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sábado, 10 de abril de 2021

Foto: encontro de Majestades em 1968


Rio de Janeiro, 10 de novembro de 1968: a Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip entregam taça a Pelé, após vitória da seleção paulista sobre a carioca, diante de mais de 100 mil pessoas no Maracanã.

O Príncipe Philip faleceu nesta sexta-feira 9, aos 99 anos. Descanse em paz, sua Alteza Real.

PCFilho

domingo, 12 de maio de 2013

Xadrez - Mate em 3! (Boris Spassky)

Boris Spassky vs Viktor Korchnoi, Kiev, 1968.
Código FEN: 8/5r1k/p3Npp1/4p3/3nP3/4QP2/PP2q1P1/1KR5 w - - 11 35.

As Brancas jogam e dão xeque-mate em 3 lances!

(White to play and give checkmate in 3 moves!)

Análise do jogo completo por Mato Jelic / Full game analysis by Mato Jelic:


PCFilho
(jogo completo aqui / full game here)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

História - Fluminense no Campeonato Brasileiro de 1968

O tricolor Wilton utiliza a mão para driblar Marco Aurélio,
e marcar o gol da vitória no Fla-Flu.

No Campeonato Brasileiro de 1968, o Fluminense disputou 16 jogos, obtendo 6 vitórias, 1 empate e 9 derrotas, 19 gols-pró e 23 gols-contra.

O treinador do Fluminense durante todo o torneio foi Evaristo de Macedo. Os artilheiros do Tricolor na competição foram: Lula (5), Wilton (5), Samarone (3), Suingue (3), Nélio (2) e Cláudio Garcia (1).

Segue a lista de jogos do Fluminense no Campeonato:
14/09/1968 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Samarone 2), Botafogo 1 (Roberto)
18/09/1968 - Durival de Brito (Curitiba) - Atlético Paranaense 3 (Zé Roberto e Madureira 2), Fluminense 1 (Suingue)
21/09/1968 - Morumbi (São Paulo) - Santos 2 (Pelé e Toninho), Fluminense 1 (Lula)
26/09/1968 - Pacaembu (São Paulo) - Palmeiras 2 (Denilson contra e César), Fluminense 0
29/09/1968 - Mineirão (Belo Horizonte) - Atlético Mineiro 0, Fluminense 0
02/10/1968 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Suingue), Cruzeiro 2 (Natal 2)
17/10/1968 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 5 (Lula 2, Nélio, Wilton e Cláudio Garcia), São Paulo 2 (Babá e Dias)
20/10/1968 - Ilha do Retiro (Recife) - Náutico 0, Fluminense 1 (Samarone)
23/10/1968 - Fonte Nova (Salvador) - Bahia 1 (Moraes), Fluminense 3 (Wilton 2 e Nélio)
26/10/1968 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 0, Portuguesa 2 (Leivinha e Rodrigues)
17/11/1968 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Vasco 2 (Eberval e Nei), Fluminense 1 (Lula)
21/11/1968 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Bangu 1 (Dé), Fluminense 0
24/11/1968 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Suingue e Wilton), Corinthians 1 (Eduardo)
27/11/1968 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 0, Internacional 1 (Dorinho)
01/12/1968 - Olímpico (Porto Alegre) - Grêmio 3 (Renato, Sérgio Lopes e Babá), Fluminense 1 (Lula)

Vasco, Palmeiras, Santos e Internacional disputaram o quadrangular final. O Santos, liderado pelo já experiente Pelé, conquistou seu sexto título nacional na década (de 1961 a 1965, conquistara a Taça Brasil cinco vezes seguidas).

PC

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

14/01/1968 - Cruzeiro 3 x 1 Atlético Mineiro

Primeiro jogo da melhor-de-três para decidir o Campeonato Mineiro de 1967. Grande atuação do ponta-direita cruzeirense Natal. O vídeo é do Canal 100:

Ficha Técnica: Cruzeiro 3 x 1 Atlético Mineiro
Motivo: Decisão do Campeonato Mineiro de 1967.
Local: Mineirão, Belo Horizonte.
Público: 86.977 pagantes.
Árbitro: Armando Marques (RJ).
Cruzeiro: Raul; Pedro Paulo, Vicente, Procópio e Neto; Zé Carlos e Tostão; Natal, Evaldo, Dirceu Lopes e Hilton Oliveira. Técnico: Orlando Fantoni.
Atlético: Luizinho (Mussula); Canindé, Vander, Grapete e Décio Teixeira; Vanderlei Paiva e Amauri Horta; Buião, Ronaldo, Beto (Bibi) e Tião. Técnico: Fleitas Solich.
Gols: Natal (18'/1T), Vander contra (36'/1T), Buião (19'/2T) e Natal (24'/2T).
Obs.: Raul defendeu pênalti cobrado por Ronaldo no primeiro tempo.

PC

terça-feira, 5 de abril de 2011

Libertadores - O choro dos invictos


Sem perder uma só partida das 12 que jogou, tão aplicado quanto humilde, o Sporting Cristal teve que chorar sua eliminação na segunda fase da Copa Libertadores de 1968, em um feito único na história do torneio: a equipe invicta que faz as malas e volta pra casa. Cinco vitórias e sete empates, 18 gols marcados e 8 gols sofridos: esta foi a campanha invicta que não foi suficiente.

O quadro peruano era comandado por uma figura muito conhecida por nós, brasileiros: Valdir Pereira, nosso Didi. E ele armou uma defesa sólida, praticamente impenetrável. Da primeira fase, o Sporting Cristal passou com três vitórias e três empates, junto com o Universitário/PER, eliminando os bolivianos Jorge Wilstermann e Always Ready.

