Amigos, foi a mais bela vitória do escrete na Copa das Confederações. Três a zero é um placar que já fala por si só. O fato de o oponente ser a Itália amplifica o efeito da sonora goleada. E o fato de a Itália ser a atual campeã do mundo aumenta ainda mais a dimensão do feito da Seleção.
E nossos "especialistas" ainda criticam Dunga! Parece ser a atividade preferida da crônica esportiva nacional: achincalhar e descompor o técnico do escrete. A Seleção lidera as eliminatórias, atropela todos os adversários, mas nossa imprensa só quer enxergar e maximizar os defeitos de Dunga. Será que continuarão assim até a Copa do Mundo no ano que vem?
Hoje foi um massacre em Pretória, ao som das bizarras cornetas da torcida sul-africana. Kaká jogou muito: suas arrancadas feéricas que cortam o gramado em poucos segundos são impressionantes, diria até surreais. Percebi na imagem da TV um sul-africano encantado com um dos piques do camisa 10. Ele babava, amigos! Pendia de seus lábios a grossa, elástica e bovina baba da admiração. Ao mesmo tempo, seu olhar emitia um brilho ofuscante.
Outro que merece destaque é o zagueiro Lúcio. A segurança de seus desarmes e sua boa colocação em campo já não são novidade para ninguém. O que está me surpreendendo ultimamente é sua categoria, sua habilidade com a bola nos pés. Hoje, ele deu um drible desconcertante em um zagueiro italiano, e chutou na trave. Amigos, o drible foi humilhante, ultrajante, foi pior do que xingar a mãe. Não sei como o
ragazzo continuou em campo: achei que seria substituído por lesão na coluna. Por um instante, achei que tinha voltado no tempo, e que era Garrincha que vestia a camisa de Lúcio.
Escrevi sobre Kaká e Lúcio, mas chegou a hora de homenagear o personagem do domingo. Os leitores já sabem, a essa altura, que se trata de Luís Fabiano. O centroavante marcou dois dos três tentos tupiniquins, demonstrando o oportunismo de sempre. Os gols do camisa 9 hão de nos levar ao tricampeonato da Copa das Confederações. E, melhor que isso, hão de nos levar ao hexa na Copa do Mundo do ano que vem.
Nas semifinais, a Espanha encara os Estados Unidos, e o Brasil encara a anfitriã África do Sul, de Joel Santana. O Natalino é uma figura: suas entrevistas em inglês são uma das grandes atrações da Copa das Confederações. É uma pena que a imprensa brasileira prefira fazer chacota do esforço de Joel. Os sul-africanos, com um jornalismo mais maduro que o nosso, elogiam o treinador, que mostra garra na tentativa de aprender o idioma bretão.
Os mesmos que davam os EUA como eliminados me avisam que a final será Brasil x Espanha. Reconheço o favoritismo de ambos, mas prefiro esperar os resultados das semifinais. Alguns dos nossos "especialistas" garantem, babando, que a Fúria vai atropelar o escrete. Argumentam que os espanhóis não perdem um joguinho sequer desde 2006, ou 2007. Só quero saber uma coisa: desde quando triunfos passados asseguram vitórias futuras? Ainda mais quando se vai encarar a poderosa Seleção Brasileira! Nós temos cinco Copas do Mundo: o brasileiro precisa deixar de ser um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Afinal, somos os melhores do mundo, e provaremos isso mais uma vez nessa semana que está começando. Tenho o sentimento do triunfo.
PC