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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Efemérides tricolores - 25 de dezembro


1923: por ideia de Dona Guilhermina Guinle e iniciativa de Mister Fred Brown, o Fluminense passou a organizar, anualmente, no gramado do Estádio de Laranjeiras, a Festa do Natal das Crianças Pobres. A mobilização, que envolvia todos os setores do clube, arrecadava fundos e donativos entre sócios, torcedores e atletas, para distribuir alimentos, bebidas e brinquedos a milhares de pequerruchos necessitados. A magnífica celebração do Natal tricolor era vista como um exemplo ímpar de solidariedade, e chegou a ser copiada por outras agremiações da cidade e do país. A tradição foi mantida ininterruptamente até o ano de 1960. A partir de 1961, passou a acontecer somente o Natal dos Funcionários, e depois a ideia foi infelizmente abandonada.

1938: na única partida que jogou no dia de Natal em sua história, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Botafogo, em General Severiano, pela sexta rodada do segundo turno do Campeonato Carioca de 1938. Sandro e Tim marcaram os gols da vitória tricolor. O goleiro Batatais também teve excelente atuação, tendo inclusive defendido um pênalti. Com campanha de onze vitórias, um empate e duas derrotas, o timaço do Fluminense seguia firme rumo ao tricampeonato, que asseguraria já na rodada seguinte (vide 30 de dezembro).

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Aniversariantes do dia:

Emmanuel Augusto Nery, o Nery (1892), zagueiro titular do time do Fluminense que conquistou o Campeonato Carioca de 1911, de maneira invicta. Nery foi um dos nove atletas que saíram do Fluminense para fundar o futebol do Flamengo, no fim daquele ano.

Marcos Cláudio Philippe Carneiro de Mendonça, o Marcos (1894), primeiro grande goleiro brasileiro. Estreou no Fluminense em 1914, oriundo do America. No mesmo ano, foi o primeiro goleiro da Seleção Brasileira, e conquistou a Copa Roca. Entre 1917 e 1919, foi titular do lendário time do Fluminense, tricampeão Carioca. Em 1919, conquistou o Campeonato Sul-Americano com a Seleção Brasileira - feito que repetiria em 1922. Entre 1941 e 1943, foi presidente do Fluminense, conquistando o Campeonato Carioca de 1941. Historiador respeitado, publicou diversos livros, dentre os quais "O Intendente Câmara" (1933) e "O Marquês de Pombal e o Brasil" (1960).
Marcos Carneiro de Mendonça, lendário goleiro do Fluminense.
Marcos Carneiro de Mendonça, presidente do Fluminense (em 1941).

Joel Natalino Santana, o Joel Santana (1948), treinador com três passagens no comando técnico do Fluminense. Na primeira passagem, em 1995, conquistou o Campeonato Carioca e chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro. Na terceira passagem, em 2007, iniciou a campanha que terminaria no título da Copa do Brasil.

Vladimir Djordjevic (1982), zagueiro sérvio, que integrou o elenco do Fluminense na temporada de 2006.

PCFilho

sexta-feira, 16 de março de 2012

As amareladas de Joel Santana


Amigos, o que se viu ontem no Engenhão foi espantoso. O Flamengo fez 1 a 0, fez 2 a 0, e fez 3 a 0. Quando eram decorridos trinta minutos do segundo tempo, o placar ainda marcava: Flamengo 3, Olimpia 0. Nem o rubro-negro mais pessimista poderia imaginar o que estaria por vir. Em magnífica cobrança de falta, Zeballos descontou, 3 a 1. Em chute rasteiro, de fora da área, de canhota, Luis Caballero fez mais um, 3 a 2. E, após boa jogada do ex-flamengo Maxi Biancucchi, o careca Marin chutou cruzado e marcou o gol de empate para os paraguaios, 3 a 3.

Por mais incrível que tenha sido o desfecho da partida, não podemos dizer que é um fato inédito na carreira do treinador Joel Santana. Os flamengos não se esquecem do vexame de 2008, aquela inaceitável derrota por 3 a 0 para o América do México de Salvador Cabañas, em pleno Maracanã. Após a vitória por 4 a 2 no Azteca, a eliminação do Flamengo era praticamente impossível. E no entanto, Joel e seus comandados conseguiram a proeza.

