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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Fluminense na Bienal do Livro

Em uma iniciativa interessante, o Fluminense está participando da Bienal do Livro, com um stand no Pavilhão 4 (verde), em que estão sendo exibidos dezenas de livros escritos sobre o clube e seus atletas. O funcionamento diário é de 9h às 22h, sendo que nos sábados e domingos começa às 10h.

Vídeo - atriz Fernanda Montenegro convida os tricolores à Bienal:


Segue abaixo a programação dos eventos especiais no stand do Fluminense na Bienal:

30/08 (sexta-feira)
15h – Divulgação inédita de trechos do documentário “Ídolo Desmistificado”, que é roteirizado e dirigido pelo filho de Assis, e talk-show com ambos.
16h – Bate-papo com o jornalista tricolor José Rezende.
17h – Homenagens aos jornalistas Zuenir Ventura e João Máximo com a Medalha Nelson Rodrigues.
18h – Homenagem ao escritor Ivan Sant'anna com a Medalha Nelson Rodrigues.
Entre 19h e 21h – Relançamento da biografia e do DVD de Waldo, maior artilheiro da história do Flu, com o autor Valterson Botelho.

31/08 (sábado)
Entre 13h e 15h – Momento temático da Copa do Brasil de 2007 com as presenças de Bernardo Belfort e Pedro Carneiro, cineastas do filme oficial da conquista, e Alexandre Bittencourt, autor de um livro sobre o título.
16h – Homenagem ao escritor Guilherme Fiuza com a Medalha Nelson Rodrigues.
18h – Bate-papo com Nelsinho Rodrigues para abordar as obras de seu pai, Nelson Rodrigues.

01/09 (domingo)
Entre 12h e 15h – Relançamento do livro oficial do tetracampeonato brasileiro.
15h – Homenagens a Argeu Affonso, Carlos Santoro, Gustavo Marins de Aguiar, Jorge Wilson Magalhães de Souza, Pedro da Cunha e Menezes e Vicente Dattoli, autores do livro oficial do centenário do Fluminense.
16h – Homenagem ao músico João Barone com a Medalha Nelson Rodrigues.

02/09 (segunda-feira)
A partir de 12h – Lançamento oficial do livro “Guerreiros lance a lance”.

03/09 (terça-feira)
14h – Homenagem ao professor e escritor Ivan Proença com a Medalha Nelson Rodrigues.
17h – Homenagem ao grupo “Jovem Flu”, intelectuais tricolores que se reuniam para ver jogos do clube e combater o regime antidemocrático no início dos anos 70.
18h – Homenagens aos jornalistas Sidney Garambone e Sergio Garcia com a Medalha Nelson Rodrigues.
Entre 19h e 21h – Lançamento da segunda edição do livro do autor Sergio Trigo sobre o tricampeonato estadual de 1983, 1984 e 1985.

04/09 (quarta-feira)
Entre 16h e 18h – Relançamento de todos os livros temáticos sobre Fluminense da Maquinária Editora com as presenças de Roberto Sander e Eduardo Coelho.
17h30 – Bate-papo com os tricolores Toni Platão e Alexandre Araújo do Programa Pop Bola.
Entre 18h e 20h – Relançamento da biografia de Preguinho do autor Waldir Barbosa.
De 20h a 21h – Relançamento do livro “Fluminense Football Club – Um século de uma vitrine esportiva” do jornalista Ricardo Souza.

05/09 (quinta-feira)
18h – Homenagens ao cantor Fausto Fawcett e ao jornalista Marcelo Janot com a Medalha Nelson Rodrigues.
20h – Presença do jornalista e escritor Marlos Bittencourt com a sua obra “Escravos do jogo”.
21h – Bate-papo com o jornalista André Barcinski, coautor do filme “Saudações Tricolores”.

06/09 (sexta-feira)
16h – Homenagem à escritora Thalita Rebouças com a Medalha Nelson Rodrigues.
Entre 17h e 19h – Bate-papo com o blogueiro tricolor Gustavo Albuquerque e o escritor Marcelo Moutinho.
19h30 – Homenagens aos criadores e idealizadores do CineFoot (Festival de Cinema e Futebol) com a exibição de filmes sobre o Fluminense.

07/09 (sábado)
Entre 13h e 15h – Relançamento do livro “O Maquinista”, sobre Francisco Horta e a Máquina Tricolor, e presença do escritor e ex-jogador Zé Roberto com suas obras.
Entre 15h e 16h – Lançamento da segunda edição, atualizada, do livro “Laranjeiras Imortais”, do tricolor Marcelo Meira.
Entre 16h e 18h – Lançamento oficial do livro “Fluminense para Jovens Tricolores”, de Celso Taddei, Chico Soares e Rodrigo Macedo.

08/09 (domingo)
14h – Homenagem ao jornalista Marcos Caetano com a Medalha Nelson Rodrigues.
15h – Presença dos escritores tricolores João Marcelo Garcez e Paulo-Roberto Andel com suas obras sobre o Fluminense.
16h – Homenagem ao jornalista André Trigueiro com a Medalha Nelson Rodrigues.
18h – Relançamento do livro “Fluminense (meu) Eterno Amor” de Marcelo Pitanga.

PCFilho

sábado, 15 de janeiro de 2011

Futebol de botão no Rio de Janeiro


Amigos, foi inaugurado no Rio de Janeiro um espaço exclusivo para a prática do futebol de botão. Um dos empreendedores é o amigo Paulo-Roberto Andel, grande tricolor e leitor deste blog.

