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terça-feira, 6 de junho de 2017

Efemérides tricolores - 6 de junho


1926: o Fluminense derrotou o Syrio e Libanez por 2 a 1, no Estádio de Laranjeiras, em jogo do Campeonato Carioca. Os gols tricolores foram de Coelho e Alfredinho.

1957: iniciando excursão pela América do Sul, o Fluminense, recém-coroado campeão do Torneio Rio-São Paulo, derrotou o Alianza Lima por 4 a 3, no Estádio Nacional de Lima, capital do Peru. Os gols tricolores foram de DejairWaldo (2) e Robson.

1960: seguindo seu giro pelo norte da Europa, o Fluminense goleou o AIK de Estocolmo por 4 a 1, no Estádio Råsunda, na capital da Suécia. Os gols tricolores foram de Jair Francisco, Waldo, Paulinho Omena e Telê.

1963: após jogar partidas na Suécia e na Finlândia, o Fluminense estreou na União Soviética com uma vitória por 1 a 0 sobre o Dínamo de Moscou, gol de Joaquinzinho aos 11 minutos do segundo tempo. O jogo aconteceu no Dinamo Stadion, na capital do país.

1965: o Fluminense venceu o Botafogo (do Rio de Janeiro) por 3 a 1, no Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto. Os gols tricolores foram de Amoroso, Evaldo e Antunes.

1971: o Fluminense empatou com o Bangu em 0 a 0, diante de 22.522 pessoas no Maracanã, em partida válida pelo Campeonato Carioca. Nas quatro rodadas seguintes, o Tricolor arrancaria para o título, com quatro vitórias sobre America, Vasco, Flamengo e Botafogo.

1973: na sequência da sua excursão pela África, o Fluminense goleou o Benfica de Luanda por 7 a 0, com gols de Marquinhos, Dionísio (3), Manfrini (2) e Kléber. O Tricolor terminou sua passagem pela capital de Angola com 3 vitórias em 3 jogos, e partiu para a Tanzânia.

1979: o Fluminense ganhou de 2 a 0 do Goytacaz, no Maracanã, em jogo do Campeonato Carioca. Os gols tricolores foram de Nunes e Zezé.

2007: o Fluminense venceu o Figueirense por 1 a 0, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, e é o grande campeão da Copa do Brasil de 2007! O gol do título foi marcado por Roger Machado, logo aos 3 minutos do primeiro tempo da decisão, após assistência de Adriano Magrão. Na campanha, o Fluminense eliminou, na sequência, Adesg do Acre, América de Natal, Bahia, Atlético Paranaense, Brasiliense e Figueirense. A campanha tricolor teve 12 jogos, com 6 vitórias, 5 empates e 1 derrota, 22 gols-pró e 11 gols-contra. É campeão!

2012: o Fluminense empatou com o Santos em 1 a 1, na Vila Belmiro, em partida válida pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro, alcançando assim os 5 pontos ganhos na tabela de classificação. Era o início da campanha que culminaria na conquista do quarto Brasileirão da história tricolor.

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Aniversariantes do dia:

Fábio Carneiro de Mendonça (1896), presidente do Fluminense Football Club no período de 14 de janeiro de 1949 a 12 de janeiro de 1953. Sob sua gestão, o Tricolor foi campeão carioca de 1951 e mundial de 1952, além de ter sido agraciado com a Taça Olímpica em 1949. Fábio chegou a atuar três vezes pelo time principal do Fluminense, entre 1914 e 1916. Ele era irmão de Marcos Carneiro de Mendonça, lendário goleiro do Fluminense e também presidente do clube. Seu filho Gil Carneiro de Mendonça também viria a ser presidente do Fluminense.
Fábio em jogo de 1916.

Paschoal Cozza, o Pascoal (1923), médio direito com 21 gols em 123 partidas pelo Fluminense, entre as temporadas de 1945 e 1947. Fez parte do time supercampeão carioca de 1946.