Voltando mais no tempo, em 1995 o Fluminense, então treinado por Joel, disputava a semifinal do Campeonato Brasileiro contra o Santos. Na partida de ida, disputada no Maracanã, o Tricolor enfiou 4 a 1, praticamente se garantindo na grande final, contra o vencedor de Botafogo e Cruzeiro. No jogo de volta, no Pacaembu, o Fluminense poderia perder por até dois gols de diferença. Até hoje, todo pó-de-arroz lamenta aquela inaceitável derrota por 5 a 2.

Joel gosta de dizer que, quando era jogador do Vasco, marcava Pelé. E marcava mesmo, ou pelo menos tentava, confirmam os torcedores mais velhos. Deveria, pois, mais do que todo o resto do mundo, saber que um jogo de futebol só acaba quando termina. As três amareladas citadas acima, algumas das maiores da história do nosso futebol, foram protagonizadas por times de Joel. Não pode ser apenas coincidência. Ou "pode to be"?

PC

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Análise Tática do Botafogo de 2010


Amigos, tendo em vista a boa repercussão da minha análise tática do Fluminense, resolvi escancarar também o esquema do Botafogo de Joel Santana. Em semana de clássico vovô, nada mais interessante que contrapor as táticas de tricolores e alvinegros para a batalha de sábado.

Assim como o do Fluminense, o desenho tático do Botafogo também pode ser considerado como um 3-5-2, com os alas mais avançados que o padrão brasileiro. Porém, a semelhança para aqui. No Fluminense, Mariano e Júlio César atuam na mesma linha do meia Conca. No Botafogo, Alessandro (ou Jancarlos) e Marcelo Cordeiro atuam mais recuados que Lúcio Flávio, articulador central das jogadas na equipe alvinegra.

O trio defensivo do Botafogo - Antônio Carlos pela direita, Fábio Ferreira ou Danny Morais pela esquerda e Fahel pelo meio - é bastante auxiliado pela dupla de volantes (Leandro Guerreiro pela direita e Eduardo pela esquerda, podendo também jogar Sandro Silva e/ou Somália). Com esses cinco homens dedicados à defesa, os já citados alas Alessandro (ou Jancarlos) e Marcelo Cordeiro possuem bastante liberdade para avançar, o que fazem com frequência.

O esquema de Joel é influenciado pelo recente São Paulo tricampeão, de Muricy Ramalho. Uma das principais jogadas da equipe alvinegra é a ligação direta: um dos cinco defensores lança para Loco Abreu, e este recua e faz o pivô, acionando um dos alas. O ala então tenta a linha de fundo e o cruzamento, ou o chute a gol.

Herrera completa a linha ofensiva, sendo o atacante de lado. O argentino também pode receber o lançamento direto do zagueiro, mas nesse caso prefere girar pelo lado a fazer o pivô.

Cabe lembrar que, para esta reta final, o Botafogo está com um desfalque muito sério: Lúcio Flávio, o cérebro do time, lesionado. Joel ainda está escolhendo seu substituto, entre Edno ou Renato Cajá. O atacante Caio, considerado talismã de Joel, tem entrado bem nas partidas, seja a substituição cautelosa ou ofensiva. Talvez devesse ser titular, mas essa é uma dor de cabeça boa para o dono da mais famosa prancheta do futebol brasileiro.

Como a tática do Fluminense de Cuca dá mais opções ofensivas, é natural imaginar que, no sábado, o Tricolor jogará no ataque, tomando a iniciativa, contra um Botafogo provavelmente mais fechado, armando-se para os contra-ataques.

Não tenho dúvidas de que será um grande jogo.

