Amigos, o semáforo está em amarelo para o Fluminense. Nosso Tricolor termina a etapa inicial do Brasileirão de 2013 com 3 vitórias e 2 derrotas, 9 pontos, num honroso quarto lugar. É pouco.
Sim, é muito pouco, porque jogamos contra cinco times médios (
Atlético PR,
Criciúma,
Coritiba,
Goiás e Portuguesa), sendo três destas partidas em casa. Com esta tabela, um time que quer ser campeão precisaria ter marcado, no mínimo, 12 ou 13 pontos. E convenhamos, o clube que levantou duas das últimas três taças (e possui a maior folha salarial do país) não pode pensar em nada menos que o título.
E não, não interessam os desfalques. A tabela do Campeonato, amigos, é cruel, e não quer saber de desfalque nenhum. Não importa quem tenha entrado em campo, de um lado ou do outro, só conta o resultado. Cada jogo vale 3 pontos, aconteça o que acontecer. Não importam as convocações da Seleção, as suspensões, as lesões, os casos de doping. A tabela não enxerga nada disso.
Após a Copa das Confederações, a tabela do Fluminense será bem mais complicada. Enfrentaremos nossos reais concorrentes na briga pelo título, e naturalmente pontuar bem será muito mais difícil. Teremos o retorno de alguns de nossos craques, é verdade, mas não podemos nos deixar levar por um otimismo desvairado. O primeiro semestre do ano terminou, e a verdade é que o saldo não foi positivo, em nenhuma das competições disputadas. O atual campeão brasileiro está devendo.
No jogo contra a Portuguesa, no Canindé, o destaque do onze tricolor foi Rafael Sobis, autor de um golaço de falta, e homem que mais transpirou durante os noventa minutos. O atacante gaúcho foi, mais uma vez, um exemplo de dedicação e garra.
O Fluminense teve mais posse de bola, dominou a maior parte da partida, mas só fez um gol, contra dois da Portuguesa (Souza e Diogo). Não dá para afirmar que foi um resultado injusto: o Tricolor pagou o preço pela quase total ausência de criatividade no seu meio-de-campo. Se em outros jogos os atacantes perderam muitas chances claras de gol, desta vez as oportunidades foram escassas.
Espero que a inter-temporada nos Estados Unidos seja mais que um passeio na Disney e um amistoso contra o Orlando City. É importante realizar excursões internacionais, mas mais importante que isso é preparar bem o time para o segundo semestre, que será duríssimo, com as disputas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.
Também espero que o Fluminense não perca outros jogadores importantes. Wellington Nem, fundamental em 2012, já foi negociado para a Ucrânia. A saída de outros titulares seria catastrófica para nossas pretensões de título.
2013 ainda pode ser um grande ano para o Fluminense. Mas é preciso melhorar.
PCFilho