
Do lado holandês, o candidato a protagonista da Copa do Mundo veste a camisa 10, e atende por Wesley Benjamin Sneijder. Nascido em 9 de junho de 1984, em Utrecht, o carequinha conduziu a Holanda à sua terceira final de Copa do Mundo.
Sneijder aprendeu a jogar bola no Ajax, de Amsterdam, onde chegou em 1991, aos sete anos de idade. Profissionalmente, atuou no clube holandês de 2002 a 2007, quando se transferiu para o Real Madrid. Permaneceu no clube espanhol até 2009, quando se mudou para Milão, para defender as cores da Internazionale.
Aos 26 anos, Sneijder vive o auge de sua carreira. Pela Internazionale, conquistou a Tríplice Coroa (Scudetto, Coppa Italia e Champions' League). Pela seleção da Holanda, conduz uma equipe que não perde há quase dois anos. É o homem de confiança do treinador Bert van Marwijk.
Na Copa do Mundo de 2010, Sneijder teve grandes atuações. Na primeira fase, marcou o gol da vitória sobre o Japão. Nas oitavas-de-final, fez mais um, no triunfo sobre a Eslováquia (2 a 1). Nas quartas, assinalou os dois gols da vitória sobre a Seleção Brasileira (em um deles, contando com a generosa colaboração de Júlio César e Felipe Melo). Na semifinal, Sneijder voltou a decidir, deixando seu gol no triunfo contra o Uruguai (3 a 2). Esses cinco gols fazem de Sneijder o artilheiro do Mundial, ao lado do espanhol David Villa.
Para quem acompanha o futebol europeu, o sucesso de Sneijder não é surpresa. Em 2004, ainda no Ajax, ele ganhou o Prêmio Johan Cruijff, como melhor jogador da Liga Holandesa. Em 2008, figurou na Seleção da Eurocopa. No Real Madrid, era ídolo dos torcedores, que protestaram contra sua saída em 2009.
Domingo, Sneijder tem pela frente o jogo mais importante de sua carreira. Mas, independentemente do resultado, já é um dos grandes nomes da história do futebol holandês.
PC