PC

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Competência, simplicidade e coragem

Amigos, a Seleção está na final da Copa das Confederações. O jogo de ontem contra a África do Sul foi muito difícil, mas assim é melhor. Prefiro os triunfos magros às goleadas deslumbrantes. Examinemos exemplos históricos: em 1950, enfiamos 6 a 1 na Espanha no penúltimo jogo, e perdemos para o Uruguai no último. Ao passo que, em 1994, batemos a Suécia por 1 a 0 na semifinal, e acabamos campeões. Explico: as goleadas escondem os defeitos do time, enquanto as vitórias magras os escancaram. E, com os erros expostos, fica mais fácil corrigi-los. Em 1950, a vitória de banho sobre os espanhóis nos cegou, e essa cegueira acabou nos liquidando diante dos uruguaios.

Voltemos ao presente, à belíssima e magérrima vitória por 1 a 0 do escrete sobre a África do Sul. A Seleção está cheia de defeitos: é só encarar um time que jogue fechado, na retranca, que nossos onze homens não conseguem produzir. É preciso utilizar mais as laterais. Somente jogando pelos lados do campo se furam bloqueios bem armados. Bom, Dunga é melhor técnico do que eu, e certamente está vendo e corrigindo os erros do escrete.

Vamos ao lance decisivo da partida: espetacular cobrança de falta de Daniel Alves, que acabara de entrar em campo! Que pintura, amigos, que pintura! Seu olhar compenetrado antes da batida é de impressionar qualquer um. E então ele corre, chuta, e as cornetas sul-africanas cessam. É gol do Brasil. É a vitória, é a classificação.

Mas Daniel Alves não é o meu personagem da partida. Havia outro brasileiro no estádio, mais merecedor da ilustre premiação.

Cabe exaltar Joel Natalino Santana, o treinador brasileiro da África do Sul. Joel é um dos maiores campeões do futebol brasileiro, mas não é respeitado por isso. Gosto de relembrar a década de 90 do Joel, pois é impressionante: em 1992 assume o Vasco e ganha dois campeonatos cariocas (92 e 93). Então, vai ao Bahia e levanta o campeonato baiano (94). Volta ao Rio de Janeiro, agora no Fluminense, e conquista seu mais dramático título (95). Em 96, vai para o Flamengo e, pasmem, é campeão de novo. Em 97, vai ao Botafogo e, novamente, levanta a taça. Seis campeonatos em seis anos: eis o milagre de Joel Santana.

Não admiro apenas a competência do Natalino: gosto mesmo é de sua simplicidade. É a sua humildade que me assombra. Joel é capaz de olhar qualquer um nos olhos, do Presidente da República ao porteiro do seu prédio, de Nelson Mandela a um mendigo na esquina. Trata a todos como iguais. E, com a vida ganha, ainda aceita desafios colossais, como assumir a futura anfitriã da Copa do Mundo. Com um agravante: sem saber uma palavrinha sequer de inglês. E, aos 60 anos, Joel pôs-se a aprender uma nova língua.

E até nisso ele dá exemplo: qual não foi a minha surpresa ao vê-lo dando entrevistas no idioma bretão, sem ajuda de intérprete! Muito bem, Joel! Parabéns pela coragem de dar entrevistas em uma língua que até ontem você não falava! Manifesto novamente meu repúdio à imprensa que fez chacota do esforço e da coragem de Joel. Pelo menos isso está melhorando: já vi aqui e ali elogios à coragem natalina.

Ontem, Joel deu mais uma prova de sua competência: por pouco não eliminou o glorioso e pentacampeão escrete canarinho. Armou uma África do Sul aguerrida, e taticamente obediente. É verdade que o time perdeu por 1 a 0. Mas Joel provou que é um vencedor.

Porque ele é competente, porque ele é simples, e porque ele é corajoso, Joel Natalino Santana é o meu personagem desta crônica.

PC

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Recordar é viver - O Fla-Flu de 1995

Rio de Janeiro, 25 de junho de 1995.

Amigos, diante de 120.418 pessoas* no Maracanã, Flamengo e Fluminense decidiram mais uma vez o Campeonato Carioca. Ressaltemos as palavras eternas de Nelson Rodrigues: em todo o mundo não há um jogo que chegue aos pés do Fla-Flu, que é cada vez mais empolgante. Cada jogo entre o Fluminense e o Flamengo parece ser o maior do século, e assim será eternamente. O Fla-Flu não tem começo, o Fla-Flu não tem fim. O clássico das multidões começou quarenta minutos antes do nada.

