Contra a poderosa equipe da Rússia, de Gamova, Sokolova, Goncharova e tantas outras ovas, nas quartas-de-final, elas salvaram 6 match-points. Foram 6 jogadas decisivas, nas quais não podiam errar, sob pena de serem eliminadas do torneio. E elas não erraram, amigos. Em seis oportunidades, elas estiveram a um milímetro da derrota e da eliminação. E elas não erraram, amigos.
Cinco daquelas seis bolas foram finalizadas por Sheilla. Que atleta é esta que consegue atacar 5 vezes seguidas, proibida de errar, e acerta todas? Não é uma simples atleta, amigos. Quando falamos de Sheilla, falamos de uma semideusa do voleibol, uma versão moderna de Midas, que transforma suor em ouro.
Na semifinal, foi um passeio sobre o Japão, um time incrivelmente talentoso, que consegue superar equipes muito mais altas na base da técnica. E o Brasil de Sheilla e companhia atropelou este time como se estivesse atuando contra um conjunto juvenil.
Na final, as adversárias foram as norte-americanas. Muito se falou sobre a dignidade delas, que poderiam ter eliminado o Brasil entregando o jogo para a Turquia na primeira fase. Mas será que não foi pura estratégia delas, jogar brasileiras contra russas?
Começou o jogo decisivo, e as norte-americanas venceram o primeiro set com incrível facilidade, 25 a 11. Alguns chegaram a duvidar da reação brasileira. (O ser humano possui uma incrível capacidade de duvidar do óbvio.)
A reação brasileira veio, claro. E veio avassaladora. Dali em diante, para todo o sempre, as norte-americanas não viram mais a cor da bola.
Sheilla, Fabi, Jaque, Fernanda Garay, Fabiana, Natália, Dani Lins, Paula Pequeno, Thaísa, Adenízia, Tandara e Fernandinha. Saudemos as grandes bicampeãs olímpicas e seu comandante José Roberto Guimarães.
Em 2016, no Rio de Janeiro, virá o tri. Alguém duvida?
PC