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| O Fluminense de laranja. Foto: Wagner Meier/LANCE!Press. |
Neste sábado, contra a Portuguesa, no Maracanã, pela primeira vez em sua história de 111 anos, o Fluminense disputou uma partida oficial de competição com um uniforme de cor diferente de suas tradicionais (verde, branco, grená e cinza). Jogando todo de laranja, o onze passou sufoco contra um adversário direto na luta contra o rebaixamento. Sofreu o primeiro gol aos 35 minutos da etapa inicial, em bobeada coletiva da defesa, que deixou Diogo livre para marcar de cabeça. Depois, no segundo tempo, lançou-se todo ao ataque e, na base da luta, conseguiu os dois gols de que necessitava. Aos 15, Moisés Moura cortou bicicleta de Anderson com o braço dentro da área, e Rafael Sobis converteu o pênalti, cobrando-o bem no meio do gol de Lauro. Aos 27, Felipe chutou e a bola sobrou para Rafael Sobis, que inteligentemente rolou para Wagner converter, sem goleiro. Fluminense 2 a 1.
Com os três preciosos pontos, o Fluminense alcança 26 no Campeonato Brasileiro, e se distancia um pouco da zona de rebaixamento. Com mais 20 pontos, nos livramos de vez do fantasma. Ainda acho que esta tímida meta é o máximo que podemos esperar neste ano de 2013. Mas, quem sabe, se o time mantiver o espírito guerreiro e tiver alguma sorte nas próximas rodadas, voltemos a sonhar mais alto.
Na estação Estácio do metrô, na volta para casa, enquanto aguardava a baldeação, escutei meu amigo Maurício reclamando do laranja. Por ele, o Fluminense só vestiria as cores do pavilhão, o verde, o branco e o grená. E, embora entenda os apelos do marketing, ecos dessa modernidade que nos atropela sem pedir licença, confesso que simpatizo com Maurício na causa. Para objetos sagrados - e a camisa do Fluminense é, sim, para nós, um objeto sagrado - a tradição é fundamental. Na minha utopia, sim, o onze adentra o gramado do Mario Filho sempre com a camisa tricolor - o verde da esperança, o branco da paz e da harmonia e o grená do vigor. Um extra-terrestre sobrevoasse o Rio de Janeiro, hoje, de seu disco voador, veria um time de laranja, num estádio laranja, cheio de camisas laranjas na arquibancada, e anotaria em seu caderninho: "Eu não estou entendendo, rapaz. Acho que calculamos mal: a Holanda é aqui".
A camisa laranja é bonita, claro que é, e já está fazendo sucesso, como fez sua versão anterior, em 2002. Será, provavelmente, um retumbante sucesso de vendas. Eu não resistirei e juntarei minhas moedas para comprar uma. O clube faturará algumas centenas de milhares de reais com a novidade. Os patrocinadores, idem. Então, temos que nos render. Ao menos por ora, o dinheiro vale mais que as tradições. Tanto é assim que nossos clubes - mesmo os mais ricos do mundo - sujam suas camisas estampando marcas diversas, por alguns contos de réis. Alguns clubes vão além, e chegam ao ponto de terceirizar seu departamento de futebol para o "patrocinador". Mas isso já é assunto para outro texto...
PCFilho
Melhores momentos:
Notas do onze:
Diego Cavalieri - 7,0.
Bruno - 5,0.
Gum - 6,0.
Anderson - 5,0.
Carlinhos - 6,0.
Edinho - 6,5.
Fábio Braga - 6,0.
(Felipe - 7,5).
Rafinha - 6,5.
(Biro Biro - 6,5).
Wagner - 7,0.
Rhayner - 6,0.
(Samuel - 6,5).
Rafael Sobis - 7,0.
Vanderlei Luxemburgo - 6,5.