sexta-feira, 3 de abril de 2009

Futebol para Escanteio: World Baseball Classic


Como falei há algum tempo, o mote desta coluna são os esportes menos convencionais para nós aqui no Brasil (ou seja, tudo menos futebol). Isso não quer dizer que eu vá fazer aqui um freak-show, mas de vez em quando vou procurar informações interessantes sobre outros esportes que, algumas vezes, são bastante desconhecidos dos brasileiros. De mim, inclusive.

Hoje vou falar da Copa do Mundo... de Baseball! O WBC é o primeiro torneio de nível mundial que reúne os verdadeiros craques das Ligas dos EUA e do Japão, já que os Jogos Olímpicos são disputados pelos universitários destes países (talvez por isso o esporte foi chutado do calendário Olímpico). É organizado pela MLB (Major League Baseball, a liga americana) em parceria com ligas de outros países e associações de jogadores, e tem o apoio da IBAF (a FIFA do Baseball).

O torneio está em sua segunda edição (a primeira foi disputada em 2006) e a partir deste ano será realizada a cada quatro voltas da Terra ao redor do Sol. Em 2009 as partidas foram realizadas ao longo do mês de março, e a final foi no dia 23, em Los Angeles. O Japão sagrou-se campeão, aliás, bicampeão, já que vencera o torneio anterior.

Disputaram o certame os seguintes países:

Grupo A (O grupo dos olhos puxados):
China, Taipei, Japão e Coréia do Sul

Grupo B:
Cuba, África do Sul, Austrália e México

Grupo C:
Canadá, Estados unidos, Itália e Venezuela

Grupo D:
Holanda, República Dominicana, Panamá e Porto Rico

O Brasil, com sua grande tradição no esporte, infelizmente ficou de fora da competição.

Passaram para as quartas Coréia, Japão, Cuba, México, Venezuela, Holanda, Porto Rico e EUA. Os confrontos das semifinais foram Japão x Venezuela e Coréia x EUA.

A finalíssima, disputada no estádio dos LA Dodgers, foi entre Coréia do Sul e Japão. As duas equipes haviam se enfrentado duas vezes na primeira fase, com uma vitória para cada lado. O grande jogo seria, então, o tira-teima entre das duas equipes. E com grande atuação do MVP Daisuke Matsuzaka, o Dice-K, que já rendeu uma boa graninha em apostas loucas no Sportingbet, os japoneses derrotaram os coreanos.

Não vou entrar nos detalhes das partidas, até porque não entendo muita coisa. O que posso dizer é que a vitória japonesa por 5 a 3 na partida derradeira só foi concretizada no décimo inning, já que, no inning anterior, que seria o último, os coreanos conseguiram empatar o jogo em 3 a 3. Ou seja, emoção até o fim!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Personagem da quinta-feira - Tartá

Amigos, a pelada do Maracanã teve uma estrela: Tartá. Vejamos o resultado: insosso empate de 2 a 2 dos reservas do Fluminense com os titulares do Boavista. Não me canso de repetir: o empate é a derrota mútua das duas equipes. Não é à toa que vinte e dois jogadores molham suas camisas durante noventa minutos: é para descobrir qual dos dois times é o melhor. Se o resultado é um empate, esse objetivo é frustrado. E assim todos saem insatisfeitos: os times, as torcidas, o juiz, os bandeirinhas, os gandulas, os reservas e os massagistas. O espectador deveria ter o direito de pedir o dinheiro do ingresso de volta.

Bom, a partida terminou empatada, mas pelo menos houve gols: dois para cada lado. E foi aí que brilhou Tartá: o menino marcou os dois gols tricolores. Fosse escalado não ele mas um perna-de-pau, e o Fluminense teria perdido vergonhosamente. Examinemos agora o nome do garoto: Tartá. Na certidão de nascimento, está escrito Vinicius, mas os colegas o chamam de Tartá, porque o acham parecido com uma tartaruga. Trata-se de um nome impactante: Tartá. Isso é importante para um jogador, ou melhor, para qualquer pessoa. O nome forja uma personalidade. Imaginem se Napoleão não se chamasse Napoleão: o ex-imperador francês teria sido muito menos napoleônico do que realmente foi.

