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terça-feira, 7 de julho de 2026

História das prorrogações e disputas de pênaltis em Copas do Mundo

Brasil e Holanda protagonizaram uma prorrogação dramática na semifinal de 1998.


Neste post, faço um balanço das prorrogações e disputas de pênaltis na história das Copas do Mundo. Das mais de mil partidas disputadas em Copas entre 1930 e 2026, 81 tiveram uma prorrogação, após empate no tempo regulamentar: 36 foram vencidas e 45 continuaram empatadas até o fim.

Entre 1930 e 1974, antes da existência das disputas de pênaltis, houve 17 prorrogações em Copas do Mundo. Duas foram ainda na fase de grupos, no regulamento peculiar da Copa de 1954 - ambas terminaram empatadas. As outras 15 foram de fato em jogos eliminatórios, das quais 11 tiveram um vencedor e 4 terminaram empatadas, sendo resolvidas em jogo-desempate posterior. Em algumas destas prorrogações, havia previsão de sorteio do vencedor na persistência do empate - felizmente nunca foi necessário.

A partir de 1978, com as disputas de pênaltis passando a constar no regulamento, houve até hoje 64 prorrogações em Copas do Mundo, das quais 25 tiveram um vencedor e 39 terminaram empatadas, sendo resolvidas nos pênaltis. O aumento substancial da proporção de prorrogações terminando empatadas é uma consequência direta da previsão de disputa de pênaltis – com ela no horizonte, os times ficam receosos em atacar e preferem esperar o insano desempate. Conclusão: as disputas de pênaltis não somente são um outro esporte que não tem nada a ver com o futebol, mas também estragam o próprio jogo…

Abaixo, a lista com todas as prorrogações (e disputas de pênaltis) da história das Copas do Mundo, até a edição de 2026.

1930:
Nenhuma partida eliminatória terminou empatada, então não foram necessárias prorrogações.

1934:
Partidas que terminassem empatadas iriam automaticamente para a prorrogação; caso a igualdade persistisse na prorrogação, um jogo-desempate seria disputado no dia seguinte.
27/05/1934 - Áustria 3 x 2 França (1 x 1 no tempo normal, Áustria 2 x 1 na prorrogação)
31/05/1934 - Itália 1 x 1 Espanha (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação; a Itália venceria o jogo-desempate por 1 x 0, no tempo normal, no dia seguinte)
10/06/1934 - Itália 2 x 1 Tchecoslováquia (1 x 1 no tempo normal, Itália 1 x 0 na prorrogação)
Total: 3 prorrogações, 2 vencidas e 1 empatada (resolvida em jogo-desempate posterior).

1938:
As regras de desempate seriam as mesmas de 1934: prorrogação e posterior jogo-desempate. O confronto entre Brasil e Tchecoslováquia, nas quartas-de-final, foi o último jogo-desempate em fase de mata-mata em Copas do Mundo.
04/06/1938 - Suíça 1 x 1 Alemanha (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação; a Suíça venceria o jogo-desempate por 4 x 2, no tempo normal, cinco dias depois)
05/06/1938 - Cuba 3 x 3 Romênia (2 x 2 no tempo normal, 1 x 1 na prorrogação; Cuba venceria o jogo-desempate por 2 a 1, no tempo normal, quatro dias depois)
05/06/1938 - Itália 2 x 1 Noruega (1 x 1 no tempo normal, Itália 1 x 0 na prorrogação)
05/06/1938 - Brasil 6 x 5 Polônia (4 x 4 no tempo normal, Brasil 2 x 1 na prorrogação)
05/06/1938 - Tchecoslováquia 3 x 0 Holanda (0 x 0 no tempo normal, Tchecoslováquia 3 x 0 na prorrogação)
12/06/1938 - Brasil 1 x 1 Tchecoslováquia (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação; o Brasil venceria o jogo-desempate por 2 x 1, no tempo normal, dois dias depois)
Total: 6 prorrogações, 3 vencidas e 3 empatadas (resolvidas em jogos-desempate posteriores).

1950:
Não havia previsão para prorrogações no regulamento, porque tanto a primeira fase quanto o quadrangular final foram disputados em chaves com a fórmula de pontos corridos.

1954:
Na Copa do Mundo com o regulamento mais exótico da história da competição, jogos empatados sempre iriam para a prorrogação, inclusive na fase de grupos, só sendo considerados de fato empatados caso a igualdade persistisse após o tempo extra. Na fase de mata-mata até as semifinais, caso o empate persistisse na prorrogação, a classificação seria decidida por sorteio; na finalíssima, caso o empate persistisse na prorrogação, seria disputado um jogo-desempate, e o sorteio só seria utilizado caso o jogo-desempate também terminasse empatado no tempo normal e na prorrogação. Felizmente, não houve necessidade de nenhum sorteio.
17/06/1954 - Inglaterra 4 x 4 Bélgica (3 x 3 no tempo normal, 1 x 1 na prorrogação; o jogo era da fase de grupos)
19/06/1954 - Brasil 1 x 1 Iugoslávia (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação; o jogo era da fase de grupos, e o empate classificou ambas as seleções)
30/06/1954 - Hungria 4 x 2 Uruguai (2 x 2 no tempo normal, Hungria 2 x 0 na prorrogação)
Total: 3 prorrogações, 1 vencida e 2 empatadas (ambas na fase de grupos, consideradas de fato empatadas para efeito de classificação).

1958:
A partir de 1958, as prorrogações voltariam a acontecer somente para desempatar partidas eliminatórias. Houve somente uma, no jogo-desempate entre Irlanda do Norte e Tchecoslováquia, para definir a segunda vaga do Grupo 1. A Irlanda do Norte venceu a prorrogação por 1 a 0, e vale ressaltar que, caso esta prorrogação terminasse empatada, a Tchecoslováquia se classificaria, por ter melhor goal-average nos jogos anteriores. Na fase de mata-mata, o regulamento era o mesmo de 1954: até as semifinais, o empate geraria prorrogação e posteriormente sorteio; na finalíssima, caso o empate persistisse na prorrogação, seria disputado um jogo-desempate, e o sorteio só seria utilizado caso o jogo-desempate também terminasse empatado no tempo normal e na prorrogação. Porém, nenhuma partida da fase mata-mata terminou empatada.
17/06/1958 - Irlanda do Norte 2 x 1 Tchecoslováquia (1 x 1 no tempo normal, Irlanda do Norte 1 x 0 na prorrogação)
Total: 1 prorrogação, 1 vencida.

1962:
Nos mesmos moldes de 1954 e 1958, haveria prorrogação para desempatar partidas na fase de mata-mata; caso persistisse o empate, nos jogos até as semifinais, a classificação decidir-se-ia em sorteio; na finalíssima, a persistência do empate após a prorrogação geraria um jogo-desempate. Porém, nenhuma partida eliminatória terminou empatada.

1966:
Valiam as mesmas regras da edição anterior: haveria prorrogação para desempatar partidas na fase de mata-mata; até as semifinais, caso persistisse o empate, a classificação decidir-se-ia em sorteio; na finalíssima, a persistência do empate após a prorrogação geraria um jogo-desempate. Somente a final foi para a prorrogação, com os anfitriões garantindo o título graças a dois gols de Geoff Hurst.
30/07/1966 - Inglaterra 4 x 2 Alemanha Ocidental (2 x 2 no tempo normal, Inglaterra 2 x 0 na prorrogação)
Total: 1 prorrogação, 1 vencida.

1970:
Novamente, valiam as mesmas regras dos torneios recentes: partidas empatadas na fase de mata-mata iriam para a prorrogação; até as semifinais, caso a igualdade persistisse após a prorrogação, a classificação se definiria em sorteio; na finalíssima, o empate em tempo normal e prorrogação geraria um jogo-desempate. Houve três prorrogações, e todas tiveram um time vencedor.
14/06/1970 - Uruguai 1 x 0 União Soviética (0 x 0 no tempo normal, Uruguai 1 x 0 na prorrogação)
14/06/1970 - Alemanha Ocidental 3 x 2 Inglaterra (2 x 2 no tempo normal, Alemanha Ocidental 1 x 0 na prorrogação)
17/06/1970 - Itália 4 x 3 Alemanha Ocidental (1 x 1 no tempo normal, Itália 3 x 2 na prorrogação)
Total: 3 prorrogações, 3 vencidas.

Placa no Estádio Azteca em homenagem ao “jogo do século”: a dramática vitória da Itália sobre a Alemanha Ocidental na prorrogação.


