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sábado, 7 de agosto de 2021

Daniel Alves, 42 vezes campeão!

Foto: Thomas Peter/Reuters.

Capitão da Seleção Brasileira campeã olímpica em Tóquio, o veterano lateral-direito Daniel Alves conquistou neste sábado 7 o 42º título de sua carreira, ampliando seu recorde de maior campeão do futebol mundial.

E a participação de Daniel Alves foi decisiva: foi dele o passe para o primeiro gol do Brasil na final contra a Espanha, vencida por 2 a 1. 

Segue abaixo a lista com todos os 42 títulos conquistados por Daniel Alves em sua gloriosa carreira profissional. São 37 glórias por clubes e 5 conquistas pela Seleção Brasileira.

— Bahia (1):
- Copa do Nordeste: 2002.

— Sevilla (5):
- Copa da UEFA: 2005–06, 2006–07;
- Supercopa Europeia: 2006;
- Copa del Rey: 2006–07;
- Supercopa da Espanha: 2007.

— Barcelona (23):
- Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2009, 2011, 2015;
- Liga dos Campeões da UEFA: 2008–09, 2010–11, 2014–15;
- Supercopa Europeia: 2009, 2011, 2015;
- Campeonato Espanhol: 2008–09, 2009–10, 2010–11, 2012–13, 2014–15, 2015–16;
- Copa del Rey: 2008–09, 2011–12, 2014–15, 2015–16;
- Supercopa da Espanha: 2009, 2010, 2011, 2013.

— Juventus (2):
- Campeonato Italiano: 2016–17;
- Coppa Italia: 2016–17.

— Paris Saint-Germain (5):
- Campeonato Francês: 2017–18, 2018–19;
- Coupe de France: 2017–18;
- Copa da Liga Francesa: 2017–18;
- Supercopa da França: 2017.

— São Paulo (1):
- Campeonato Paulista: 2021.

— Seleção Brasileira (5):
- Copa América: 2007, 2019;
- Copa das Confederações: 2009, 2013;
- Torneio de Futebol dos Jogos Olímpicos: 2021.

PCFilho

terça-feira, 8 de maio de 2018

Os 38 títulos de Daniel Alves


Segue abaixo a lista com todos os 38 títulos conquistados pelo lateral-direito brasileiro Daniel Alves em sua carreira profissional. O trigésimo-oitavo troféu foi levantado nesta terça-feira 8: a Coupe de France, com o Paris Saint-Germain.

Bahia (1):
- Copa do Nordeste: 2002.

Sevilla (5):
- Copa da UEFA: 2005–06, 2006–07;
- Supercopa Europeia: 2006;
- Copa del Rey: 2006–07;
- Supercopa da Espanha: 2007.

Barcelona (23):
- Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2009, 2011, 2015;
- Liga dos Campeões da UEFA: 2008–09, 2010–11, 2014–15;
- Supercopa Europeia: 2009, 2011, 2015;
- Campeonato Espanhol: 2008–09, 2009–10, 2010–11, 2012–13, 2014–15, 2015–16;
- Copa del Rey: 2008–09, 2011–12, 2014–15, 2015–16;
- Supercopa da Espanha: 2009, 2010, 2011, 2013.

Juventus (2):
- Campeonato Italiano: 2016–17;
- Coppa Italia: 2016–17.

Paris Saint-Germain (4):
- Campeonato Francês: 2017–18;
- Coupe de France: 2017–18;
- Copa da Liga Francesa: 2017–18;
- Supercopa da França: 2017.

Seleção Brasileira (3):
- Copa América: 2007;
- Copa das Confederações: 2009, 2013.

PCFilho

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Competência, simplicidade e coragem

Amigos, a Seleção está na final da Copa das Confederações. O jogo de ontem contra a África do Sul foi muito difícil, mas assim é melhor. Prefiro os triunfos magros às goleadas deslumbrantes. Examinemos exemplos históricos: em 1950, enfiamos 6 a 1 na Espanha no penúltimo jogo, e perdemos para o Uruguai no último. Ao passo que, em 1994, batemos a Suécia por 1 a 0 na semifinal, e acabamos campeões. Explico: as goleadas escondem os defeitos do time, enquanto as vitórias magras os escancaram. E, com os erros expostos, fica mais fácil corrigi-los. Em 1950, a vitória de banho sobre os espanhóis nos cegou, e essa cegueira acabou nos liquidando diante dos uruguaios.

Voltemos ao presente, à belíssima e magérrima vitória por 1 a 0 do escrete sobre a África do Sul. A Seleção está cheia de defeitos: é só encarar um time que jogue fechado, na retranca, que nossos onze homens não conseguem produzir. É preciso utilizar mais as laterais. Somente jogando pelos lados do campo se furam bloqueios bem armados. Bom, Dunga é melhor técnico do que eu, e certamente está vendo e corrigindo os erros do escrete.

Vamos ao lance decisivo da partida: espetacular cobrança de falta de Daniel Alves, que acabara de entrar em campo! Que pintura, amigos, que pintura! Seu olhar compenetrado antes da batida é de impressionar qualquer um. E então ele corre, chuta, e as cornetas sul-africanas cessam. É gol do Brasil. É a vitória, é a classificação.

Mas Daniel Alves não é o meu personagem da partida. Havia outro brasileiro no estádio, mais merecedor da ilustre premiação.

Cabe exaltar Joel Natalino Santana, o treinador brasileiro da África do Sul. Joel é um dos maiores campeões do futebol brasileiro, mas não é respeitado por isso. Gosto de relembrar a década de 90 do Joel, pois é impressionante: em 1992 assume o Vasco e ganha dois campeonatos cariocas (92 e 93). Então, vai ao Bahia e levanta o campeonato baiano (94). Volta ao Rio de Janeiro, agora no Fluminense, e conquista seu mais dramático título (95). Em 96, vai para o Flamengo e, pasmem, é campeão de novo. Em 97, vai ao Botafogo e, novamente, levanta a taça. Seis campeonatos em seis anos: eis o milagre de Joel Santana.

Não admiro apenas a competência do Natalino: gosto mesmo é de sua simplicidade. É a sua humildade que me assombra. Joel é capaz de olhar qualquer um nos olhos, do Presidente da República ao porteiro do seu prédio, de Nelson Mandela a um mendigo na esquina. Trata a todos como iguais. E, com a vida ganha, ainda aceita desafios colossais, como assumir a futura anfitriã da Copa do Mundo. Com um agravante: sem saber uma palavrinha sequer de inglês. E, aos 60 anos, Joel pôs-se a aprender uma nova língua.

E até nisso ele dá exemplo: qual não foi a minha surpresa ao vê-lo dando entrevistas no idioma bretão, sem ajuda de intérprete! Muito bem, Joel! Parabéns pela coragem de dar entrevistas em uma língua que até ontem você não falava! Manifesto novamente meu repúdio à imprensa que fez chacota do esforço e da coragem de Joel. Pelo menos isso está melhorando: já vi aqui e ali elogios à coragem natalina.

Ontem, Joel deu mais uma prova de sua competência: por pouco não eliminou o glorioso e pentacampeão escrete canarinho. Armou uma África do Sul aguerrida, e taticamente obediente. É verdade que o time perdeu por 1 a 0. Mas Joel provou que é um vencedor.

Porque ele é competente, porque ele é simples, e porque ele é corajoso, Joel Natalino Santana é o meu personagem desta crônica.

PC