"O primeiro zero a zero,
O segundo três a um,
O terceiro foi quatro a três,
E o Flamengo virou freguês!"

Assim cantou a torcida do Fluminense, naquele chuvoso domingo, antes do início da partida. A legião tricolor se referia aos três Fla-Flu's anteriores daquele certame. A galera pó-de-arroz fez bem ao relembrar a campanha. Sim, porque um título não se conquista em uma única tarde. Não. Um título é todo sangue, todo suor e todo lágrimas de um campeonato inteiro.

Relembremos a fantástica jornada: o Fluminense montou um time de operários, comandado por Joel Santana, com folha salarial três vezes menor que a do Flamengo. Ao passo que, para comemorar seu centenário, o clube da Gávea contratou um verdadeiro escrete. Até Branco, ídolo tricolor, reforçou as linhas rubro-negras. E o que dizer da contratação de Romário, o melhor jogador do mundo? Ainda tinha o Sávio, a maior revelação do futebol brasileiro. Também estava lá Vanderlei Luxemburgo, o técnico bicampeão brasileiro pelo Palmeiras. Não havia dúvidas: o favorito do ano era mesmo o Flamengo**.

Logo na estréia, perdemos para o Madureira em Conselheiro Galvão (0 x 1, 28/01). Parecia que seria mais um ano de vacas magras em Álvaro Chaves. Vivíamos o maior jejum de nossa história: longos nove anos sem títulos. A torcida tricolor não agüentava mais sofrer. Veio o primeiro Fla-Flu, estréia de Romário e o empate (0 x 0, 12/02). Um mês depois, veio a vitória no segundo Fla-Flu (3 x 1, 12/03)! E a torcida pó-de-arroz voltou a ter esperanças.

Porém, começamos o octogonal final em desvantagem gigantesca. Éramos o único grande sem pontos extras: o Vasco tinha 1, o Botafogo tinha 1, e o Flamengo tinha 3. Para piorar, empatamos com o América (0 x 0, 26/03) e perdemos para o Botafogo (0 x 1, 02/04). Ao final da segunda rodada, o Flamengo liderava, com oito pontos a mais que o Fluminense (2 vitórias e 3 pontos extras). A vantagem rubro-negra parecia infinita. Mas então se iniciou a fantástica caminhada tricolor: do caos para a liderança. Do caos para a liderança, repito, essa foi a nossa épica jornada! Vencemos o Vasco, o Volta Redonda e o Entrerriense (3 x 2 de virada, 3 x 1, e 4 x 1). E então veio o terceiro Fla-Flu: ah, doce e santa vitória por 4 a 3!

Então, vencemos o Bangu e o América (1 x 0 e 1 x 0), e empatamos com o Botafogo (0 x 0). Continuando, o Flu bateu o Bangu de novo (1 x 0) e empatou com o Vasco (0 x 0). Depois, vieram as vitórias sobre Volta Redonda e Entrerriense (2 x 0 e 3 x 0), e chegamos ao grande dia. O dia do quarto, decisivo e eterno Fla-Flu!

Ao Flamengo, dono da melhor campanha, bastava o empate. Para o Fluminense, era vencer ou morrer. Os 120.000 fanáticos coloriam as arquibancadas, gerais e cadeiras do maior templo do futebol. De um lado, a massa rubro-negra, "proprietária da empolgação e senhora das arquibancadas, espalhando o pólen da auto-confiança". Do outro, a legião tricolor, "não menos empolgada, não menos confiante, mas com menos pessoas no estádio, na proporção de 2 para 1".

Já disse que chovia. Repito e amplio: chovia demais. Desabava muita água sobre a cidade do Rio de Janeiro. Com a lama e as poças, o esforço dos jogadores era triplicado, dando uma dimensão de guerra ao Fla-Flu. E, nesse cenário, o inexcedível ímpeto tricolor começou a sobressair. Aos 30 minutos, Leonardo acha Rogerinho, que passa a Renato, e ele marca: 1 a 0 para o Flu. Aos 42, Renato briga pelo rebote do goleiro Roger, e toca para Leonardo: 2 a 0! A torcida tricolor, emocionada, começava a vislumbrar o fim do jejum:

"Não é mole não, chegou a hora de gritar é campeão!"