Mauro Raphael, o Maurinho (1933), ponta-direita com 40 gols em 119 jogos pelo Fluminense, entre as temporadas de 1959 e 1963. Foi campeão do Carioca de 1959 e do Rio-São Paulo de 1960.

Rodrigo Oliveira Lindoso (1989), meio-campista que teve 5 atuações com a camisa tricolor, entre as temporadas de 2011 e 2012, ano em que fez parte do elenco campeão carioca.

PCFilho

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Golaço do dia #161 - Roger


Chutaço acrobático, realizado pelo centroavante Roger, na partida Ceará 3 x 2 Coritiba, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2011.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Fala, Roger!

O "Maradoninha", ex-atleta do Corinthians, campeão brasileiro em 2005 de forma esquisita, comenta o atual Campeonato, o de 2005, e relembra o que o Timão fez no ano passado...

O vídeo é do Sportscenter, programa da ESPN.

PC

domingo, 8 de novembro de 2009

Golaço do dia #143 - Roger


Atleta: Roger Galera Flores.
Nascimento: 17/08/1978, no Rio de Janeiro.
Jogo: Palmeiras 2 x 6 Fluminense (Campeonato Brasileiro de 2001).
Data: 07/11/2001.
Local: Parque Antártica, em São Paulo.

Fantástico gol olímpico de Roger, no massacre do Palestra Itália!

PC

quinta-feira, 26 de março de 2009

Recordar é viver - Florianópolis é Tricolor

Florianópolis, 7 de junho de 2007.

Amigos, a humildade acaba aqui. Isso porque, desde ontem, o Fluminense é o campeão da Copa do Brasil. O Tricolor venceu o Figueirense, no Estádio Orlando Scarpelli, por 1 a 0, com gol do zagueiro Roger. Uma semana atrás, empatamos no Maracanã. Assim, a bela taça é, para sempre, nossa.

Escrevi sobre o empate no Estádio Mário Filho, e cabe detalhar a partida. Tudo parecia caminhar para um insosso zero a zero quando um jogador do Figueirense acertou, de primeira, um petardo indefensável. Como já passávamos dos trinta do segundo tempo, os tricolores presentes no Maracanã se entreolharam desesperados. O pensamento era único: "ou empatamos hoje, ou já era". Eis que surge, do banco, o primeiro herói da conquista: Thiago Neves. O garoto entra, costura a defesa oponente, e dá o passe perfeito: Adriano Magrão escora para o gol. O placar de 1 a 1 deixava a disputa em aberto. Mesmo assim, a meia-dúzia de catarinenses presentes no Rio de Janeiro cantou antes da hora: "é campeão".

No dia seguinte ao jogo do Maracanã, aquele grito dos catarinenses aventureiros ficou martelando em minha cabeça. Até que, à noite, tive a certeza profética: "seremos campeões". Examinei a minha agenda, e percebi: seria feriado na quinta-feira, o day-after. Examinei a minha conta bancária, e verifiquei que as sobras do emprego antigo ainda repousavam lá. Juntei a fome com a vontade de comer, e decretei: "vou a Florianópolis". Logo encontrei uma excursão que faria a viagem do título, de ônibus. Realizei o pagamento ainda na sexta-feira, e comecei a me preparar espiritualmente para a jornada. Dezoito horas na estrada não são pouca coisa, não. Mas eu estava disposto a qualquer sacrifício. O Fluminense não levantava um campeonato nacional havia 23 longos anos. Dessa vez, não poderia escapar. Não iria escapar.

