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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Efemérides tricolores - 5 de fevereiro


1956: em partida válida pela última rodada do segundo turno do Campeonato Carioca de 1955, o Fluminense fez uma grande exibição e ganhou por 3 a 1 do Vasco, diante de 44.240 presentes (39.227 pagantes) no Estádio do Maracanã. Os gols da vitória tricolor foram anotados por Róbson e Waldo (dois) - e o zagueiro Pinheiro ainda perdeu um pênalti. O resultado tirou do Vasco a liderança da competição, que caiu no colo do Flamengo.

1963: em amistoso disputado no Parque Artigas, em Paysandú, no Uruguai, o Fluminense venceu a Seleção de Paysandú por 3 a 1. Os gols tricolores foram de Waldir Araújo (dois) e Quarentinha.

1994: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, em Ítalo Del Cima, o Fluminense derrotou o America por 1 a 0, gol do centroavante Ézio, de cabeça, aos 31 minutos do segundo tempo.

1995: o Fluminense ganhou por 1 a 0 do Bangu, em Moça Bonita, gol de Leonardo, aos 29 minutos do segundo tempo, em partida válida pela primeira fase do Campeonato Carioca. Com duas vitórias e uma derrota, o Fluminense iniciava a campanha que terminaria na conquista do título estadual, na última rodada do octogonal final, contra o Flamengo (vide 25 de junho).

2005: em jogo válido pelo primeiro turno do Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense empatou em 2 a 2 com o Flamengo. Tuta e Alex Fidelinho marcaram os gols tricolores no clássico. O Fluminense não tinha mais chances no turno - porém, se recuperaria no segundo turno, levantaria a Taça Rio, e terminaria campeão estadual, na decisão contra o Volta Redonda (vide 17 de abril).

2017: em partida do Campeonato Carioca, no Estádio de Los Larios, em Duque de Caxias, o Fluminense ganhou por 3 a 0 da Portuguesa da Ilha do Governador, gols de Henrique Dourado, Léo Pelé e Gustavo Scarpa.

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Aniversariantes do dia:

Miguel Ángel "Cholo" Converti, o Converti (1928), ponta-direita argentino, com 12 gols marcados em 36 partidas com a camisa tricolor, entre as temporadas de 1955 e 1957. Iniciou sua carreira no Banfield e, após a passagem pelo Fluminense, jogou no Rosario Central e no Gimnasia y Esgrima de Mendoza.
Converti posando para a revista "El Gráfico", em 1951.

Manoel Martins de Souza, o Manoel (1941), atacante natural de Nova Friburgo, com 56 gols marcados em 68 jogos pelo time profissional do Fluminense, entre as temporadas de 1961 e 1964. Jogou também no Serrano de Friburgo, no Bonsucesso, no Olaria e no Santa Cruz.
O atacante friburguense Manoel, no Estádio de Laranjeiras.

Guilherme Oliveira Santos, o Guilherme Santos (1988), lateral-esquerdo baiano, que integrou o elenco do Fluminense na temporada de 2015, tendo disputado duas partidas com a camisa tricolor.

Dalton Moreira Neto, o Dalton (1990), zagueiro revelado pelo Fluminense, com 28 atuações no time profissional tricolor, entre 2009 e 2010. Com grande destaque no time da Arrancada Histórica de 2009, Dalton entrou na Justiça para sair do clube e transferiu-se para o Internacional no ano seguinte, e dali em diante sua promissora carreira desandou.
Dalton era uma promessa de craque.

PCFilho

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O caso Dalton

(texto publicado também no Pavilhão Tricolor)

Na última segunda-feira, o zagueiro Dalton, revelação das divisões de base do Fluminense, colocou o clube na Justiça, cobrando os atrasados do depósito do Fundo de Garantia. Assim, provavelmente o jovem não mais defenderá a camisa tricolor.

No Brasil, os maus empregadores se utilizam muitas vezes deste artifício, o de atrasar os depósitos do FGTS. Geralmente estão amparados pela Lei, que permite que eles quitem os débitos posteriormente, sem maiores consequências jurídicas.

Não é o caso, porém, dos clubes de futebol. A Lei Pelé dá ao jogador o direito de ir à Justiça, caso seu clube atrase por três meses os pagamentos de salário, FGTS ou INSS. Foi exatamente isso que Dalton fez.

Talvez o atleta tenha escolhido um momento inapropriado, já que o Fluminense está prestes a enfrentar seguidas decisões, pelo Campeonato Carioca e pela Copa do Brasil.

Talvez o atleta esteja sendo mal influenciado por seu empresário César Bottega, que certamente deseja lucrar com uma eventual transferência.

Talvez o atleta devesse ter mais respeito pela instituição que o formou.

Mas é fato: o Fluminense cometeu um erro administrativo grave, o que deu ao atleta o direito de sair. E isso por causa de uma dívida relativamente pequena, que não chega a quinze mil reais.

Surgem notícias de que o Fluminense na verdade atrasaria o pagamento do FGTS de praticamente todos os seus funcionários. A venda de Maicon, outra revelação da base, teria sido acelerada por isso. A promessa Wellington Silva também poderia ter saído mais cedo por causa dessa irresponsabilidade.

Enquanto isso, o patrocinador do clube procura reforços velhos, não identificados com o clube, não entrosados com o grupo, e a peso de ouro, tais quais Deco, Riquelme, e Tinga.

É por essas e outras que as taças estão cada vez mais escassas em Álvaro Chaves...

PC