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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Efemérides tricolores - 13 de outubro


1935: em jogo válido pelo terceiro turno do Campeonato Carioca, na rua Campos Sales, o Fluminense ganhou por 2 a 1 do Flamengo, de virada. Os rubro-negros abriram a contagem do placar com um gol de Caldeira, aos 15 do segundo tempo. O Tricolor conseguiu a vitória graças aos gols de Vicentino, aos 30, e Romeu Pellicciari, aos 32. Nos dias seguintes, o Flamengo tentaria, sem sucesso, anular a partida, alegando que a bola utilizada pesava menos que o padrão, não sendo de uma das marcas previamente aprovadas pela Liga Carioca - o resultado do jogo seria mantido.

1943: em amistoso para a inauguração dos refletores do Estádio José Procópio Teixeira, em Juiz de Fora, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Sport de Juiz de Fora, com dois gols de Russo.

1945: em jogo dramático, válido pelo segundo turno do Campeonato Carioca, em São Januário, o Fluminense venceu o America por 2 a 1, de virada. Esquerdinha abriu o placar para os rubros na etapa inicial, mas o Tricolor conseguiu virar no segundo tempo, graças aos gols de Nandinho (aos 28) e Simões (aos 34).

1968: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, no Maracanã, o Fluminense derrotou o Flamengo por 1 a 0, com o famoso "gol de mão" do ponta Wilton (que completava 21 anos naquele dia). Ao receber um lançamento longo, Wilton driblou o goleiro rubro-negro Marco Aurélio usando a mão, e então chutou para o gol, sem comemorar. Somente depois de ver o árbitro Armando Marques apontando para o meio-campo, é que o ponta tricolor celebrou seu gol. Sim, já houve um tempo em que os árbitros erravam para todos os lados...
O famoso lance em que Wilton driblou o goleiro Marco Aurélio com a mão.
(Foto: Agência O Globo).

1985: em partida disputada na rua Bariri, válida pela primeira rodada do segundo turno do Campeonato Carioca, o Fluminense venceu o Olaria por 2 a 1, graças aos gols de Romerito (de pênalti) e Renato Martins. Por ter conquistado o primeiro turno (vide 9 de outubro), o Fluminense já estava classificado para o triangular final, no qual conquistaria o tricampeonato estadual, em dezembro.

2002: em jogo movimentado, válido pela primeira fase do Campeonato Brasileiro, no Beira-Rio, em Porto Alegre, o Fluminense empatou em 2 a 2 com o Internacional. Magno Alves abriu o placar para os tricolores, Daniel Carvalho empatou para os colorados, Romário voltou a colocar o Fluminense na frente, e Mahicon Librelato deu números finais ao placar. O Tricolor seguia na briga por uma vaga nas quartas-de-final da competição.

2007: diante de 41.188 presentes (32.406 pagantes) no Maracanã, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o São Paulo, clube que conquistaria o bicampeonato nacional naquele ano. Thiago Neves marcou de pênalti para o Fluminense, e André Dias empatou para o São Paulo. Gabriel ainda teve a chance de decretar a vitória tricolor, mas perdeu o pênalti, defendido por Fabiano.

2011: em jogo válido pelo returno do Campeonato Brasileiro, no Engenhão, o Fluminense venceu o Coritiba por 3 a 1, graças a três gols do centroavante Fred. O primeiro gol foi um dos mais bonitos de Fred pelo Fluminense: após matar a bola no peito, ele encobriu o goleiro Vanderlei com um chute espetacular de bicicleta. Em dez jogos no segundo turno, o Fluminense tinha sete vitórias, um empate e duas derrotas - o time seria o campeão simbólico do returno, mas chegaria somente em terceiro lugar no Brasileirão, devido à campanha irregular no primeiro turno.

2016: no Fla-Flu mais polêmico da história, válido pelo Campeonato Brasileiro, Fluminense e Flamengo empataram em 2 a 2, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, mas a súmula registrou vitória do Flamengo por 2 a 1. O placar estava 2 a 1 para o Flamengo quando, aos 39 minutos do segundo tempo, o Fluminense empatou, com gol de Henrique. Após discutir o lance com o auxiliar, o árbitro Sandro Meira Ricci validou o gol do empate tricolor. Entretanto, após treze longos minutos de muita pressão por parte dos rubro-negros e até mesmo do inspetor de arbitragem do jogo, Meira Ricci incrivelmente mudou de ideia e anulou a jogada. O Fluminense pediu a anulação do jogo por erro de direito, mas, apesar das provas concretas da grosseira interferência externa na arbitragem, proibida expressamente pelas Regras do Jogo, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva sequer julgou o caso.

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Aniversariantes do dia:

Athuel Eduardo Velázquez (1900), treinador uruguaio que esteve no comando técnico do time principal do Fluminense entre 1943 e 1944.

