Na foto, vemos Jairzinho, Nelinho, Rivellino e Marinho Chagas, em ação pela Seleção Brasileira na partida contra o Zaire, em Gelsenkirchen, pela Copa do Mundo de 1974.
O Zaire é a atual República Democrática do Congo, ou Congo-Kinshasa. A seleção do país africano nunca mais voltou a uma Copa do Mundo.
A Seleção Brasileira venceu o jogo por 3 a 0, gols de Jairzinho, Rivellino e Valdomiro. O escrete brasileiro se classificou para a segunda fase e terminaria o Mundial da Alemanha Ocidental em quarto lugar.
29º. Moderato, Jair Rosa Pinto, Zizinho, Pinga, Julinho Botelho, Mazzola, Zagallo, Nelinho, Éder, Serginho Chulapa, Josimar, Müller, Ronaldinho, Adriano, Elano, Robinho, Fred, David Luiz, Oscar dos Santos, Philippe Coutinho e Thiago Silva, 2 gols cada.
50º. Roberto Emílio da Cunha, Alfredo dos Santos, Maneca, Friaça, Djalma Santos, Nilton Santos, Zito, Rildo, Clodoaldo, Gérson, Carlos Alberto Torres, Valdomiro, Reinaldo, Oscar Bernardi, Leovegildo Júnior, Edinho, Raí, Márcio Santos, Branco, Roberto Carlos, Edmílson, Júnior (Jenílson Ângelo de Souza), Kaká, Juninho Pernambucano, Gilberto, Zé Roberto, Maicon, Juan, Fernandinho, Paulinho e Roberto Firmino, 1 gol cada.
Observações:
(*) Oficialmente, Ademir Menezes tem 8 gols, todos na Copa do Mundo de 1950, em que foi o artilheiro. Porém, eu contabilizo 9 gols, contando dois na partida contra a Espanha, em que a FIFA atribui o primeiro gol como gol-contra do espanhol Parra, que desviou o chute de Ademir. Como pode ser observado no vídeo do gol (minuto 3:22 abaixo), nos critérios atuais o gol seria dado a Ademir.
- Cafu poderia entrar na lista, mas o gol no jogo inaugural da Copa do Mundo de 1998 é atribuído pela FIFA como gol-contra do escocês Boyd.
- Gols em disputas de pênalti não estão computados na lista. Em disputas, Branco e Dunga marcaram 2 gols cada, e os seguintes atletas marcaram um gol cada: Alemão, Zico, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Emerson, David Luiz, Marcelo e Neymar.
Amigos, aquela quinta-feira foi a grande noite do Botafogo na Copa Libertadores: diante de 88.690 testemunhas no Maracanã, o Alvinegro encarava o Palmeiras no jogo-desempate da 1ª fase, valendo vaga na semifinal da competição sul-americana.
Antes mesmo do jogo, a sorte sorriu para o Botafogo: no sorteio do local do jogo, entre Maracanã e Morumbi, ganhou o Maracanã: o Alvinegro teria o privilégio de decidir a classificação diante de sua torcida, no Rio de Janeiro.
Logo nos primeiros minutos, o acaso seguiu agraciando o Botafogo: em um lance infeliz, o grande zagueiro palestrino Luís Pereira marcou gol-contra ao tentar cortar o chutaço de Marinho Chagas. Mas aquele Palmeiras era osso duro de roer: o campeão brasileiro tanto atacou que conseguiu empatar aos 17 minutos da etapa complementar, com um golaço de Ademir da Guia.
Em um duelo tão equilibrado, a prorrogação parecia tão inevitável quanto o nascer do sol. Porém, o Botafogo tinha Jairzinho, o Furacão da Copa. Só o Botafogo tinha Jairzinho. Com um chute cruzado devastador, ele venceu Leão e marcou o gol que colocou o Botafogo na semifinal da Copa Libertadores, aos 42 minutos do segundo tempo.
A festa tomou conta do Maracanã: os 64.647 nas arquibancadas, os 18.623 na geral, os 2.257 nas cadeiras numeradas, os 1.668 nas cadeiras sem número, os 676 nas cadeiras especiais, os gatos pingados nos camarotes... todos, todos celebravam efusivamente a heroica classificação alvinegra.
Com o triunfo, o Botafogo se juntou a Independiente e San Lorenzo (Argentina), Colo Colo (Chile), Millonarios (Colômbia) e Cerro Porteño (Paraguai), para a disputa da fase semifinal da competição sul-americana.
PCFilho
Imagens: Canal 100.
29/03/1973 - Botafogo 2 x 1 Palmeiras - Maracanã (Rio de Janeiro)
Motivo: Copa Libertadores da América - 1ª fase - jogo-desempate.
Público: 88.690 pagantes.
Renda: Cr$ 841.801,50.
Árbitro: Ramón Barreto (Uruguai). Auxiliares: Luis Pestarino (Argentina) e Armando Marques (Brasil).
Botafogo: Wendell; Waltencir, Brito, Scala e Marinho Chagas; Nei Conceição e Carlos Roberto; Zequinha (Ferretti), Jairzinho, Roberto Miranda (Fischer) e Dirceu. Técnico: Sebastião Leônidas.
Palmeiras: Leão; João Carlos, Luís Pereira, Alfredo Mostarda e Zeca; Zé Carlos (Dudu) e Ademir da Guia; Edu Bala (Ronaldo), Leivinha, Fedato e Nei. Técnico: Oswaldo Brandão.
Amigos, se há uma unanimidade no futebol, é a Seleção Brasileira de 1970. Ninguém consegue resistir ao futebol-arte de Tostão, Pelé, Rivellino, Carlos Alberto, Gérson, Jairzinho e companhia, não é mesmo?
Porém, até mesmo o Escrete Divino era capaz de cometer suas barbaridades com a pelota. Como diz Tadeu Schmidt, protejam as canelas... e assistam às trapalhadas da Seleção de 1970:
O melhor time da história! É de gargalhar, né? :-)