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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Efemérides tricolores - 1º de dezembro


1929: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, no Estádio do Fluminense, em Laranjeiras, a Seleção Carioca ganhou por 9 a 2 da Seleção Paraense, e se classificou para a decisão da competição. O escrete do Distrito Federal jogou assim: Joel [America]; Pennaforte [America] e Hildegardo [America]; Nascimento [Fluminense], Fausto [Vasco] e Fortes [Fluminense]; Paschoal [Vasco], Oswaldinho [America], Russinho [Vasco], Nilo [Botafogo] e Theóphilo [São Cristóvão]. Os gols cariocas foram de Nilo (quatro), Russinho (três), Oswaldinho e Paschoal.

1935: em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, no Estádio do Fluminense, em Laranjeiras, a Seleção Carioca empatou com a Seleção Paranaense em 1 a 1. Com seis atletas tricolores, o escrete do Distrito Federal atuou assim: Batatais [Fluminense]; Marin [Flamengo] e Machado [Fluminense]; Marcial [Fluminense], Brant [Fluminense] e Orozimbo [Fluminense]; [Flamengo], Caldeira [Flamengo], Plácido [America], Mamede [America] e Hércules [Fluminense]. O gol carioca foi de Sá. Estava prevista a disputa de prorrogação de trinta minutos, mas os times concordaram em adiá-la, devido à forte chuva - o tempo extra seria disputado três dias depois, novamente em Laranjeiras, com entrada franca (vide 4 de dezembro).

1940: em partida válida pelo returno do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense ganhou por 3 a 1 do Botafogo, graças aos gols de Adílson, Romeu Pellicciari e Carreiro. Com 22 jogos, o time tricolor somava 15 vitórias, 4 empates e 3 derrotas. Faltando duas partidas para o fim de sua campanha, o Fluminense lutava ponto a ponto com Flamengo e Vasco pela liderança, e terminaria mais uma vez campeão do Rio de Janeiro.

1946: em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, em General Severiano, a Seleção Carioca venceu a Seleção Mineira por 8 a 3, apesar de ter atuado desfalcada dos atletas dos quatro melhores times da cidade (Fluminense, Botafogo, Flamengo e America disputavam o Supercampeonato e não puderam ceder seus jogadores). Os gols cariocas foram de Isaías, Djalma (2), Jair Rosa Pinto (2), Chico (2) e Lelé.

1963: em partida válida pelo returno do Campeonato Carioca, no Caio Martins, em Niterói, o Fluminense ganhou por 3 a 0 do Canto do Rio, gols de Evaldo, Carlos Alberto Torres (de pênalti) e Gílson Porto.

1971: na estreia no Torneio José Macedo Aguiar (Quadrangular de Salvador), na Fonte Nova, o Fluminense empatou em 0 a 0 com o Vitória. Na rodada final, o Fluminense enfrentaria o Bahia (vide 5 de dezembro).

1984: na última rodada do segundo turno do Campeonato Carioca, diante de 49.003 pagantes no Maracanã, o Fluminense derrotou o Flamengo por 2 a 1, graças aos gols de Assis e Washington (os rubro-negros descontaram com Élder). O Tricolor se classificou para o triangular final, por ter cumprido a melhor campanha geral na soma dos turnos. Na fase decisiva, o Fluminense derrotaria o Vasco (vide 9 de dezembro) e o Flamengo (vide 16 de dezembro), para se sagrar bicampeão do Rio de Janeiro.

1992: na partida de volta da semifinal da Copa do Brasil, perante 31.283 pagantes na Ilha do Retiro, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Sport Recife, e se classificou para a final da competição, por ter vencido o jogo de ida (vide 24 de novembro). Gilberto Gaúcho abriu o placar para os anfitriões, e o Tricolor empatou com um gol do zagueiro Sandro Luiz Scapin. Na decisão, o Fluminense enfrentaria o Internacional de Porto Alegre (vide 10 e 13 de dezembro).

1997: em jogo festivo, amistoso beneficente em prol do Dia Mundial de Combate à AIDS, o Fluminense jogou com um time de artistas da MTV Brasil, patrocinadora do clube, em Moça Bonita. O jogo teve dois tempos de 25 minutos, e terminou 12 a 0, gols de Cadu, Yan (2), Arthur (2), Jorge Luiz, Roger Flores (2), Flavinho, Dirceu, Marcelo Cardoso e Márcio Costa. Foram arrecadados 3.500 quilogramas de alimentos não-perecíveis, doados à Fundação Cazuza.

1999: no primeiro jogo da melhor-de-três das quartas-de-final da Série C do Campeonato Brasileiro, no Estádio Ary de Oliveira e Souza, em Campos, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Americano. O gol tricolor foi de Jorge Luiz. As duas outras partidas do duelo aconteceriam no Maracanã, nos dias seguintes (vide 4 e 6 de dezembro) - com duas vitórias, o Fluminense conseguiria a vaga no quadrangular final. O Tricolor seguia na jornada rumo ao título da competição e ao retorno à elite do futebol nacional.

