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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Efemérides tricolores - 25 de janeiro


1941: em amistoso disputado no campo do America, na rua Campos Sales, o Fluminense derrotou o Flamengo por 3 a 2. Os gols da vitória tricolor foram marcados por Russo (dois) e Vicente Cussati. Naquela temporada, o Fluminense conquistaria o bicampeonato Carioca, numa partida decisiva exatamente contra o Flamengo (vide 23 de novembro).

1942: em partida amistosa, disputada em Nova Friburgo, o Fluminense venceu o Esperança, campeão friburguense de 1941, por 3 a 2, graças aos gols de Juan Carlos, Pedro Nunes e Careca.

1949: em jogo pelo Torneio Pentagonal R. Monteiro, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, o Fluminense ganhou por 2 a 1 do Corinthians. Orlando Pingo de Ouro e Simões marcaram os gols da vitória tricolor.

1953: em sua estreia na Copa Montevideo, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o First Vienna, da Áustria. O ponta-esquerda Quincas marcou o gol tricolor na partida, disputada no Estádio Centenário, na capital do Uruguai. O First terminaria a Liga Austríaca daquela temporada na quarta posição (o campeão seria o conhecido Áustria Viena, eliminado pelo Fluminense na semifinal da Copa Rio no ano anterior - vide 27 de julho).

1959: na sequência da viagem pela região Nordeste, em amistoso no Estádio Presidente Vargas, em Campina Grande, o Fluminense venceu o Treze por 4 a 0, com três gols de Waldo e um de Mário. Sob o comando técnico de Zezé Moreira, começava a tomar forma um dos melhores times da história tricolor. Este foi o sétimo jogo de uma sequência invicta que duraria doze partidas (e não seria a maior daquela temporada memorável, em que o Fluminense conquistaria o Campeonato Carioca com uma campanha sensacional).

1961: na Ilha do Retiro, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Sport Recife, em jogo válido pelo Quadrangular do Recife. O gol tricolor na partida foi de Jaburu.

1968: em jogo amistoso, disputado na Fonte Nova, em Salvador, o Fluminense ganhou por 3 a 1 do Galícia, graças aos gols de Amoroso, Cabralzinho e Lula. O Galícia era um dos melhores times da Bahia: seria o vice-campeão baiano de 1967 e o campeão baiano de 1968.

1973: em partida disputada no Parque São Jorge, em São Paulo, o Fluminense sagrou-se campeão da Copa São Paulo de Juniores, ao empatar em 0 a 0 com o Corinthians no tempo normal, e vencer por 2 a 0 na prorrogação, gols de Té e Silvinho. O Fluminense jogou a decisão com: Willys; Zé Maria, Jorge Henrique, Marinho e Carlinhos; Carlos Alberto Pintinho, Kléber e Anselmo (Erivelto); Té, Luiz Alberto (Silvinho) e Euclides. Como na conquista de 1971, o comando técnico foi do ídolo Pinheiro. O meio-campista Carlos Alberto Pintinho foi eleito o craque da Copinha.
Um lance da decisão: o goleiro tricolor Willys vence disputa com Ivan "Terrível".

2001: numa grande exibição, em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo, o Fluminense derrotou o São Paulo por 5 a 2, no Estádio Caio Martins, em Niterói. Os gols tricolores no jogo foram do colombiano Faustino Asprilla (dois), do aniversariante Agnaldo (dois, um de pênalti) e do zagueiro Régis.

2004: em seu primeiro jogo no Campeonato Carioca, diante de 39.070 presentes (37.257 pagantes) no Maracanã, o Fluminense venceu o Madureira por 2 a 1. O primeiro gol tricolor foi de Romário, e o segundo do estreante Edmundo, aos 43 minutos do segundo tempo.

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Aniversariantes do dia:

António Ángel Capuano, o Capuano (1910), ótimo goleiro argentino, que atuou no Fluminense entre as temporadas de 1940 e 1942, participando das conquistas dos Campeonatos Cariocas de 1940 e 1941 e do Torneio Oscar Cox de 1941.
Capuano e Renganeschi, argentinos do Flu.

Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o Tom Jobim (1927), músico e compositor carioca, torcedor ilustre do Fluminense.
Tom Jobim, ilustre tricolor.

Jorge da Silva Freire (1958), ponta-direita natural de Niterói, participante do time que conquistou o Campeonato Carioca Juvenil em 1975.

Agnaldo Cordeiro Pereira, o Agnaldo (1975), centroavante com 48 gols marcados em 94 partidas pelo Fluminense, entre as temporadas de 2000 e 2002, ano em que participou da conquista do Campeonato Carioca.
Agnaldo, em treino do Fluminense.

Luís Fernando Teixeira Silveira, o Luís Fernando (1975), lateral-esquerdo gaúcho, que integrou o elenco do Fluminense no primeiro semestre de 2001, tendo atuado em apenas três partidas.

PCFilho

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Os personagens do ano


Amigos, chegou o momento de revelar o meu personagem do ano. Muitos nomes mereceriam a honra. Começo citando o argentino Verón, que repetiu o pai e ergueu a Libertadores pelo Estudiantes de La Plata. O também hermano Messi também poderia conquistar o ilustre posto, por ser o craque do melhor time do planeta, o Barcelona. O árbitro gaúcho Simon é outro que teve destaque em 2009, ao novamente vencer as câmeras. O que dizer de César Cielo, o nadador mais rápido da história do esporte? O ressuscitado meia sérvio Petkovic provou que futebol não tem idade. Marta provou que futebol não é mais esporte exclusivo de homem. O técnico Cuca provou que futebol só acaba quando termina. A altitude de Quito novamente conquistou a América, e também poderia ser eleita. Todos os citados poderiam ser eleitos.

Porém, no dia, ou melhor, na noite de 26 de novembro, aconteceu o fato esportivo mais importante do ano. O mais engraçado é que o feito não foi realizado num estádio, numa quadra, num ginásio, numa pista, ou numa piscina. Não. A maior façanha esportiva de 2009 se deu em um aeroporto. O Galeão, para ser mais preciso. Ou melhor, o ex-Galeão, que agora recebe o glorioso nome de Tom Jobim. Foi lá que aquelas 300 pessoas fizeram história.

O Fluminense, já guerreiro, já lutador, já com aquela garra inexcedível, havia perdido a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana: Liga da Altitude 5 a 1. É o fundo do poço, é o fim do caminho? Para a pétrea e burra objetividade do ser humano comum, sim. Para aquelas 300 pessoas, não.

É a promessa de vida no teu coração...

Empurradas por um amor inabalável, aquelas 300 pessoas foram recepcionar os heróis temporariamente derrotados, tarde da noite, no terminal 2 do Tom Jobim. Quando desembarcaram, lá estava a multidão a cantar e apoiar. Se um alienígena passasse por ali, haveria de anotar no seu caderninho: "o Fluminense foi campeão". E, no entanto, o time havia sido goleado impiedosamente.

Um cidadão impressionado, ao ver aquela cena surreal, comentou: "a torcida tricolor está de parabéns. O time perdeu de 5 a 1, e olha os caras aqui apoiando! Imagina se tivessem vencido!". A resposta do meu amigo Marco Aquino foi genial: "se tivéssemos vencido, não estaríamos aqui".

Nos dois jogos seguintes, empurrado por essa legião de fanáticos, o Fluminense aplicou duas goleadas: 4 a 0 no Vitória e 3 a 0 na LDU. O triunfo não foi suficiente para erguer a taça, mas o troféu já passava a ser mero detalhe, diante da grandeza que o Tricolor demonstrou naquela semana.

Aquela recepção no Tom Jobim foi um gol de placa da torcida tricolor. Trata-se de um fato inédito na história do esporte mundial. E é por isso que nós, os 300 do Galeão, somos os meus personagens do ano de 2009.

PC