1974:
Com chaves disputadas em pontos corridos na primeira e na segunda fases, houve somente duas partidas eliminatórias: a decisão do terceiro lugar e a final. Como ambas foram decididas no tempo normal, não houve prorrogações nesse Mundial.

1978:
Esta foi a primeira Copa do Mundo com previsão de desempate em disputa de pênaltis. Porém, com o regulamento de pontos corridos na primeira e na segunda fase, só houve duas partidas eliminatórias: a decisão do terceiro lugar, em que o Brasil venceu a Itália no tempo normal; e a finalíssima entre Argentina e Holanda, que terminou empatada no tempo normal e foi vencida pela seleção anfitriã na prorrogação. Assim, não houve disputas de pênaltis (todos os Mundiais subsequentes tiveram pelo menos uma).
25/06/1978 - Argentina 3 x 1 Holanda (1 x 1 no tempo normal, Argentina 2 x 0 na prorrogação)
Total: 1 prorrogação, 1 vencida.

1982:
Pela primeira vez, uma partida de Copa do Mundo foi decidida em disputa de pênaltis, com a Alemanha Ocidental eliminando a França na fase semifinal.
08/07/1982 - Alemanha Ocidental 3 x 3 França (1 x 1 no tempo normal, 2 x 2 na prorrogação, Alemanha Ocidental 5 x 4 na definição por pênaltis)
Total: 1 prorrogação, 1 empatada (resolvida com disputa de pênaltis).

1986:
15/06/1986 - Bélgica 4 x 3 União Soviética (2 x 2 no tempo normal, Bélgica 2 x 1 na prorrogação)
21/06/1986 - França 1 x 1 Brasil (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, França 4 x 3 na definição por pênaltis)
21/06/1986 - Alemanha Ocidental 0 x 0 México (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Alemanha Ocidental 4 x 1 na definição por pênaltis)
22/06/1986 - Bélgica 1 x 1 Espanha (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Bélgica 5 x 4 na definição por pênaltis)
28/06/1986 - França 4 x 2 Bélgica (2 x 2 no tempo normal, França 2 x 0 na prorrogação)
Total: 5 prorrogações, 2 vencidas e 3 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

1990:
Esta Copa do Mundo quebrou o recorde de prorrogações até então: foram oito, das quais quatro decidiram os confrontos e quatro terminaram empatadas, cabendo a classificação ao vencedor das disputas de pênaltis. 
23/06/1990 - Camarões 2 x 1 Colômbia (0 x 0 no tempo normal, Camarões 2 x 1 na prorrogação)
25/06/1990 - Irlanda 0 x 0 Romênia (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Irlanda 5 x 4 na definição por pênaltis)
26/06/1990 - Iugoslávia 2 x 1 Espanha (1 x 1 no tempo normal, Iugoslávia 1 x 0 na prorrogação)
26/06/1990 - Inglaterra 1 x 0 Bélgica (0 x 0 no tempo normal, Inglaterra 1 x 0 na prorrogação)
30/06/1990 - Argentina 0 x 0 Iugoslávia (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Argentina 3 x 2 na definição por pênaltis)
01/07/1990 - Inglaterra 3 x 2 Camarões (2 x 2, Inglaterra 1 x 0 na prorrogação)
03/07/1990 - Argentina 1 x 1 Itália (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Argentina 4 x 3 na definição por pênaltis)
04/07/1990 - Alemanha Ocidental 1 x 1 Inglaterra (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Alemanha Ocidental 4 x 3 na definição por pênaltis)
Total: 8 prorrogações, 4 vencidas e 4 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

1994:
05/07/1994 - Itália 2 x 1 Nigéria (1 x 1 no tempo normal, Itália 1 x 0 na prorrogação)
05/07/1994 - Bulgária 1 x 1 México (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Bulgária 3 x 1 na definição por pênaltis)
10/07/1994 - Suécia 2 x 2 Romênia (1 x 1 no tempo normal, 1 x 1 na prorrogação, Suécia 5 x 4 na definição por pênaltis)
17/07/1994 - Brasil 0 x 0 Itália (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Brasil 3 x 2 na definição por pênaltis)
Total: 4 prorrogações, 1 vencida e 3 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

1998:
28/06/1998 - França 1 x 0 Paraguai (0 x 0 no tempo normal, França 1 x 0 na prorrogação, gol de ouro)
30/06/1998 - Argentina 2 x 2 Inglaterra (2 x 2 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Argentina 4 x 3 na definição por pênaltis)
03/07/1998 - França 0 x 0 Itália (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, França 4 x 3 na definição por pênaltis)
07/07/1998 - Brasil 1 x 1 Holanda (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Brasil 4 x 2 na definição por pênaltis)
Total: 4 prorrogações, 1 vencida com gol de ouro e 3 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

2002:
16/06/2002 - Senegal 2 x 1 Suécia (1 x 1 no tempo normal, Senegal 1 x 0 na prorrogação, gol de ouro)
16/06/2002 - Espanha 1 x 1 Irlanda (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Espanha 3 x 2 nos pênaltis)
18/06/2002 - Coreia do Sul 2 x 1 Itália (1 x 1 no tempo normal, Coreia do Sul 1 x 0 na prorrogação, gol de ouro)
22/06/2002 - Coreia do Sul 0 x 0 Espanha (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Coreia do Sul 5 x 3 nos pênaltis)
22/06/2002 - Turquia 1 x 0 Senegal (0 x 0 no tempo normal, Turquia 1 x 0 na prorrogação, gol de ouro)
Total: 5 prorrogações, 3 vencidas com gol de ouro e 2 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

2006:
24/06/2006 - Argentina 2 x 1 México (1 x 1 no tempo normal, Argentina 1 x 0 na prorrogação)
26/06/2006 - Ucrânia 0 x 0 Suíça (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Ucrânia 3 x 0 na definição por pênaltis)
30/06/2006 - Alemanha 1 x 1 Argentina (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Alemanha 4 x 2 na definição por pênaltis)
01/07/2006 - Portugal 0 x 0 Inglaterra (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Portugal 3 x 1 na definição por pênaltis)
04/07/2006 - Itália 2 x 0 Alemanha (0 x 0 no tempo normal, Itália 2 x 0 na prorrogação)
09/07/2006 - Itália 1 x 1 França (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Itália 5 x 3 na definição por pênaltis)
Total: 6 prorrogações, 2 vencidas e 4 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

2010:
26/06/2010 - Gana 2 x 1 Estados Unidos (1 x 1 no tempo normal, Gana 1 x 0 na prorrogação)
29/06/2010 - Paraguai 0 x 0 Japão (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Paraguai 5 x 3 na definição por pênaltis)
02/07/2010 - Uruguai 1 x 1 Gana (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Uruguai 4 x 2 na definição por pênaltis)
11/07/2010 - Espanha 1 x 0 Holanda (0 x 0 no tempo normal, Espanha 1 x 0 na prorrogação)
Total: 4 prorrogações, 2 vencidas e 2 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

2014:
Esta Copa do Mundo igualou o recorde de oito prorrogações de 1990, com quatro resoluções com bola rolando e quatro disputas de pênaltis.
28/06/2014 - Brasil 1 x 1 Chile (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Brasil 3 x 2 na definição por pênaltis)
29/06/2014 - Costa Rica 1 x 1 Grécia (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Costa Rica 5 x 3 na definição por pênaltis)
30/06/2014 - Alemanha 2 x 1 Argélia (0 x 0 no tempo normal, Alemanha 2 x 1 na prorrogação)
01/07/2014 - Argentina 1 x 0 Suíça (0 x 0 no tempo normal, Argentina 1 x 0 na prorrogação)
01/07/2014 - Bélgica 2 x 1 Estados Unidos (0 x 0 no tempo normal, Bélgica 2 x 1 na prorrogação)
05/07/2014 - Holanda 0 x 0 Costa Rica (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Holanda 4 x 3 na definição por pênaltis)
09/07/2014 - Argentina 0 x 0 Holanda (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Argentina 4 x 2 na definição por pênaltis)
13/07/2014 - Alemanha 1 x 0 Argentina (0 x 0 no tempo normal, Alemanha 1 x 0 na prorrogação)
Total: 8 prorrogações, 4 vencidas e 4 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

2018:
01/07/2018 - Rússia 1 x 1 Espanha (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Rússia 4 x 3 na definição por pênaltis)
01/07/2018 - Croácia 1 x 1 Dinamarca (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Croácia 3 x 2 na definição por pênaltis)
03/07/2018 - Inglaterra 1 x 1 Colômbia (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Inglaterra 4 x 3 na definição por pênaltis)
07/07/2018 - Croácia 2 x 2 Rússia (1 x 1 no tempo normal, 1 x 1 na prorrogação, Croácia 4 x 3 na definição por pênaltis)
11/07/2018 - Croácia 2 x 1 Inglaterra (1 x 1 no tempo normal, Croácia 1 x 0 na prorrogação)
Total: 5 prorrogações, 1 vencida e 4 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