Pedro Amorim Duarte (1919), ponta-direita que atuou no Fluminense entre 1939 e 1947, com 81 gols marcados em 204 jogos pelo clube. Com a camisa tricolor, o baiano Pedro Amorim conquistou os Campeonatos Cariocas de 1940, 1941 e 1946, o Torneio Oscar Cox de 1941, e os Torneios Início de 1940, 1941 e 1943. Foi o autor do primeiro gol do épico Fla-Flu da Lagoa, decisão do Campeonato de 1941. Pedro Amorim foi titular da Seleção Carioca que conquistou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1946. Chegou a atuar também pela Seleção Brasileira, com 6 partidas disputadas e 3 gols marcados.
Pedro Amorim, ídolo tricolor.

Wilton César Xavier (1947), ponta-direita, um dos jogadores mais vitoriosos da história do Fluminense, tendo integrado o elenco tricolor entre 1967 e 1975. Com a camisa tricolor, Wilton conquistou o Campeonato Brasileiro de 1970, os Campeonatos Cariocas de 1969, 1971, 1973 e 1975, e as Taças Guanabara de 1969 e 1971. Em 195 partidas pelo Fluminense, marcou 19 gols - o mais famoso deles contra o Flamengo, no dia de seu 21º aniversário (vide evento de 1968, acima).

Raimundo Fagner Cândido Lopes (1949), torcedor ilustre do Fluminense.
Fagner com o elenco tricolor em 2011.

Rui Barbosa Machado (1973), meia-atacante com passagem pelo Fluminense entre 1996 e 1997.

PCFilho

domingo, 7 de maio de 2017

Efemérides tricolores - 7 de maio


1905: em Icaraí, o Fluminense goleou o Rio Cricket por 7 a 1. Os gols do Fluminense foram de Horácio da Costa Santos (2), Emile Etchegaray (3) e Félix Frias (2). Este foi o primeiro jogo da história do Fluminense com a camisa tricolor.

1911: em Laranjeiras, o Fluminense venceu o Paysandu na primeira rodada do Campeonato Carioca, por 2 a 0, gols de Gustavinho (aos 7 do 2º tempo) e Oswaldo Gomes (aos 35 do 2º tempo). O Tricolor terminaria campeão invicto da competição, com 6 vitórias em 6 jogos.

1933: o Fluminense venceu o Vasco por 3 a 1, na partida inaugural do primeiro Campeonato Carioca profissional, diante de 30 mil testemunhas no Estádio de Laranjeiras. Os gols tricolores foram marcados por Vicentino (aos 20 do 1º tempo), Said (aos 39 do 1º tempo) e Bermudez (aos 25 do 2º tempo).
O placar de Laranjeiras mostrando o resultado parcial de 2 a 0 para o Fluminense.

1971: o Fluminense fez 3 a 1 no Bonsucesso, no Maracanã, em partida válida pelo Campeonato Carioca daquele ano - que o Tricolor terminaria conquistando. Os gols do Fluminense foram de Lula (aos 27 do 1º tempo) e Wilton (aos 8 e aos 24 do 2º tempo).

1995: em jogo válido pelo octogonal final do Campeonato Carioca, o Fluminense venceu o Bangu por 1 a 0, em Moça Bonita, com gol de Rogerinho aos 36 minutos do 1º tempo. Foi a quinta vitória consecutiva do Fluminense, que seguia na arrancada que culminaria com a épica conquista do título, diante do Flamengo no jogo final.

2009: o Fluminense eliminou o Goiás da Copa do Brasil, ao empatar em 1 a 1 no Maracanã. O gol tricolor foi assinalado por Thiago Neves, aos 7 do 2º tempo. O Fluminense se classificou no critério dos gols fora de casa, porque tinha empatado em 2 a 2 em Goiânia.

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Arno Frank (1903), atleta, treinador e dirigente do Fluminense, com atuação no basquete, no futebol e na administração do clube. Na década de 1920, fez parte do time de basquete do Fluminense, tendo conquistado o Campeonato Carioca de 1927. Nos anos 1930, passou a ser treinador de basquete, e se tornou gerente em 1939. Em 1943, foi treinador do time profissional de futebol, e tornou-se superintendente do clube, função que exerceu até 1950, quando passou a ser administrador do Estádio do Maracanã.
Arno Frank.

Celestino Martínez (1916), meio-campista argentino, que participou do plantel do Fluminense na temporada de 1945.

Jorge Vitório Cusielo (1945), goleiro com 184 atuações pelo time profissional do Fluminense, entre 1965 e 1973. Foi campeão carioca em 1969, 1971 e 1973, campeão brasileiro em 1970, e campeão da Taça Guanabara de 1966 (na época, competição à parte do Campeonato Carioca).

Wilson dos Santos Gonçalves, o Wilson Guerreiro (1956), meio-campista formado pelo Fluminense, com 10 atuações pelo time profissional, entre as temporadas de 1975 e 1977. Fez parte do elenco bicampeão carioca em 1975 e 1976. Na década de 1990, voltou ao clube para ser treinador das categorias de base.