Não havia chegado a hora ainda. Abençoado seja o Fla-Flu, imprevisível, emocionante e cheio de alternativas! Branco cobra falta, e a bola explode no travessão! A torcida rubro-negra viveu o seu grande dia no Estádio Mário Filho: empurrou o time com uma pressão extraordinária. Aos 26 do segundo tempo, pela primeira vez na carreira Romário marca um gol no Fluminense. O tricolor Sorlei e o rubro-negro Marquinhos são expulsos na briga pela bola no fundo da rede.

Dez contra dez, mais espaços em campo, e só faltava um gol para o Flamengo. A maior torcida empurrava o rubro-negro para a glória. E, aos 32, acontece o diabólico empate: Fabinho, o volante perna-de-pau, faz uma jogada digna de Cruyff, Rummenigge, ou Pelé: dá o drible e desfere o chute mortal. 2 a 2. Agora, a torcida do Flamengo não vê mais como perder o título.

O Fluminense, que jogara por música no primeiro tempo, parecia fulminado. Lira perdeu a cabeça, deu uma tesoura e foi expulso pelo árbitro Léo Feldman. Nove contra dez. Alguns tricolores começaram a ir embora. Os flamenguistas gritavam "é campeão".

Mas... abençoado seja o Fla-Flu, imprevisível, emocionante e cheio de alternativas! Ronald tem a bola na meia-direita, e toca na ponta-direita para Aílton, que invade a área. "Chuta, chuta, chuta!", implorava eu, com meus pensamentos de menino que nunca havia visto o Fluminense campeão. Antes de chutar, Aílton dribla para a esquerda, e dribla de novo para a direita, entortando Charles. "Ai, meu Deus!". Veio então o disparo de perna direita. Aquele não era apenas um chute a gol: era o lance de todo o campeonato. Para mim, era mais até do que isso: era o lance mais importante da história do futebol.


E então ocorre o desvio na barriga de Renato, e o gol! Era o golpe que ficou, fica e ficará para sempre na memória de todos. Era a vitória, era o título! Fluminense, campeão carioca de 1995!

Amigos, nossa humildade pára aqui. Passamos todo o campeonato com um passarinho em cada ombro, e as duras e feias sandálias nos pés. Agora, podemos soltar o grito de "é campeão". Como disse o técnico Joel Santana, quem esperou nove anos tem que comemorar nove anos. A música do final, ao mesmo ritmo da inicial, exaltava a conquista:

"O segundo três a um,
O terceiro quatro a três,
O quarto foi três a dois,
E o campeão é o pó-de-arroz!"

E daqui a trezentos anos, o Rio de Janeiro dirá, mordido de nostalgia: "Aquele Fla-Flu!".

PC

* O público presente foi de 120.418 pessoas, e o público pagante foi de 112.285 pessoas.

** Ainda havia os nada desprezíveis times de Vasco e Botafogo. O Vasco mantinha a base que havia sido tricampeã (1992/93/94). O Botafogo tinha o segundo melhor time de sua história, que ganharia o título mais importante da história do clube no final do ano.

*** A charge é do amigo Lucas Guerra. Quem quiser ver a versão detalhada, é só clicar nela.

Escalações:
Fluminense: Wellerson, Ronald, Lima, Sorlei e Lira; Márcio Costa, Aílton, Djair e Rogerinho, depois Ézio; Renato Gaúcho e Leonardo, depois Cadu. Técnico: Joel Santana.
Flamengo: Roger, Marcos Adriano, depois Rodrigo, Gelson, Jorge Luís e Branco; Charles, Fabinho, Marquinhos e William, depois Mazinho; Romário e Sávio. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Vídeo do Globo Esporte do dia seguinte (gravado pelo amigo André Freire):

Vídeo da TV Globo relembrando o jogo:

Gols na narração de Luís Carlos Júnior:

Crônica de Pedro Bial:

Januário de Oliveira narrando o Gol de Barriga: