Fluminense garfado: esta poderia ser a manchete das reportagens de um terço dos jogos do Tricolor das Laranjeiras neste Campeonato Brasileiro. Dentre os dezoito jogos até aqui, em pelo menos seis foi isto que aconteceu: o clube mais tradicional do futebol brasileiro foi roubado descarada e despudoradamente. Nesta quarta-feira 12, no Beira-Rio, não foi diferente.
Impossível não colocar o tropeço do Tricolor na conta da arbitragem do senhor Flávio Rodrigues Guerra. O juiz-ladrão paulista, que já havia garfado o Fluminense no ano passado, contra o Coritiba (1 a 1 no Maracanã), voltou a agir, com a cara-de-pau que lhe é característica, como se não estivesse sendo observado por milhões de torcedores.
Lá se vão assim mais um ou três pontos surrupiados do Fluminense. Por que nós sempre temos que enfrentar, além dos onze atletas do adversário, também as arbitragens? Não há time que aguente. Nem o poderoso Barcelona conseguiria levantar suas taças se tivesse sempre que jogar contra tudo e contra todos.
Há, nos árbitros brasileiros, uma escura má vontade para com o Fluminense. Evidentemente, alguns são exceções - cito, por exemplo, o bom Heber Roberto Lopes, que, embora erre como todo ser humano, tem todo o meu respeito, por apitar de maneira isenta. (E olhem que ele já apitou mais de 50 jogos do Fluminense - o larápio desta quarta-feira está só no segundo...)
O árbitro Flávio Rodrigues Guerra expulsou Marcos Júnior, que deu um pontapé no oponente, após sofrer uma falta não marcada. OK, talvez o cartão vermelho tenha sido um exagero, mas seria um erro perdoável.
Diferente do que viria a acontecer logo depois.
Alex, do Internacional, deu aquele carrinho de cima para baixo, com os dois pés, atingindo o tricolor Pierre violentamente. Foi um lance de almanaque para cartão vermelho. Entretanto, o canalha fez que não viu. E o atleta colorado, que já tinha cartão amarelo, saiu impune.
Por causa da desvantagem numérica, o técnico tricolor Enderson Moreira se viu forçado a fazer substituições e recuar o time. Eu, particularmente, detesto quando o treinador recua demais. Mas hoje, com o Fluminense mutilado pela arbitragem criminosa, Enderson não tinha mesmo alternativa.
Um problema muito grave, essa questão das arbitragens contra o Fluminense esse ano. Em 18 jogos até aqui no Brasileirão, foram pelo menos cinco ou seis roubos escandalosos. Não, não pode ser coincidência.
Tá mais do que na hora de o Fluminense realizar um protesto formal contra o que está acontecendo. Vou repetir, em especial, o nome do juiz-ladrão da vez: Flávio Rodrigues Guerra. Se este sujeito voltar a apitar um jogo do Fluminense na vida, o presidente Peter Siemsen não é macho. O que ele fez hoje, amigos, justifica um veto vitalício.
Ah, se esta CBF fosse minha... eu estabeleceria uma ordem de restrição, do tipo daquelas concedidas às mulheres agredidas por maridos violentos. Seria mais ou menos assim: "o senhor Flávio Rodrigues Guerra fica, desde já, proibido de estar dentro de um raio de dez quilômetros de qualquer estádio com jogo do Fluminense em andamento; esta medida tem efeito imediato e perpétuo, e estão revogadas todas as disposições em contrário".
PCFilho
NOTAS DO ONZE:
Diego Cavalieri: Atuação monumental, o melhor em campo. 9,5
Wellington Silva: Uma boa alternativa no apoio. 6,0
Marlon: Levou a melhor na maioria das disputas. 6,5
Henrique: Afobado em alguns lances. 5,5
Gustavo Scarpa: Mesmo improvisado, esteve bem. 6,0
Pierre: Demonstrou muita raça. 6,5
Jean: Esforçado na marcação, tímido no apoio. 6,0
Cícero: Atuação apagada. 5,0
Ronaldinho: Criou algumas jogadas de perigo enquanto esteve em campo. 6,5
(Lucas Gomes): Entrou bem, dando opção aos companheiros na frente. 6,5
Marcos Júnior: Fez bobagem, facilitando o "trabalho" do juiz. 2,0
Wellington Paulista: A bola não chegou, e ele também não foi buscá-la. 4,5
(Antônio Carlos): Entrou para segurar o empate, não conseguiu e ainda foi expulso. 3,0
T. Enderson Moreira: Recuou demais, mas com o time mutilado pela arbitragem, não pode ser condenado por isso. 6,0
Árbitro Flávio Rodrigues Guerra: O desastre descrito acima. Que nunca mais apite um jogo do Fluminense. ZERO


