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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

29/03/1973 - Botafogo elimina Palmeiras e vai à semifinal da Libertadores




Amigos, aquela quinta-feira foi a grande noite do Botafogo na Copa Libertadores: diante de 88.690 testemunhas no Maracanã, o Alvinegro encarava o Palmeiras no jogo-desempate da 1ª fase, valendo vaga na semifinal da competição sul-americana.

Antes mesmo do jogo, a sorte sorriu para o Botafogo: no sorteio do local do jogo, entre Maracanã e Morumbi, ganhou o Maracanã: o Alvinegro teria o privilégio de decidir a classificação diante de sua torcida, no Rio de Janeiro.

Logo nos primeiros minutos, o acaso seguiu agraciando o Botafogo: em um lance infeliz, o grande zagueiro palestrino Luís Pereira marcou gol-contra ao tentar cortar o chutaço de Marinho Chagas. Mas aquele Palmeiras era osso duro de roer: o campeão brasileiro tanto atacou que conseguiu empatar aos 17 minutos da etapa complementar, com um golaço de Ademir da Guia.

Em um duelo tão equilibrado, a prorrogação parecia tão inevitável quanto o nascer do sol. Porém, o Botafogo tinha Jairzinho, o Furacão da Copa. Só o Botafogo tinha Jairzinho. Com um chute cruzado devastador, ele venceu Leão e marcou o gol que colocou o Botafogo na semifinal da Copa Libertadores, aos 42 minutos do segundo tempo.

A festa tomou conta do Maracanã: os 64.647 nas arquibancadas, os 18.623 na geral, os 2.257 nas cadeiras numeradas, os 1.668 nas cadeiras sem número, os 676 nas cadeiras especiais, os gatos pingados nos camarotes... todos, todos celebravam efusivamente a heroica classificação alvinegra.

Com o triunfo, o Botafogo se juntou a Independiente e San Lorenzo (Argentina), Colo Colo (Chile), Millonarios (Colômbia) e Cerro Porteño (Paraguai), para a disputa da fase semifinal da competição sul-americana.

PCFilho

Imagens: Canal 100.

29/03/1973 - Botafogo 2 x 1 Palmeiras - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Copa Libertadores da América - 1ª fase - jogo-desempate.
Público: 88.690 pagantes.
Renda: Cr$ 841.801,50.
Árbitro: Ramón Barreto (Uruguai).
Auxiliares: Luis Pestarino (Argentina) e Armando Marques (Brasil).
Botafogo: Wendell; Waltencir, Brito, Scala e Marinho Chagas; Nei Conceição e Carlos Roberto; Zequinha (Ferretti), Jairzinho, Roberto Miranda (Fischer) e Dirceu. Técnico: Sebastião Leônidas.
Palmeiras: Leão; João Carlos, Luís Pereira, Alfredo Mostarda e Zeca; Zé Carlos (Dudu) e Ademir da Guia; Edu Bala (Ronaldo), Leivinha, Fedato e Nei. Técnico: Oswaldo Brandão.
Gols:
1-0: Luís Pereira (contra), aos 6 do 1° tempo;
1-1: Ademir da Guia, aos 17 do 2º tempo;
2-1: Jairzinho, aos 42 do 2° tempo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Flamengo 0 x 3 Bangu - Decisão do Carioca de 1966

Há exatos 48 anos, na noite de 18 de dezembro de 1966, acontecia a maior briga campal da história do Maracanã. Imagens do Canal 100:

Ficha Técnica
18/12/1966 - Bangu 3 x 0 Flamengo - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Decisão do Campeonato Carioca de 1966.
Público: 143.978 pagantes.
Árbitro: Aírton Vieira de Moraes.
Bangu: Ubirajara; Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim.
Flamengo: Valdomiro; Murilo, Jaime, Itamar e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Carlos Alberto, Almir, Silva e Oswaldo.
Gols: Ocimar e Aladim no 1º tempo, e Paulo Borges no 2º tempo (Bangu).
Expulsões: Ubirajara, Luís Alberto, Ari Clemente e Ladeira (Bangu); Valdomiro, Itamar, Paulo Henrique, Almir e Silva (Flamengo).
Observação: em virtude da briga generalizada entre os jogadores dos dois clubes, a partida foi encerrada aos 25 minutos do 2º tempo. O resultado do jogo foi confirmado, dando ao Bangu o título de Campeão Carioca de 1966.

Até 2014, este foi o último Campeonato Carioca vencido por um clube considerado pequeno. De 1967 até 2014, apenas Fluminense, Flamengo, Vasco e Botafogo foram campeões.

PCFilho

sexta-feira, 12 de abril de 2013

18/10/1964 - Flamengo 3 x 3 Fluminense

Vídeo do Canal 100:


Ficha Técnica
18/10/1964 - Flamengo 3 x 3 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Campeonato Carioca de 1964 - Returno.
Público: 136.606 pagantes.
Renda: Cr$ 79.281.543,00.
Árbitro: Frederico Lopes.
Flamengo: Marcial, Murilo, Ditão, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelsinho, Carlos Alberto, Airton, Berico e Osvaldo II. Técnico: Flávio Costa.
Fluminense: Castilho; Carlos Alberto Torres, Procópio, Altair e Nonô; Oldair e Joaquinzinho; Amoroso, Evaldo, Ubiraci e Edinho. Técnico: Tim.
Gols: Osvaldo II (2) e Airton para o Flamengo; Ubiraci (aos 10'/1°) e Amoroso (aos 23'/2° e aos 41'/2°) para o Fluminense.