Por ter evitado o vexame da derrota pó-de-arroz, e por possuir um apelido que o levará longe, Tartá é o meu personagem desta quinta-feira.

Já me sopram ao ouvido: o Fla-Flu de domingo é mero amistoso. Não, amigos, não é, não! Fla-Flu é sempre Fla-Flu. Flamengo e Fluminense farão uma dessas partidas imortais. Quem for ao Estádio Mário Filho verá.

PC


A noite de Luís Fabiano

Amigos, ontem o Beira-Rio presenciou a noite de Luís Fabiano. Não é qualquer um que, envergando a amarelinha, consegue uma atuação dessas. O manto do escrete pesa, amigos. Ser bom jogador não é suficiente: para se ter uma grande atuação na Seleção, é preciso algo mais. Luís Fabiano Clemente, o Fabuloso, mostrou exatamente isso ontem: ele possui o "algo mais".

Vejamos o primeiro gol: que categoria, amigos, que categoria! Fabuloso, vá cobrar um pênalti bem assim lá na China! Ou melhor, lá na África do Sul! No empate em Quito, desconfio que Júlio César garantiu a camisa número 1 do escrete para 2010. Ontem, foi a vez de Luís Fabiano: depois do show em Porto Alegre, a camisa 9 tem dono.

Antes ainda de se completar meia hora de jogo, o nosso centroavante demonstrou que possui o faro do gol: fez 2 a 0. Os idiotas da objetividade - sempre eles - dizem, com uma baba elástica e bovina pendendo dos lábios: "ele estava impedido". O video-tape dá razão a eles: após analisá-lo, não resta a mínima dúvida, o Fabuloso estava mesmo em posição ilegal. É por isso que eu concordo com o Nelson Rodrigues: o video-tape é burro. Muito burro, amigos. Se o bandeirinha fosse burro como o replay, teria feito a estupidez de marcar a infração. Nessa hipótese trágica, o segundo gol do escrete simplesmente não aconteceria. Perceberam como o bandeirinha deixou de cometer um crime contra o futebol?

No segundo tempo, Felipe Mello fez o terceiro gol, mas Luís Fabiano tem tanto mérito quanto ele. O Fabuloso puxou a marcação, deixando o caminho livre para a arrancada do volante. Esta é a outra função do centroavante, que não serve só para fazer gols. Por ter marcado dois gols e participado do terceiro, Luís Fabiano Clemente é o meu personagem de hoje.

Nossa imprensa maléfica esculhambou Dunga após o empate de Quito. Não entendo o comportamento dos nossos cronistas esportivos: o escrete é o seu ganha-pão, e mesmo assim eles querem ver a caveira do escrete. Trata-se de um paradoxo tremendo. Que mal há no empate contra o Equador? Nenhum, amigos, nenhum! Não se deve menosprezar a altitude. Maradona que o diga: foi fazer propaganda da altitude, e a Bolívia enfiou-lhe seis gols goela abaixo, em La Paz. A acachapante derrota argentina para a fraca Bolívia mostra que a altitude faz muita diferença. E é exatamente por isso que eu defendi que o empate em Quito foi um resultado excelente. O que importa é ir à Copa do Mundo, leitores! E a classificação da Seleção está muito bem encaminhada. Repito: vamos à África do Sul, e lá engoliremos todos os adversários. O hexa atravessará o Atlântico, e será muito bem recebido pelo povo, no Aeroporto Santos Dumont. Está escrito.

PC


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Bolívia 6, Argentina 1

Acompanhe os melhores momentos do massacre da Bolívia sobre a Argentina, hoje à tarde, em La Paz. Para os que estavam reclamando da atuação brasileira em Quito...


Curiosidade sobre o placar de hoje: é a maior derrota dos hermanos desde a Copa de 1958, quando perderam para a Tchecoslováquia,
também por 6 a 1.


PC

Esquenta - Fluminense x Boavista


Já classificado para as semifinais da Taça Rio, o Fluminense entra em campo nesta quinta, às 15:45, para enfrentar o Boavista de Bacaxá, no Maracanã. O técnico Carlos Alberto Parreira escalará um time misto. Entre os titulares, apenas os laterais Mariano e Leandro jogarão. O time deve começar com: Ricardo Berna, Mariano, Cássio, Digão e Leandro; Wellington Monteiro, Maurício, Marquinho e Tartá; Maicon e Roger. O objetivo do pé-de-uva é continuar com os testes no elenco. Segundo o treinador tetracampeão, o elenco está inchado, com 33 jogadores, enquanto o número ideal seria 26.

No Boavista, antigo Barreira, ainda há esperanças de classificação às semifinais. O volante Fernando Bob, emprestado pelo Fluminense ao Boavista, poderá jogar, após acordo entre as diretorias. Jorge Perreco, técnico do Boavista, também terá o reforço de mais três jogadores: o volante Cocito, o lateral-esquerdo Hamilton e o atacante Tony voltam à equipe após cumprir suspensão contra o Madureira. Os volantes Thiaguinho e Mancuso e o zagueiro Bruno Costa se encontram lesionados, e não jogarão contra o Tricolor. A escalação provável da equipe de Saquarema é: Vinicius; Rogério Rios, Santiago, Pessanha e Hamilton; Cocito, Fernando Bob, Leandro Cruz e Têti ; Edson Di e Tony.

Ingressos: à venda somente no Maracanã, a partir das 10:00.
Transmissão: o jogo será transmitido pela TV Globo e pelas rádios Globo e Tupi.
Dicas sobre como chegar ao Maracanã: as linhas de ônibus 132B, 134B, 232, 238, 239, 241, 247, 254, 260, 266, 267, 268, 269, 383, 423D, 432, 433, 434, 435, 438, 455, 456, 457, 464, 487L, 488L, 489L, 606, 621, 622, 627, 629, 630, 638, 639, 665, 703D, 711 e 725D levam ao Maior do Mundo. Além disso, há a opção dos trens da Supervia: saltar na estação Maracanã. Também há as estações da linha 2 do metrô: São Cristovão (entrada do Bellini) e Maracanã (entrada da UERJ).

A profecia do blogueiro é: Fluminense 4, Boavista 0. Deixe a sua nos comentários! Relembro aos leitores que cada comentário postado significa um ponto no sorteio de camisa retrô que faremos em julho.

PC

terça-feira, 31 de março de 2009

Quase classificado

Água mole em pedra dura tanto bate até que o juiz marca um pênalti, o Flamengo vence o Americano e praticamente assegura a vaga para as semifinais da Taça Rio.

O magro escore não reflete em nada o que foi o jogo; o Rubro-Negro pressionou o tempo todo. Como na partida anterior, o time roubou várias bolas no meio-campo e criou várias oportunidades de marcar. Mas a “pedra dura” foram os chutes fracos ou por sobre a meta do alvinegro do Parque Tamandaré. Por mais que o Fla tentasse, a bola teimava em não entrar.

O time de Campos teve pouquíssimas oportunidades, aproveitando os contra-ataques gerados quando o time da Gávea se lançou ao ataque na etapa final. Se não fosse por duas jogadas mais perigosas que obrigaram o Bruno a trabalhar, o uniforme do nosso arqueiro estaria tão branco quanto estava ao entrar no gramado. Gramado que, diga-se de passagem, merece os parabéns. Choveu à tarde e durante toda a partida, e a bola continuava rolando redondinha.

O jogo foi bem tranquilo para o Flamengo, a única dificuldade era mesmo balançar as redes. Erick Flores fez mais uma boa partida, mas não conseguiu ser tão objetivo quanto das outras vezes. Kléberson também jogou bem, mas acabou dando lugar ao Maxi, que, novamente, botou fogo no jogo com sua movimentação no ataque. Ibson e Juan é que não estavam muito felizes e erravam bastantes passes e finalizações.

Em jogada do primo do Messi pela direita, o zagueirão campista Anderson resolve dar uma mãozinha e mete o mãozão na bola. Pênalti, que os idiotas da subjetividade vão dizer que não foi intencional, que ele não podia arrancar o braço, etc, e os idiotas da objetividade vão dizer que houve um lance idêntico no primeiro tempo e o árbitro mandou seguir. O que importa é que Juan cobrou o pênalti, tirou o zero do placar e o Flamengo praticamente carimbou o passaporte para a próxima fase. Apenas uma desastre tira a vaga da Gávea, já que o saldo de gols do Mengão é bem superior ao de Bangu e Macaé.

Com isso, o Clássico das Multidões no fim de semana promete ser um belo amistoso entre Fla e Flu, que já estarão com a cabeça em um possível embate entre ambos na disputa pela vaga na final da Taça Rio.

Esquenta - Brasil x Peru


Quarta-feira, às 22:00, a Seleção enfrenta o Peru, no Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre. O técnico Dunga não poderá contar com o lateral-direito Maicon, suspenso: Daniel Alves entra em seu lugar. A boa notícia é a volta de Kaká, que já parece recuperado da lesão que o afastou do empate de Quito. Provavelmente, Elano sairá do time, mas há também a possibilidade de Ronaldinho ir para o banco. Dessa forma, o escrete deve jogar com: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Luisão e Marcelo; Gilberto Silva, Felipe Mello, Ronaldinho (Elano) e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.

Os dois desfalques peruanos são Vargas (suspenso por expulsão na última partida) e Paolo de la Haza (suspenso por dois cartões amarelos). A provável escalação do Peru para o jogo no estádio do Inter é: Leao Butrón; Amilton Prado, Alberto Rodríguez, Carlos Zambrano e Juan Carlos La Rosa; Rainer Torres, Nolberto Solano, Miguel Torres e Luis Alberto Ramirez; Daniel Chávez e Johan Fano. A equipe vem de derrota para o Chile em Lima, mas o técnico José Guillermo "Chemo" del Solar não esconde que o empate é um bom resultado contra o Brasil. Aliás, a imprensa peruana assegura que ele pedirá demissão em caso de derrota. É bom lembrar que o futebol peruano vive a pior crise de sua história. Problemas de bastidores quase retiraram a equipe das eliminatórias em dezembro, e a crise politica mostra seus reflexos dentro de campo. A equipe blanquirroja é a lanterninha das eliminatórias sul-americanas, e dificilmente conseguirá vaga na Copa da África do Sul.

O juiz do jogo será o argentino Sergio Pezzota. Ele será auxiliado por Gustavo Esquivel e Diego Romero. O quarto árbitro será Gabriel Favale. Os três também são da terra de Perón.

O palpite do blogueiro é Brasil 5 x 0. Deixe a sua profecia nos comentários.

PC

segunda-feira, 30 de março de 2009

Pré-jogo: Americano x Flamengo


Nesta terça-feira o Flamengo enfrenta o Americano no estádio Godofredo Cruz, em Campos, às 19:30, pela penúltima rodada da Taça Rio. O time Rubro-Negro busca garantir a classificação antecipada (em caso de dois tropeços entre Botafogo, Bangu e Macaé), enquanto o Glorioso do Parque busca assegurar sua vaga na Série D do Brasileirão.

O último confronto entre as duas equipes foi no dia 09/03/08, pela segunda rodada da Taça Rio do ano passado. O Rubro-Negro venceu por 3 a 1 no Maracanã, com dois gols de Thiago Sales e um de Maxi; Jessé descontou para o alvinegro do Parque Tamandaré. O jogo marcou o retorno do camisa dez Renato Augusto, que se recuperava de uma cirurgia no rosto.

- Escalação:

O time de Campos terá o retorno do zagueiro Anderson, que cumpriu suspensão na partida contra o Friburguense. O Cano deverá entrar em campo com a seguinte formação: Jefferson; Elson, Anderson e Carlão; Paulo Henrique, Siller, Renan (Kim), Eberson e Ernani; Diego Sales e Kieza. Técnico: Toninho Andrade.

Já a equipe da Gávea tem um desfalque importante: Zé Roberto não se recuperou das dores na coxa e está fora do jogo. O Mestre Cuca ainda não definiu como armará a equipe; pode escalar Erick Flores no ataque ou colocar o argentino Maxi, mantendo a nossa jovem revelação no meio-campo e recuando Ibson. O time que entra em campo deverá ser o seguinte: Bruno; Everton Silva, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Willians, Aírton (Kléberson ou Jônatas), Ibson e Léo Moura; Erick Flores (Maxi) e Josiel. Técnico: Alex Stival.

- Trio de Arbitragem:

O árbitro da partida será Felipe Gomes da Silva (o mesmo que apitou a semifinal da Taça GB entre Flamengo e Resende), auxiliado por Jackson Lourenço Massarra dos Santos e Luiz Felipe Scofield Guerra Costa.

- Como Chegar:

Não conheço a cidade de Campos dos Goytacazes, mas o nosso amigo Google mostra onde fica o estádio. Partindo do Centro, a melhor maneira de chegar de ônibus ao Godofredo Cruz é pegar, na Av. 28 de Março o Penha-Pecuária sentido Pecuária, ou na Av. 15 de Novembro (Beira Rio) pegar Parque dos Rodoviários, Tapera ou Parque Santo Amaro.


Exibir mapa ampliado

- Ingressos:

Os ingressos para a partida já estão à venda e custam R$20,00 (R$10,00 a meia-entrada). No dia do jogo poderão ser comprados nas bilheterias do estádio.

- Transmissão:

O jogo será transmitido pelo pay-per-view do PFC e também pelas rádios Globo e Tupi.

- Pitacos:

Meu palpite para o jogo é vitória fácil do Mengão, por 3 a 0. Três gols de Josi-créu!

domingo, 29 de março de 2009

Empate em Quito

Amigos, vejamos o que foi o primeiro tempo: um amplo domínio do Equador. O escrete não conseguia se livrar do sufoco. A equipe local usava e abusava de sua principal arma: a altitude de Quito. Para quem não está acostumado, a bola viaja mais rápido, e o ar entra com mais dificuldade nos pulmões. Assim, foram chutes e mais chutes de longa distância contra os arcos defendidos por Júlio César.  Júlio César é um bom goleiro, e provou isso hoje: praticou defesas impossíveis, e teve as traves como santas companheiras. Em suma, o ex-goleiro do Flamengo foi uma bastilha inexpugnável, garantindo o zero equatoriano no placar até o intervalo.

No segundo tempo, a mesma história se repetiu: o Equador acuava a Seleção em seu campo defensivo, e o arqueiro da Internazionale praticava seus milagres. Quando a bola passava por ele, esbarrava na trave, ou ia direto para fora. Toda grande equipe começa por um grande goleiro, e o escrete verde-amarelo está bem servido nesse quesito. Digo mais: todo grande goleiro possui sorte, e Júlio César não foge da regra.

"Quem não faz, leva", todos sabemos. Foi o que aconteceu com o Equador em Quito: perdeu tantos gols que acabou por sofrer um. Júlio Baptista acabara de entrar, e venceu Cevallos. Sair do banco para fazer o sagrado gol tupiniquim: este era o destino de Júlio Baptista hoje.

Se antes do gol a equipe local já atacava, depois vocês já podem imaginar. Os dez jogadores de linha do Equador eram só ataque, e o Brasil se defendia com todos os seus onze. Até que, aos 44 do segundo tempo, ocorre a jogada fatal. Júlio César opera um milagre, mas não impede o gol no rebote. O 1 a 1 seria o placar final da partida de Quito. Meu palpite estava correto, mas eu já sabia: estava escrito desde antes do nada que, na tarde de 29 de julho, o Brasil e o Equador empatariam em 1 a 1.

