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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Unión Española 1 x 1 Botafogo - Gols
26/02/2014 - Santa Laura (Santiago) - Unión Española 1 (Cristian Chávez), Botafogo 1 (Ferreyra)
PCFilho
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Ruína do Flamengo em Santiago
Amigos, o Flamengo foi a Santiago com a difícil missão de vencer a Universidad por dois gols de diferença. Dada a primeira atuação desastrosa, no Rio de Janeiro, era difícil acreditar na reação. Mas nós sabemos como é o torcedor de futebol: somos todos iguais, feito soldadinhos de chumbo. Nosso time pode estar perdendo por 4, 5, 6 gols, que ainda esperamos uma virada espetacular, uma vitória magnífica. Sonhar não custa nada, e foi o que a massa rubro-negra fez na noite desta quinta-feira.
Vale dizer que os chilenos criaram uma atmosfera de guerra. Desde o início da semana, os jornais locais zombaram do Flamengo, pisaram no Flamengo, tripudiaram do Flamengo. Repetiram à exaustão: a defesa rubro-negra é lenta, o ataque rubro-negro é gordo. Poucas vezes na história uma equipe brasileira foi tão menosprezada, tão subestimada, tão ridicularizada no exterior. O que eles não sabiam é que todo esse barulho jogaria contra a Universidad. Digo isso porque o melhor combustível para um time é a humilhação. Quanto maior a vergonha, mais eficaz o combustível. A grande humilhação confere aos homens e aos times uma dimensão nova, uma potencialidade irresistível.
Quando os chilenos humilharam o Flamengo, despertaram nele um gigante que estava adormecido. Eles não conhecem a força da história do Flamengo, não sabem que a camisa rubro-negra já venceu jogos sozinha. De modo que, quando li as manchetes berrando contra o Flamengo, baixou em mim a certeza profética de que o rubro-negro venceria em Santiago. A Universidad já estava liquidada. A partir do momento em que cravaram no Flamengo, até o cabo, todas aquelas provocações, os chilenos construíram o próprio e perigoso abismo.
Começa o jogo no Estádio Santa Laura, e o que eu previra se materializava com exatidão. O Flamengo construía ataques irresistíveis, e acuava a Universidad. Os onze atletas rubro-negros lutavam como leões famintos a caçar hienas. Os chilenos se seguravam como podiam, contando às vezes com a sorte. Mas no final do primeiro tempo o Flamengo conseguiu o primeiro gol, com Vagner Love escorando cruzamento de Adriano. Na segunda etapa, bastaria mais um tento para classificar o rubro-negro.
E o Flamengo tentou, tentou, tentou. Vestindo preto e vermelho, lá estavam onze jogadores, dispostos a ganhar ou morrer. A Universidad, por sua vez, jogava nos contra-ataques, cada vez mais perigosos. Foi em um deles que Walter Montillo assinalou um gol antológico: recebeu de Puch, driblou Juan, avançou, e encobriu o goleiro Bruno. O golaço matava o Flamengo, que voltava a precisar de dois gols.
Mas o rubro-negro não desistiu, lançou-se todo ao ataque, e logo conseguiu seu segundo gol, com Adriano, após passe de Leonardo Moura. A partir de então, e até o final, com sua raça característica, o Flamengo tentou o gol salvador, mas não conseguiu. A péssima atuação do Maracanã havia gerado uma dívida quase impossível de ser paga. A vitória por 2 a 1 foi insuficiente, e o Flamengo acabou eliminado da Copa Libertadores. (No mesmo critério absurdo do saldo qualificado, que havia classificado o rubro-negro contra o Corinthians.)
O curioso é que, horas antes, o Internacional de Porto Alegre havia conseguido a sua classificação após uma derrota para o Estudiantes, na Argentina. Que situação bizarra: o Inter perdeu e está classificado; o Flamengo venceu e está eliminado. O saldo qualificado é um critério de desempate tão fraco quanto a disputa de pênaltis e o cara-ou-coroa. Tão bom seria se as duas equipes partissem para um jogo-desempate...
Porém, a eterna desculpa do calendário impede a solução mais justa. Então, resta aos clubes seguir em frente. Inter e São Paulo pensam na Libertadores, Santos e Vitória pensam na Copa do Brasil. Os outros todos brigarão apenas pelo Campeonato Brasileiro (alguns tentarão também a Copa Sul-Americana no segundo semestre). O Flamengo precisa se reerguer da ruína rapidamente. No domingo, o rubro-negro já enfrenta o Grêmio Prudente no Maracanã, e na quarta-feira já há o Fla-Flu. Não há tempo para respirar.