2022:
05/12/2022 - Croácia 1 x 1 Japão (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Croácia 3 x 1 na definição por pênaltis)
06/12/2022 - Marrocos 0 x 0 Espanha (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Marrocos 3 x 0 na definição por pênaltis)
09/12/2022 - Croácia 1 x 1 Brasil (0 x 0 no tempo normal, 1 x 1 na prorrogação, Croácia 4 x 2 na definição por pênaltis)
09/12/2022 - Argentina 2 x 2 Holanda (2 x 2 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Argentina 4 x 3 na definição por pênaltis)
18/12/2022 - Argentina 3 x 3 França (2 x 2 no tempo normal, 1 x 1 na prorrogação, Argentina 4 x 2 na definição por pênaltis)
Total: 5 prorrogações, 5 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

2026:
29/06/2026 - Paraguai 1 x 1 Alemanha (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Paraguai 4 x 3 na definição por pênaltis)
29/06/2026 - Marrocos 1 x 1 Holanda (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Marrocos 3 x 2 na definição por pênaltis)
01/07/2026 - Bélgica 3 x 2 Senegal (2 x 2 no tempo normal, Bélgica 1 x 0 na prorrogação)
03/07/2026 - Egito 1 x 1 Austrália (1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Egito 4 x 2 nos pênaltis)
03/07/2026 - Argentina 3 x 2 Cabo Verde (1 x 1 no tempo normal, Argentina 2 x 1 na prorrogação)
07/07/2026 - Suíça 0 x 0 Colômbia (0 x 0 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação, Suíça 4 x 3 Colômbia na definição por pênaltis)
11/07/2026 - Inglaterra 2 x 1 Noruega (1 x 1 no tempo normal, Inglaterra 1 x 0 na prorrogação)
11/07/2026 - Argentina 3 x 1 Suíça (1 x 1 no tempo normal, Argentina 2 x 0 na prorrogação)
Total até agora: 8 prorrogações, 4 vencidas e 4 empatadas (resolvidas com disputas de pênaltis).

PCFilho

domingo, 21 de junho de 2026

Canobbio marca o 13º gol de um jogador do Fluminense em Copas do Mundo



Neste domingo 21, o uruguaio Agustín Canobbio marcou um dos gols do Uruguai no empate em 2 a 2 com Cabo Verde, em partida válida pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026.

Canobbio se juntou ao seleto grupo de jogadores do Fluminense que marcaram gols em Copas do Mundo enquanto atletas do clube: Preguinho, Romeu Pellicciari, Didi, Romerito, Branco, Fred e agora Canobbio.

Abaixo, a lista dos 13 gols de jogadores do Fluminense em Copas do Mundo:

Preguinho (3 gols em 1930):
⚽️ Brasil 🇧🇷 1-2 Iugoslávia 🇷🇸
⚽️⚽️ Brasil 🇧🇷 4-0 Bolívia 🇧🇴

Romeu Pellicciari (3 gols em 1938):
⚽️ Brasil 🇧🇷 6-5 Polônia 🇵🇱
⚽️ Brasil 🇧🇷 1-2 Itália 🇮🇹
⚽️ Brasil 🇧🇷 4-2 Suécia 🇸🇪

Didi (2 gols em 1954):
⚽️ Brasil 🇧🇷 5-0 México 🇲🇽
⚽️ Brasil 🇧🇷 1-1 Iugoslávia 🇷🇸 

Romerito (2 gols em 1986):
⚽️ Paraguai 🇵🇾 1-0 Iraque 🇮🇶
⚽️ Paraguai 🇵🇾 1-1 México 🇲🇽

Branco (1 gol em 1994):
⚽️ Brasil 🇧🇷 3-2 Holanda 🇳🇱

Fred (1 gol em 2014):
⚽️ Brasil 🇧🇷 4-1 Camarões 🇨🇲

Canobbio (1 gol em 2026):
⚽️ Uruguai 🇺🇾 2-2 Cabo Verde 🇨🇻

PCFilho

terça-feira, 16 de junho de 2026

Pais e filhos na Copa do Mundo



Quando Erling Haaland entrou em campo pela seleção da Noruega na Copa do Mundo de 2026, repetiu seu pai Alfie Haaland, que disputou a edição de 1994 do torneio pela equipe escandinava.

Além de Haaland, outros dois filhos de jogadores da Noruega de 1994 também estão na Noruega de 2026: Alexander Sørloth (filho de Gøran Sørloth) e Kristian Thorstvedt (filho de Erik Thorstvedt).

Ao longo da história, houve muitos outros duos de pai e filho que participaram da Copa do Mundo. Abaixo, tento listar todos os casos:

Alfie Haaland e Erling Haaland (Noruega)

▪︎ Alfie: Copa do Mundo de 1994;

▪︎ Erling: Copa do Mundo de 2026.

Gøran Sørloth e Alexander Sørloth (Noruega)

▪︎ Gøran: Copa do Mundo de 1994;

▪︎ Alexander: Copa do Mundo de 2026.

Erik Thorstvedt e Kristian Thorstvedt (Noruega)
▪︎ Erik: Copa do Mundo de 1994;

▪︎ Kristian: Copa do Mundo de 2026.

Lilian Thuram e Marcus Thuram (França)

▪︎ Lilian: três Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006);

▪︎ Marcus: duas Copas do Mundo (2022 e 2026).

Claudio Reyna e Giovanni Reyna (Estados Unidos)
▪︎ Claudio: quatro Copas do Mundo (1994, 1998, 2002 e 2006);

▪︎ Giovanni: duas Copas do Mundo (2022 e 2026).

Gregg Berhalter e Sebastian Berhalter (Estados Unidos)

▪︎ Gregg: duas Copas do Mundo (2002 e 2006);

▪︎ Sebastian: Copa do Mundo de 2026.

Zinedine Zidane (França) e Luca Zidane (Argélia)

▪︎ Zinedine: três Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006);

▪︎ Luca: Copa do Mundo de 2026.

Diego Simeone e Giuliano Simeone (Argentina)

▪︎ Diego: três Copas do Mundo (1994, 1998 e 2002);

▪︎ Giuliano: Copa do Mundo de 2026.

Pablo Paz e Nico Paz (Argentina)

▪︎ Pablo: Copa do Mundo de 1998;

▪︎ Nico: Copa do Mundo de 2026.

Gato Fernández e Gatito Fernández (Paraguai)

▪︎ Gato: Copa do Mundo de 1986;

▪︎ Gatito: Copa do Mundo de 2026.

Aldo Bobadilla e Damián Bobadilla (Paraguai)

▪︎ Aldo: Copas do Mundo de 2006 e 2010;

▪︎ Damián: Copa do Mundo de 2026.

Patrick Kluivert e Justin Kluivert (Holanda)

▪︎ Patrick: Copa do Mundo de 1998;

▪︎ Justin: Copa do Mundo de 2026.

Sérgio Conceição e Francisco Conceição (Portugal)

▪︎ Sérgio: Copa do Mundo de 2002;

▪︎ Francisco: Copa do Mundo de 2026.

Lee Eul-Young e Lee Tae-Seok (Coreia do Sul)

▪︎ Eul-Young: Copa do Mundo de 2002;

▪︎ Tae-Seok: Copa do Mundo de 2026.

Pape Sarr e Mamadou Sarr (Senegal)

▪︎ Pape: Copa do Mundo de 2002;

▪︎ Mamadou: Copa do Mundo de 2026.

Bryan Gunn e Angus Gunn (Escócia)

▪︎ Bryan: Copa do Mundo de 1990;

▪︎ Angus: Copa do Mundo de 2026.

Peter Schmeichel e Kasper Schmeichel (Dinamarca)

▪︎ Peter: Copa do Mundo de 1998;

▪︎ Kasper: duas Copas do Mundo (2018 e 2022).

Danny Blind e Daley Blind (Holanda)

▪︎ Danny: duas Copas do Mundo (1990 e 1994);

▪︎ Daley: duas Copas do Mundo (2014 e 2022).

Alexandre Guimarães e Celso Borges (Costa Rica)
▪︎ Alexandre Guimarães: Copa do Mundo de 1990;

▪︎ Celso Borges: três Copas do Mundo (2014, 2018 e 2022).