Já escuto nas rádios e TVs: "a Seleção é a pior do mundo! A pior!". Não entendo tanta lamentação com o empate em Quito. Trata-se de um excelente resultado, pois jogar contra a altitude não é fácil. Além disso, o Equador tem sido bastante produtivo, depois da mudança de treinador. Tem mais: estamos na zona de classificação à Copa. O empate é, pois, um excelente resultado. O escrete caminha para o hexa, amigos. Não deem ouvidos à imprensa, que quer ver a caveira de Dunga: a Copa da África do Sul será nossa. O escrete engolirá Holandas, Argentinas, Alemanhas, Itálias e até Franças, e trará a taça para nós. Está escrito, desde antes do nada.

PC

Uma caixinha de surpresas


Há cinquenta e cinco anos uma equipe estreante não fazia uma dobradinha logo na sua primeira prova. Mas hoje, a “Fênix-Brawn GP” conseguiu o feito, com a vitória de Jenson Button e o segundo lugar de Rubens Barrichello. Como eu já tinha adiantado ontem, seria uma surpresa se isso não ocorresse, dada a superioridade da equipe inglesa. Mas tudo o que se passou entre a largada e a antepenúltima volta tornaram esse resultado surpreendente.


Os deuses da velocidade são como os deuses do futebol: eles também têm seus caprichos. Estava muito evidente o que iria acontecer, e isso não os interessava. Resolveram, então, apimentar as coisas. Assim que as luzes vermelhas se apagaram, eles seguraram o carro do Rubinho, fazendo com que ele fosse lá para o meio da confusão da primeira curva. Ele recebeu um toque na asa dianteira, que comprometeu seu desempenho até que ela fosse trocada durante o pit-stop. Com isso, o piloto brazuca resolveu encher o tanque e guardar suas forças para o final.


Enquanto isso, Jenson Button desenhava sua vitória de ponta a ponta. Não sofreu ameaças em momento algum. Sebastian Vettel o seguia a distância, mantendo a vice-liderança da prova, e a terceira posição passeava por vários pilotos. Entre eles, Felipe Massa, que teve atuação discretíssima e sequer completou a prova. O mesmo ocorreu com seu companheiro Kimi Raikkonen, que só não foi mais discreto porque beijou o muro. Quem também teve um encontro com a parede foi o japonês Nakajima, da Williams, equipe que foi, assim como a Ferrari, a grande decepção da corrida. Rosberg, que era um dos favoritos, mal chegou aos pontos.

Chegamos às voltas derradeiras. Com pneus macios, que têm um desempenho bem inferior aos mais duros, Vettel ia sustentando a segunda posição, enquanto Robert Kubica, que apareceu sabe-se lá de onde, com os pneus mais vantajosos, se aproximava A ultrapassagem seria inevitável. Mas os deuses da velocidade sabiam que a juventude (e de certa forma inexperiência) de ambos daria o toque desejado ao final da corrida. Literalmente.

O piloto polonês da BMW forçou a ultrapassagem, mas o piloto alemão da Red Bull resolveu não deixar barato. Mas a manobra acabou saindo cara demais para ambos, que se tocaram, rodaram, bateram, espalharam pedaços para todos os lados, e presentearam a Brawn com a tão esperada dobradinha.


Hamilton, no sapatinho, chegou em quarto, enquanto Trulli fez valer o difusor da sua Toyota e completou o pódio. Mas o italiano foi punido por uma ultrapassagem irregular e o atual campeão conseguiu a proeza de ficar em terceiro. Alonso conseguiu arrastar sua Renault aos pontos e Nelsinho Piquet, com problemas de freios foi parar na caixa de britas.

Um começo de temporada cheio de polêmicas, e também de emoções até o final. A pergunta que não quer calar é: “Até quando vai o domínio da Brawn?”. Eu digo: que seja eterno enquanto dure, pois essa equipe já nasceu fazendo História.