PC
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Fluminense na semifinal

Amigos, vencemos em Santiago do Chile. Foi uma vitória magra, mas suficiente: o gol único de Fred coloca o Fluminense na semifinal da Copa Sul-Americana.
Ganhar em Santiago não é fácil. Ainda mais no acanhado Estádio Santa Laura, com a torcida ali na beira do campo, cantando naquele espírito "vencer ou morrer". Ao ouvir os ferozes cânticos, o quadro visitante treme nos seus alicerces. No Maracanã, há um fosso cordial, uma distância intransponível, que protege os 22 jogadores, o juiz e os bandeirinhas. No Santa Laura, não. Ninguém é intangível: todos são susceptíveis, em caso de invasão, a um minucioso linchamento. A hipótese do massacre ronda a equipe de fora, e pode liquidar-lhe o ímpeto e a garra.
Pois bem: apesar disso, o Fluminense venceu. Mais que isso: obteve uma vitória monumental. Após o empate do Maracanã, muitos julgaram o Tricolor como morto, trucidado, liquidado. Mas dizem os gremistas que não está morto quem peleia. E o Fluminense peleia, batalha, molha a camisa. Disse que molha, e amplio: encharca a camisa.
Desculpem-me a parcialidade, mas eu não resisto: o gol do Fluminense merece ser recolhido imediatamente, para ser exposto na galeria principal do Museu do Louvre, ao lado da Mona Lisa. Começou com a raça de Darío Conca, que ganhou uma bola perdida. Depois, vieram a velocidade e a categoria de Maicon. Para finalizar a obra de arte, o oportunismo de Fred. A cabeçada foi inapelável: o goleiro Miguel Pinto nada pôde fazer.
Já na semana que vem, começa o confronto contra o paraguaio Cerro Porteño. O primeiro jogo das semifinais é lá em Assunção. A Copa Sul-Americana sorri, com a encantadora possibilidade de envelhecer em Álvaro Chaves. (nas minhas crônicas, as taças sorriem)
Mas antes, convém pensar no Palmeiras, e no desesperador Campeonato Brasileiro. A reação tem que continuar, e eu já aguardo ansioso pelo domingo. Já foram vendidos vinte mil ingressos, sinal de que o Maracanã estará lotado, com gente pendurada até no lustre. Vamos obter a nossa mais bela vitória.
PC
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Copa Sul-Americana

Ontem, saíram os dois primeiros semifinalistas da Copa Sul-Americana de 2009.
Em pleno Nuevo Gasómetro, com a vantagem do empate, o San Lorenzo/ARG vacilou, e perdeu para o River Plate/URU, por 1 a 0, no tempo normal. Nos pênaltis, vitória dos uruguaios por 7 a 6. O River Plate/URU vai encarar o vencedor do confronto entre LDU Quito/EQU e Vélez Sarsfield/ARG. No primeiro jogo, em Buenos Aires, houve empate por 1 a 1. Hoje, o Estádio Casablanca recebe a partida de volta, na altitude de Quito.
A noite de ontem não era mesmo dos mandantes. No Engenhão, uma vitória do Botafogo por 1 a 0 bastaria para a classificação. Mas o Cerro Porteño/PAR se aproveitou das deficiências do quadro de General Severiano, e venceu por 3 a 1. O Cerro Porteño/PAR enfrentará o vencedor da batalha entre Fluminense e Universidad/CHI. O primeiro jogo foi no Maracanã, e terminou empatado por 2 a 2. Hoje, ocorre o jogo de volta, no Estádio Santa Laura, em Santiago.
O técnico Cuca, do Fluminense, deverá mandar a campo a seguinte escalação: Rafael; Dalton, Digão e Gum; Mariano, Diogo, Diguinho, Darío Conca e João Paulo; Maicon e Fred.
O jogo será apitado pelo argentino Saul Laverni. Gustavo Esquivel e Julio Ayala, também da Argentina, o auxiliarão.
O confronto será transmitido pelo Sportv, a partir das 21h de Brasília.
Vamos pra cima, Fluzão!
Quero gritar campeão!
Vamos lutar,
por mais essa taça!
Vamos Fluminense,
com garra e com raça!
PC
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