Carlos Eduardo Casagrande, o Preto Casagrande (1975), meio-campista que jogou pelo Fluminense em 2005, tendo sido campeão carioca. Na decisão do segundo turno daquele Campeonato, contra o Flamengo, no Maracanã, marcou um gol antológico, por cobertura.

Rodrigo Junior Paula Silva, o Digão (1988), zagueiro com 95 atuações pelo time profissional do Fluminense, entre 2009 e 2013. Foi campeão carioca em 2012 e campeão brasileiro em 2010 e 2012.

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Observação sobre um jogo histórico de um rival do Fluminense: em 7 de maio de 2008, o Flamengo foi eliminado da Copa Libertadores, pelo América do México, ao ser derrotado por 3 a 0 em pleno Maracanã.

PCFilho

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Recordar é viver - A mão de Wilton

Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968.

Amigos, os idiotas da objetividade rosnam: Foi roubado! Foi roubado! O Flamengo foi roubado!. Eles escolhem ignorar os fatos: o Fluminense foi melhor, muito melhor. E venceria com ou sem ajuda da arbitragem. Ganharia até mesmo se fosse ele próprio roubado.

Vamos à descrição do polêmico lance que eternizou o Fla-Flu do Campeonato Brasileiro de 1968. Eram decorridos treze minutos do primeiro tempo. O ponta-direita tricolor Wilton, arisco e velocíssimo, recebeu um lançamento em profundidade. Ao descrever Wilton, o Profeta sempre afirmava: o garoto corre mais do que um coelhinho de desenho animado. E corre mesmo, tanto que conseguiu ultrapassar seu marcador, em sua velocidade fulminante. Por um capricho do destino, Marco Aurélio, o arqueiro rubro-negro, saíra bem do gol, e agarraria a bola com tranquilidade.

Foi então que Wilton utilizou o único recurso possível: usou a mão para tirar a bola do alcance de Marco Aurélio. Perfeito lance de basquete!, diria o Profeta. Armando Marques, o melhor árbitro brasileiro, não viu. E então o extrema tricolor pôde, com sublime descaro, enfiar a bola nas redes flamengas. Fluminense 1 a 0.

Um amigo rubro-negro amplia o erro da arbitragem: Ele estava impedido! Impedido!. Somos obrigados a concordar: Wilton estava impedido. Uma banheira digna de Cleópatra!, como diria o Profeta. Gol de mão, e em impedimento. O tento decisivo do Fla-Flu é talvez o mais ilegal da história passada, presente e futura do Maracanã.

Os flamenguistas não se conformam: como pode Armando Marques, com aquele gordo salário, ser tão míope a ponto de não enxergar uma evidência tão estarrecedora? Revoltados, eles insinuam duas hipóteses estapafúrdias: má-fé ou incompetência. Prefiro a versão do Profeta: a boa-fé e a competência de Armando Marques estão acima de qualquer dúvida. Somente uma coisa o justifica e absolve: a invisibilidade do óbvio. Ninguém enxerga o óbvio. Nem mesmo o melhor árbitro brasileiro.

PC
(a crônica foi publicada também no Pavilhão Tricolor)


(Singela homenagem deste escriba a Wilton César Xavier, um dos jogadores mais vitoriosos da história do Fluminense. Pelo Tricolor, Wilton conquistou o Campeonato Brasileiro de 1970, os Campeonatos Cariocas de 1969, 1971, 1973 e 1975, e as Taças Guanabara de 1969 e 1971. Em 194 jogos envergando a camisa do Fluminense, Wilton venceu 106, empatou 43 e perdeu 45. Marcou 19 gols, dentre eles o famoso "gol de mão" aqui descrito. Defendeu também São Paulo, Santa Cruz, Coritiba e Vitória, e chegou a trabalhar como treinador do Volta Redonda. Wilton faleceu neste último domingo, aos 62 anos. O Fluminense celeste ganha um reforço de peso.)

Ficha Técnica: Fluminense 1 x 0 Flamengo.
Campeonato Brasileiro de 1968.
Data: 13/10/1968.
Local: Maracanã (Rio de Janeiro).
Público: 43.772 presentes (29.558 pagantes).
Renda: NCr$ 72.992,25.
Fluminense: Félix; Nélio, Galhardo, Assis e Altair; Cláudio Garcia e Suingue; Wilton, Aguinaldo (Salvador), Samarone (Lula) e Serginho. Técnico: Evaristo de Macedo.
Flamengo: Marco Aurélio; Murilo, Onça, Guilherme e Tinho; Carlinhos (Cardosinho) e Liminha; Gilbert (Neviton), Fio, Silva e Arilson. Técnico: Walter Miraglia.
Árbitro: Armando Marques.
Gol: Wilton, aos 13' do primeiro tempo.

Fontes de pesquisa:
[1] "A invisibilidade do óbvio" (Nelson Rodrigues, O Globo, 26/10/1968).
[4] "O nome dele era Wilton" (Lédio Carmona).