Mazinho (Brasil) e Thiago Alcântara (Espanha)

▪︎ Mazinho: duas Copas do Mundo (1990 e 1994)
;
▪︎ Thiago Alcântara: Copa do Mundo de 2018.

Javier Hernández e Javier Hernández (México)
▪︎ Javier (pai): Copa do Mundo de 1986;

▪︎ Javier (filho): três Copas do Mundo (2010, 2014 e 2018).

Miguel Reina e Pepe Reina (Espanha)

▪︎ Miguel: Copa do Mundo de 1966;

▪︎ Pepe: quatro Copas do Mundo (2006, 2010, 2014 e 2018).

Miguel Ángel Alonso e Xabi Alonso (Espanha)

▪︎ Miguel Ángel: Copa do Mundo de 1982;

▪︎ Xabi: três Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014).

Pablo Forlán e Diego Forlán (Uruguai)

▪︎ Pablo: duas Copas do Mundo (1966 e 1974);

▪︎ Diego: três Copas do Mundo (2002, 2010 e 2014).

Vladimír Weiss (Tchecoslováquia) e Vladimír Weiss (Eslováquia)

▪︎ Vladimír (pai): Copa do Mundo de 1990;

▪︎ Vladimír (filho): Copa do Mundo de 2010.

Ján Kozák (Tchecoslováquia) e Ján Kozák (Eslováquia)

▪︎ Ján (pai): Copa do Mundo de 1982;

▪︎ Ján (filho): Copa do Mundo de 2010.

Cha Bum-Kun e Cha Du-Ri (Coreia do Sul)

▪︎ Bum-Kun: Copa do Mundo de 1986;

▪︎ Du-Ri: duas Copas do Mundo (2002 e 2010).

Włodzimierz Smolarek e Ebi Smolarek (Polônia)
▪︎ Włodzimierz: duas Copas do Mundo (1982 e 1986)
;
▪︎ Ebi: Copa do Mundo de 2006.

Anders Linderoth e Tobias Linderoth (Suécia)

▪︎ Anders: Copa do Mundo de 1978;

▪︎ Tobias: duas Copas do Mundo (2002 e 2006).

Roy Andersson e Daniel Andersson (Suécia)

▪︎ Roy: Copa do Mundo de 1978;

▪︎ Daniel: duas Copas do Mundo (2002 e 2006).

Julio Montero Castillo e Paolo Montero (Uruguai)

▪︎ Castillo: duas Copas do Mundo (1970 e 1974);

▪︎ Montero: Copa do Mundo de 2002.

Jan Verheyen e Gert Verheyen (Bélgica)

▪︎ Jan: Copa do Mundo de 1970;

▪︎ Gert: duas Copas do Mundo (1998 e 2002).

Jean Djorkaeff e Youri Djorkaeff (França)

▪︎ Jean: Copa do Mundo de 1966;

▪︎ Youri: duas Copas do Mundo (1998 e 2002).

Cesare Maldini e Paolo Maldini (Itália)

▪︎ Cesare: Copa do Mundo de 1962;
▪︎ Paolo: quatro Copas do Mundo (1990, 1994, 1998 e 2002).

Roy Andersson e Patrik Andersson (Suécia)

▪︎ Roy: Copa do Mundo de 1978;

▪︎ Patrik: Copa do Mundo de 1994.

Nicolae Lupescu e Ioan Lupescu (Romênia)

▪︎ Nicolae: Copa do Mundo de 1970;

▪︎ Ioan: duas Copas do Mundo (1990 e 1994).

Manuel Sanchis e Manolo Sanchis (Espanha)

▪︎ Manuel: Copa do Mundo de 1966;

▪︎ Manolo: Copa do Mundo de 1990.

Roger Rio e Patrice Rio (França)

▪︎ Roger: Copa do Mundo de 1934;

▪︎ Patrice: Copa do Mundo de 1978.

Domingos da Guia e Ademir da Guia (Brasil)

▪︎ Domingos: Copa do Mundo de 1938;

▪︎ Ademir: Copa do Mundo de 1974.

Ademir e Domingos: único par de pai e filho a disputar a Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.


Martí Vantolrà (Espanha) e José Vantolrá (México)

▪︎ Martí: Copa do Mundo de 1934;

▪︎ José: Copa do Mundo de 1970.

Luis Perez e Mario Perez (México)

▪︎ Luis: Copa do Mundo de 1930;

▪︎ Mario: Copa do Mundo de 1950.

PCFilho

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Ivan Mariz 116



Hoje é dia de relembrar um relevante personagem antigo do futebol brasileiro, no esforço de não deixar as histórias dos nossos primeiros heróis se apagarem.

Só pelo fato de ter integrado o elenco da Seleção Brasileira na primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, o médio-esquerdo paraense Ivan Mariz já mereceria ser recordado para sempre, mas ele teve uma importância ainda maior nos primórdios do esporte no país.

Nascido em 16 de janeiro de 1910 (não em 16 de maio ou 16 de julho, como apontam os principais sites por aí), em Belém, Ivan Mariz foi um expoente do Fluminense nas décadas de 1920 e 1930, tendo participado das conquistas do Torneio Aberto de 1935 e do Campeonato Carioca de 1936.

Jogador com inteligência acima da média, Ivan Mariz foi também fiel: o Fluminense foi o único clube que ele defendeu ao longo de sua carreira no futebol. Foi o segundo futebolista a alcançar a marca de 200 jogos com A Camisa no time principal, após Fortes (seu antecessor na lateral esquerda).

Os outros uniformes que Ivan Mariz vestiu no futebol foram o da Seleção Carioca e o da Seleção Brasileira, pois era presença constante em ambas, por ser um dos melhores jogadores do país na época. Com a Seleção Carioca, conquistou o Campeonato Brasileiro de 1931; com a Seleção Brasileira, ganhou a Copa Rio Branco de 1932.

Em 9 de março de 1930, Ivan Mariz marcou seu primeiro gol com A Camisa do Fluminense, na vitória por 5 a 1 sobre o União de Teresópolis – um jogo que ficou marcado pelo acidente com o trem que levava o time tricolor de volta ao Rio de Janeiro, que acabou matando o zagueiro gaúcho Jorge Py. Ivan Mariz foi um dos feridos, mas se recuperou bem.

Coincidentemente, um dos outros gols de Ivan Mariz pelo Fluminense foi no amistoso com a Seleção Gaúcha em 13 de agosto de 1931 – jogo promovido exatamente como uma homenagem a Jorge Py, valendo inclusive uma taça com o nome do companheiro falecido.

Semanas depois, em 27 de setembro de 1931, Ivan Mariz foi o herói de um Fla-Flu: no jogo da última rodada do primeiro turno do Campeonato Carioca, em Laranjeiras, foi ele que marcou o gol da virada tricolor para 2 a 1.

Em 1933, com a transição do amadorismo para o profissionalismo no futebol carioca, Ivan Mariz seguiu atuando pelo Fluminense, sendo o primeiro capitão do time profissional e conciliando a carreira de atleta com o curso de Engenharia Civil na Escola Politécnica (hoje parte integrante da UFRJ).

Ivan Mariz teve outras aventuras bem sucedidas além das quatro linhas do campo: formou-se engenheiro, constituiu uma empreiteira responsável por muitas construções no estado do Rio de Janeiro e foi até prefeito de Magé, entre março de 1944 e abril de 1946.

Ivan Mariz faleceu aos 72 anos, em 13 de maio de 1982, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista.

No dia do 116º aniversário de Ivan Mariz, fica aqui nossa homenagem a um dos primeiros grandes nomes da história do Fluminense e do futebol brasileiro.

