Dizem que o futebol é uma caixinha de surpresas. O que dizer então da Fórmula 1?
Um campeonato marcado pelo equilíbrio desde o seu início não poderia terminar de forma mais espetacular. A Era Pós-Schumacher tem como principal característica os encerramentos mais incríveis que se possam imaginar.
No ano passado, três pilotos chegaram a Interlagos disputando o título, e o caneco foi para o menos provável deles: Kimi Raikkonen. Neste ano, o favorito acabou levando o campeonato, mas de maneira inacreditável!
Felipe Massa, brasileiro da Ferrari dominou o fim de semana, mas os sete pontos de desvantagem para o segundo colocado, o inglês Lewis Hamilton, faziam com que o título da temporada fosse algo utópico, sendo consolado pelo prazer de vencer uma corrida
Domingo, 15:00, horário da largada, começa a chover. O que seria de uma corrida em Interlagos sem chuva? Largada adiada e garantia de emoções até o final. Dez minutos mais tarde apagam-se as luzes vermelhas e os pilotos partem para uma das mais importantes corridas da História. Todos passam pelo “S” do Senna, menos David Coulthard, que fazia ali a última curva de sua carreira na F1. Ou melhor, não fazia a curva. Pode não ter sido o desfecho que ele esperava, mas ele pode se orgulhar de ter estacionado sua Red Bull na curva imortalizada pelo maior ídolo do automobilismo brasileiro. Um pouco mais a frente, ainda nessa volta, Nelsinho Piquet também encerra sua temporada mais cedo. Safety car na pista, começa tudo de novo.
Após mais uma largada, nenhuma mudança significativa, exceto pelo fato de a pista começar a secar bastante. Isso obrigou os pilotos a trocar os pneus, e após todos terem parado, Massa continuava na liderança, enquanto Hamilton aparecia na sexta posição, o que dava o título para o piloto brasileiro. Isso porque o italiano Giancarlo Fisichella apareceu, sabe-se lá como, à frente do inglês. Por pouco tempo, já que uma Force India não pode competir com uma McLaren.
O texto já está ficando enorme, vou pular então para o final da prova. Oito voltas para o fim da corrida, nada parecia estragar a festa inglesa
Outro nome decisivo na corrida foi mais um alemão, Sebastian Vettel, da Toro Rosso. Após estar boa parte da prova em segundo, e manter-se sempre entre os postulantes à vitória, Vettel aproximou-se perigosamente de Hamilton, que a essa altura ocupava a quinta posição, e não tinha mais a proteção do seu escudeiro finlandês para garantir-lhe o título. Além disso, o piloto alemão já mostrara em Monza que sabe guiar muito bem quando a pista está molhada. Não deu outra. Após insistir um pouco, Vettel passou Hamilton, que caiu para a sexta posição na corrida e segunda posição no campeonato, perdendo para Massa no número de vitórias na temporada.
A imagem nos boxes da McLaren era de incredulidade e desespero. A poucas voltas do fim Hamilton perdia novamente um título que esteve em suas mãos o tempo todo! E assim foi até a última volta. Massa, anos-luz à frente dos demais competidores, cruza a linha de chegada com gritos de “É campeão!”, pois Hamilton continuava
Foi de arrepiar, de tirar o fôlego. Por trinta segundos o Brasil teve mais um campeão mundial. Uma temporada espetacular, que não poderia terminar de forma mais excepcional. Aliás, poderia, se o Felipe tivesse sido o campeão.
Fica a torcida para que a temporada do ano que vem seja tão incrível quanto essa, e que a Ferrari possa comemorar o título de Felipe Massa no momento derradeiro.
Fico também na torcida para que Rubens Barrichello possa continuar pilotando na Fórmula 1, com um carro competitivo, pois sua carreira tão brilhante não merece terminar com um melancólico décimo quinto lugar, na segunda pior equipe da competição.
rafs
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