O clássico, disputado às 15:30 de um domingo, contrapôs os dois líderes do Campeonato (tanto Flu quanto Fla tinham seis pontos perdidos antes do jogo - o Flu tinha um jogo e uma vitória a mais). O Maracanã recebeu grande público, com mais de 136 mil pagantes.

Os jogadores do Fluminense reclamaram muito da marcação do pênalti no finalzinho para o Flamengo: "Não é possível sofrer mais do que temos sofrido neste Campeonato. Corremos e nos esforçamos em campo e, entretanto, em todos os jogos em que perdemos pontos, tem havido erros dos juízes contra nós. Todos sabem que há uma firma comercial interessada em dar o Campeonato ao Flamengo. Só a diretoria do Fluminense não vê isso e não toma providências", disseram os atletas tricolores.

Dois meses após o Fla-Flu, no dia 20/12/1964, o Fluminense venceu o Bangu por 3 a 1 no Maracanã, e sagrou-se Campeão Carioca daquele ano.

PC

terça-feira, 5 de junho de 2012

Recordar é viver - Fluminense 3 x 0 Santos em 1967



Mesmo sem viver boa fase, o Fluminense vence o Santos de Pelé por 3 a 0 no Maracanã. O vídeo é do Canal 100.


Ficha Técnica
30/04/1967 - Fluminense 3 x 0 Santos - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Campeonato Brasileiro de 1967).
Renda: NCr$ 46.601,20.
Público: 28.870 pagantes + 6.395 menores (35.205 presentes).
Árbitro: Etelvino Rodrigues.
FFC: Humberto; Oliveira, Valtinho, Altair e Severo (Bauer); Denilson e Jardel; Mário Tilico (Samarone), Cláudio Garcia (Jorge Costa), Roberto Pinto e Lula. Técnico: Tim.
SFC: Cláudio; Carlos Alberto, Joel Camargo e Rildo; Clodoaldo (Lima) e Orlando; Amauri, Buglê, Ismael (Toninho), Pelé e Edu. Técnico: Antoninho.
Gols: Lula, aos 15' do primeiro tempo; Jorge Costa, aos 15' do segundo tempo; e Jorge Costa, aos 38' do segundo tempo.


PC

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Profeta também é eterno

Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 1980.

Amigos, a manhã de hoje merece uma hora de silêncio. Alguém dirá que uma hora é exagero. Exagero, uma ova. Perdão: exagero, vírgula. Um minuto de silêncio seria muito pouco para reverenciar o homem que perdemos.

O Rio de Janeiro e o Brasil estão de luto. Todas as bandeiras, em todos os lugares, tremulam a meio-pau. Todo o país está vestido de preto. As mulheres derramam lágrimas inumeráveis. Os homens não conseguem imaginar os próximos Fla-Flus, sem as crônicas de Nelson Rodrigues a completá-los. Cada brasileiro sente, na carne e na alma, a dor da perda.

O futebol perde o seu maior poeta em todos os tempos. Os deuses do esporte bretão curvam-se em homenagem ao Profeta: os treze pontos da Loteria Esportiva conquistados por seu bolão hoje são a prova irrefutável e inequívoca.

"Quando o Fluminense precisa de número, acontece o suave milagre: os tricolores vivos, doentes e mortos aparecem. Os vivos saem de suas casas, os doentes de suas camas, e os mortos de suas tumbas."

Todo pó-de-arroz se arrepia ao ouvir ou ler essa convocação. Ela enche nossos espíritos com o sentimento do triunfo, e assim nos empurra ao Estádio Mario Filho.

E o que dizer do simpático Gravatinha e até mesmo do nefasto Sobrenatural de Almeida? Há quem diga que são personagens fictícios, inventados por Nelson Rodrigues. Pois eu vos digo: nem mesmo a bola é mais real que eles em uma partida de futebol.

"Uma torcida não vale a pena pela sua expressão numérica. Ela vive e influi no destino das batalhas pela força do sentimento. E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte de paixão."

Com essas palavras, Nelson Rodrigues conseguiu demonstrar que torcida ganha jogo, sim. Sem precisar chutar uma bola, o Profeta esculpiu uma das mais belas obras de arte do futebol passado, presente e futuro.

"O Fluminense nasceu com a vocação da eternidade. Tudo pode passar, só o Tricolor não passará jamais."

Outra belíssima demonstração: o Fluminense é eterno. Mas não só o Tricolor: o Profeta também é eterno. Nelson Rodrigues vive para sempre em nossos corações.

Encerro minha singela homenagem com os escritos da sua lápide, no Cemitério São João Batista: "Unidos para além da vida e da morte. É só.".

PC

Documentário "Óbvio Ululante", de Sérgio Sá Leitão, sobre a paixão de Nelson Rodrigues pelo Fluminense:

domingo, 20 de dezembro de 2009

Homenagem do Canal 100 à Torcida Tricolor

Vale a pena assistir:

O Canal 100 produzia filmes sobre o futebol brasileiro na época de ouro do Maracanã, e hoje conta com um dos maiores acervos de vídeos do nosso esporte.

Se algum leitor mais velho chegou a ver nas telonas as emoções do Canal 100, peço que conte aqui o seu relato. Em detalhes, de preferência! Agradecemos antecipadamente!

PC