PCFilho

Segue abaixo a lista de jogos de Ivan Mariz pela Seleção Brasileira:
–) 27/11/1932 - Brasil 7 x 2 Andarahy
1) 04/12/1932 - Uruguai 1 x 2 Brasil
–) 08/12/1932 - Peñarol 0 x 1 Brasil
–) 11/12/1932 - Nacional do Uruguai 1 x 2 Brasil

Segue abaixo a lista com os 217 jogos e 9 gols de Ivan Mariz com A Camisa do Fluminense:
1) 08/07/1928 - Vila Isabel 0 x 1 Fluminense
2) 05/08/1928 - Fluminense 3 x 2 Botafogo
3) 09/09/1928 - Vasco 2 x 1 Fluminense
4) 23/09/1928 - Fluminense 2 x 3 Flamengo
5) 30/09/1928 - Syrio e Libanez 3 x 1 Fluminense
6) 07/10/1928 - São Cristóvão 4 x 0 Fluminense
7) 21/10/1928 - America 3 x 1 Fluminense
8) 31/03/1929 - Fluminense 0 x 0 Flamengo [CK 2 x 0] (Torneio Início)
9) 31/03/1929 - Syrio e Libanez 0 x 0 Fluminense [CK 1 x 2] (Torneio Início)
10) 31/03/1929 - America 1 x 0 Fluminense (Torneio Início)
11) 07/04/1929 - Fluminense 1 x 3 Andarahy
12) 14/04/1929 - Bangu 3 x 2 Fluminense
13) 21/04/1929 - Fluminense 4 x 1 Sport Club Brasil
14) 05/05/1929 - São Cristóvão 2 x 1 Fluminense
15) 12/05/1929 - Fluminense 3 x 1 Bonsucesso
16) 19/05/1929 - Guaratinguetá 3 x 4 Fluminense
17) 26/05/1929 - Vasco 1 x 2 Fluminense
18) 02/06/1929 - Syrio e Libanez 3 x 6 Fluminense
19) 09/06/1929 - Fluminense 1 x 0 Flamengo
20) 16/06/1929 - America 3 x 1 Fluminense
21) 10/07/1929 - Fluminense 2 x 3 São Cristóvão
22) 14/07/1929 - Fluminense 1 x 0 Botafogo
23) 21/07/1929 - Andarahy 0 x 3 Fluminense
24) 25/07/1929 - Fluminense 4 x 2 Botafogo
25) 28/07/1929 - Fluminense 1 x 0 Bangu
26) 04/08/1929 - Sport Club Brasil 0 x 0 Fluminense
27) 18/08/1929 - Fluminense 0 x 1 São Cristóvão
28) 25/08/1929 - Rio Cricket 0 x 4 Fluminense
29) 01/09/1929 - Bonsucesso 2 x 4 Fluminense
30) 08/09/1929 - América MG 0 x 4 Fluminense
31) 22/09/1929 - Fluminense 1 x 2 Vasco
32) 26/09/1929 - Fluminense 1 x 1 Syrio e Libanez
33) 06/10/1929 - Flamengo 0 x 1 Fluminense
34) 12/10/1929 - Fluminense 0 x 0 America
35) 26/10/1929 - Fluminense 2 x 0 Botafogo
36) 12/12/1929 - Vasco 1 x 2 Fluminense
37) 16/02/1930 - Fluminense de Friburgo 2 x 1 Fluminense
38) 23/02/1930 - Portuguesa SP 3 x 1 Fluminense
39) 24/02/1930 - Santos 1 x 1 Fluminense
41) 23/03/1930 - Bonsucesso 0 x 1 Fluminense (Torneio Início)
42) 23/03/1930 - America 3 x 0 Fluminense (Torneio Início)
43) 06/04/1930 - Andarahy 1 x 2 Fluminense
44) 13/04/1930 - Fluminense 2 x 3 Bangu
45) 20/04/1930 - Sport Club Brasil 4 x 3 Fluminense
46) 04/05/1930 - Fluminense 3 x 1 São Cristóvão
47) 11/05/1930 - Bonsucesso 0 x 1 Fluminense
48) 18/05/1930 - Fluminense 1 x 1 Vasco
49) 25/05/1930 - Fluminense 2 x 4 Syrio e Libanez
50) 01/06/1930 - Flamengo 0 x 1 Fluminense
51) 08/06/1930 - Fluminense 3 x 2 America
52) 01/08/1930 - Fluminense 2 x 4 Flamengo
53) 16/08/1930 - Atlético Mineiro 1 x 1 Fluminense
54) 24/08/1930 - América 2 x 3 Fluminense
55) 04/09/1930 - Fluminense 1 x 4 Vasco
56) 14/09/1930 - Botafogo 3 x 2 Fluminense
57) 21/09/1930 - Fluminense 2 x 1 Andarahy
58) 28/09/1930 - Bangu 0 x 1 Fluminense
59) 05/10/1930 - Fluminense 5 x 1 Sport Club Brasil
60) 19/10/1930 - São Cristóvão 2 x 1 Fluminense
61) 26/10/1930 - Fluminense 4 x 0 Bonsucesso
62) 09/11/1930 - Vasco 6 x 0 Fluminense
63) 20/11/1930 - Syrio e Libanez 4 x 1 Fluminense
64) 23/11/1930 - Fluminense 2 x 0 Flamengo
65) 07/12/1930 - Fluminense 2 x 2 Botafogo
66) 28/12/1930 - America 1 x 1 Fluminense
67) 08/03/1931 - Serrano 0 x 2 Fluminense
68) 15/03/1931 - Fluminense 3 x 2 Palestra Itália SP
69) 29/03/1931 - Fluminense 0 x 0 Bangu [CK 2 x 0] (Torneio Início)
70) 29/03/1931 - Fluminense 1 x 0 São Cristóvão (Torneio Início)
71) 29/03/1931 - Fluminense 0 x 0 Botafogo [CK 1 x 0] (Torneio Início)
72) 29/03/1931 - Fluminense 0 x 1 Vasco (Torneio Início)
73) 12/04/1931 - Fluminense 2 x 2 Sport Club Brasil (2º gol de Ivan Mariz)
74) 14/04/1931 - Fluminense 5 x 2 HMS Eagle
75) 19/04/1931 - Carioca 0 x 2 Fluminense
76) 26/04/1931 - Fluminense 1 x 0 Bonsucesso
77) 03/05/1931 - Fluminense 4 x 2 Santos
78) 10/05/1931 - Fluminense 0 x 1 Andarahy
79) 17/05/1931 - Vasco 1 x 2 Fluminense
80) 24/05/1931 - Bangu 1 x 0 Fluminense
81) 02/06/1931 - Fluminense 5 x 2 Vasco
82) 07/06/1931 - Fluminense 0 x 1 Botafogo
83) 14/06/1931 - America 3 x 2 Fluminense
84) 21/06/1931 - Fluminense 2 x 3 Ferencvaros
85) 09/07/1931 - Fluminense 5 x 1 America
87) 20/09/1931 - São Cristóvão 2 x 2 Fluminense (4º gol de Ivan Mariz)
88) 27/09/1931 - Fluminense 2 x 1 Flamengo (5º gol de Ivan Mariz)
89) 04/10/1931 - Sport Club Brasil 0 x 0 Fluminense
90) 11/10/1931 - Fluminense 6 x 1 Carioca
91) 18/10/1931 - Bonsucesso 1 x 1 Fluminense
92) 25/10/1931 - Andarahy 1 x 3 Fluminense
93) 08/11/1931 - Fluminense 2 x 3 Vasco (6º gol de Ivan Mariz)
94) 15/11/1931 - Fluminense 2 x 2 Bangu
95) 29/11/1931 - Botafogo 1 x 2 Fluminense
96) 06/12/1931 - Fluminense 3 x 2 America
97) 09/12/1931 - Fluminense 0 x 4 Vasco
98) 13/12/1931 - Fluminense 3 x 3 São Cristóvão
99) 20/12/1931 - Flamengo 1 x 0 Fluminense
100) 20/03/1932 - Serrano 3 x 3 Fluminense
102) 03/04/1932 - Olaria 1 x 5 Fluminense
103) 10/04/1932 - America 3 x 3 Fluminense
104) 17/04/1932 - Botafogo 0 x 0 Fluminense
105) 24/04/1932 - Fluminense 2 x 2 Bangu
106) 08/05/1932 - Bonsucesso 0 x 3 Fluminense
107) 15/05/1932 - Fluminense 4 x 3 Carioca
108) 22/05/1932 - Sport Club Brasil 2 x 1 Fluminense
109) 29/05/1932 - Botafogo 1 x 1 Fluminense
110) 02/06/1932 - São Cristóvão 1 x 3 Fluminense
111) 05/06/1932 - Fluminense 3 x 2 Vasco
112) 19/06/1932 - Fluminense 1 x 5 São Cristóvão
113) 26/06/1932 - Andarahy 2 x 1 Fluminense
114) 03/07/1932 - Flamengo 4 x 0 Fluminense
115) 10/07/1932 - Fluminense 1 x 0 America
116) 17/07/1932 - Fluminense 4 x 1 Olaria
117) 24/07/1932 - Bangu 4 x 3 Fluminense
118) 07/08/1932 - Fluminense 3 x 1 Bonsucesso
119) 14/08/1932 - Carioca 4 x 1 Fluminense
120) 21/08/1932 - Fluminense 2 x 1 Sport Club Brasil
121) 28/08/1932 - Fluminense 0 x 2 Botafogo
122) 04/09/1932 - Vasco 5 x 1 Fluminense
123) 18/09/1932 - Fluminense 2 x 1 São Cristóvão
124) 25/09/1932 - Fluminense 2 x 3 Andarahy
125) 02/10/1932 - Fluminense 1 x 1 Flamengo
126) 16/04/1933 - Fluminense 4 x 4 Corinthians (primeiro jogo do time profissional)
127) 26/04/1933 - Fluminense 1 x 4 America
128) 07/05/1933 - Fluminense 3 x 1 Vasco
129) 14/05/1933 - Fluminense 0 x 2 Bangu
130) 21/05/1933 - America 3 x 0 Fluminense
131) 28/05/1933 - Fluminense 5 x 2 Bonsucesso
132) 01/06/1933 - Fluminense 1 x 2 Flamengo
133) 04/06/1933 - Fluminense 0 x 0 Corinthians
134) 10/06/1933 - Fluminense 1 x 3 Flamengo
135) 17/06/1933 - A. A. São Bento 1 x 2 Fluminense
136) 16/07/1933 - Santos 4 x 3 Fluminense
137) 27/07/1933 - Fluminense 3 x 3 Atlético Mineiro
138) 02/08/1933 - Fluminense 4 x 2 Santos
139) 06/08/1933 - Fluminense 1 x 4 Palestra Itália SP
140) 13/08/1933 - Fluminense 2 x 0 Ypiranga SP (8º gol de Ivan Mariz)
141) 20/08/1933 - São Paulo 3 x 0 Fluminense
142) 27/08/1933 - Bonsucesso 0 x 1 Fluminense
143) 03/09/1933 - Corinthians 2 x 1 Fluminense
144) 10/09/1933 - Fluminense 1 x 1 A. A. São Bento
145) 17/09/1933 - Fluminense 2 x 0 Flamengo
146) 24/09/1933 - Fluminense 4 x 2 America
147) 08/10/1933 - Fluminense 1 x 2 Santos
148) 22/10/1933 - Vasco 0 x 1 Fluminense
149) 29/10/1933 - Portuguesa SP 2 x 2 Fluminense
150) 12/11/1933 - Fluminense 0 x 4 Bangu
151) 03/12/1933 - Fluminense 2 x 5 São Paulo (9º gol de Ivan Mariz)
152) 07/12/1933 - Fluminense 7 x 0 Ypiranga SP
153) 10/12/1933 - Palestra Itália SP 2 x 1 Fluminense
154) 14/01/1934 - Atlético Mineiro 1 x 3 Fluminense
155) 18/01/1934 - Siderúrgica 4 x 5 Fluminense
156) 20/01/1934 - Atlético Mineiro 0 x 2 Fluminense
157) 22/03/1934 - Fluminense 3 x 4 Villa Nova MG
158) 25/03/1934 - America 2 x 1 Fluminense
159) 05/04/1934 - Fluminense 6 x 2 Bangu
160) 08/04/1934 - Fluminense 1 x 3 Flamengo
161) 15/04/1934 - São Cristóvão 1 x 3 Fluminense
162) 26/04/1934 - Fluminense 1 x 2 America
163) 06/05/1934 - Fluminense 1 x 2 Vasco
164) 12/05/1934 - Fluminense 3 x 1 Bonsucesso
165) 03/06/1934 - Bangu 3 x 1 Fluminense
166) 10/06/1934 - Flamengo 2 x 2 Fluminense
167) 13/06/1934 - Fluminense 3 x 2 Flamengo
168) 17/06/1934 - Fluminense 1 x 0 São Cristóvão
169) 08/07/1934 - America 3 x 3 Fluminense
170) 11/07/1934 - Fluminense 1 x 1 America
171) 19/07/1934 - Fluminense 3 x 4 Palestra Itália SP
172) 29/07/1934 - Vasco 1 x 0 Fluminense
173) 04/08/1934 - Bonsucesso 2 x 2 Fluminense
174) 26/08/1934 - Fluminense 2 x 0 Flamengo
175) 07/09/1934 - Fluminense de Niterói 1 x 5 Fluminense
176) 16/09/1934 - Bonsucesso 2 x 4 Fluminense
177) 20/09/1934 - São Cristóvão 1 x 3 Fluminense
178) 23/09/1934 - Fluminense 0 x 2 Flamengo
179) 30/09/1934 - Fluminense 1 x 1 Vasco
180) 03/10/1934 - Fluminense 0 x 1 America
181) 07/10/1934 - Bangu 2 x 2 Fluminense
182) 11/10/1934 - Fluminense 3 x 1 Bonsucesso
183) 18/10/1934 - Fluminense 1 x 1 São Cristóvão
184) 21/10/1934 - Flamengo 2 x 1 Fluminense
185) 24/10/1934 - Vasco 4 x 1 Fluminense
186) 29/11/1934 - Fluminense 1 x 1 Bangu
187) 23/12/1934 - Bonsucesso 1 x 6 Fluminense
188) 15/01/1935 - Fluminense 4 x 3 Villa Nova MG
189) 27/01/1935 - Combinado Paranaense 1 x 0 Fluminense
190) 10/02/1935 - Flamengo 2 x 1 Fluminense
191) 17/02/1935 - Fluminense 3 x 1 America
192) 31/03/1935 - Jequiá 3 x 10 Fluminense
193) 11/04/1935 - Seleção de Niterói 1 x 1 Fluminense
194) 14/04/1935 - Fluminense de Niterói 2 x 8 Fluminense
195) 02/05/1935 - Fluminense 1 x 3 Independente SP
196) 12/05/1935 - Fluminense 3 x 3 Club de Estudantes
197) 26/05/1935 - Encouraçado Minas Gerais 0 x 7 Fluminense
198) 09/06/1935 - Fuzileiros Navais 3 x 1 Fluminense
199) 11/08/1935 - Fluminense 2 x 3 America
200) 18/08/1935 - Modesto 2 x 6 Fluminense
201) 15/09/1935 - Portuguesa SP 0 x 0 Fluminense
202) 03/11/1935 - Modesto 0 x 4 Fluminense
203) 25/03/1936 - Fluminense 2 x 1 Villa Nova MG
204) 03/04/1936 - Leopoldina Railway 1 x 11 Fluminense
205) 16/04/1936 - Jequiá 1 x 7 Fluminense
206) 19/07/1936 - Fluminense 4 x 2 America
207) 16/08/1936 - Fluminense 2 x 2 Flamengo
208) 26/08/1936 - Bonsucesso 1 x 3 Fluminense
209) 30/08/1936 - Fluminense 2 x 2 América MG
210) 08/10/1936 - Jequiá 1 x 5 Fluminense
211) 11/10/1936 - Flamengo 2 x 0 Fluminense
212) 18/10/1936 - Bonsucesso 2 x 5 Fluminense
213) 25/10/1936 - Fluminense 6 x 1 Jequiá
214) 01/11/1936 - Portuguesa RJ 0 x 4 Fluminense
215) 12/11/1936 - Portuguesa RJ 0 x 0 Fluminense
216) 26/11/1936 - Jequiá 2 x 6 Fluminense
217) 18/06/1939 - Fluminense 2 x 3 São Cristóvão

domingo, 31 de agosto de 2025

O Brasil x Chile de 1989 no Maracanã: o caso Rojas

Rojas e o rojão.

Nesta quinta-feira, 4 de setembro de 2025, a Seleção Brasileira enfrentará o Chile, no Maracanã, em partida válida pela penúltima rodada das eliminatórias da Copa do Mundo. O jogo não vale praticamente nada: a Seleção já está classificada para o Mundial da América do Norte, e o Chile não tem mais nenhuma chance de conseguir uma vaga. Será, assim, um amistoso de luxo.

A situação era muito diferente há quase exatos 36 anos: no domingo, 3 de setembro de 1989, a Seleção Brasileira enfrentava o Chile, no antigo Maracanã, pela última rodada das eliminatórias da Copa do Mundo. E ali valia tudo: quem vencesse iria para o Mundial da Itália; quem perdesse estaria eliminado.

O clima antes do jogo era de muita tensão: a Seleção Brasileira corria o risco de não jogar a Copa do Mundo, algo que jamais havia acontecido (ainda hoje não aconteceu). No jogo de Santiago (13/08/1989 - Chile 1 x 1 Brasil), os tumultos no Estádio Nacional foram tamanhos que a FIFA transferiu o jogo seguinte do Chile, contra a Venezuela, para um campo neutro, na Argentina. Os chilenos se sentiram injustiçados pela punição – e ainda encaravam a decisão no Maracanã como a chance de uma revanche de 1962, quando a Seleção os eliminou na semifinal de sua própria Copa do Mundo, no mesmo Estádio Nacional de Santiago.

A expectativa de casa cheia se cumpriu no domingo: o jogo foi disputado diante de uma daquelas multidões épicas que só cabiam no bom e velho Maracanã (hoje inimagináveis 141.072 pagantes)

Careca briga pela bola com os chilenos.

A Seleção vencia por 1 a 0, gol de Careca aos 4 minutos do 2º tempo, com assistência de Bebeto, e encaminhava sua vaga na Copa do Mundo. O otimismo, no entanto, subitamente daria lugar a uma sensação de preocupação geral, cerca de vinte minutos após o gol.

Enquanto o goleiro Roberto Rojas rolava no gramado, com sangue jorrando de sua cabeça, a torcida nas arquibancadas e cadeiras e na geral do Maracanã não podia acreditar no que estava vendo. Estávamos tão perto de carimbar o passaporte para a Itália, mas aquele foguete que alguém havia estupidamente lançado no gramado provavelmente colocaria tudo a perder.

Parecia claro que o rojão vindo do setor das cadeiras do Maracanã havia atingido Rojas em cheio. Os jogadores chilenos, transtornados, argumentavam com o árbitro argentino Juan Carlos Loustau e faziam gestos obscenos em direção aos torcedores que os vaiavam. Eles acabaram decidindo abandonar o jogo, em solidariedade ao colega ferido. Loustau aguardou o retorno dos chilenos por vinte minutos e encerrou a partida.

Rojas com o curativo na cabeça. Foto: AFP.

Nos dias seguintes, no entanto, ficou demonstrado pelas imagens que Rojas havia fingido ser atingido pelo rojão, que na verdade caiu a cerca de um metro dele. O goleiro confessou que fez um corte no próprio rosto com uma navalha que havia escondido em uma de suas luvas, concretizando um plano que havia arquitetado antes ainda do jogo (sua ideia original era simular ser atingido por uma pedra, tendo sido o lançamento do foguete em sua direção um desses acasos do destino).

Com a farsa chilena exposta, a FIFA confirmou a classificação da Seleção Brasileira à Copa do Mundo, decretando a vitória do Brasil com o placar oficial de 2 a 0 (o que me causaria dor de cabeça anos depois: como, nas estatísticas de confrontos deste blog, eu sempre considero o placar do jogo no campo (no caso 1 a 0), e a CBF considera o placar oficial (no caso 2 a 0), a divergência de um gol entre as minhas estatísticas e as oficiais persiste até hoje).

Roberto Rojas, que era goleiro do São Paulo, foi banido pela FIFA de exercer qualquer função no futebol profissional. Após diversos pedidos, a federação internacional lhe concedeu o perdão em 2001, ano em que ele curiosamente voltou a viver no Brasil, para trabalhar como preparador de goleiros do São Paulo. Ele chegou a assumir o comando técnico do clube paulista em 2003, quando conseguiu a classificação à Copa Libertadores do ano seguinte. Entre 2014 e 2015, Rojas passou por diversos problemas de saúde, em decorrência de uma grave hepatite e uma torção pulmonar. Ele recebeu um transplante de fígado em São Paulo, sobreviveu e ainda mora no Brasil.

Roberto Rojas, com o uniforme do São Paulo.

Rosenery Mello, a secretária da Light que lançou o rojão em direção ao gramado em sua primeira ida ao Maracanã, foi detida pela polícia e nos dias seguintes transformou-se subitamente em uma celebridade nacional. Aos 24 anos, a “fogueteira do Maracanã” chegou a posar nua para a Playboy: foi a capa da edição 172 da revista, em novembro de 1989, por 40 mil dólares fixos, acrescidos de um porcentual das vendas. Segundo o site do jornalista Milton Neves, ela faleceu em 4 de junho de 2011, aos 45 anos, no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, em consequência de um aneurisma cerebral.

A Playboy número 172: “estourando a festa, a nudez e a graça da fogueteira do Maracanã: Rosenery Mello”.

A seleção do Chile foi punida não só com a eliminação, mas também com a proibição de participar das eliminatórias da Copa do Mundo de 1994. Desde então, os chilenos só conseguiram chegar a outros três Mundiais: em 1998, 2010 e 2014 – e em todas as três ocasiões, foram eliminados nas oitavas-de-final, sempre pela Seleção Brasileira. Seria talvez uma daquelas “maldições” que assolam o futebol? A julgar por aquele chute de Mauricio Pinilla no travessão, no último minuto da prorrogação, eu diria que sim…

Pinilla acerta o travessão: a maldição de Rojas?

PCFilho

sábado, 21 de dezembro de 2024

Classificação histórica das Copas do Mundo (1930 - 2022)

Amigos, segue abaixo a tabela com a classificação histórica das Copas do Mundo, contabilizando os resultados das 80 seleções que já participaram do torneio, nos 964 jogos que compuseram as 22 edições, entre 1930 e 2022.

A legenda é: Part (Participações em Copas do Mundo), J (número de jogos), V (número de vitórias), E (número de empates), D (número de derrotas), GP (número de gols-pró), GC (número de gols-contra), SG (saldo de gols), PG (pontos ganhos, contando 3 para cada vitória e 1 para cada empate) e PPJ (média de pontos por jogo).

A Seleção Brasileira é a recordista em conquistas (5), participações (22), jogos disputados (114), vitórias (76), gols-pró (237), saldo de gols (129), pontos ganhos (247) e média de pontos por jogo (2,17). A Alemanha, tetracampeã, é a segunda equipe mais bem-sucedida na história da competição, sendo a única outra com média de mais de 2 pontos por jogo.



Observações:

I) os resultados da Alemanha incluem o período em que competiu como Alemanha Ocidental, entre 1950 e 1990 - no qual conquistou seus três primeiros títulos, em 1954, 1974 e 1990.

II) os resultados da Rússia incluem a história da União Soviética, até 1990. A FIFA considera a Rússia como única herdeira dos resultados da União Soviética. Os resultados da Ucrânia não incluem a história da União Soviética, apesar de o país ter sido parte integrante daquela nação.

III) os resultados da Sérvia incluem a história da Iugoslávia até 1990 e de Sérvia e Montenegro até 2006. A FIFA considera a Sérvia como única herdeira dos resultados da Iugoslávia. Os resultados de Croácia, Eslovênia e Bósnia-Herzegovina não incluem a história da Iugoslávia, apesar de estes países terem sido partes integrantes daquela nação.

IV) os resultados da Tchéquia incluem a história da Tchecoslováquia até 1990. A FIFA considera a Tchéquia como única herdeira dos resultados da Tchecoslováquia. Os resultados da Eslováquia não incluem a história da Tchecoslováquia, apesar de o país ter sido parte integrante daquela nação.

V) a Alemanha Oriental é um país que não existe mais, sendo atualmente parte da Alemanha. Os resultados da Alemanha Oriental, que participou de uma edição da Copa do Mundo (1974), não são contabilizados para a Alemanha (curiosamente, uma das partidas da Alemanha Oriental foi exatamente contra a Alemanha Ocidental).

VI) a Indonésia ainda não era um país independente quando disputou a Copa do Mundo de 1938, sob o nome de Índias Orientais Holandesas. Como foi eliminada já no primeiro jogo e nunca mais se classificou, é a única seleção que só jogou uma partida em Copas do Mundo.

VII) o Congo-Kinshasa, também conhecido como República Democrática do Congo, se chamava Zaire quando participou da Copa do Mundo de 1974 (não confundir com o Congo-Brazzaville, também conhecido como República do Congo, que até hoje não disputou uma Copa do Mundo).

VIII) a seleção da República Popular da China, que disputou a Copa do Mundo de 2002, é a representante do país com capital Pequim (Beijing) - não confundir com a seleção da República da China (Taiwan), oficialmente chamada pela FIFA de Taipé Chinês, representante do país com capital Taipé, que até hoje não disputou uma Copa do Mundo.

IX) o jogo Suécia x Áustria, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 1938, não aconteceu e portanto não está contabilizado na tabela. Este foi o único caso de W. O. da história das Copas do Mundo: a seleção da Áustria foi impedida de atuar contra a Suécia, em jogo marcado para o dia 05/06/1938, devido ao Anschluss (anexação da Áustria pela Alemanha, em 12/03/1938).

X) 11 das 80 seleções perderam todos os jogos que disputaram em Copas do Mundo: Iraque, Togo, Qatar, Indonésia, Emirados Árabes Unidos, Panamá, República Popular da China, Canadá, Haiti, Congo-Kinshasa e El Salvador. Elas estão ordenadas na tabela pelos critérios de saldo de gols e gols-pró.

