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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fluminense no NBB

Amigos, gostaria muito de dar a vocês a notícia da presença do Tricolor no NBB, a maior competição de basquete do Brasil. Afinal, o Fluminense sempre foi uma potência olímpica brasileira, desde nossas primeiras medalhas olímpicas, conquistadas em Antuérpia-1920, por Guilherme Paraense, Afrânio Costa e companhia, todos atletas tricolores. Infelizmente, não é possível.

O basquete tupiniquim teria muito a ganhar com a presença do Fluminense no campeonato, seja pela presença da torcida tricolor, seja pela rivalidade com o Flamengo, seja pelos patrocínios. O Fluminense também teria inúmeros benefícios, com a participação nesta bela competição que tem revitalizado o basquete no Brasil.

O Rio de Janeiro conta com duas vagas no NBB: a do Flamengo, e a do Iguaçu Basquete Clube. O IBC, porém, não disputou as duas primeiras edições, e precisava utilizar sua vaga em 2010, sob pena de perdê-la definitivamente.

Um acordo foi feito entre Fluminense e IBC, costurado por Júlio Bueno, e assinado por Júlio Domingues, assessor de Roberto Horcades. A parceria, que envolveria também a TIM e a prefeitura de Queimados, tornaria viável a participação no NBB.

Porém, algo estranho aconteceu. Mesmo após o acordo assinado, o Fluminense não quis seguir em frente. E o IBC, sem as garantias financeiras que só a parceria poderia proporcionar, teve sua inscrição negada no NBB.

Uma explicação mais detalhada do caso se encontra no Pavilhão Tricolor, em post redigido pelos amigos Thiago Rachid e Mario Vitor: clique aqui para ler.

Repito aqui os questionamentos feitos no PavTri: por que uma informação tão grave como esta não foi trazida a público pela candidatura de Júlio Bueno? Qual foi o papel da candidatura Peter Siemsen no episódio? (uma vez que o setor de Esportes Olímpicos do Fluminense faz parte da base de apoio desse candidato) A quem interessa ver o Fluminense fora do Novo Basquete Brasil e, mais ainda, deixando de abrir suas portas para uma multinacional tão importante?

Uma coisa parece certa: ao Fluminense que não é.

PC

segunda-feira, 23 de março de 2009

Futebol para Escanteio: A Festa do Basquete



Uma década de espera. E finalmente a torcida pôde saborear um jogo entre os melhores do Brasil. Ontem, no Maracanãzinho, as estrelas do basquete no país se reuniram para mostrar à torcida toda sua habilidade. E também encher a todos com a esperança de que o basquete nacional respira novos ares.

Antes da esperada partida, alguns jogadores participaram dos torneios de arremessos e de enterradas. A cada sequência de bolas de três que caía, a torcida vibrava. E quando uma cravada espetacular, precedida de movimentos de extrema criatividade, era executada, aí mesmo é que a galera ia ao delírio! E, mesmo quando a tentativa era frustrada, a torcida incentivava.

A torcida, na minha opinião, foi o que decepcionou. Pouco mais de 5.000 pessoas ocupavam os acentos do ginásio. Não é difícil entender o motivo: apenas um clube que disputa o campeonato nacional é do Rio, o Flamengo. Sem falar também no clássico entre Fla e Vasco, no Maraca, um pouco mais tarde. Isso certamente contribuiu para o baixo público.

Mas o importante é que quem estava presente estava sempre vibrando com as grandes jogadas, que foram muitas. A todo momento os jogadores executavam enterradas, pontes-aéreas e bandejas maravilhosas. O único que sofreu com a torcida foi Valtinho, que atua pelo Brasília, e que tem sido o maior rival do time do Flamengo nos últimos tempos. Mas ele manteve sempre o bom-humor. Aliás, o bom-humor foi a tônica do jogo. Os atletas estavam mesmo se divertindo em quadra.



Também se destacaram no jogo os irmãos rubro-negros Marcelinho e Duda, que fazem parecer fácil arremessar de fora. E o Marquinhos, do Pinheiros, que fez uma sequência de enterradas e pontes maravilhosas!

Outro destaque foram os nomes dados às equipes: Ubiratan, de uniformes claros, e Rosa Branca, de uniformes escuros. Belíssima homenagem a dois grandes craques, que muito fizeram pelo basquete brasileiro.

O vencedor do torneio de arremessos foi o jogador Fischer, do Bauru. O do torneio de enterradas foi Júlio Toledo, do Araraquara, com um vôo sobre o colega tal qual o de Nate Robinson, da NBA. Quanto ao jogo, ganhou a equipe Ubiratan, por 126 a 117. Mas isso foi só detalhe, pois o grande vencedor foi o Basquete Brasileiro. Parabéns a todos pelo excelente jogo, um verdadeiro show! E que esse show seja o primeiro de muitos!

Viva o basquete nacional!!

Vídeos:

Torneio de Enterradas:


Torneio de Arremessos:


rafs

sexta-feira, 13 de março de 2009

Futebol para Escanteio: NBA Tupiniquim


Amigos, hoje inauguro minha coluna sobre outros esportes, pois não só de futebol viverá o homem, mas também de vôlei, basquete, automobilismo, e até aqueles esportes esquisitos que os americanos curtem.

O primeiro assunto sobre o qual vou falar é o NBB, Novo Basquete Brasil. O nome não faz muito sentido, mas é sugestivamente parecido com “NBA”... curioso isso, não?

O que importa é que vivemos um novo começo na modalidade. Depois de algumas tentativas iniciadas há cerca de três anos, finalmente os clubes conseguiram a autonomia que desejavam para organizar seu campeonato, administrando contratos, regulamentos, etc. O grande diferencial do NBB com relação aos seus antecessores é o fato de a CBB e a FIBA (basta trocar o B pelo F que todos entendem) deram respaldo a esta competição, que passa a ser efetivamente reconhecida como “oficial”.

Superando as brigas do passado, esperamos que o basquete (masculino) brasileiro consiga tomar novos rumos, e volte a disputar os Jogos Olímpicos. Ainda são necessárias várias mudanças administrativas, pois ainda há brigas com relação ao comando da Seleção, falta de respeito com os heróis da modalidade (haja visto que em janeiro completou-se 50 anos do primeiro título mundial do Brasil e a CBB não fez nem um comentário), e tantas outras coisas. Mas toda longa caminhada começa com o primeiro passo. E este acaba de ser dado.

Este modelo implementado aqui é baseado no caso de maior sucesso do basquete mundial, a NBA. Lá, quem manda no campeonato são os times, e o resultado mostra o sucesso deste formato. Atualmente, quinze franquias disputam o torneio em terras brasileiras, sendo eslas de São Paulo (8), Espírito Santo (2), Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Brasília e Rio de Janeiro (1 cada). O representante do RJ é o Flamengo, atual campeão nacional.

E as semelhanças entre NBB e NBA não estão apenas no nome. Vários craques da versão tupiniquim já tiveram alguma experiência na matriz norte-americana. E para tornar tudo mais atraente, também teremos o nosso All-Star Game.

No dia 22 de março, no Maracanãzinho, ocorrerá o Jogo das Estrelas, que será precedido por um torneio de enterradas e outro de arremessos de três pontos. Para escolher os jogadores que farão parte da partida, é só clicar aqui e votar no site da Liga Nacional. Ainda não consegui informações sobre venda de ingressos para o jogo, mas assim que souber, posto aqui nos comentários.

Que possamos reviver as glórias do passado, a época de Oscar e companhia, e que voltemos a ser uma das potências mundiais do basquete!

rafs