A UNIFA (União do Futebol de Mesa Associado) chega para atender a uma grande demanda dos botonistas cariocas, que não contavam com um local onde pudessem praticar diariamente.

Paulo-Roberto e seus sócios acreditam que estão contribuindo para a popularização do futebol de botão, e para sua apresentação à nova geração (posso testemunhar: toda criança fica encantada quando vê o jogo pela primeira vez).

A UNIFA funciona na Rua do Riachuelo, 199, sala 6 (esquina com Rua André Cavalcanti, quase em frente ao Supermercado Mundial). Abre todos os dias, das 10h às 21h, com preços acessíveis.

Em 23/01, começará a I Copa UNIFA, com prêmio de R$ 500,00 para o campeão. As inscrições devem ser feitas com Max, através dos telefones (21) 7864-5173 ou (21) 3591-5176.

O blog da UNIFA pode ser acessado neste link.

PC

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Eu já vi esse filme antes...

(texto do amigo Paulo-Roberto Andel, publicado originalmente no Bendito Flu)

Trinta de maio de 2007.

A maravilhosa e apaixonante torcida do Fluminense deixava o majestoso Maracanã com o gosto de féretro, após ter lotado o estádio para a primeira partida das finais da Copa do Brasil. Henrique, jogador do Figueirense, fez um golaço chutando de longe, acertando o ângulo do Perseguido (que, além das deficiências, tem o azar como sina). A mágoa daquele chute não foi desfeita pela raça de Adriano Magrão, que empatou o jogo a centímetros do fim. A família Fluminense desceu as rampas de concreto com tristeza e desesperança. Houve um engano: poucos ali se lembraram de que o Fluminense, totalmente descartado pela mídia, havia revertido três vantagens de mando de campo para chegar até a final - e que uma quarta seria possível. Segundo: o gol de Magrão era um prenúncio; um time que estivesse fadado ao fracasso não conseguiria empatar aquele jogo. E então passou uma semana, e então Roger recebeu o maravilhoso passe de Magrão, fez o gol histórico e o Fluminense nunca mais perdeu aquele título - foi o supremo campeão.

Nossa história tem essa marca. Num dos dias mais tristes de minha vida, o da perda de meu pai, duas horas depois Washington fez o inacreditável e o Fluminense conseguiu uma das maiores vitórias de todos os tempos, contra o São Paulo no Maracanã, pela Libertadores.

Cair ano passado era impossível, lembram? Vencemos dez dos treze jogos, nasceu para a história o "time de guerreiros" e o Fluminense calou boa parte de um debochado Brasil da imprensa vendida.

Além dos Tricolores, quem acreditava no gol de Antônio Carlos ao fim do jogo contra o Volta Redonda, que nos deu o grande título de 2005? Eu pergunto: quem, além de nós, acreditava que o Fluminense sairia do coma que foi a série C de 1999? Aí estamos, vivos e com saúde.

É preciso falar de 1995, quando a imprensa já tinha seu campeão oficial a seis rodadas do fim, com nove pontos de vantagem? No fim, quem ganhou os aplausos foi o eterno Renato, quem chorou de alegria e se ajoelhou nas arquibancadas do eterno Maracanã foi a torcida do Fluminense - este sim o verdadeiro centenário. Os mais adultos vão lembrar do heroico tricampeão de 1983 a 1985. Assis fez o gol do sacrilégio, o Fluminense foi campeão e vaticinaram: "É um timinho. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar". Realmente, não caiu duas, mas três vezes e com direito ao nosso segundo título brasileiro em 1984. Não éramos favoritos nem quando tivemos um time chamado Máquina. Em 1971 e 1969, os derrotados eram os grandes favoritos. Exemplos assim estão nos anos sessenta, cinquenta; nos quarenta, como o grande Fla-Flu da Lagoa. Não éramos favoritos nem no primeiro Fla-Flu, o de 1912, que vencemos por três a dois e começamos uma história sem fim. Nunca nos concederam a honra do favoritismo, nem quando tivemos nas redações o maior cronista de futebol da história: Nelson Rodrigues.

Não precisamos de favoritismo. Precisamos apenas é honrar a nossa camisa centenária, vitoriosa de verdade, acostumada por mais de um século a desafios e a vencer quando todos nos dão como fora do páreo.

O Fluminense, hoje, precisa ganhar seus três jogos e ser campeão.

É o que basta.

O poderoso Corinthians, versado e saudado pela imprensa, dirigência e arbitragens, é o grande favorito? Não ganhará seus três jogos como nós poderemos - e deveremos - fazer.

A nossa camisa não tem cheiro de favoritismo. Na verdade, o aroma dela é outro: o de títulos. Nossa sala de troféus nunca teve posters pré-datados, voltas olímpicas prévias. Nada disso. Nós somos o time da vírgula, do último suspiro, do último minuto. Noventa minutos são uma vida; nós temos duzentos e setenta para almejar uma grande conquista. Não são falácias, o que digo é tão-somente a história do Fluminense, tal como ela é. Para nós, nada acaba antes do último segundo, quanto mais um título a ser conquistado.

Quem não souber da nossa história, favor consultar - e, claro, ler - as enciclopédias sobre o assunto. A literatura a respeito é de uma fartura impressionante.

Se eu fosse do Parque São Jorge, jamais comemoraria um título antecipado tendo o Fluminense a um ponto de distância, faltando três rodadas para o fim do campeonato. Quem fez isso contra nós acabou chorando para sempre. É um erro capital. O jogo ainda não acabou.

Muito pelo contrário: ele acabou de começar.

Paulo-Roberto Andel