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terça-feira, 22 de abril de 2025

19/02/1976 - Unión Española 0 x 1 Fluminense

O Capita e a Copa.

O Fluminense enfrentará o Unión Española no Chile, nesta quarta-feira 23, pela fase de grupos da Copa Sul-Americana. Será um reencontro para os clubes, quase cinquenta anos após o primeiro duelo.

Em 19 de fevereiro de 1976, em seu primeiro jogo no Torneio de Viña del Mar, no Estádio Sausalito, no Chile, o Fluminense ganhou por 1 a 0 do Unión Española, gol do centroavante argentino Narciso Doval, no início do segundo tempo.

Disputada "num clima de muita rispidez", a partida foi equilibrada, segundo os relatos dos jornais. Jogando como ponta, Paulo Cezar Lima foi "a maior figura em campo", de acordo com o Jornal do Brasil. Além dele e de Doval, treinador Didi destacou também as atuações do goleiro Renato, do capitão Carlos Alberto Torres (jogando como zagueiro, já no fim de sua carreira), do lateral-esquerdo Carlinhos e do meia-atacante Erivelto. A segunda versão da Máquina Tricolor começava a ganhar forma, no início do que seria mais uma temporada espetacular.

O Sausalito já era conhecido dos brasileiros: foi o estádio que recebeu os quatro primeiros jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do Chile, em 1962: a vitória de 2 a 0 sobre o México, o empate em 0 a 0 com a Tchecoslováquia, e os triunfos de 2 a 1 sobre a Espanha e 3 a 1 sobre a Inglaterra.

O Unión Española estava em um bom momento: em 1975, havia sido vice-campeão da Copa Libertadores da América, derrotado na decisão pelo Independiente, da Argentina. Naquela final, o Unión Española chegou a vencer o primeiro jogo, por 1 a 0, no Chile. No entanto, acabou perdendo tanto o jogo de volta, na Argentina (3 a 1), quanto a partida extra, no Paraguai (2 a 0).


O Torneio de Viña del Mar foi um triangular disputado pelo Fluminense e pelos anfitriões Unión Española e Everton. Na primeira rodada, o Unión Española havia derrotado o Everton por 1 a 0. Assim, com a vitória sobre o Unión Española na segunda rodada, o Tricolor iria para a rodada final precisando apenas empatar para conquistar o troféu, dois dias depois – de fato, o Fluminense empatou com o Everton em 0 a 0 e ganhou o torneio. Encerrando a viagem ao Chile, o Fluminense ainda goleou o Deportes Concepción por 4 a 0, em amistoso disputado no dia 25.

A Copa Viña del Mar foi o primeiro troféu que o Fluminense conquistou em um torneio disputado no exterior. Ainda em 1976, a Máquina Tricolor levantaria também o Torneio de Paris, ao derrotar a Seleção da Europa por 3 a 1, no Parque dos Príncipes.

PCFilho

FICHA TÉCNICA:
19/02/1976 - Unión Española 0 x 1 Fluminense - Sausalito (Viña del Mar, Chile)
Motivo: Torneio de Viña del Mar, triangular, 2ª rodada (1º jogo do Fluminense).
Horário: 21:30 (hora local).
Público: 15.711 pagantes.
Renda: P$ 159.204,00 (pesos chilenos).
Árbitro: Rafael Hormazábal Díaz (Chile/FIFA).
Unión Española: Mario Osbén; Juan Machuca, Leonel Herrera, Mario Soto e Antonio Arias Mujica (Enzo Escobar); Rafael González (Luís Miranda) e Eddio Inostroza (Víctor Pizarro); Rubén Palacios, Alfredo Letanú, Miguel Ángel Neira e Leonardo Véliz. Técnico: Luis Santibáñez.
Fluminense: Renato; Rodrigues Neto (Fernando), Carlos Alberto Torres [capitão], Edinho e Carlinhos; Carlos Alberto Pintinho, Kléber e Erivelto; Gil, Doval e Paulo Cezar Lima. Técnico: Didi.
Gol:
0-1: Doval, a 1 do 2º tempo.

A Copa Viña Del Mar, exposta em Laranjeiras.
Foto: Alexandre Magno Barreto Berwanger.

A delegação do Fluminense que viajou ao Chile em 1976.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

A vitória estava escrita há seis mil anos (Fluminense campeão de 1964)

Clique no texto para ler melhor.

Há três dias, a épica conquista do Campeonato Carioca de 1964 pelo Fluminense completou seis décadas. A crônica acima, uma das mais brilhantes de Nelson Rodrigues sobre o Fluminense, resume a jornada tricolor até o seu 18º título do Rio de Janeiro.

No dia 20 de dezembro de 1964, na segunda partida da finalíssima do Campeonato Carioca, diante de 75.106 pagantes no Maracanã, o Fluminense ganhou por 3 a 1 do Bangu e conquistou o título da cidade. Bianchini abriu o placar para o Bangu no primeiro tempo, mas Joaquinzinho, Jorginho e Gílson Nunes marcaram na etapa final, garantindo a vitória e o Campeonato para o Fluminense. Sob o comando técnico do ídolo Tim, o onze tricolor jogou assim a decisão: Castilho; Carlos Alberto Torres, Procópio, Valdez e Altair; Denílson e Oldair; Jorginho, Amoroso, Joaquinzinho e Gílson Nunes. A campanha totalizou 17 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, 48 gols-pró e 17 gols-contra.

CAMPEONATO CARIOCA DE 1964
Fase única: pontos corridos, 13 clubes jogando todos contra todos em turno e returno.
05/07/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Oldair), Campo Grande 0
11/07/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Olaria 1 (Luís Carlos), Fluminense 2 (Amoroso 2)
19/07/1964 - Conselheiro Galvão (Rio de Janeiro) - Madureira 1 (Carioca), Fluminense 2 (Amoroso e Nonô)
26/07/1964 - Laranjeiras (Rio de Janeiro) - Fluminense 5 (Joaquinzinho 2, Carlos Alberto Torres e Mateus 2), Canto do Rio 1 (Mateus (p))
02/08/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Amoroso), Flamengo 0
09/08/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 0, Bangu 0
20/08/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Bonsucesso 0, Fluminense 1 (Amoroso)
23/08/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - America 1 (Gilbert), Fluminense 0
29/08/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Ubiraci e Amoroso), Portuguesa 0
13/09/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Vasco 1 (Célio), Fluminense 0
17/09/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - São Cristóvão 0, Fluminense 1 (Ubiraci)
25/09/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Campo Grande 1 (Nodir), Fluminense 5 (Evaldo, Ubiraci, Edinho, Amoroso e Oldair)
30/09/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 4 (Ubiraci, Procópio, Amoroso e Evaldo), Olaria 0
04/10/1964 - Laranjeiras (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Joaquinzinho), Madureira 1 (Batata)
11-14/10/1964 - Caio Martins (Niterói), depois São Januário (Rio de Janeiro) - Canto do Rio 1 (Neidecir), Fluminense 4 (Edinho, Joaquinzinho, Ubiraci e Amoroso)
[observação: o jogo começou em 11 de outubro, no Caio Martins, e estava empatado em 1 a 1 quando foi interrompido por uma confusão generalizada, aos 37 minutos do primeiro tempo. O tempo restante foi disputado em 14 de outubro, em São Januário, com portões fechados, com o Fluminense marcando mais três gols.]
25/10/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Bangu 2 (Bianchini e Parada), Fluminense 1 (Ubiraci)
08/11/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Ubiraci e Amoroso), Bonsucesso 0
15/11/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 3 (Gílson Nunes e Amoroso 2), America 0
22/11/1964 - General Severiano (Rio de Janeiro) - Portuguesa 1 (Inaldo), Fluminense 1 (Denílson)
[observação: o gol do Fluminense foi marcado por Joaquinzinho, de cabeça, completando escanteio cobrado por Gílson Nunes - porém, na súmula, o árbitro anotou gol de Denílson, que se agachou para permitir que a bola passasse]
29/11/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Botafogo 1 (Jairzinho), Fluminense 0
06/12/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Denílson), Vasco 1 (Zezinho)
10/12/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 2 (Amoroso 2(1p)), São Cristóvão 0
[O Fluminense encerrou assim sua campanha com 35 pontos ganhos (15 vitórias, 5 empates e 4 derrotas), e o destino do Campeonato passou a depender dos resultados de Bangu x Bonsucesso (no dia 12) e Botafogo x Flamengo (no dia 13). Se o Bangu vencesse no dia 12, empataria com o Fluminense em pontos ganhos (o que acabou acontecendo). Se o Flamengo vencesse no dia 13, ultrapassaria ambos e se sagraria campeão (porém, o Botafogo derrotou o Flamengo). Assim, Fluminense e Bangu terminaram empatados na primeira posição, partindo para decidir o título nos jogos extras.]

Desempate: jogos extras contra o Bangu.
16/12/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Fluminense 1 (Amoroso (p)), Bangu 0
20/12/1964 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Bangu 1 (Bianchini), Fluminense 3 (Joaquinzinho, Jorginho e Gílson Nunes)
FLUMINENSE CAMPEÃO CARIOCA DE 1964.

Fluminense, campeão carioca de 1964.
Em pé: Carlos Alberto Torres, Altair, Oldair, Valdez, Castilho e Procópio.
Agachados: Santana (massagista), Jorginho, Denílson, Amoroso, Joaquinzinho e Gílson Nunes.


O troféu do Campeonato Carioca de 1964 em seu lar, na rua Álvaro Chaves.
Foto: Alexandre Magno Barreto Berwanger.

PCFilho

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

História - Seleção Brasileira em Copas do Mundo

Foto: Carlos Alberto Torres levanta a Taça Jules Rimet aos céus da Cidade do México, Brasil tricampeão do mundo em 1970.

A Seleção Brasileira é a única a ter participado de todas as Copas do Mundo já realizadas, além de ser também a maior vencedora do torneio, com cinco taças levantadas (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e dois vice-campeonatos (1950 e 1998). Até 2018, o Brasil acumulou 109 jogos em Copas do Mundo, com 73 vitórias, 18 empates e 18 derrotas, 229 gols-pró e 105 gols-contra (vide post Classificação histórica das Copas do Mundo (1930-2018)).

O atleta mais bem-sucedido da Seleção em Copas é Pelé, com 3 títulos conquistados (1958, 1962 e 1970). O maior goleador da Seleção em Copas é Ronaldo, com 15 gols marcados. Os atletas brasileiros com mais participações em Copas são Castilho (1950-1954-1958-1962), Nilton Santos (1950-1954-1958-1962), Djalma Santos (1954-1958-1962-1966), Pelé (1958-1962-1966-1970), Leão (1970-1974-1978-1986), Cafu (1994-1998-2002-2006), Ronaldo (1994-1998-2002-2006) e Thiago Silva (2010-2014-2018-2022).

Seguem abaixo as campanhas detalhadas de todas as participações da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, com os autores dos gols de cada jogo entre parênteses.

I) Copa do Mundo 1930 (Uruguai)
Primeira fase (triangular com Iugoslávia e Bolívia):
14/07/1930 - Parque Central (Montevideo) - Brasil 1 (Preguinho), Iugoslávia 2 (Tirnanic e Bek)
22/07/1930 - Centenário (Montevideo) - Brasil 4 (Moderato 2 e Preguinho 2), Bolívia 0
Eliminada na primeira fase (2 jogos, 1 vitória, 1 derrota, 5 gols-pró e 2 gols-contra).
Foto: o capitão brasileiro Preguinho, o árbitro Anibal Tejada e o capitão iugoslavo Milutin Ivkovic.
O árbitro uruguaio vestiu na partida um paletó do Fluminense, presente de Preguinho.

