os melhores 45 minutos de todos os tempos! Aldair lança Bebeto com uma folha seca de príncipe etíope de rancho. O camisa 7 domina com uma facilidade esplêndida, e toca para o meio. Quem está lá, amigos, quem? Romário, sempre ele! De primeira, sem pensar, ele chuta a pelota para as redes holandesas: 1 a 0 para o escrete!

Depois, foi a vez de Bebeto: ganhou a disputa com o zagueiro, e apareceu cara a cara com o goleiro Ed de Goeij. Com um drible mágico, nosso camisa 7 tirou o arqueiro do lance. Depois, foi só empurrar para o arco escancarado: 2 a 0 para o escrete! Na comemoração, a bela homenagem ao filho Matheus.

"Estamos vingados de 1974", pensamos, possuídos por uma ingenuidade burra e total. Nos acalmamos demais, amigos. O jogo só acaba quando termina, e uma calma exagerada sempre precede uma catástrofe. Naquela manhã dominical de Hiroshima, em 1945, estavam os habitantes imbuídos da maior tranqüilidade, e a bomba hedionda explodiu, aniquilando a tudo e a todos. Falei em bomba, e voltarei ao assunto daqui a dois parágrafos.

Dizia eu que estávamos calmos demais: o 2 a 0 nos dava o direito de tomar um gol. E foi o que aconteceu: Dennis Bergkamp se aproveitou da desatenção brazuca, e descontou: 2 a 1. Agora, o escrete não tinha mais o direito de ser vazado. Se sofrêssemos mais um golpe, iríamos para a cruel prorrogação.

Então, surge o escanteio pela esquerda. Jogada mais previsível não há: os europeus sempre utilizaram a bola na área, o famoso chuveirinho. A bola é lançada na área, e Aron Winter cabeceia para o gol de Taffarel. Gol de empate da Holanda. Minha vontade era ir para a rua, sentar no meio-fio, e chorar lágrimas de esguicho. Vejam que patético: o Carrossel Holandês mais uma vez eliminaria o escrete da Copa. Seríamos, com razão, chamados de fregueses.

E então surge Branco, o lateral do Fluminense. Os desatentos logo perguntam: "opa, o que o Branco faz em campo? Ele está mal, o Leonardo é o titular!". Acontece, amigos, que Leonardo não podia mais jogar, porque agrediu um americano em pleno 4 de julho. A façanha do Léo merece uma crônica inteira: dar uma cotovelada em um estadunidense, em território norte-americano, em pleno 4 de julho, diante dos olhos de toda a nação, é de uma coragem inexcedível. Mas Leonardo estava iluminado, e mal sabia que aquele ato era necessário.

Leonardo foi expulso contra os EUA para que Branco pudesse entrar contra a Holanda. O lateral tricolor foi buscar uma bola perdida, e conseguiu cavar uma falta na sua distância preferida. O país inteiro parou: fomos todos tomados pela angústia que antecede os momentos apoteóticos. Chegou a hora da bomba! Mas não era uma bomba cruel e horrenda como a de Hiroshima: era a bomba santa! A bomba santa de Dallas!

O poderoso chute de canhota tinha destino certo, mas também possuía um obstáculo. Por acaso do destino, Romário estava entre a bola e o gol. Exibindo um contorcionismo espetacular, o Baixinho conseguiu desviar-se da trajetória da pelota. Após passar pelo camisa 11, aquele objeto esférico não pararia mais. Nunca mais! Rede estufada, gol do Brasil! Escrete 3, Carrossel 2. Assim terminou a histórica batalha de Dallas.

E o meu personagem do jogo? Só pode ser Branco, o lateral-esquerdo do Fluminense. Sim, amigos, Cláudio Ibrahim Vaz Leal saiu do banco para a glória: entrou para fazer o derradeiro e decisivo gol. Branco soltou a bomba que explodiu em Dallas, mas destruiu a Holanda. Depois dessa vitória fantástica, não tenho mais dúvidas: o tetra será nosso.

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