RESULTADO FINAL DO GRANDE PRÊMIO DA AUSTRÁLIA 2009:

1º - Jenson Button (ING) Brawn-Mercedes - 58 voltas em 1h34m15s784
2º - Rubens Barrichello (BRA) Brawn-Mercedes - a 0s807
3º - Lewis Hamilton (ING) McLaren-Mercedes - a 2s914
4º - Timo Glock (ALE) Toyota - a 4s435
5º - Fernando Alonso (ESP) Renault - a 4s879
6º - Nico Rosberg (ALE) Williams-Toyota - a 5s722
7º - Sebastien Buemi (SUI) Toro Rosso-Ferrari - a 6s004
8º - Sebastien Bourdais (FRA) Toro Rosso-Ferrari - a 6s298
9º - Adrian Sutil (ALE) Force India-Mercedes - a 6s335
10º - Nick Heidfeld (ALE) BMW Sauber - a 7s085
11º - Giancarlo Fisichella (ITA) Force India-Mercedes - a 7s374
12º - Jarno Trulli (ITA) Toyota - a 26s604 (punido com 25s)
13º - Mark Webber (AUS) Red Bull-Renault - a uma volta
14º - Sebastian Vettel (ALE) Red Bull-Ferrari - a duas voltas (acidente)
15º - Robert Kubica (POL) BMW Sauber - a três voltas (acidente)
16º - Kimi Raikkonen (FIN) Ferrari - a três voltas (mecânico)

Não completaram:

Felipe Massa (BRA) Ferrari - a 12 voltas (mecânico)
Nelsinho Piquet (BRA) Renault - a 32 voltas (saída de pista)
Kazuki Nakajima (JAP) Williams-Toyota - a 40 voltas (acidente)
Heikki Kovalainen (FIN) McLaren-Mercedes - a 57 voltas (acidente)

Volta mais rápida:
Nico Rosberg (ALE) Williams-Toyota - 1m27s706, na 48ª volta

Próxima etapa: GP da Malásia, dia 05/04.



EDIÇÃO: HAMILTON É DESCLASSIFICADO E TRULLI VOLTA AO TERCEIRO LUGAR.

O doce, santo e tricolor último minuto

Amigos, o clássico vovô foi sensacional, épico, cardíaco, espetacular, magnífico, e qualquer outro adjetivo que o leitor possa imaginar. Houve muita confusão do lado de fora, mas isso não é futebol e eu escrevo sobre o esporte bretão, não sobre violência.

Vou logo descrever o jogo, que é o que importa. Ressalto que escrevo antes de ver e analisar o video-tape. Para falar a verdade, eu quase nunca vejo o video-tape, porque ele é burro, como já dizia o Nelson Rodrigues,

Voltemos à partida. O juiz, um tal de Gutemberg, queria porque queria decidir a partida. Inventou, na cara dura, um pênalti para o Botafogo, já no segundo tempo. Maicosuel, com paradinha, fez 1 a 0. No minuto seguinte, um jogador do Botafogo corta um cruzamento com a mão, dentro da área. O tal Gutemberg, firme na sua decisão de favorecer o Botafogo, ignorou solenemente o fato. Um pouco depois, completou o serviço: expulsou o zagueiro tricolor Edcarlos. Eu disse que ele completou o serviço, mas faz-se necessária uma correção: ele achou que havia completado o serviço.

Quem não acharia? O alvinegro vencia por 1 a 0, e tinha um homem a mais em campo. Ora, o clássico estava praticamente decidido. Eis que, em jogada individual, o garoto Alan, que havia entrado pouco antes, acertou um chute cruzado da ponta-direita: belo gol que consolidou a trajetória de Alan no match de hoje: do banco para a glória, amigos, do banco para a glória!