II) Copa do Mundo 1934 (Itália)
Oitavas-de-final (duelo com a Espanha):
27/05/1934 - Luigi Ferraris (Genoa) - Brasil 1 (Leônidas), Espanha 3 (José Iraragorri 2(1p) e Isidro Lángara)
Eliminada nas oitavas-de-final (1 jogo, 1 derrota, 1 gol-pró e 3 gols-contra).

III) Copa do Mundo 1938 (França)
Oitavas-de-final (duelo com a Polônia):
05/06/1938 - Stade de la Meinau (Strasbourg) - Brasil 6 (Leônidas 3, Romeu e Perácio 2), Polônia 5 (Scherfke II (p) e Wilimowski 4)
Observação: 4 x 4 no tempo normal, Brasil 2 x 1 na prorrogação.
Quartas-de-final (duelo com a Tchecoslováquia):
12/06/1938 - Parc Lescure (Bordeaux) - Brasil 1 (Leônidas), Tchecoslováquia 1 (Nejedly (p))
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação.
Jogo-desempate das quartas-de-final (novo duelo com a Tchecoslováquia):
14/06/1938 - Parc Lescure (Bordeaux) - Brasil 2 (Leônidas e Roberto), Tchecoslováquia 1 (Kopecky)
Semifinal (duelo com a Itália):
16/06/1938 - Vélodrome (Marseille) - Brasil 1 (Romeu), Itália 2 (Colaussi e Meazza (p))
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Suécia):
19/06/1938 - Parc Lescure (Bordeaux) - Brasil 4 (Romeu, Leônidas 2 e Perácio), Suécia 2 (Jonasson e Nyberg)
Terceiro lugar (4 jogos, 2 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 14 gols-pró e 11 gols-contra).

IV) Copa do Mundo 1950 (Brasil)
Primeira fase (quadrangular com México, Suíça e Iugoslávia):
24/06/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 4 (Ademir 2, Jair e Baltazar), México 0
28/06/1950 - Pacaembu (São Paulo) - Brasil 2 (Alfredo II e Baltazar), Suíça 2 (Fatton 2)
01/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 2 (Ademir e Zizinho), Iugoslávia 0
Fase final (quadrangular com Suécia, Espanha e Uruguai):
09/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 7 (Ademir 4, Chico 2 e Maneca), Suécia 1 (Sune Andersson (p))
13/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 6 (Ademir 2, Jair, Chico 2 e Zizinho), Espanha 1 (Silvestre Igoa)
16/07/1950 - Maracanã (Rio de Janeiro) - Brasil 1 (Friaça), Uruguai 2 (Juan Schiaffino e Alcides Ghiggia)
VICE-CAMPEÃ (6 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 22 gols-pró e 6 gols-contra).
Foto: Alcides Ghiggia vibra ao marcar o gol do título do Uruguai no Maracanã.

V) Copa do Mundo 1954 (Suíça)
Primeira fase (quadrangular com México, Iugoslávia e França - mas sem jogo contra a França):
16/06/1954 - Charmilles (Genebra) - Brasil 5 (Baltazar, Didi, Pinga 2 e Julinho), México 0
19/06/1954 - Olímpico de la Pontaise (Lausanne) - Brasil 1 (Didi), Iugoslávia 1 (Zebec)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação.
Quartas-de-final (duelo com a Hungria):
27/06/1954 - Wankdorf (Berna) - Brasil 2 (Djalma Santos (p) e Julinho), Hungria 4 (Hidegkuti, Kocsis 2 e Lantos (p))
Eliminada nas quartas-de-final (3 jogos, 1 vitória, 1 empate, 1 derrota, 8 gols-pró e 5 gols-contra).

VI) Copa do Mundo 1958 (Suécia)
Primeira fase (quadrangular com Áustria, Inglaterra e União Soviética):
08/06/1958 - Rimnersvallen (Uddevalla) - Brasil 3 (Mazzola 2 e Nílton Santos), Áustria 0
11/06/1958 - Nya Ullevi (Göteborg) - Brasil 0, Inglaterra 0
15/06/1958 - Nya Ullevi (Göteborg) - Brasil 2 (Vavá 2), União Soviética 0
Quartas-de-final (duelo com o País de Gales):
19/06/1958 - Nya Ullevi (Göteborg) - Brasil 1 (Pelé), País de Gales 0
Semifinal (duelo com a França):
24/06/1958 - Rasunda Solna (Estocolmo) - Brasil 5 (Vavá, Didi e Pelé 3), França 2 (Fontaine e Piantoni)
Final (duelo com a Suécia):
29/06/1958 - Rasunda Solna (Estocolmo) - Brasil 5 (Vavá 2, Pelé 2 e Zagallo), Suécia 2 (Liedholm e Simonsson)
CAMPEÃ (6 jogos, 5 vitórias, 1 empate, 16 gols-pró e 4 gols-contra).
Foto: o capitão Bellini ergue a Taça Jules Rimet no Estádio Rasunda.

VII) Copa do Mundo 1962 (Chile)
Primeira fase (quadrangular com México, Tchecoslováquia e Espanha):
30/05/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 2 (Zagallo e Pelé), México 0
02/06/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 0, Tchecoslováquia 0
06/06/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 2 (Amarildo 2), Espanha 1 (Adelardo)
Quartas-de-final (duelo com a Inglaterra):
10/06/1962 - Sausalito (Viña del Mar) - Brasil 3 (Garrincha 2 e Vavá), Inglaterra 1 (Hitchens)
Semifinal (duelo com o Chile):
13/06/1962 - Nacional (Santiago) - Brasil 4 (Garrincha 2 e Vavá 2), Chile 2 (Toro e Leonel Sánchez (p))
Final (duelo com a Tchecoslováquia):
17/06/1962 - Nacional (Santiago) - Brasil 3 (Amarildo, Zito e Vavá), Tchecoslováquia 1 (Masopust)
CAMPEÃ (6 jogos, 5 vitórias, 1 empate, 14 gols-pró e 5 gols-contra).
Foto: a Seleção Brasileira de 1962, campeã do mundo no Chile.

VIII) Copa do Mundo 1966 (Inglaterra)
Primeira fase (quadrangular com Bulgária, Hungria e Portugal):
12/07/1966 - Goodison Park (Liverpool) - Brasil 2 (Pelé e Garrincha), Bulgária 0
15/07/1966 - Goodison Park (Liverpool) - Brasil 1 (Tostão), Hungria 3 (Bene, Farkas e Meszóly (p))
19/07/1966 - Goodison Park (Liverpool) - Brasil 1 (Rildo), Portugal 3 (Simões e Eusébio 2)
Eliminada na primeira fase (3 jogos, 1 vitória, 2 derrotas, 4 gols-pró e 6 gols-contra).

IX) Copa do Mundo 1970 (México)
Primeira fase (quadrangular com Tchecoslováquia, Inglaterra e Romênia):
03/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 4 (Rivellino, Pelé e Jairzinho 2), Tchecoslováquia 1 (Petras)
07/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Jairzinho), Inglaterra 0
10/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 3 (Pelé 2 e Jairzinho), Romênia 2 (Dumitrache e Dembrovschi)
Quartas-de-final (duelo com o Peru):
14/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 4 (Rivellino, Tostão 2 e Jairzinho), Peru 2 (Gallardo e Teófilo Cubillas)
Semifinal (duelo com o Uruguai):
17/06/1970 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 3 (Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino), Uruguai 1 (Luis Cubilla)
Final (duelo com a Itália):
21/06/1970 - Azteca (Cidade do México) - Brasil 4 (Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres), Itália 1 (Boninsegna)
CAMPEÃ (6 jogos, 6 vitórias, 19 gols-pró e 7 gols-contra) - conquista da posse definitiva da Taça Jules Rimet.
Comandada por Pelé, a Seleção de Ouro encantou o planeta em 1970.

X) Copa do Mundo 1974 (Alemanha Ocidental)
Primeira fase (quadrangular com Iugoslávia, Escócia e Zaire):
13/06/1974 - Waldstadion (Frankfurt) - Brasil 0, Iugoslávia 0
18/06/1974 - Waldstadion (Frankfurt) - Brasil 0, Escócia 0
22/06/1974 - Parkstadion (Gelsenkirchen) - Brasil 3 (Jairzinho, Rivellino e Valdomiro), Zaire 0
Segunda fase (quadrangular com Alemanha Oriental, Argentina e Holanda):
26/06/1974 - Niedersachsenstadion (Hannover) - Brasil 1 (Rivellino), Alemanha Oriental 0
30/06/1974 - Niedersachsenstadion (Hannover) - Brasil 2 (Rivellino e Jairzinho), Argentina 1 (Brindisi)
03/07/1974 - Westfalenstadion (Dortmund) - Brasil 0, Holanda 2 (Neeskens e Cruijff)
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Polônia):
06/07/1974 - Olympiastadion (München) - Brasil 0, Polônia 1 (Lato)
Quarto lugar (7 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 6 gols-pró e 4 gols-contra).

XI) Copa do Mundo 1978 (Argentina)
Primeira fase (quadrangular com Suécia, Espanha e Áustria):
03/06/1978 - Municipal (Mar del Plata) - Brasil 1 (Reinaldo), Suécia 1 (Sjöberg)
07/06/1978 - Municipal (Mar del Plata) - Brasil 0, Espanha 0
11/06/1978 - Municipal (Mar del Plata) - Brasil 1 (Roberto Dinamite), Áustria 0
Segunda fase (quadrangular com Peru, Argentina e Polônia):
14/06/1978 - Parque General San Martín (Mendoza) - Brasil 3 (Dirceu 2 e Zico (p)), Peru 0
18/06/1978 - Gigante de Arroyito (Rosário) - Brasil 0, Argentina 0
21/06/1978 - Parque General San Martín (Mendoza) - Brasil 3 (Nelinho e Roberto Dinamite 2), Polônia 1 (Lato)
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Itália):
24/06/1978 - Monumental de Núñez (Buenos Aires) - Brasil 2 (Nelinho e Dirceu), Itália 1 (Causio)
Terceiro lugar (7 jogos, 4 vitórias, 3 empates, 10 gols-pró e 3 gols-contra).

XII) Copa do Mundo 1982 (Espanha)
Primeira fase (quadrangular com União Soviética, Escócia e Nova Zelândia):
14/06/1982 - Ramón Sánchez Pizjuán (Sevilla) - Brasil 2 (Sócrates e Éder), União Soviética 1 (Andriy Bal)
18/06/1982 - Benito Villamarín (Sevilla) - Brasil 4 (Zico, Oscar, Éder e Falcão), Escócia 1 (David Narey)
23/06/1982 - Benito Villamarín (Sevilla) - Brasil 4 (Zico 2, Falcão e Serginho), Nova Zelândia 0
Segunda fase (triangular com Argentina e Itália):
02/07/1982 - Sarrià (Barcelona) - Brasil 3 (Zico, Serginho e Júnior), Argentina 1 (Ramón Díaz)
05/07/1982 - Sarrià (Barcelona) - Brasil 2 (Sócrates e Falcão), Itália 3 (Paolo Rossi 3)
Eliminada na segunda fase (5 jogos, 4 vitórias, 1 derrota, 15 gols-pró e 6 gols-contra).
Foto: o brasileirinho José Carlos chora a eliminação da Seleção no Sarrià.
(crédito: Reginaldo Manente)

XIII) Copa do Mundo 1986 (México)
Primeira fase (quadrangular com Espanha, Argélia e Irlanda do Norte):
01/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Sócrates), Espanha 0
06/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Careca), Argélia 0
12/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 3 (Careca 2 e Josimar), Irlanda do Norte 0
Oitavas-de-final (duelo com a Polônia):
16/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 4 (Sócrates (p), Josimar, Edinho e Careca (p)), Polônia 0
Quartas-de-final (duelo com a França):
21/06/1986 - Jalisco (Guadalajara) - Brasil 1 (Careca), França 1 (Platini)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, Alemão, Zico e Branco converteram, Sócrates e Júlio César perderam; para a França, Stopyra, Amoros, Bellone e Fernández converteram, Platini perdeu. Brasil 3, França 4.
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 10 gols-pró e 1 gol-contra).

XIV) Copa do Mundo 1990 (Itália)
Primeira fase (quadrangular com Suécia, Costa Rica e Escócia):
10/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 2 (Careca 2), Suécia 1 (Brolin)
16/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 1 (Müller), Costa Rica 0
20/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 1 (Müller), Escócia 0
Oitavas-de-final (duelo com  Argentina):
24/06/1990 - Stadio delle Alpi (Torino) - Brasil 0, Argentina 1 (Caniggia)
Eliminada nas oitavas-de-final (4 jogos, 3 vitórias, 1 derrota, 4 gols-pró e 2 gols-contra).

XV) Copa do Mundo 1994 (Estados Unidos)
Primeira fase (quadrangular com Rússia, Camarões e Suécia):
20/06/1994 - Stanford Stadium (Palo Alto) - Brasil 2 (Romário e Raí (p)), Rússia 0
24/06/1994 - Stanford Stadium (Palo Alto) - Brasil 3 (Romário, Márcio Santos e Bebeto), Camarões 0
28/06/1994 - Pontiac Silverdome (Detroit) - Brasil 1 (Romário), Suécia 1 (Kennet Andersson)
Oitavas-de-final (duelo com os Estados Unidos):
04/07/1994 - Stanford Stadium (Palo Alto) - Brasil 1 (Bebeto), Estados Unidos 0
Quartas-de-final (duelo com a Holanda):
09/07/1994 - Cotton Bowl (Dallas) - Brasil 3 (Romário, Bebeto e Branco), Holanda 2 (Bergkamp e Winter)
Semifinal (duelo com a Suécia):
13/07/1994 - Rose Bowl (Pasadena) - Brasil 1 (Romário), Suécia 0
Final (duelo com a Itália):
17/07/1994 - Rose Bowl (Pasadena) - Brasil 0, Itália 0
Observação: 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, Romário, Branco e Dunga converteram, Márcio Santos perdeu; para a Itália Albertini e Evani converteram, Baresi, Massaro e Roberto Baggio perderam. Brasil 3, Itália 2.
CAMPEÃ (7 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 11 gols-pró e 3 gols-contra).
Foto: Bebeto e Romário celebram o gol da vitória contra os Estados Unidos.

XVI) Copa do Mundo 1998 (França)
Primeira fase (quadrangular com Escócia, Marrocos e Noruega):
10/06/1998 - Stade de France (Saint-Denis) - Brasil 2 (César Sampaio e Boyd contra), Escócia 1 (Collins (p))
16/06/1998 - Stade de la Beaujoire (Nantes) - Brasil 3 (Ronaldo, Rivaldo e Bebeto), Marrocos 0
23/06/1998 - Vélodrome (Marseille) - Brasil 1 (Bebeto), Noruega 2 (Tore André Flo e Rekdal (p))
Oitavas-de-final (duelo com o Chile):
27/06/1998 - Parc des Princes (Paris) - Brasil 4 (César Sampaio 2 e Ronaldo 2(1p)), Chile 1 (Marcelo Salas)
Quartas-de-final (duelo com a Dinamarca):
03/07/1998 - Stade de la Beaujoire (Nantes) - Brasil 3 (Bebeto e Rivaldo 2), Dinamarca 2 (Jorgensen e Brian Laudrup)
Semifinal (duelo com a Holanda):
07/07/1998 - Vélodrome (Marseille) - Brasil 1 (Ronaldo), Holanda 1 (Kluivert)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, Ronaldo, Rivaldo, Emerson e Dunga converteram; para a Holanda, Frank de Boer e Bergkamp converteram, Cocu e Ronald de Boer perderam. Brasil 4, Holanda 2.
Final (duelo com a França):
12/07/1998 - Stade de France (Saint-Denis) - Brasil 0, França 3 (Zidane 2 e Petit)
VICE-CAMPEÃ (7 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 14 gols-pró e 10 gols-contra).

XVII) Copa do Mundo 2002 (Coreia do Sul/Japão)
Primeira fase (quadrangular com Turquia, República Popular da China e Costa Rica):
03/06/2002 - Munsu Cup Stadium (Ulsan) - Brasil 2 (Ronaldo e Rivaldo (p)), Turquia 1 (Hasan Sas)
08/06/2002 - Jeju World Cup Stadium (Seogwipo) - Brasil 4 (Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho (p) e Ronaldo), República Popular da China 0
13/06/2002 - Suwon World Cup Stadium (Suwon) - Brasil 5 (Ronaldo 2, Edmílson, Rivaldo e Júnior), Costa Rica 2 (Wanchope e Rónald Gómez)
Oitavas-de-final (duelo com a Bélgica):
17/06/2002 - Kobe Wing Stadium (Kobe) - Brasil 2 (Rivaldo e Ronaldo), Bélgica 0
Quartas-de-final (duelo com a Inglaterra):
21/06/2002 - Stadium Ekopa (Shizuoka) - Brasil 2 (Rivaldo e Ronaldinho), Inglaterra 1 (Owen)
Semifinal (duelo com a Turquia):
26/06/2002 - Saitama Stadium (Saitama) - Brasil 1 (Ronaldo), Turquia 0
Final (duelo com a Alemanha):
30/06/2002 - Estádio Internacional (Yokohama) - Brasil 2 (Ronaldo 2), Alemanha 0
CAMPEÃ (7 jogos, 7 vitórias, 18 gols-pró e 4 gols-contra).
Foto: Ronaldo vence o duelo com o goleiro alemão Oliver Kahn.

XVIII) Copa do Mundo 2006 (Alemanha)
Primeira fase (quadrangular com Croácia, Austrália e Japão):
13/06/2006 - Olympiastadion (Berlim) - Brasil 1 (Kaká), Croácia 0
18/06/2006 - Allianz Arena (München) - Brasil 2 (Adriano e Fred), Austrália 0
22/06/2006 - Westfalenstadion (Dortmund) - Brasil 4 (Ronaldo 2, Juninho Pernambucano e Gilberto), Japão 1 (Keiji Tamada)
Oitavas-de-final (duelo com Gana):
27/06/2006 - Westfalenstadion (Dortmund) - Brasil 3 (Ronaldo, Adriano e Zé Roberto), Gana 0
Quartas-de-final (duelo com a França):
01/07/2006 - Waldstadion (Frankfurt) - Brasil 0, França 1 (Henry)
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 4 vitórias, 1 derrota, 10 gols-pró e 2 gols-contra).

XIX) Copa do Mundo 2010 (África do Sul)
Primeira fase (quadrangular com Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal):
15/06/2010 - Ellis Park (Johannesburg) - Brasil 2 (Maicon e Elano), Coreia do Norte 1 (Ji Yun-Nam)
20/06/2010 - Soccer City (Johannesburg) - Brasil 3 (Luís Fabiano 2 e Elano), Costa do Marfim 1 (Drogba)
25/06/2010 - Moses Mabhida (Durban) - Brasil 0, Portugal 0
Oitavas-de-final  (duelo com o Chile):
28/06/2010 - Ellis Park (Johannesburg) - Brasil 3 (Juan, Luís Fabiano e Robinho), Chile 0
Quartas-de-final (duelo com a Holanda):
02/07/2010 - Nelson Mandela Bay (Port Elizabeth) - Brasil 1 (Robinho), Holanda 2 (Sneijder 2)
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 3 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 9 gols-pró e 4 gols-contra).

XX) Copa do Mundo 2014 (Brasil)
Primeira fase (quadrangular com Croácia, México e Camarões):
12/06/2014 - Itaquerão (São Paulo) - Brasil 3 (Neymar 2(1p) e Oscar), Croácia 1 (Marcelo contra)
17/06/2014 - Castelão (Fortaleza) - Brasil 0, México 0
23/06/2014 - Mané Garrincha (Brasília) - Brasil 4 (Neymar 2, Fred e Fernandinho), Camarões 1 (Matip)
Oitavas-de-final (duelo com o Chile):
28/06/2014 - Mineirão (Belo Horizonte) - Brasil 1 (David Luiz), Chile 1 (Alexis Sánchez)
Observação: 1 x 1 no tempo normal, 0 x 0 na prorrogação. Na definição por pênaltis, para o Brasil, David Luiz, Marcelo e Neymar converteram, Willian e Hulk perderam; para o Chile, Aránguiz e Díaz converteram, Pinilla, Alexis Sánchez e Jara perderam. Brasil 3, Chile 2.
Quartas-de-final (duelo com a Colômbia):
04/07/2014 - Castelão (Fortaleza) - Brasil 2 (Thiago Silva e David Luiz), Colômbia 1 (James Rodríguez (p))
Semifinal (duelo com a Alemanha):
08/07/2014 - Mineirão (Belo Horizonte) - Brasil 1 (Oscar), Alemanha 7 (Thomas Müller, Klose, Kroos 2, Khedira e Schürrle 2)
Decisão do terceiro lugar (duelo com a Holanda):
12/07/2014 - Mané Garrincha (Brasília) - Brasil 0, Holanda 3 (Van Persie (p), Blind e Wijnaldum)
Quarto lugar (7 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 11 gols-pró e 14 gols-contra).

XXI) Copa do Mundo 2018 (Rússia)
Primeira fase (quadrangular com Suíça, Costa Rica e Sérvia):
17/06/2018 - Rostov Arena (Rostov-on-Don) - Brasil 1 (Philippe Coutinho), Suíça 1 (Steven Zuber)
22/06/2018 - Krestovsky (São Petersburgo) - Brasil 2 (Philippe Coutinho e Neymar), Costa Rica 0
27/06/2018 - Spartak Stadium (Moscou) - Brasil 2 (Paulinho e Thiago Silva), Sérvia 0
Oitavas-de-final (duelo com o México):
02/07/2018 - Cosmos Arena (Samara) - Brasil 2 (Neymar e Roberto Firmino), México 0
Quartas-de-final (duelo com a Bélgica):
06/07/2018 - Kazan Arena (Kazan) - Brasil 1 (Renato Augusto), Bélgica 2 (Fernandinho contra e De Bruyne)
Eliminada nas quartas-de-final (5 jogos, 3 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 8 gols-pró e 3 gols-contra).

XXII) Copa do Mundo 2022 (Qatar)
Primeira fase (quadrangular com Sérvia, Suíça e Camarões):
24/11/2022 - Lusail Stadium (Lusail) - Brasil x Sérvia
28/11/2022 - 974 Stadium (Doha) - Brasil x Suíça
02/12/2022 - Lusail Stadium (Lusail) - Brasil x Camarões
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PCFilho

sábado, 17 de julho de 2021

Capita 77


Se estivesse vivo, Carlos Alberto Torres, o Capita, completaria 77 anos neste sábado, 17 de julho.

Carlos Alberto é uma das lendas do nosso futebol, um dos deuses da Seleção de Ouro de 1970, e não só isso, mas também o capitão daquele time mágico. Ele é frequentemente escalado como lateral-direito titular em "seleções de todos os tempos".

O Capita no Estádio Azteca, com a Taça Jules Rimet na mão.

Formado pelo Fluminense, Carlos Alberto iniciou sua carreira profissional em 1961, permanecendo no clube até 1964, ano em que levantou o Campeonato Carioca. Após brilhar com outras camisas, retornaria ao Fluminense em 1976, para conquistar os Torneios de Viña del Mar e de Paris e o Campeonato Carioca daquele ano. Totalizou 19 gols em 165 partidas no time principal do Tricolor. Posteriormente, assumiria o comando técnico do time em duas oportunidades: em 1984 (quando conquistou o Torneio de Seul e o Campeonato Carioca) e em 1994.

Carlos Alberto e o troféu do Torneio de Paris.

Infelizmente, o Capita já sucumbiu à cruel imposição da natureza humana. Desde 2016, Carlos Alberto não está mais fisicamente entre nós. Seus maravilhosos feitos dentro das quatro linhas, entretanto, continuarão ecoando por toda a eternidade.

Em treino no Fluminense, o Capita instrui Assis.

Carlos Alberto e seu filho Alexandre em 1986: exemplo de linhagem tricolor.

Obrigado por tudo, Capita! Saudações Tricolores!

PCFilho

sábado, 24 de abril de 2021

Foto: a comemoração dos tricampeões

A foto colorizada (Nostalgia Futbolera).

A foto original em preto e branco.

Na imagem, vemos os craques Tostão, Rivellino, Pelé e Carlos Alberto festejando o quarto gol do Brasil na decisão da Copa do Mundo de 1970, contra a Itália, no Estádio Azteca.

O gol foi assinalado por Carlos Alberto, após uma trama espetacular de passes, que começara ainda no campo de defesa. É considerado por muitos como o gol mais bonito da história do futebol.

Algo que nem sempre é notado no lance do gol é a participação de Tostão. Como se pode ver no vídeo do meu tweet mais popular, é ele que avisa a Pelé que Carlos Alberto está vindo pela ponta-direita.


PCFilho

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Efemérides tricolores - 17 de julho


1913: no campo do Botafogo, na rua General Severiano, a Seleção Carioca empatou em 0 a 0 com a Seleção de Lisboa. Três jogadores do Fluminense jogaram pelo time do Rio de Janeiro: Armínio Motta, Pernambuco e Mutzembecker. O melhor em campo foi o jovem goleiro Marcos Carneiro de Mendonça, do America - que, a partir do ano seguinte, faria história defendendo os arcos do Fluminense. A Seleção de Lisboa era um combinado com os melhores jogadores de Benfica, Sporting, Internacional e Império, e estava realizando uma excursão pelo Brasil.

1920: a Assembleia Geral do Fluminense aprovou a concessão do merecido título de Patrono do clube a Arnaldo Guinle, como reconhecimento por seus notáveis esforços em prol da instituição.

1921: em jogo válido pelo returno do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense ganhou por 4 a 1 do Bangu. Os gols tricolores foram de Welfare (3) e Paulo Vianna.

1927: em partida do Campeonato Carioca, no campo do Jardim Zoológico, o Fluminense goleou o Villa Isabel por 6 a 0, gols de Fernando Giudicelli (3), Alfredinho, Milton e Preguinho.

1932: em jogo do turno do Campeonato Carioca, em Laranjeiras, o Fluminense venceu o Olaria por 4 a 1. Os gols tricolores foram assinalados por Alfredinho e Preguinho (3).

1938: em jogo do Torneio Municipal, o Fluminense perdeu para o Vasco por 3 a 1, em São Januário. O gol tricolor foi de Hércules, cobrando falta. Apesar do tropeço, o Fluminense terminaria campeão da competição, algumas semanas depois.

1940: na sua estreia no Torneio Rio-São Paulo, o Fluminense empatou em 2 a 2 com o Corinthians, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Os gols tricolores foram de Carreiro e Pedro Nunes.

1949: em partida eletrizante, válida pelo turno do Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 5 a 4 do America, no Estádio de Laranjeiras. Os gols tricolores foram de Carlyle (2) e Orlando Pingo de Ouro (3, um de pênalti).

1952: pela segunda rodada da Copa Rio, o Campeonato Mundial de Clubes, no Maracanã, o Fluminense conseguiu superar o ferrolho suíço, derrotando o Grasshopper-Club por 1 a 0. Aos 13 minutos do segundo tempo, com o placar ainda zerado, o goleiro Castilho defendeu um pênalti, cometido por Bigode em Hans Hagen, e cobrado por Alfred Bickel. O gol da vitória tricolor foi marcado por Marinho, aos 33 minutos do 2º tempo, de cabeça. No Pacaembu, o Corinthians voltou a golear: venceu o Libertad, do Paraguai, por 6 a 0.
Recorte da reportagem do jornal "A Última Hora" sobre o jogo do Mundial.

1969: em partida da Taça Guanabara, no Maracanã, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Campo Grande, gols de Silveira e Lula (de pênalti), seguindo firme rumo à conquista da competição (disputada à parte do Campeonato Carioca, que já havia sido conquistado pelo Fluminense naquele ano).

1977: em jogo válido pelo Campeonato Carioca e pela Copa Vale do Paraíba, o Fluminense venceu o Volta Redonda por 3 a 1, no Maracanã. Os gols tricolores foram de Doval (2) e Dirceu Lopes. Com a vitória, o Fluminense conquistou o título da Copa Vale do Paraíba.

1982: na sua estreia no Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Bonsucesso, gols de Zezé Gomes e Flávio Renato, ambos no segundo tempo.

1983: na terceira rodada do Campeonato Carioca, diante de 70.328 pagantes no Maracanã, o Fluminense empatou em 0 a 0 com o Flamengo, no seu primeiro clássico na competição. O melhor jogador em campo foi o goleiro tricolor Paulo Victor, que em pelo menos duas ocasiões impediu a vitória rubro-negra, com defesas difíceis. Em dezembro, o Fluminense conquistaria aquele Campeonato, em uma partida dramática contra o mesmo adversário...

1991: iniciando uma sequência de jogos na Europa, o Fluminense empatou em 0 a 0 com o Olympique Lyonnais, no Stade Gerland, em Lyon, na França. O Lyon terminara o Campeonato Francês da temporada anterior na quinta posição. A presença do Fluminense, que já fizera história em gramados franceses em 1976 e 1987, e fora semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1991, atraiu atenção - a partida foi transmitida ao vivo pela televisão, para toda a França.

1994: em uma final dramática, que terminou sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação, a Seleção Brasileira venceu a Itália por 3 a 2 na definição por pênaltis, e sagrou-se campeã mundial. A partida foi disputada no Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos, para 94.194 torcedores. O lateral-esquerdo Branco, do Fluminense, foi um dos titulares da Seleção, tendo convertido sua cobrança na disputa.

2004: em jogo pelo Campeonato Brasileiro, no Maracanã, o Fluminense venceu o Santos por 1 a 0, gol do centroavante Marcelo Macedo. O Santos seria o campeão daquela temporada.

2016: no Estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, o Fluminense ganhou por 2 a 0 do Cruzeiro, diante de 9.681 pessoas, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Os gols tricolores foram de Cícero (aos 6 do 1º tempo) e Marcos Júnior (aos 25 do 1º tempo, de pênalti).

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Aniversariantes do dia:

Jair Marinho de Oliveira (1936), lateral-direito e zagueiro do Fluminense, campeão dos Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960, e do Campeonato Carioca de 1959. Pela Seleção Brasileira, foi campeão da Copa do Mundo de 1962. Marcou 3 gols em 284 jogos no time profissional do Fluminense, entre as temporadas de 1954 e 1964.


Carlos Alberto Torres (1944), lendário lateral-direito, zagueiro e treinador do Fluminense. Foi formado pelo Tricolor, tendo iniciado sua carreira profissional em 1961, permanecendo no clube até 1964, ano em que foi campeão carioca. Com a camisa da Seleção Brasileira, foi o capitão da conquista da Copa do Mundo de 1970. Retornaria ao Fluminense em 1976, para conquistar os Torneios de Viña del Mar e de Paris, e o Campeonato Carioca daquele ano. Totalizou 19 gols em 165 partidas no time principal. Posteriormente, assumiria o comando técnico do clube em duas oportunidades: em 1984 (quando conquistou o Torneio de Seul e o Campeonato Carioca) e em 1994.

PCFilho

sábado, 24 de junho de 2017

Efemérides tricolores - 24 de junho


1904: no 12º jogo de sua história, o Fluminense venceu o Rio Cricket por 3 a 2, em Icaraí. Os gols tricolores foram de Octávio Simonsen, Horácio da Costa Santos e Edwin Cox. Horácio e Edwin alcançaram, cada um, o oitavo gol pelo Fluminense - à ocasião, lideravam a lista de artilheiros históricos do clube.

1905: em amistoso interestadual, o Fluminense venceu o Sport Club Internacional, de São Paulo, por 3 a 1, no Velódromo, em São Paulo. Os gols tricolores foram marcados por Jack Robinson, Gulden e Edwin Cox. Foi o 13º gol de Edwin - o maior artilheiro do Fluminense até aquela data.

1923: em amistoso interestadual, na cidade de Villa Nova de Lima (hoje Nova Lima, em Minas Gerais), o Fluminense venceu o Villa Nova por 5 a 2. Os gols tricolores foram de Coelho (3), Welfare e Zezé. O Fluminense foi o convidado especial do Villa Nova para a inauguração das novas arquibancadas de seu campo, na Praça do Bomfim (onde hoje se localiza o Estádio Castor Cifuentes).

1945: na Gávea, na rodada final do Torneio Municipal, o Fluminense venceu o São Cristóvão por 4 a 0, gols de Simões (3) e Nandinho. Com o resultado, o Tricolor terminou a competição como vice-campeão.

1947: em amistoso entre o campeão carioca e o campeão mineiro, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense venceu o Atlético Mineiro por 2 a 0, gols de Ademir Menezes e Juvenal.

1948: no primeiro jogo da decisão do Torneio Municipal, o Fluminense derrotou o Vasco por 4 a 0, em General Severiano, gols de Orlando Pingo de Ouro (2), Simões e Rodrigues Tatu. Para saber como o Torneio terminou, confiram as efemérides dos próximos dias!

1959: na sequência de amistosos pelas Regiões Nordeste e Norte, o Fluminense goleou o Fast por 5 a 1, no Parque Amazonense, em Manaus. Os gols tricolores foram de Waldo (2), Jair Francisco (2) e Telê. Este foi o 9º dos 20 triunfos consecutivos daquele time - a maior sequência de vitórias da história do Fluminense, entre 31 de maio e 18 de agosto (vejam a lista de resultados aqui).

1962: no Torneio Início do Rio de Janeiro, no Maracanã, o Fluminense eliminou Bangu e America, ambos na disputa de pênaltis, mas acabou perdendo por 1 a 0 para o Botafogo, que se sagrou campeão no jogo seguinte, ao derrotar o Canto do Rio.

1976: diante de 50.000 pessoas no Parc des Princes, o Fluminense derrotou a Seleção da Europa por 3 a 1, de virada, e conquistou o Torneio de Paris. A Máquina Tricolor foi ovacionada pelo público parisiense, encantado com sua exibição espetacular. O Fluminense atuou com: Renato; Rubens Galaxe, Carlos Alberto Torres, Miguel (Edival) e Rodrigues Neto; Carlos Alberto Pintinho, Paulo Cezar Caju e Rivellino (Carlinhos); Luis Alberto, Doval e Dirceu. A Seleção da Europa jogou com: Ognjen Petrović [Iugoslávia]; Wim Suurbier [Holanda], Pietro [Argentina], Pedro de Felipe [Espanha] (Mordechai Spiegler [Israel]) e Willem van Hanegem [Holanda]; Dragoslav Stepanović [Iugoslávia], Jovan Aćimović [Iugoslávia] e Billy Bremner [Escócia]; Dudu Georgescu [Romênia] (Didier Six [França]), Joe Jordan [Escócia] e Rob Rensenbrink [Holanda]. O escocês Billy Bremner abriu o placar para a Seleção da Europa, mas o Fluminense virou, com gols de Paulo Cezar Caju, Doval e Carlos Alberto Torres (de pênalti).
Carlos Alberto Torres e o troféu do Torneio de Paris.

1987: em jogo do Campeonato Carioca, em Laranjeiras, o Fluminense venceu a Portuguesa da Ilha do Governador por 3 a 2. Os gols tricolores foram de Assis, Leomir e João Santos.

1992: em jogo da Copa Rio de Janeiro, o Fluminense venceu o Madureira por 1 a 0, em Laranjeiras, gol de Anderson.

2007: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, o Fluminense venceu o América de Natal por 1 a 0, gol de Adriano Magrão, no Machadão, em Natal.

2012: em jogo do Campeonato Brasileiro, no Serra Dourada, em Goiânia, o Fluminense goleou o Atlético Goianiense por 4 a 1. Os gols tricolores foram de Samuel, Gum, Gílson (contra) e Deco (de pênalti). Após seis rodadas, o Fluminense somava 12 pontos ganhos na tabela de classificação, com três vitórias e três empates. Era o início da campanha que culminaria na conquista do quarto Brasileirão da história tricolor.

2015: em partida do Campeonato Brasileiro, no Maracanã, o Fluminense derrotou a Ponte Preta por 2 a 0, gols de Wellington Silva (lateral) e Vinícius.

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Aniversariantes do dia:

Laurentino João Batista Tavares, o Grande (1923), médio-esquerdo que jogou no Fluminense entre 1947 e 1948.

Jair Basílio dos Santos (1927), ponta-direita que fez parte do elenco do Fluminense entre 1952 e 1954.

João Paulo de Oliveira, o Pinguela (1928), meio-campista que integrou o plantel do Fluminense na temporada de 1954.

Sirlei Vieira da Silva (1976), zagueiro que fez parte do plantel do Fluminense na temporada de 1995.

Jean Raphael Vanderlei Moreira (1986), lateral-direito e meio-campista com 19 gols marcados em 220 jogos pelo Fluminense entre as temporadas de 2012 e 2015. Foi campeão carioca e brasileiro em 2012.


PCFilho

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Parentes que fizeram história no Fluminense

Carlos Alberto Torres e seu filho Alexandre, em 1986: exemplo de linhagem tricolor.
(Foto: Gazeta Press)

Amigos, há quem diga que o talento é determinado e transmitido pela genética. Há também os que garantem que a paixão passa de pai para filho. A gloriosa história do Fluminense Football Club talvez consiga provar ambas as teses.

Regressando aos primórdios, aqueles tempos em que o Fluminense ainda tentava convencer o Brasil de que a vocação da pátria era o futebol, o fundador Oscar Alfredo Cox chegou a atuar algumas vezes como atleta do clube, mas foi seu irmão Edwin Horácio Cox que levou a fama de ser o craque inaugural do futebol carioca, com seus dribles arrebatadores. Outro irmão que jogou no Fluminense foi Harold Cox. Oscar, Edwin e Harold foram, portanto, os primeiros irmãos a fazerem história no Fluminense (e no futebol brasileiro).

Os irmãos argentinos Victor e Emile Etchegaray estiveram presentes em todos os 33 jogos do tetracampeonato carioca obtido pelo Fluminense entre 1906 e 1909. Victor era zagueiro e Emile atacante, mas não há dúvidas de que o entrosamento familiar ajudou demais o onze tricolor naquelas campanhas memoráveis, que culminaram nas primeiras taças da história tricolor.

O meia-atacante inglês James William Calvert foi campeão carioca de 1911 pelo Fluminense. James foi um dos dois titulares a permanecer no Tricolor após a cisão que deu origem ao futebol do Flamengo - e, no primeiro Fla-Flu, marcou o segundo gol da vitória do Fluminense por 3 a 2. O primeiro gol do jogo fora assinalado por Edward Calvert, irmão de James, que passara a ser titular do Fluminense após a saída dos dissidentes. O triunfo tricolor naquele primeiro clássico contra o Flamengo teve, portanto, participação fundamental dos irmãos Calvert, que atuaram juntos durante a temporada de 1912.

Naquela época, as arquibancadas tricolores tinham em suas fileiras o escritor Henrique Maximiano Coelho Neto, fundador da cadeira número dois da Academia Brasileira de Letras. Coelho Neto era um torcedor tão fanático que, quando o Fluminense estava sendo garfado em um Fla-Flu de 1916, invadiu o gramado a fim de interromper a roubalheira. Dois de seus filhos acabaram tornando-se atletas do Fluminense: Mano, que faleceu tragicamente após levar uma bolada em um jogo do clube; e Preguinho, autor do primeiro gol da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, um atleta tão completo que também foi campeão em outras nove modalidades. Os irmãos Mano e Preguinho são reverenciados até hoje como dois grandes ídolos tricolores.

O goleiro Marcos Carneiro de Mendonça, primeiro a defender os arcos da Seleção Brasileira, foi uma verdadeira lenda do Fluminense, peça fundamental na conquista do tricampeonato entre 1917 e 1919. Posteriormente, foi presidente do clube, conquistando em sua gestão o bicampeonato, em 1940 e 1941. Anos mais tarde, seu irmão Fábio Carneiro de Mendonça também seria presidente do Fluminense, conquistando em sua gestão o Campeonato Carioca de 1951 e o Mundial de Clubes de 1952, além da Taça Olímpica de 1949. Na década de 1990, o filho de Fábio, Gil Carneiro de Mendonça, também seria presidente do Fluminense, por alguns meses.

Em 1920, estreou no Fluminense o goleiro Ayrton Bacchi de Araújo. Ele era irmão do ponta-esquerda César Bacchi de Araújo, conhecido como Bacchi, um dos heróis do Fla-Flu de 1919. Ayrton chegou a ser convocado para a Seleção Carioca e para a Seleção Brasileira (foi o goleiro reserva na Copa América de 1920). Talvez pelo peso da concorrência de Marcos Carneiro de Mendonça e Gerdal Gonzaga de Bôscoli no Fluminense, Ayrton acabou se transferindo para o futebol paulista meses depois.

Na década de 1930, o defensor José Pereira Guimarães fez história com a camisa tricolor, tendo atuado mais de 150 vezes pelo Fluminense, e levantado os Campeonatos Cariocas de 1936, 1937, 1938 e 1940. Quatro décadas depois, seu sobrinho Antonio Monfrini Neto, o meia-atacante Manfrini, foi um dos craques da Máquina Tricolor que encantou o Brasil. Manfrini também completou a marca de 150 jogos pelo Fluminense, e foi campeão Carioca em 1973 e 1975. Tanto o talento para o futebol quanto a paixão pelas três cores do Fluminense passaram do tio para o sobrinho.

Em 1936 e entre 1944 e 1945, os irmãos uruguaios Hector e Humberto Cabelli trabalharam juntos na comissão técnica do Fluminense. Ambos chegaram a treinar a equipe profissional do clube Tricolor.

Em dezembro de 1941, o Fluminense disputou dois amistosos em São Paulo, o primeiro contra o São Paulo e o segundo contra o Corinthians. Foram as duas únicas partidas do goleiro Aymoré Moreira com a camisa do Fluminense - ele defendia o Botafogo naqueles anos. Posteriormente, Aymoré teria uma bem-sucedida carreira de treinador: foi o técnico da Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1962, no Chile. Seu irmão mais velho Zezé Moreira também foi jogador e treinador - e fez história no comando técnico do Fluminense, sendo até hoje o treinador recordista em número de jogos no Tricolor, e tendo conquistado os Campeonatos Cariocas de 1951 e 1959, o Torneio Rio-São Paulo de 1960 e o Mundial de Clubes de 1952.

Entre 1963 e 1966, José Antunes Coimbra Filho, o Antunes, jogou 36 partidas e marcou 13 gols pelo Fluminense. Em 1993, seu irmão Eduardo Antunes Coimbra, o Edu, foi treinador do clube por um curto período. Os dois são irmãos mais velhos de Zico, grande ídolo da história do Flamengo, que (até hoje) nunca defendeu o Fluminense.

Na década de 1960, o Fluminense revelou o lendário lateral-direito Carlos Alberto Torres para o futebol. Após passar por outros clubes, ele voltou a Laranjeiras em 1976, para comandar dentro de campo a Máquina Tricolor. Anos após a aposentadoria do "Capita", Alexandre Torres seguiu os passos paternos, iniciando sua carreira profissional no Tricolor (nas divisões de base, chegou a ser treinado pelo pai).

Em 4 de julho de 1971, o Fluminense venceu o America por 2 a 0, em partida válida pela Taça Guanabara. Este foi o único jogo do volante Júlio Laerte Camilo do Amaral com a camisa tricolor (ele teve mais destaque atuando pelo Palmeiras). Décadas depois, em 2008, o clube das Laranjeiras contratou o atacante Leandro Câmara do Amaral, filho de Júlio. Leandro atuou 23 vezes pelo Fluminense entre 2008 e 2009, tendo marcado 4 gols.

Na década de 70, o Fluminense revelou o jovem Gilson Wilson Francisco, o Gilson Gênio, que fez parte da temida Máquina Tricolor, bicampeã carioca em 1975 e 1976, e nos anos 2000 foi treinador das categorias de base do clube. Seu irmão mais novo, Gilcimar Wilson Francisco, também foi revelado pelo Fluminense, fazendo parte da equipe campeã da Copa São Paulo de Juniores de 1977. Depois, ele atuou nos profissionais entre 1977 e 1979 e entre 1981 e 1982.

No ano de 1977, estiveram juntos no time profissional do Fluminense os irmãos César Augusto da Silva Lemos (o César Maluco) e Luiz Carlos da Silva Lemos. Uma curiosidade é que os dois irmãos já haviam atuado juntos no Flamengo, clube que os revelou, em 1968.

Em agosto de 1996, o meia-armador Roberto de Assis Moreira disputou 6 partidas no time profissional do Fluminense, sem grande destaque. Dezenove anos depois, seu irmão mais novo Ronaldo, o craque mundialmente famoso Ronaldinho Gaúcho, seria contratado pelo Tricolor. Infelizmente, não teve o sucesso esperado, tendo entrado em campo apenas 11 vezes com a camisa do clube carioca.

Entre 2001 e 2002, os irmãos Oswaldo de Oliveira e Waldemar Lemos trabalharam juntos na comissão técnica do Fluminense. No início de 2002, Oswaldo comandava o time principal no Torneio Rio-São Paulo, enquanto Waldemar treinava o segundo time nas fases iniciais do Campeonato Carioca.

Já no século XXI, o Fluminense revelou dois irmãos para o futebol brasileiro: os meias Carlos Alberto e Fernando Gomes de Jesus. Carlos Alberto, o mais velho, foi campeão carioca em 2002, antes de ser vendido para o Porto, de Portugal. Fernando atuou com a camisa tricolor entre 2005 e 2006. Carlos Alberto ainda voltou ao clube para ser campeão da Copa do Brasil, em 2007.

Abel Braga, zagueiro revelado pelo Fluminense na década de 70 e treinador campeão Carioca de 2005 e Brasileiro de 2012, viu seu filho Fábio Braga seguir seus passos no Fluminense, atuando no meio-campo. Abel chegou a escalar Fábio em algumas partidas sob seu comando técnico, entre 2011 e 2013.

Recentemente, o Fluminense revelou para o futebol os irmãos gêmeos Fábio e Rafael Pereira da Silva, laterais-prodígio que não chegaram a jogar profissionalmente pelo clube, por terem sido vendidos precocemente para o poderoso Manchester United, da Inglaterra. Quem sabe eles, um dia, retornem juntos ao clube que os revelou?

1ª edição para acréscimos de outros casos (18/01/2017):

Entre os anos de 1973 e 1980, os irmãos Carlos Eduardo Duarte Ribeiro e Kleber Ribeiro Filho, respectivamente o lateral-esquerdo Carlinhos e o meia Kléber "Bequinha", atuaram juntos na equipe profissional do Fluminense, tendo acumulado diversos títulos, como os Campeonatos Cariocas de 1975 e 1976 e os Torneios de Paris e Viña del Mar de 1976.

Em 1991, o atacante Télvio Henrique Pereira da Costa atuou em 5 partidas pelo time profissional do Fluminense. Oito anos depois, seu irmão gêmeo Túlio Maravilha jogou 26 vezes, marcando 12 gols, com a camisa tricolor.

No ano 2000, o treinador do Fluminense Valdir Espinosa tinha como auxiliar seu filho Rivelino Serpa - que chegou a comandar o time em duas partidas daquela temporada.

PCFilho
(com colaborações de Afonso HildebrandtRomulo Morano e Fernando Mello)
(se o leitor conhecer outros casos de parentes que fizeram história no Fluminense, pedimos que nos avisem nos comentários - e agradecemos antecipadamente pela colaboração)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Mortes do futebol em 2016

Durante o ano de 2016, muitas pessoas ligadas ao futebol sucumbiram à cruel imposição da natureza humana, e se foram. Este post tenta lembrá-los e homenageá-los, singelamente. Se estiver faltando alguém neste post, peço que me avisem nos comentários, e agradeço desde já pela colaboração.

Antonio Carrizo (15/09/1926 – 01/01/2016), locutor argentino.

José María Rivas Martínez (12/05/1958 – 09/01/2016), segundo maior artilheiro da história da Seleção de El Salvador. Atuou na Copa do Mundo de 1982, na Espanha.

Reginaldo Araújo (02/10/1977 – 11/01/2016), lateral-direito que atuou por Coritiba, São Paulo, Santos, Flamengo, Santa Cruz e Criciúma.

Manuel Velázquez Villaverde (24/01/1943 – 15/01/2016), meio-campista do Real Madrid e da Seleção Espanhola. Conquistou com o Real Madrid 6 Ligas Espanholas, 3 Copas del Rey e a Copa Europeia de 1965–66.

Ali Beratlıgil (21/10/1931 − 01/02/2016), futebolista turco do Galatasaray. Disputou a Copa do Mundo de 1954, na Suíça, pela Seleção da Turquia.

Suat İsmail Mamat (08/11/1930 – 03/02/2016), futebolista turco que atuou por Galatasaray, Besiktas e Seleção da Turquia. Disputou a Copa do Mundo de 1954, na Suíça.

Sergiano Henrique Silva dos Santos (16/11/1997 – 09/02/2016), zagueiro das divisões de base da Ponte Preta.

Anatoli Ilyin (27/06/1931 − 10/02/2016), campeão olímpico de futebol nos Jogos de 1956, em Melbourne, com a Seleção da União Soviética. Atuou durante toda a carreira no Spartak de Moscou.

Eliseo Prado (17/09/1929 – 10/02/2016), atacante argentino que disputou a Copa do Mundo de 1958, na Suécia.

Juan Martín Mujica Ferreira (22/12/1943 – 11/02/2016), defensor uruguaio que disputou a Copa do Mundo de 1970, no México.

Trifon Ivanov (27/07/1965 – 13/02/2016), o Lobo Búlgaro, zagueiro da Seleção da Bulgária.
Ivanov disputou as Copas do Mundo de 1994 e 1998, e era famoso pela raça e pelo visual exótico.
Em 1994, a Bulgária obteve sua melhor campanha na história das Copas do Mundo, com o 4º lugar.
Em 1998, Ivanov foi o capitão da equipe.

Slobodan Santrač (01/07/1946 – 13/02/2016), atacante e técnico iugoslavo. É o maior artilheiro da história do Campeonato Iugoslavo, com 218 gols, a maioria com a camisa do OFK Belgrado. Foi o treinador da Seleção da Iugoslávia na Copa do Mundo de 1998, na França.

Léo Briglia (29/08/1928 – 25/02/2016), atacante brasileiro, campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1957 pelo Fluminense e da Taça Brasil de 1959 pelo Bahia (nesta competição, foi o artilheiro, com 8 gols marcados).
(para mais sobre Léo Briglia, vide post Descanse em paz, Léo Briglia)

Raúl Pedro Sánchez Soya (26/10/1933 – 28/02/2016), zagueiro chileno, Atuou por Santiago Wanderers, Colo-Colo, Rangers de Talca e Everton de Viña del Mar. Disputou a Copa do Mundo de 1962 pela Seleção do Chile.

Leonardo Pereira da Silva (13/06/1974 – 01/03/2016), atacante brasileiro, terceiro maior artilheiro da história do Sport Recife (com 136 gols). Ele começou a carreira na Sociedade Esportiva Picos, do Piauí, e defendeu também Vasco, Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Vitória, América Mineiro, Paysandu, Santa Cruz, Guarany de Sobral, Treze e Belenenses (de Portugal), entre outros clubes.

Ítalo Estupiñán (01/01/1952 – 01/03/2016), atacante equatoriano, com passagem marcante pelo futebol mexicano (no Toluca, no América do México e no Puebla). Chegou a defender a Seleção do Equador, e encerrou a carreira no Emelec.

Gildo Fernandes de Oliveira (12/01/1940 – 09/03/2016), maior ídolo da história do Ceará. Atuava como atacante, e também defendeu o América de Rio Preto, o Santa Cruz e o Calouros do Ar.

Roberto Alfredo Perfumo (03/10/1942 – 10/03/2016), futebolista argentino que atuou por Racing, Cruzeiro e River Plate.
Também jogou pela Seleção da Argentina, tendo participado das Copas do Mundo de 1966 e 1974.
(vide post Roberto Perfumo, descanse em paz)


Luís Carlos Tóffoli, o Gaúcho (07/03/1964 – 17/03/2016), atacante brasileiro.
Atuou por Grêmio, Palmeiras, Flamengo e Fluminense, entre outros clubes.
Em 1988, foi para o gol em uma disputa de pênaltis, e defendeu duas cobranças.
Na década de 90, marcou época no Flamengo, sendo considerado um ídolo do clube.

José Luis Artetxe Muguire (28/06/1930 – 19/03/2016), centroavante espanhol, ídolo do Athletic Bilbao. Em sua estreia pela Seleção Espanhola, marcou um gol importante, em Roma, no empate por 2 a 2 com a Turquia em 17/03/1954, em jogo-desempate que valia vaga na Copa do Mundo de 1954. Os turcos ficaram com a classificação devido a um sorteio, e a Seleção da Espanha não pôde disputar o Mundial na Suíça.

Johan Cruijff (25/04/1947 – 24/03/2016), mito de Ajax, Barcelona e Seleção da Holanda.
Foi capitão da seleção vice-campeã da Copa do Mundo de 1974, na Alemanha Ocidental.
(vide post Johan Cruiff, descanse em paz).

Raúl Cárdenas de la Vega (30/10/1928 – 26/03/2016), futebolista mexicano. Como jogador, atuou pela Seleção do México nos Jogos Olímpicos de 1948 e nas Copas do Mundo de 1954, 1958 e 1962. Depois, foi o treinador da Seleção do México na Copa do Mundo de 1970, em que a equipe anfitriã alcançou as quartas-de-final, pela primeira vez em sua história. Foi campeão treinando o Cruz Azul e o América do México.

Amaury Epaminondas Junqueira (25/12/1935 – 31/03/2016), atacante brasileiro que atuou pelo São Paulo entre 1957 e 1960, antes de se transferir para o México, onde defendeu Oro de Jalisco, Toluca e Atlas. Foi três vezes artilheiro do Campeonato Mexicano, nas temporadas de 1962-63, 1964–65 e 1966–67.

Aníbal "El Mocho" Alzate Sosa (31/01/1933 – 31/03/2016), futebolista colombiano que disputou a Copa do Mundo de 1962, no Chile. Só marcou um gol como profissional, mas é considerado um ídolo do Deportes Tolima, clube em que atuou durante toda a carreira.

Fernando Mamede Mendes (15/07/1937 – 31/03/2016), meio-campista do Sporting Lisboa e da Seleção Nacional de Portugal.

Cesare Maldini (05/02/1932 – 03/04/2016), lendário zagueiro do Milan e da Seleção Italiana.
Participou como jogador da Azzurra da Copa do Mundo de 1962, no Chile.
Como treinador, comandou a Itália na Copa de 1998 e o Paraguai na Copa de 2002.
Era pai do também jogador Paolo Maldini, posando com ele na foto acima.


Patrick Fabionn Lopes (20/08/1980 – 25/04/2016), lateral-esquerdo de Guarani, Cruzeiro, Fortaleza e União Leiria.

Teixeira Heizer (16/12/1932 – 03/05/2016), jornalista esportivo brasileiro.
Fez parte da primeira equipe de jornalismo da TV Globo, tendo o crachá nº 1 da empresa.
Foi o idealizador da primeira transmissão de um jogo de futebol na TV Globo (Brasil x URSS, 1965).
Formado em Direito pela UFF, Teixeira Heizer também trabalhou como professor.
Ele era um torcedor apaixonado do Fluminense Football Club.


Patrick Claude Ekeng-Ekeng (26/03/1990  – 06/05/2016), volante camaronês. Durante um jogo do Campeonato Romeno, entre o Dínamo de Bucareste e o Viitorul Constanța, Ekeng-Ekeng desmaiou no gramado, vindo a falecer horas depois, no hospital. Em 2015, Ekeng-Ekeng disputou a Copa Africana de Nações pela Seleção de Camarões.

Larry Pinto de Faria (03/11/1932 – 06/05/2016), atacante de Fluminense, Internacional e Seleção Olímpica do Brasil. Foi o goleador da Seleção nos Jogos de Helsinque, em 1952, tendo marcado 4 gols em 3 jogos (2 contra a Holanda, 1 contra Luxemburgo e 1 contra a Alemanha).

Bernardo Salim Ribeiro (09/10/1989 – 07/05/2016), meia-atacante do Friburguense, formado nas divisões de base do Flamengo. Durante uma partida amadora em Minas Gerais, o atleta friburguense sofreu um mal súbito. Ele chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu.

José Roberto Marques (31/05/1945 – 07/05/2016), atacante de São Paulo, Guarani, Francana, Atlético Paranaense, Coritiba e Corinthians. Atuou pela Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de 1964, em Tóquio. Com 72 gols pelo Coritiba, Zé Roberto é o sétimo maior artilheiro da história do clube paranaense.

Paulo Emílio Frossard Jorge (03/01/1936 – 17/05/2016), zagueiro e treinador brasileiro.
Teve uma longa carreira como técnico, tendo comandado dezenas de clubes no Brasil.
Com 4 passagens pelo Fluminense, foi Campeão Carioca de 1975, com a Máquina Tricolor.

Antônio "Cunhado" Soares de Azevedo (1929? – 06/06/2016), torcedor e sócio honorário do Flamengo, fundador da Charanga Rubro-Negra, primeira torcida organizada do clube carioca.

Luděk Macela (03/10/1950 – 16/06/2016), futebolista tcheco que atuava como defensor. Ele fazia parte da Seleção da Tchecoslováquia campeã olímpica nos Jogos de 1980, em Moscou. Foi tricampeão nacional como o Dukla de Praga, em 1977, 1979 e 1982.

Luís Carlos Melo Lopes, o Caçapava (24/12/1954 – 27/06/2016), meio-campista defensivo com passagens por Internacional, Corinthians, Palmeiras, Vila Nova, Ceará, Novo Hamburgo e Fortaleza. Foi campeão brasileiro em 1975 e 1976, pelo Internacional.

Turgay Şeren (15/05/1932 – 06/07/2016), goleiro histórico do Galatasaray e da Seleção da Turquia, com a qual competiu na Copa do Mundo de 1954, na Suíça. Pelo Galatasaray, atuou 631 vezes, entre 1947 e 1967.

Anatoli Isayev (14/07/1932 – 10/07/2016), futebolista russo, campeão olímpico com a Seleção da União Soviética nos Jogos de 1956, em Melbourne, na Austrália.

Kurt Svensson (15/04/1927 – 11/07/2016), atacante sueco que competiu na Copa do Mundo de 1950, no Brasil. A Seleção da Suécia participou do quadrangular decisivo, terminando a competição na terceira posição.

Atilio López Riveros (05/02/1925 – 14/07/2016), atacante paraguaio, que atuou na Copa do Mundo de 1950, no Brasil, tendo marcado um gol no empate em 2 a 2 com a Suécia, no Estádio Durival Britto, em Curitiba. Foi parte do elenco campeão da Copa América de 1953.

Luiz Guilherme Werneck (12/03/1948 – 15/07/2016), atacante que defendeu o Santos entre 1966 e 1970. Geralmente, Werneck era o reserva de Pelé, mas algumas vezes formou a dupla de ataque titular com o Rei. Atuou também por Coritiba, Portuguesa Santista, XV de Piracicaba, Náutico e São Bento de Sorocaba.

Olávio Dorico Vieira, o Vacaria (26/01/1949 – 30/07/2016), lateral-esquerdo que se destacou na década de 70 como atleta do Internacional de Porto Alegre. Atuou também no Glória de Vacaria, no 14 de Julho de Passo Fundo, no Figueirense e no Palmeiras. Após se aposentar, seguiu carreira como treinador, em diversos clubes brasileiros.


Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange, o João Havelange (08/05/1916 – 16/08/2016), atleta e presidente de honra do Fluminense Football Club, presidente da CBD entre 1958 e 1974, presidente da FIFA entre 1974 e 1998 e membro do COI entre 1963 e 2011. Por ter profissionalizado a gestão da FIFA e transformado o futebol em um negócio multibilionário, é conhecido como "o homem que mudou o jogo".

Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor (16/12/1942 – 16/08/2016), presidente do Santos entre 2009 e 2014. Durante o seu mandato, o clube conquistou a Copa do Brasil de 2010, a Copa Libertadores de 2011 e o tricampeonato paulista de 2010 a 2012.

Geneton Moraes Neto (13/07/1956 – 22/08/2016), jornalista brasileiro, autor do livro "Dossiê 50: Os Onze Jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro", baseado nas suas entrevistas com os atletas da Seleção Brasileira vice-campeã da Copa do Mundo de 1950.

Alcindo Martha de Freitas (31/03/1945 – 27/08/2016), o maior artilheiro da história do Grêmio.
O atacante gaúcho atuou por Grêmio e Santos no Brasil, e Jalisco e América no México.
Conhecido como "Bugre", Alcindo foi um dos convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1966.
Ele marcou ao todo 264 gols pelo Grêmio, dos quais 13 em clássicos contra o Internacional.


Lúcio Mota Matos, o Lúcio Santarém (28/11/1956 – 27/08/2016), atacante paraense com passagens por Remo, Ceará e Bahia, e pelo futebol português.

Cláudio Olinto de Carvalho, o Nenê (01/02/1942 – 03/09/2016), atacante brasileiro que atuou pelo Santos no Brasil, por Juventus e Cagliari na Itália, e pelo Chicago Mustangs nos Estados Unidos. Jogou poucas vezes na Seleção Brasileira, entre 1963 e 1964, tendo conquistado a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo. Posteriormente, teve uma carreira como treinador na Itália.

Vágner Aparecido Nunes, o Mazolinha (03/04/1959 – 05/09/2016), atacante brasileiro que atuou por Fortaleza, Botafogo, Rio Branco de Americana, Avaí, Santo André, União Barbarense e River do Piauí. Mazolinha foi peça fundamental na quebra do jejum do Botafogo, que estava há 21 anos sem conquistar títulos. No dia 21 de junho de 1989, ele saiu do banco de reservas para executar o cruzamento para o histórico gol de Maurício, aos 12 minutos do segundo tempo da final do Campeonato Carioca, contra o Flamengo.


Raul Quadros (1942 – 13/09/2016), jornalista e repórter esportivo carioca. Trabalhou em jornais como o Jornal dos Sports e O Estado de S. Paulo, na Revista Placar, na TV Globo e no canal SporTV. Era famoso por seu jeito descontraído de contar as histórias do futebol do Rio de Janeiro.

Werner Friese (30/03/1946 – 28/09/2016), goleiro reserva da Seleção da Alemanha Oriental na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha Ocidental.

Erol Keskin (02/03/1927 – 01/10/2016), atacante e treinador turco, que disputou a Copa do Mundo de 1954, na Suíça, com a camisa 7 da Seleção da Turquia.

Diogo Ponzo Perez (13/06/1931 – 04/10/2016), lateral-esquerdo que atuou 352 vezes pelo Guarani de Campinas. Foi um dos titulares na histórica vitória de 5 a 1 do Bugre sobre o Santos de Pelé, em 18/11/1964. Diogo trabalhou no Guarani durante 35 anos, com participação ativa na revelação de novos jogadores. Como atleta, ele teve passagens também por XV de Jaú, Corinthians e São Bento de São Caetano do Sul.

Carlos Roberto de Freitas Brauner (07/11/1951 – 07/10/2016), jornalista e narrador esportivo gaúcho, que trabalhou na Rádio Gaúcha, na Rádio Pampa, na Rádio Bandeirantes de Porto Alegre e na Rádio Eldorado de Criciúma. Ao longo da carreira, cobriu 7 Copas do Mundo e também os Jogos Olímpicos de 1996 e outros esportes, como automobilismo, basquete, vôlei e tênis.

Guillaume Bieganski (03/11/1932 – 08/10/2016), defensor francês, camisa 8 da Seleção da França na Copa do Mundo de 1954, na Suíça.

Héctor Cincunegui (28/07/1940 – 13/10/2016), lateral-esquerdo uruguaio, com passagens por Danubio, Nacional de Montevideo, Atlético Mineiro, Cerro do Uruguai e Náutico. Fez parte da Seleção do Uruguai que conquistou a Copa América de 1967.

Carlos Frederico Costa Carneiro, o Carlos Fred (1951 – 17/10/2016), radialista e narrador esportivo cearense. Era o narrador dos jogos do Ceará e do Fortaleza, seu clube do coração, na Rádio Tribuna BandNews FM. Ao longo de 45 anos de carreira, cobriu quatro Copas do Mundo (1986, 1990, 1994 e 1998), e narrou também jogos das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil, da Copa do Nordeste, do Campeonato Cearense e das Eliminatórias da Copa do Mundo.

Luis María Echeberría (24/03/1940 – 19/10/2016), defensor espanhol, que fez parte do elenco da Seleção da Espanha que disputou a Copa do Mundo de 1962, no Chile.

Marcelo Di Lallo (1962 – 19/10/2016), radialista e jornalista esportivo. Trabalhou em diversas rádios (Gazeta AM, Record, Globo/CBN, Trianon, Nova Brasil FM, Capital, Tropical FM, Eldorado/ESPN e Estadão/ESPN). Cobriu como repórter seis Copas do Mundo e cinco Jogos Olímpicos.

Reinhard Häfner (02/02/1952 – 24/10/2016), meio-campista alemão, campeão olímpico com a Seleção da Alemanha Oriental, nos Jogos de 1976, em Montreal.

Carlos Alberto Torres (17/07/1944 – 25/10/2016), lendário lateral-direito da Seleção Brasileira.
Foi o capitão da chamada "Seleção de Ouro", na conquista da Copa do Mundo de 1970, no México.
Jogou em Fluminense, Santos, Botafogo, Flamengo e New York Cosmos.

Ali Hussein Shihab (05/05/1961 – 26/10/2016), meia iraquiano que disputou o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1984 (em Los Angeles) e a Copa do Mundo de 1986 (no México), com a Seleção do Iraque.

Silvio Gazzaniga (23/01/1921 – 31/10/2016), o criador da atual taça da Copa do Mundo.
O escultor e ourives italiano venceu o concurso promovido pela FIFA após a Copa de 1970.
A obra, com dois atletas triunfantes segurando o globo terrestre, é o troféu mais famoso do mundo.
Ele também criou outros troféus, como o da Copa da UEFA e o do GP da Itália de F1 de 2011.

Jean-Marie Trappeniers (13/01/1942 – 02/11/2016), futebolista belga que atuava como goleiro. Ele disputou a Copa do Mundo de 1970, no México, com a Seleção da Bélgica.

Sylvio Kelly dos Santos (15/07/1935 – 04/11/2016), presidente do Fluminense entre 1981 e 1984, responsável pela aquisição do terreno onde hoje fica o Centro de Treinamento de Xerém. Durante sua gestão, o Fluminense contratou a famosa dupla Assis e Washington, e foi Campeão Carioca em 1983.

Kazimír Gajdoš (28/03/1934 – 08/11/2016), atacante eslovaco, que disputou as Copas do Mundo de 1954, na Suíça, e de 1958, na Suécia, com a Seleção da Tchecoslováquia.

Željko Čajkovski (05/05/1925 – 11/11/2016), atacante iugoslavo de origem croata. Com a Seleção da Iugoslávia, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1948, em Londres, e disputou a Copa do Mundo de 1950, no Brasil.

Alfred "Aki" Schmidt (05/09/1935 – 11/11/2016), meio-campista alemão que disputou a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, defendendo a Seleção da Alemanha Ocidental, que terminou na 4ª colocação.

Bobby Campbell (13/09/1956 – 15/11/2016), atacante norte-irlandês que disputou a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, com a Seleção da Irlanda do Norte.

Leonard "Len" Allchurch (12/09/1933 – 16/11/2016), meio-campista galês que disputou a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, com a Seleção do País de Gales. Ele estava no banco de reservas na fatídica partida contra a Seleção Brasileira (o primeiro gol de Pelé em Copas): o Allchurch que estava em campo era seu irmão mais velho Ivor.

Daniel Claudiu Prodan (23/03/1972 – 16/11/2016), futebolista romeno. Com a Seleção da Romênia, Prodan disputou a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, e a Eurocopa de 1996, na Inglaterra.

Armando Tobar (07/06/1938 – 18/11/2016), futebolista chileno que disputou as Copas do Mundo de 1962, no Chile, e de 1966, na Inglaterra.

Gabriel Badilla Segura (30/06/1984 – 20/11/2016), zagueiro costarriquenho que jogou a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

O time da Chapecoense, campeão da Copa Sul-Americana de 2016.
A caminho de Medellín para a disputa da decisão, o avião da Lamia caiu, deixando 71 mortos
(19 atletas, 16 membros da equipe técnica da Chapecoense, 8 diretores, 21 jornalistas e 7 tripulantes).
Foi a maior tragédia da história do futebol brasileiro.

Caio Júnior (08/03/1965 – 29/11/2016), treinador da Chapecoense. Militou durante 30 anos no futebol, 14 como atleta e 16 como treinador. Passou por Grêmio, Internacional, CSA, Novo Hamburgo, Paraná, XV de Piracicaba, Paulista, Iraty, Rio Branco, Cianorte, Londrina, Palmeiras, Goiás, Flamengo, Botafogo, Bahia, Vitória, Criciúma e Chapecoense, além de clubes estrangeiros.

Ailton "Canela" (18/11/1994 – 29/11/2016), atacante da Chapecoense. Antes de jogar pelo clube catarinense, foi campeão brasileiro da Série D pelo Botafogo de Ribeirão Preto.

Ananias (20/01/1989 – 29/11/2016), atacante da Chapecoense. Anteriormente, atuou por Bahia, Portuguesa, Cruzeiro, Palmeiras e Sport Recife. Teve grande destaque na Portuguesa, onde foi campeão brasileiro da Série B, em 2011.

Arthur Maia (13/10/1992 – 29/11/2016), meio-campista da Chapecoense. Atuou também por Vitória, Joinville, América de Natal, Flamengo e Kawasaki Frontale.

Bruno Rangel (11/12/1981 – 29/11/2016), maior artilheiro da história da Chapecoense, com 81 gols marcados. Também teve passagens bem-sucedidas por outros clubes, como Paysandu e Joinville, sempre assinalando muitos gols.

Cléber Santana (27/06/1981 – 29/11/2016), meio-campista da Chapecoense. Em 15 anos de carreira, jogou por Sport Recife, Vitória, Kashiwa Reysol, Santos, Atlético Madrid, Mallorca, São Paulo, Atlético Paranaense, Avaí, Flamengo, Criciúma e Chapecoense.

Danilo Padilha (31/07/1985 – 29/11/2016), goleiro da Chapecoense. Durante sua carreira, foi um destacado defensor de cobranças de pênalti. Passou por diversos clubes do Paraná até chegar à Chapecoense, onde se tornou um ídolo da torcida. Nas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana de 2016, contra o Independiente, da Argentina, Danilo defendeu quatro cobranças de pênalti. Na semifinal, contra o San Lorenzo, efetuou defesa espetacular no último minuto, com o pé direito. Foi eleito postumamente o "Craque da Galera" do Campeonato Brasileiro de 2016.

Dener Assunção (28/06/1991 – 29/11/2016), lateral-esquerdo da Chapecoense. Anteriormente, atuou por Grêmio, Guarany de Bagé, Veranópolis, Vitória, Caxias, Ituano e Coritiba.

Everton Kempes (03/08/1982 – 29/11/2016), atacante da Chapecoense, com passagens anteriores por diversos clubes, dentre os quais Criciúma, Ceará, América Mineiro, Cerezo Osaka, JEF United e Joinville.

Filipe Machado (13/03/1984 – 29/11/2016), zagueiro da Chapecoense, com passagens por muitos clubes, dentre os quais Internacional, Fluminense, CSKA de Sofia, Salernitana, Inter de Baku, Duque de Caxias, Resende e Macaé.

Guilherme Gimenez (18/06/1995 – 29/11/2016), lateral-direito da Chapecoense, com passagens por Olé Brasil, Comercial, Botafogo de Ribeirão Preto e Goiás.

José Gildeixon "Gil" (03/09/1987 – 29/11/2016), volante da Chapecoense, que também atuou por URT, Santa Cruz, Mogi Mirim, Guaratinguetá, Vitória, Santo André, Ponte Preta e Coritiba.

Josimar (18/08/1986 – 29/11/2016), volante da Chapecoense, com passagens por Internacional, Brasil de Pelotas, Fortaleza, Palmeiras e Ponte Preta.

Lucas Gomes (29/05/1990 – 29/11/2016), atacante da Chapecoense, que iniciou sua carreira em clubes do Pará, seu estado-natal, e também atuou por Londrina, Sampaio Corrêa, Icasa e Fluminense.

Marcelo Augusto (26/08/1991 – 29/11/2016), zagueiro da Chapecoense, com passagens por Macaé, Volta Redonda, Cianorte e Flamengo.

Mateus "Caramelo" (30/08/1994 – 29/11/2016), lateral-direito da Chapecoense, que atuou também por Mogi Mirim, São Paulo e Atlético Goianiense.

Matheus Biteco (28/06/1995 – 29/11/2016), volante da Chapecoense, que havia iniciado a carreira no Grêmio de Porto Alegre. Era visto como um atleta de ótimo potencial, tendo sido convocado algumas vezes para as Seleções Brasileiras juvenis.

Sergio Manoel (08/09/1989 – 29/11/2016), volante da Chapecoense, com passagens por diversos outros clubes, dentre os quais Coritiba, Atlético Goianiense, Paysandu e Água Santa.

Tiago da Rocha Vieira, o Tiaguinho (04/06/1994 – 29/11/2016), atacante da Chapecoense, revelado pelo XV de Piracicaba, e que atuou também por Metropolitano e Cianorte. Tiaguinho acabou se tornando um símbolo da tragédia, com a divulgação de um vídeo filmado pelos companheiros, em que ele recebeu a notícia que seria pai pela primeira vez, uma semana antes de falecer. Foi também o último atleta a marcar um gol pela Chapecoense antes do acidente, o segundo na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo.

Willian Thiego (22/07/1986 – 29/11/2016), zagueiro da Chapecoense, com passagens por Sergipe, Grêmio, Kyoto Sanga (do Japão), Bahia, Ceará, Figueirense e Khazar Lankaran (do Azerbaijão).

Sandro Luiz Pallaoro (13/10/1966 – 29/11/2016), presidente da Chapecoense e empresário. Ele havia sido eleito presidente do clube por aclamação, em dezembro de 2014.

Também foram vítimas fatais do acidente do voo 2933 da Lamia os seguintes integrantes da delegação da Associação Chapecoense de Futebol: Eduardo de Castro Filho, Gilberto Thomaz, Nilson JúniorAnderson Paixão, Anderson Roberto Martins, Marcio Bestene Koury, Rafael Gobbato, Luiz Cesar Martins Cunha, Luiz Felipe Grohs, Sergio Luis Ferreira de Jesus, Anderson Donizette Lucas, Adriano Wulff Bitencourt, Cleberson Fernando da Silva, Emerson Fabio di Domenico, Eduardo Luiz Preuss, Daví Barela Dávi, Decio Filho, Delfim de Pádua Peixoto Filho, Edir de Marco, Jandir Bordignon, Mauro Bello e Mario Luiz Stumpf.


Mário Sérgio Pontes de Paiva (07/09/1950 – 29/11/2016), craque do futebol brasileiro.
Ele estava no voo 2933 da Lamia, que caiu com a delegação da Chapecoense.
Trabalhava ultimamente como comentarista do canal de TV por assinatura Fox Sports.
Atuou por Flamengo, Vitória, Fluminense, Botafogo, Rosario Central, Internacional, São Paulo,
Ponte Preta, Grêmio, Palmeiras, Botafogo de Ribeirão Preto e Bahia, e pela Seleção Brasileira.

Paulo Julio Clement (21/12/1964 – 29/11/2016), jornalista esportivo, comentarista do canal Fox Sports, que trabalhou anteriormente em Jornal do Brasil, O Dia, O Globo, Rádio Globo e SporTV. Era torcedor do Fluminense, clube que o homenageou, pondo seu nome na sala de imprensa do CT da Barra da Tijuca.

Victorino Chermont (24/04/1973 – 29/11/2016), jornalista esportivo, repórter do canal Fox Sports, que trabalhou anteriormente na Rádio Globo e no SporTV. Era torcedor do Flamengo, do Rio de Janeiro, clube que o homenageou, pondo seu nome na sala de imprensa de seu Centro de Treinamentos.

Devair Paschoalon, o Deva Pascovicci (28/09/1965 – 29/11/2016), narrador esportivo de rádio e televisão. Foi locutor da TV Manchete, do SporTV e da Rádio CBN, e trabalhava para o Fox Sports desde o início de 2016.

Guilherme Marques (25/11/1988 – 29/11/2016), repórter esportivo da TV Globo, com trabalhos no GloboEsporte.com e na TV Brasil.

Também faleceram no acidente do voo 2933 da Lamia os seguintes integrantes de equipes de jornalismo: Lilácio Pereira Júnior, Rodrigo Santana Gonçalves, Guilherme van der Laars, Ari de Araújo Júnior, Laion Espíndola, Giovane Klein Victória, André Podiacki, Bruno Mauri da Silva, Djalma Araújo Neto, Gelson Galiotto, Ivan Carlos Agnoletto, Fernando Schardong, Douglas Dorneles, Edson Ebeliny, Jacir Biavatti e Renan Agnolin.

Abelardo Dutra Meireles, o "Flecha Azul" (10/11/1926 – 08/12/2016),
ídolo do Cruzeiro, autor de 82 gols com a camisa do clube mineiro.
Também atuou por Palmeiras, Santos e América Mineiro.


Peter Brabrook (08/11/1937 – 10/12/2016), atacante inglês, que disputou a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, com a Seleção da Inglaterra.

João Castelo Ribeiro Gonçalves (19/10/1937 – 11/12/2016), governador, senador e deputado federal do Maranhão, idealizador do Estádio Castelão de São Luís, que leva o seu nome.

José Pinto Cabral (1929? – 11/12/2016), jornalista e radialista, torcedor e sócio benemérito do Vasco.

Maurício de Carvalho, o Foguinho (1962 – 27/12/2016) centroavante que atuou com sucesso no Internacional de Santa Maria, no Riograndense, na Seleção Gaúcha e em outros seis clubes brasileiros: Guarany de Bagé, Bagé, São Luiz de Ijuí, Guarani de Cruz Alta, São José de Porto Alegre e São Cristóvão (do Rio de Janeiro).

Néstor Gonçalves (27/04/1936 – 29/12/2016), lenda do Peñarol e da Seleção do Uruguai. Disputou duas Copas do Mundo: em 1962, no Chile, e em 1966, na Inglaterra. "Tito", como era apelidado, é o único jogador da história a ter disputado seis finais de Copa Libertadores, tendo conquistado a taça três vezes (em 1960, 1961 e 1966). Com 574 jogos, é o atleta que mais vezes atuou pelo Peñarol. Conquistou 9 Campeonatos Uruguaios com a camisa aurinegra.

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Por fim, deixo aqui minha homenagem ao meu grande amigo Marco Antônio Alves de Aquino, torcedor e sócio do Fluminense, e importante colaborador deste blog Jornalheiros. Muito obrigado por tudo, Touro!

“A vida vale pelo amor que se dá, não pelo amor que se recebe”.
(Marco Antônio Alves de Aquino, 09/08/1954 – 08/11/2016)