Na segunda fase, com duas vitórias e quatro empates, o Sporting Cristal ficou atrás do Peñarol, perdendo assim a vaga na semifinal. Confiram a campanha do Sporting Cristal:
Primeira fase:
24/01/1968 - Jorge Wilstermann/BOL 0 x 1 Sporting Cristal/PER
28/01/1968 - Always Ready/BOL 1 x 4 Sporting Cristal/PER
15/02/1968 - Universitário/PER 1 x 1 Sporting Cristal/PER
19/02/1968 - Sporting Cristal/PER 2 x 0 Jorge Wilstermann/BOL
24/02/1968 - Sporting Cristal/PER 1 x 1 Always Ready/BOL
02/03/1968 - Sporting Cristal/PER 2 x 2 Universitário/PER
Segunda fase:
17/03/1968 - Emelec/EQU 0 x 2 Sporting Cristal/PER
20/03/1968 - Deportivo Português/VEN 1 x 1 Sporting Cristal/PER
25/03/1968 - Sporting Cristal/PER 0 x 0 Peñarol/URU
28/03/1968 - Sporting Cristal/PER 2 x 0 Deportivo Português/VEN
01/04/1968 - Sporting Cristal/PER 1 x 1 Emelec/EQU
10/04/1968 - Peñarol/URU 1 x 1 Sporting Cristal/PER

Didi é relembrado até hoje como um dos maiores treinadores da história do Sporting Cristal, onde começou esta carreira de técnico. Ele treinou também Seleção Peruana, River Plate/ARG, Fenerbahçe/TUR, Fluminense, Cruzeiro, Botafogo e Alianza Lima/PER, tendo sido campeão em quase todas estas passagens.

PC

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Recordar é viver - A mão de Wilton

Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968.

Amigos, os idiotas da objetividade rosnam: Foi roubado! Foi roubado! O Flamengo foi roubado!. Eles escolhem ignorar os fatos: o Fluminense foi melhor, muito melhor. E venceria com ou sem ajuda da arbitragem. Ganharia até mesmo se fosse ele próprio roubado.

Vamos à descrição do polêmico lance que eternizou o Fla-Flu do Campeonato Brasileiro de 1968. Eram decorridos treze minutos do primeiro tempo. O ponta-direita tricolor Wilton, arisco e velocíssimo, recebeu um lançamento em profundidade. Ao descrever Wilton, o Profeta sempre afirmava: o garoto corre mais do que um coelhinho de desenho animado. E corre mesmo, tanto que conseguiu ultrapassar seu marcador, em sua velocidade fulminante. Por um capricho do destino, Marco Aurélio, o arqueiro rubro-negro, saíra bem do gol, e agarraria a bola com tranquilidade.

Foi então que Wilton utilizou o único recurso possível: usou a mão para tirar a bola do alcance de Marco Aurélio. Perfeito lance de basquete!, diria o Profeta. Armando Marques, o melhor árbitro brasileiro, não viu. E então o extrema tricolor pôde, com sublime descaro, enfiar a bola nas redes flamengas. Fluminense 1 a 0.

Um amigo rubro-negro amplia o erro da arbitragem: Ele estava impedido! Impedido!. Somos obrigados a concordar: Wilton estava impedido. Uma banheira digna de Cleópatra!, como diria o Profeta. Gol de mão, e em impedimento. O tento decisivo do Fla-Flu é talvez o mais ilegal da história passada, presente e futura do Maracanã.

Os flamenguistas não se conformam: como pode Armando Marques, com aquele gordo salário, ser tão míope a ponto de não enxergar uma evidência tão estarrecedora? Revoltados, eles insinuam duas hipóteses estapafúrdias: má-fé ou incompetência. Prefiro a versão do Profeta: a boa-fé e a competência de Armando Marques estão acima de qualquer dúvida. Somente uma coisa o justifica e absolve: a invisibilidade do óbvio. Ninguém enxerga o óbvio. Nem mesmo o melhor árbitro brasileiro.

PC
(a crônica foi publicada também no Pavilhão Tricolor)


(Singela homenagem deste escriba a Wilton César Xavier, um dos jogadores mais vitoriosos da história do Fluminense. Pelo Tricolor, Wilton conquistou o Campeonato Brasileiro de 1970, os Campeonatos Cariocas de 1969, 1971, 1973 e 1975, e as Taças Guanabara de 1969 e 1971. Em 194 jogos envergando a camisa do Fluminense, Wilton venceu 106, empatou 43 e perdeu 45. Marcou 19 gols, dentre eles o famoso "gol de mão" aqui descrito. Defendeu também São Paulo, Santa Cruz, Coritiba e Vitória, e chegou a trabalhar como treinador do Volta Redonda. Wilton faleceu neste último domingo, aos 62 anos. O Fluminense celeste ganha um reforço de peso.)

Ficha Técnica: Fluminense 1 x 0 Flamengo.
Campeonato Brasileiro de 1968.
Data: 13/10/1968.
Local: Maracanã (Rio de Janeiro).
Público: 43.772 presentes (29.558 pagantes).
Renda: NCr$ 72.992,25.
Fluminense: Félix; Nélio, Galhardo, Assis e Altair; Cláudio Garcia e Suingue; Wilton, Aguinaldo (Salvador), Samarone (Lula) e Serginho. Técnico: Evaristo de Macedo.
Flamengo: Marco Aurélio; Murilo, Onça, Guilherme e Tinho; Carlinhos (Cardosinho) e Liminha; Gilbert (Neviton), Fio, Silva e Arilson. Técnico: Walter Miraglia.
Árbitro: Armando Marques.
Gol: Wilton, aos 13' do primeiro tempo.

Fontes de pesquisa:
[1] "A invisibilidade do óbvio" (Nelson Rodrigues, O Globo, 26/10/1968).
[4] "O nome dele era Wilton" (Lédio Carmona).