2002: na partida de ida da semifinal do Campeonato Brasileiro, diante de 68.659 presentes (56.760 pagantes) no Maracanã, o Fluminense venceu o Corinthians por 1 a 0, com gol de Romário, após assistência de calcanhar de Roni, em bola cruzada por Yan, aos 31 minutos do segundo tempo. O jogo de volta seria três dias depois, em São Paulo (vide 4 de dezembro).

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Aniversariantes do dia:

Albert Victor Buchan (1876), um dos primeiros jogadores de futebol do Fluminense, meia-direita com 25 gols marcados em 49 jogos pelo Fluminense, entre os anos de 1905 e 1909. Nascido em Southampton, na Inglaterra, Buchan participou das conquistas dos primeiros quatro Campeonatos Cariocas, em 1906, 1907, 1908 e 1909.

Antônio Machado de Oliveira, o Pé-de-Valsa (1924), médio-direito com 9 gols marcados em 227 jogos pelo Fluminense, entre as temporadas de 1945 e 1951. Conquistou o Campeonato Carioca de 1946, o Torneio Municipal de 1948 e o Campeonato Carioca de 1951. Jogou também no São Paulo.

Luiz Alberto da Silva Oliveira, o Luiz Alberto (1977), zagueiro que integrou o plantel do Fluminense entre as temporadas de 2007 e 2009. Marcou 10 gols em 153 jogos com a camisa tricolor. Foi titular nas campanhas do título da Copa do Brasil de 2007 e do vice-campeonato da Copa Libertadores de 2008.

Diego Cavalieri (1982), goleiro do atual elenco do Fluminense. No clube desde 2011, Diego Cavalieri ultrapassou recentemente a marca de 350 partidas com a camisa tricolor - está próximo de superar Paulo Victor no número de jogos, para se tornar o segundo goleiro que mais vezes defendeu a meta do clube. Conquistou o Campeonato Carioca de 2012, o Campeonato Brasileiro de 2012 e a Copa da Primeira Liga de 2016.
Diego Cavalieri defende pênalti em 2012 (foto: Photocamera).

PCFilho

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

De grão em grão...


Amigos, vejamos o caso recente da demissão do zagueiro Luiz Alberto. O contrato do jogador só terminaria em dezembro de 2010, e o Fluminense não possuía mais interesse no seu futebol. O ex-capitão foi procurado na tentativa de um acordo de rescisão amigável, e recusou a proposta do clube. O que fazer neste caso?

Há duas opções burras. Uma é manter o jogador no elenco, continuando a arcar com seus salários, mesmo que ele não fosse ser mais utilizado. No caso de um salário elevado como o de Luiz Alberto, a medida causaria um prejuízo enorme aos já combalidos cofres tricolores. A outra opção pouco inteligente é a rescisão unilateral do contrato. Pouco inteligente porque o clube é obrigado a pagar ao atleta 50% de tudo o que ele ainda viria a receber, isto é, seis meses de altos salários. Para um clube que deve uma fortuna em direitos trabalhistas, pior ainda é aumentar essa dívida. Apesar disso, a rescisão unilateral foi a decisão da atual administração do Fluminense.

A medida até se justificaria, se não houvesse uma opção inteligente. Mas há. Ora, Luiz Alberto é um zagueiro de 32 anos, com passagens pela Europa e títulos por grandes clubes brasileiros. Realmente, não vinha jogando bem, conforme confessou recentemente. Realmente, não tem vaga no atual elenco do Fluminense. Porém, isso não significa que não havia espaço para Luiz Alberto no mercado. O Fluminense poderia emprestá-lo de graça, até possivelmente pagando parte de seu salário. O prejuízo tricolor seria bem menor do que será.

Tanto havia espaço no mercado para o zagueiro, que chega a notícia de que Luiz Alberto está indo para o Boca Juniors, da Argentina. Aceitou uma drástica redução de salário, e chegará ao clube portenho para dar mais experiência à defesa.

Mais uma vez, faltou competência ao departamento de futebol, para resolver uma situação com o menor prejuízo possível ao clube. Por essas e outras, a dívida do Fluminense mais do que dobrou na última década. Daqui a vinte anos, a Justiça condenará o Tricolor a pagar sua dívida com Luiz Alberto, com juros e correção monetária. O Bismarck de hoje é o Luiz Alberto de amanhã.

De grão em grão, a já monstruosa galinha da dívida enche o papo.

PC

(agradecimento a Lucas Saboia, cujo comentário foi o alicerce para esse texto)

(texto publicado ontem no site do Grupo Político Pavilhão Tricolor, organização que busca "refundar" o Fluminense Football Club, através da transição para um modelo profissional de administração, com padrões rigorosos)