Ainda assim, havia tempo para o Botafogo, com um a mais, conseguir a vitória. Mas o tempo foi passando e o gol alvinegro não saía. Eu, na arquibancada, me lembrei da sagrada frase de meu irmão: "o último minuto é tricolor". "Doce, santo e tricolor", completo eu. Eis que, no sagrado último minuto, acontece uma falta para o Fluminense, na entrada da área. Na cobrança de falta, Conca desfere o chute fatal: gol do Fluminense, o gol da virada tricolor! Meu irmão estava certo: o último minuto é mesmo pó-de-arroz. Hoje, quem esteve no Estádio Mário Filho viu e sentiu. O Botafogo não sabia disso, e acabou perdendo um clássico que estava ganho.

Eis o meu personagem do sábado: o doce, santo e tricolor último minuto!

PC


sábado, 28 de março de 2009

Flamengo 4 - A Revanche


Amigos, hoje no Engenhão vimos uma atuação magnífica do Flamengo, defensiva e ofensivamente. Marcando sempre no campo adversário, o Rubro-Negro não deixava o Resende ficar com a bola, e com várias roubadas e finalizações, conseguiu uma bela vitória por 4 a 0.

Os idiotas da objetividade (sempre quis dizer isso!) vão dizer que o jogo só foi fácil porque o Resende teve um jogador expulso. Pois eu digo que eles estão errados. Estava escrito que o Flamengo ia vencer o jogo de hoje, e se vingaria, na bola, da derrota para o alvinegro nas semifinais da Taça Guanabara.

Desde o princípio o time de Gávea dominou as ações do jogo, e só não abriu o placar no primeiro tempo por conta da ótima atuação do goleiro Cléber, e do fraco aproveitamento nas finalizações. Se o Resende teve uma única chance de fazer alguma coisa no jogo, foi muito.

Aos 28 minutos, Erick Flores (que teve outra boa atuação) fez uma linda jogada e foi derrubado por trás por Márcio Gomes, que recebeu o cartão vermelho direto. Talvez o árbitro tenha exagerado, mas isso só serviu para que o jogo ficasse mais parecido com o encontro anterior das equipes, quando o Fla é que teve um jogador expulso ainda na etapa inicial.

Veio o segundo tempo e o Mengão mostrou que não estava para brincadeira. Aos três minutos o operário da pequena área Josiel marcou o primeiro, após belíssima troca de passes entre Ibson, Juan e Zé Roberto. Sem deixar o Resende respirar, Josiel interceptou passe no meio-campo, lançou para a corrida de Everton Silva, que tentou cruzar novamente para o camisa nove. Mas o goleiro cortou e a bola sobrou para o Zé-da-Gávea empurrar para a rede.

Juan ainda está devendo uma atuação como as que o levaram para a Seleção no ano passado. Mas mostrou que ainda tem malandragem de sobra: cobrou uma falta rapidamente para Josi-créu, que acertou um improvável petardo de fora da área, lá no cantinho. O goleiro voou, mas não conseguiu evitar o primeiro gol do novo artilheiro do campeonato de fora da área em muito, muito tempo.

A única coisa ruim do jogo foi a saída do nosso camisa dez: num chute maroto, que quase pegou o goleirão desprevenido, o Zé Bob sentiu a coxa direita e deixou a torcida preocupada. E quando vi que entraria o Jônatas e não o Maxi, soltei uma exclamação que não posso reproduzir aqui. Mas, pouco depois, o primo do Messi entrou em campo, e foi notável a mudança no time. Mais movimentação, mais presença no ataque... O argentino deve treinar muito mal, para o treinador hesitar tanto em colocá-lo em campo.

Interessante notar o domínio Rubro-Negro: mais de trinta finalizações! Bolas na trave de Maxi e Willians, chutes perigosos de Erick Flores, Josiel e Jônatas... A artilharia Flamenga para cima do Gigante do Vale foi pesada. E para encerrar o massacre, a bola sobrou dentro da área e Kléberson marcou o dele. Belíssima atuação que deixa o Flamengo em boa situação na Taça Rio, ainda mais com a derrota do Bangu para o Duque de Caxias.

A confiança, aos poucos, está voltando à Gávea. É só continuar com essa pegada que poderemos voltar a sonhar com o tri.



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