Chegamos com boa antecedência a Floripa, de modo que pude passear um pouco pela capital catarinense. Eu e mais três amigos de viagem fomos para a Ilha, onde encontraríamos um outro amigo meu, habitante local, que nos guiaria em um rápido tour pela cidade. Conhecemos a bela Lagoa da Conceição: jamais me esquecerei do anoitecer naquela linda paisagem. Ali perto, descobri que Florianópolis é Tricolor. Vejam as três cores presentes na bandeira de Santa Catarina, hasteada na Ilha: verde, branco e grená. Os idiotas da objetividade afirmam categóricos: "não é grená, é vermelho". OK, OK, confesso com escrúpulo e vergonha: é vermelho. Mas permitam a este escriba um pequeno daltonismo. Ontem e hoje, Florianópolis é verde, branco e grená. Florianópolis é Fluminense. Florianópolis é Tricolor.

Já era noite quando voltamos finalmente à parte continental de Floripa. O acanhado estádio do Figueirense se localiza ali, no Estreito. Não resisti e comprei uma bandeira antes de entrar no setor E do Orlando Scarpelli. Quando entrei, o local já estava cheio. Posicionei-me no meio da multidão pó-de-arroz ali presente, e comecei a cantar, sofrer e rezar. O Fluminense entrou em campo com o time esperado: o único desfalque era Luiz Alberto. O zagueiro lesionara-se na véspera, e dava lugar a Roger. O cara-e-coroa decidiu que o Fluminense atacaria o primeiro tempo para o gol do nosso lado.

Bem no comecinho do jogo, aconteceu a jogada inesquecível, envolvendo dois outros heróis da conquista: Adriano Magrão e Roger. Adriano Magrão havia feito o gol que nos permitia sonhar. Dessa vez, deu o passe certeiro. Roger matou no peito e fuzilou. A bola estufou a rede: estava consumado o gol do Fluminense. O 1 a 0 já nos dava o caneco. Assim, a obrigação de atacar agora era do time da casa. E foi isso que o Figueirense fez: passou noventa longos minutos nos atacando.

Agora, cabe exaltar os outros heróis da conquista: o goleiro Fernando Henrique foi uma bastilha inexpugnável, amigos. Thiago Silva corria como um coelhinho de desenho animado, mas era uma corrida inteligente, para os locais certos da cancha. Os laterais Carlinhos e Júnior César, reduzidos a zagueiros, molhavam a camisa como nunca. Fabinho e Arouca, mais à frente, atuavam como cães de guarda implacáveis. Os meias Carlos Alberto e Cícero também nunca fugiram da batalha. O atacante Alex Dias, apesar da idade avançada, também voltava para ajudar a defesa com o seu suor. Entraram no decorrer da final Rafael Moura, David e Thiago Neves: também eles defenderam o querido pavilhão dando o máximo que conseguiam.

Por trás da equipe, dispondo, estava o eterno Renato Gaúcho. Há quem queira diminuir o seu papel na épica jornada pó-de-arroz, mas é impossível. Quando ele chegou, o plantel tricolor era a piada dos bares e das esquinas. "Não há técnico que dê jeito nesse bando", era o que mais se ouvia. No entanto, em sua primeira declaração, ele espanta a todos: "faltam sete jogos para o título". Nem o tricolor mais otimista acreditou. Porém, ele estava profeticamente certo: sete jogos depois, cá estamos comemorando a conquista.

Voltemos ao momento sublime: notem que há um agravante no gol do título tricolor. Roger não iria jogar. Vejam vocês a influência mística na conquista tricolor: o gol mais importante, o lance que decidiu todo o campeonato, foi de um jogador que não estaria em campo. É o destino, amigos, é o destino: estava escrito desde antes do nada que o Fluminense seria o campeão.

Examinemos por fim a campanha completa: Adesg-AC, América-RN, Bahia, Atlético-PR, Brasiliense e Figueirense. Como dizia o profeta: um título é todo sangue, todo suor e todo lágrimas de um campeonato inteiro. A Copa do Brasil de 2007, tão disputada, agora descansará, eternamente, na abarrotada sala de troféus da rua Álvaro Chaves. Este fato nos permite sonhar: em 2008, desbravaremos a América. Há de ser uma jornada épica, fantástica e inesquecível.

PC