XI) a tabela reflete exclusivamente os resultados obtidos com bola rolando, sejam eles no tempo regulamentar, ou no tempo regulamentar acrescido de prorrogação. Jogos que terminaram empatados e foram decididos em disputas de pênalti são contabilizados como empates. Os gols das disputas de pênalti também não são contabilizados. Dos 964 jogos na história das Copas do Mundo, 750 terminaram com um vencedor e 214 terminaram empatados. Foram assinalados ao todo 2720 gols nestas partidas.

PCFilho

terça-feira, 15 de outubro de 2024

História - Brasil x Peru


No dia 7 de julho de 2019, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira venceu o Peru por 3 a 1, na final da Copa América de 2019. Os gols foram de Everton, Gabriel Jesus e Richarlison (de pênalti) para o Brasil, e de Paolo Guerrero (de pênalti) para o Peru. Foi a primeira decisão de título entre as duas equipes.

Ao longo da história, as seleções principais de Brasil e Peru já se enfrentaram 51 vezes, com 37 vitórias brasileiras, 9 empates e 5 triunfos peruanos. Ao todo, nestes jogos, a Seleção Brasileira assinalou 110 gols e sofreu 33.

Duas partidas entre as seleções de Brasil e Peru foram válidas por Copas do Mundo. Em 1970, no México, vitória brasileira por 4 a 2, com a seleção peruana dirigida pelo lendário craque brasileiro Didi. Os gols brasileiros foram de Rivellino, Tostão (dois) e Jairzinho, e os peruanos de Gallardo e Teófilo Cubillas. Em 1978, na Argentina, novo triunfo tupiniquim, por 3 a 0, gols de Dirceu (dois) e Zico (de pênalti).

Confiram abaixo a lista com os resultados de todas as partidas entre as seleções principais de Brasil e Peru ao longo da história:
27/12/1936 - Brasil 3 x 2 Peru - Campo do Boca Juniors (Buenos Aires, Argentina)
21/01/1942 - Brasil 2 x 1 Peru - Centenário (Montevideo, Uruguai)
24/04/1949 - Brasil 7 x 1 Peru - São Januário (Rio de Janeiro)
10/04/1952 - Brasil 0 x 0 Peru - Estádio Nacional (Santiago, Chile)
19/03/1953 - Peru 1 x 0 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
01/02/1956 - Brasil 2 x 1 Peru - Centenário (Montevideo, Uruguai)
06/03/1956 - Brasil 1 x 0 Peru - Estádio Municipal (Cidade do México)
31/03/1957 - Peru 0 x 1 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
13/04/1957 - Peru 1 x 1 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
21/04/1957 - Brasil 1 x 0 Peru - Maracanã (Rio de Janeiro)
10/03/1959 - Brasil 2 x 2 Peru - Monumental de Núñez (Buenos Aires, Argentina)
10/03/1963 - Brasil 1 x 0 Peru - Félix Capriles (Cochabamba, Bolívia)
04/06/1966 - Brasil 4 x 0 Peru - Morumbi (São Paulo)
08/06/1966 - Brasil 3 x 1 Peru - Maracanã (Rio de Janeiro)
14/07/1968 - Peru 3 x 4 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
17/07/1968 - Peru 0 x 4 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
07/04/1969 - Brasil 2 x 1 Peru - Beira-Rio (Porto Alegre)
09/04/1969 - Brasil 3 x 2 Peru - Maracanã (Rio de Janeiro)
14/06/1970 - Brasil 4 x 2 Peru - Jalisco (Guadalajara, México)
04/10/1975 - Peru 0 x 2 Brasil - Estádio do Alianza (Lima, Peru) (*)
10/07/1977 - Brasil 1 x 0 Peru - Pascual Guerrero (Cali, Colômbia)
01/05/1978 - Brasil 3 x 0 Peru - Maracanã (Rio de Janeiro)
14/06/1978 - Brasil 3 x 0 Peru - Parque General San Martín (Mendoza, Argentina)
01/04/1986 - Brasil 4 x 0 Peru - Castelão (São Luís)
10/05/1989 - Brasil 4 x 1 Peru - Castelão (Fortaleza)
24/05/1989 - Peru 1 x 1 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
03/07/1989 - Brasil 0 x 0 Peru - Fonte Nova (Salvador)
18/06/1993 - Brasil 0 x 0 Peru - Alejandro Serrano Aguilar (Cuenca, Equador)
10/07/1995 - Brasil 2 x 0 Peru - Atilio Paiva (Rivera, Uruguai)
26/06/1997 - Brasil 7 x 0 Peru - Ramón Aguilera (Santa Cruz de la Sierra, Bolívia)
04/06/2000 - Peru 0 x 1 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
25/04/2001 - Brasil 1 x 1 Peru - Morumbi (São Paulo)
15/07/2001 - Brasil 2 x 0 Peru - Pascual Guerrero (Cali, Colômbia)
16/11/2003 - Peru 1 x 1 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
27/03/2005 - Brasil 1 x 0 Peru - Serra Dourada (Goiânia)
18/11/2007 - Peru 1 x 1 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
17/11/2015 - Brasil 3 x 0 Peru - Fonte Nova (Salvador)
12/06/2016 - Peru 1 x 0 Brasil - Gillette Stadium (Foxborough, EUA)
16/11/2016 - Peru 0 x 2 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
22/06/2019 - Brasil 5 x 0 Peru - Itaquerão (São Paulo)
07/07/2019 - Brasil 3 x 1 Peru - Maracanã (Rio de Janeiro)
10/09/2019 - Brasil 0 x 1 Peru - Memorial Coliseum (Los Angeles, EUA) (**)
17/06/2021 - Brasil 4 x 0 Peru - Engenhão (Rio de Janeiro)
05/07/2021 - Brasil 1 x 0 Peru - Engenhão (Rio de Janeiro)
09/09/2021 - Brasil 2 x 0 Peru - Arena Pernambuco (São Lourenço da Mata)
12/09/2023 - Peru 0 x 1 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
15/10/2024 - Brasil  x  Peru - Mané Garrincha (Brasília)

(*) No jogo de 4 de outubro de 1975, o Brasil venceu por 2 a 0 em Lima e igualou a semifinal da Copa América após a derrota por 3 a 1 em Belo Horizonte. O Peru se classificou por sorteio.

(**) O amistoso de 10 de setembro de 2019 começou pouco depois da meia-noite do dia 11 no horário de Brasília, mas no horário local (nos Estados Unidos), ainda era o dia 10.

Foto antes de um Brasil x Peru em 1957. O capitão brasileiro é Didi, que viria a ser treinador do Peru anos depois.

Flagrante de uma disputa de bola em um Brasil x Peru em 1975.

Observação: ao longo da história, houve diversos jogos entre as seleções olímpicas de Brasil e Peru, não incluídos na contagem oficial, por terem restrições de escalação. Os resultados foram os seguintes:
30/04/1960 - Peru 2 x 0 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
13/08/1960 - Peru 1 x 3 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
14/08/1960 - Peru 1 x 0 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
05/02/1962 - Peru 1 x 3 Brasil - Estádio Nacional (Lima, Peru)
20/04/1963 - Brasil W x O Peru - Parque São Jorge (São Paulo)
(no dia da estreia, a seleção peruana desistiu de disputar o torneio de futebol dos Jogos Pan-Americanos de São Paulo, e o Brasil venceu por W.O.)
18/01/1964 - Brasil 1 x 0 Peru - Estádio do Huracán (Buenos Aires, Argentina)
07/06/1964 - Brasil 4 x 0 Peru - Maracanã (Rio de Janeiro)
11/12/1971 - Brasil 1 x 0 Peru - El Campín (Bogotá, Colômbia)
29/01/1976 - Brasil 3 x 0 Peru - Arruda (Recife, Brasil)
27/01/1980 - Peru 3 x 0 Brasil - Romelio Martínez (Barranquilla, Colômbia)
26/04/1987 - Brasil 1 x 1 Peru - Ramón Aguilera (Santa Cruz de la Sierra, Bolívia)
01/02/1992 - Brasil 2 x 1 Peru - Defensores del Chaco (Asunción, Paraguai)
05/02/1994 - Brasil 1 x 0 Peru - Centenário (Armenia, Colômbia)
18/02/1996 - Brasil 4 x 1 Peru - General San Martín (Tandil, Argentina)
16/07/2015 - Brasil 4 x 0 Peru - CIBC Hamilton Pan Am Soccer Stadium (Hamilton, Canadá)
19/01/2020 - Brasil 1 x 0 Peru - Centenário (Armenia, Colômbia)

PCFilho