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terça-feira, 7 de março de 2017

História - Grêmio x Times Venezuelanos


Ao longo da história, o Grêmio já disputou 7 jogos contra times da Venezuela, contabilizando 4 vitórias, 2 empates e 1 derrota, 16 gols-pró e 5 gols-contra. Os jogos foram todos válidos pela Copa Libertadores da América (vide meu post História - Grêmio na Copa Libertadores).

Confiram a lista de resultados do Grêmio contra equipes venezuelanas:
03/07/1984 - Universidad de Los Andes 0 x 2 Grêmio - Guillermo Rosa (Mérida)
09/07/1984 - Grêmio 6 x 1 Universidad de Los Andes - Olímpico (Porto Alegre)
27/05/2009 - Caracas 1 x 1 Grêmio - Olímpico (Caracas)
17/06/2009 - Grêmio 0 x 0 Caracas - Olímpico (Porto Alegre)
05/03/2013 - Grêmio 4 x 1 Caracas - Arena do Grêmio (Porto Alegre)
12/03/2013 - Caracas 2 x 1 Grêmio - Olímpico (Caracas)
25/05/2017 - Grêmio x Zamora - Arena do Grêmio (Porto Alegre)

Flagrante do acirrado duelo entre Grêmio e Caracas em 2013.

Observação: o Grêmio também disputou um torneio amistoso na Venezuela, em 1977, mas não enfrentou times locais na ocasião:
16/02/1977 - Cruzeiro 2 x 0 Grêmio - Olímpico (Caracas)
18/02/1977 - Grêmio 2 x 0 Independiente (ARG) - Olímpico (Caracas)

PCFilho

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Resenha: Tricolor 1 x 0 Caracas

Foto: Marcelo Theobald/Globo.

Em um São Januário pulsante, o Fluminense venceu o Caracas por 1 a 0 na noite desta quinta-feira, e garantiu sua classificação às oitavas-de-final da Copa Libertadores da América de 2013. O gol da vitória foi marcado por Rafael Sobis, quando eram transcorridos oito minutos do segundo tempo. Mais uma vez, num momento importante, brilha a estrela do iluminado gaúcho de Erechim, que busca seu terceiro título do torneio continental.

Mas Rafael Sobis não foi o único herói tricolor da noite. Houve também Diego Cavalieri, com uma monumental intervenção, evitando um gol que parecia consumado. Houve também Carlinhos, incisivo como os bons laterais devem ser - foi dos pés dele que saiu o cruzamento que culminou no gol. Houve também Rhayner, que encharca a camisa de suor e acredita em todas as bolas, por mais perdidas que pareçam - foi numa dessas divididas que a bola sobrou para Rafael Sobis estufar as redes. E tão importante quanto todos estes, houve o torcedor, que foi a São Januário e lá deixou sua voz - no dia seguinte, seremos doze mil roucos espalhados pelo Rio de Janeiro. Roucos e felizes, pela história que ajudamos a escrever na já épica véspera.

Agora faltam oito noites para um certo capitão coberto de glórias erguer a taça orelhuda aos céus da América. No caminho do Fluminense, está o Emelec. Primeiro jogo em Guayaquil, segundo no Rio. Se passar pela equipe equatoriana, o Tricolor terá pela frente o vencedor do duelo entre Olimpia e Tigre. Convenhamos, a chave não é lá muito difícil: o Fluminense é o grande favorito à vaga nas semifinais. Resta confirmar esse favoritismo em campo, nas próximas semanas. Das arquibancadas, nós ajudaremos, como temos feito há mais de um século.

PC

Melhores momentos - Fluminense 1 x 0 Caracas - Sportv:

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Foi recuo do Valencia pro Diego Cavalieri?

O lance mais polêmico da semana foi a marcação de tiro livre indireto contra o Fluminense, dentro da área, no finalzinho da partida contra o Caracas, na Venezuela, pela Copa Libertadores. Confiram no vídeo abaixo, no minuto 1:42:

O árbitro colombiano Jose Hernando Buitrago alegou que a bola foi recuada por seu compatriota Valencia para o goleiro Diego Cavalieri, e que este portanto não poderia defendê-la com a mão.

Vamos ensinar as Regras do Jogo a quem já deveria conhecê-las?

No documento mais recente, disponibilizado pela FIFA em seu site, na língua inglesa, a regra do recuo está na página 47:
An indirect free kick is awarded to the opposing team if a goalkeeper, inside his own penalty area, commits any of the following four offences:
(...)
- touches the ball with his hands after it has been deliberately kicked to him by a team-mate.
(...)

Em tradução minha:
Um tiro livre indireto é concedido ao time adversário se um goleiro, dentro de sua própria grande área, cometer qualquer uma das quatro seguintes infrações:
(...)
- tocar a bola com suas mãos após esta ter sido deliberadamente chutada para ele por um companheiro de equipe.
(...)

Leram? Para o tiro livre indireto ser assinalado, a bola precisa ter sido deliberadamente recuada para o goleiro. Olhem o vídeo acima mais uma vez. Não é claro que está acontecendo uma disputa de bola no meio-campo, e que Valencia apenas chuta a bola para longe, sem nenhuma intenção deliberada de recuá-la para o goleiro?

Das duas, uma: ou Buitrago não conhece as Regras do Jogo, ou estava mal intencionado...

PC

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Resenha: Caracas 0 x 1 Tricolor

Foto: AP.

Eram decorridos trinta e dois minutos do primeiro tempo no Estádio Olímpico de Caracas, quando a bola procurou o artilheiro, como que implorando para balançar a rede. O chute de Rafael Sobis foi cortado, mas o rebote sobrou mansinho para Fred. Amigos, a pelota é magneticamente atraída para os pés do goleador. E ali, dentro da área, o craque não perdoa: é o melhor finalizador do futebol brasileiro desde Romário. O goleiro nada pode fazer, pois o arremate foi irretocável. Estava consumado o primeiro gol do Fluminense na Copa Libertadores da América de 2013 - Tricolor 1, Caracas 0.

Já começamos a reviver o clima de Copa Libertadores, essa espécie de várzea com grife, de campos esburacados, de arbitragens anti-brasileiras, de adversários inventando catimbas cínicas e deslavadas. É difícil entender o fascínio dos torcedores por um torneio tão peculiar. Talvez esses aspectos extra-campo, essa atmosfera de guerra, ativem alguma emoção específica nos nossos cérebros, e nos façam vibrar como os romanos nos espetáculos de morte do Coliseu.

O fato é que, principalmente desde 2008, todo tricolor vivo ou morto sonha com a imagem do capitão erguendo aquela taça orelhuda aos céus da América. Perguntem a um pó-de-arroz sobre as derrotas recentes mais doloridas, e ouvirão sempre as mesmas respostas: a maldita disputa de pênaltis de 2008, a queda para o Libertad em 2011, e o gol do Boca Juniors no minuto derradeiro em 2012. Desde aquela campanha épica de 2008, compartilhamos um sentimento unânime de que a Copa Libertadores tem que ser nossa.

Na semana que vem, teremos a estreia em casa, contra nosso velho conhecido Grêmio. O Engenhão provavelmente não estará lotado, pelos mesmos fatores que vêm afastando a torcida dos estádios (horário esdrúxulo e preços abusivos dos ingressos). Entretanto, quem for não se arrependerá, tenho certeza. Vamos empurrar o Tricolor rumo à segunda vitória da jornada. Cada voz será fundamental. Nos vemos lá!

PC