Amigos, a Seleção está classificada, após a convincente vitória sobre a Costa do Marfim. Voltando a jogar muito bem, o escrete de Dunga comprovou a verdade que todos já conhecemos: nós somos os melhores do mundo em futebol. A nossa superioridade é sólida, compacta, irresistível. Diante da sagrada camisa amarela, nossos adversários tremem da cabeça às chuteiras. Eles olham para Kaká e veem Pelé, olham para Luís Fabiano e veem Romário, olham para Júlio César e veem Castilho, olham para Robinho e veem Garrincha, olham para Elano e veem Didi. E assim todos eles capitulam, irremediavelmente.
Na batalha contra os marfinenses, vencemos o primeiro tempo por 1 x 0, com gol de Luís Fabiano, passe de Kaká. Veio a segunda etapa, e logo enfiamos mais dois, uma pintura de Luís Fabiano, e uma preciosidade de Elano. Brasil 3, Costa do Marfim 0. Coitados, eles achavam que poderiam vencer ou empatar. Não, não poderiam. Jogássemos uma centena de vezes, venceríamos as cem. Quando os marfinenses se deram conta desta ultrajante e cruel realidade, desesperaram-se. E então iniciaram a pancadaria, para descobrir se assim ganhariam alguma coisa.
O que se espera de um árbitro quando um dos times passa a apelar para a violência? Ora, uma atuação enérgica para que cesse a pancadaria. Foi tudo que o francês Stéphane Lannoy não fez. Amigos, vocês viram a entrada do marfinense em Elano? O meia ex-Santos teve que sair da partida, lesionado. Um cidadão ao meu lado reagiu: "cadê o cartão amarelo?". Seu interlocutor respondeu: "amarelo? Esse cara tinha que ser preso!". Concordo: a simples expulsão de campo seria uma punição muito branda. Para se fazer total justiça, o sujeito deveria sair de campo preso, algemado e tudo. O absurdo: o juiz francês não deu nem cartão amarelo! Nem uma advertência!
Algema nele!
Foi a senha para que a equipe de Costa do Marfim continuasse a descer o sarrafo. Os marfinenses batiam, os brasileiros apanhavam, e o francês não fazia nada. No mínimo mais dois deveriam ter sido expulsos por faltas que mais pareciam crimes. E o árbitro fazendo vista grossa, fingindo que não estava vendo a pancadaria. Se no lugar do Brasil estivesse um país que sabe revidar, que não leva desaforo para casa, estaria armado o sururu. Argentinos, uruguaios ou europeus teriam respondido na mesma moeda. Talvez o jogo nem terminasse, tamanho o tumulto que se causaria.
O estopim foi o cartão vermelho para Kaká. Isso mesmo, amigos: os brasileiros apanharam de todas as formas possíveis, e um jogador nosso é que foi expulso. Pior: foi expulso sem fazer nada. O juiz francês, com descaro infinito, teve a coragem de expulsar um brasileiro inocente, naquele cenário. Vejamos o absurdo: os oponentes descem o pau, nós não revidamos, e somos nós os punidos!
Se por um acaso perdermos este Mundial, será por azar, ou por não saber revidar. Precisamos aprender a revidar. Na bola, nós brasileiros somos os melhores do mundo. As cinco estrelas na camisa amarela falam por si. Em breve serão seis.
PC
Atuações:
ÓTIMAS: Elano, Kaká e Luís Fabiano.
BOAS: Júlio César, Maicon, Juan, Lúcio, Michel Bastos, Robinho.
RAZOÁVEIS: Felipe Melo, Gilberto Silva, Daniel Alves, Ramires.
RUINS: -.
PÉSSIMOS: árbitro francês Stéphane Lannoy.