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terça-feira, 18 de julho de 2017

Efemérides tricolores - 18 de julho


1915: em Campos Sales, o Fluminense vencia o America por 2 a 1, quando o árbitro W. Tulk anulou o gol de empate do America. No que foi provavelmente a primeira invasão de campo da história do futebol carioca, a torcida anfitriã cercou o árbitro e o coagiu a validar o gol anulado. A partida terminou 2 a 2, mas acabaria anulada devido à interferência externa (bons tempos em que as regras eram cumpridas). Foi uma das várias polêmicas de um Campeonato Carioca em que o Fluminense terminaria vice-campeão, dois pontos atrás do Flamengo.

1920: em partida válida pelo turno do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense ganhou por 3 a 1 do Botafogo. Os gols tricolores no clássico foram de Welfare (dois, o primeiro e o terceiro, ambos com assistência de Bacchi) e Machado (o segundo, com assistência de Laís). O goleiro tricolor Ayrton, irmão de Bacchi, também teve boa atuação. O jornal "O Paiz" destacou a presença das mulheres na arquibancada: "Perante uma colossal assistência, onde imperava o elemento feminino, representado pela fina flor da culta, elegante e distinta sociedade carioca, teve lugar no majestoso estádio do tricampeão da cidade, o esperado match entre as fortes equipes do glorioso Botafogo e do clube local".

1926: em jogo bastante movimentado, válido pelo returno do Campeonato Carioca, com bom público no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense venceu o Botafogo por 4 a 3. Os gols da vitória tricolor no clássico foram de Coelho (2), Moura Costa e Fortes.

1952: em um dia sem jogos no Campeonato Mundial de Clubes, foi realizado no salão nobre da sede do Fluminense um banquete, como parte dos festejos do cinquentenário. Na confraternização, que reuniu tricolores de todas as épocas, o clube recebeu homenagens de nações amigas, através de seus representantes diplomáticos, e também de clubes rivais e de outras entidades do esporte. O Presidente da República, Getúlio Vargas, foi representado por Geraldo Mascarenhas da Silva.

1954: em amistoso interestadual, o Fluminense ganhou por 4 a 0 do Athletic Club de São João Del Rei, no Estádio Joaquim Portugal, na cidade mineira, gols de Robson, Esquerdinha, Didi e Villalobos (observação: algumas fontes apontam dois gols de Waldo nesta partida).

1971: no Maracanã, a Seleção Brasileira empatou em 2 a 2 com a Iugoslávia, na partida de despedida de Pelé da Seleção. Dois atletas do Fluminense entraram em campo: Félix foi o goleiro titular, e Marco Antônio substituiu Everaldo durante o jogo. Os gols da Seleção foram de Rivellino e Gérson, dois atletas que vestiriam a camisa tricolor nos anos seguintes.

1974: encerrando sua participação no Campeonato Brasileiro, o Fluminense derrotou a Portuguesa de São Paulo por 3 a 1, no Estádio do Maracanã. Os gols do triunfo tricolor foram de Paulo Nani, Arenghi (contra) e Ivair.

1976: em partida tensa, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca, Fluminense e Flamengo empatavam em 1 a 1, até o jogo ser interrompido, aos 35 do 2º tempo, após o árbitro Aírton Vieira de Moraes expulsar três jogadores do Fluminense (Carlos Alberto Torres, Pintinho e Paulo Cezar Caju). Rivellino marcara o gol tricolor. O Flamengo conquistaria os dois pontos do jogo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, mas a Máquina Tricolor é que terminaria campeã, no fim das contas...

2007: em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, no Estádio do Morumbi, o Fluminense venceu o São Paulo por 1 a 0, com gol do centroavante Somália, aos 8 minutos do segundo tempo, cobrando pênalti.

2010: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro, o Fluminense derrotou o Santos por 1 a 0, com gol de Alan, após assistência de Mariano, aos 32 minutos do segundo tempo. O Santos tinha a reputação de melhor time do país, tendo acabado de conquistar a Copa do Brasil e o Campeonato Paulista com impressionantes goleadas, construídas pela poderosa linha de ataque formada por Paulo Henrique Ganso, Robinho, Neymar e André. O treinador Muricy escalou três zagueiros, conseguiu parar o ataque "santástico", e venceu a partida em um contra-ataque fatal. O Fluminense terminaria conquistando aquele Campeonato Brasileiro.

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Aniversariantes do dia:

Arthur Friedenreich (1892), autor do primeiro gol do Estádio de Laranjeiras, na partida Brasil 6 x 0 Chile, em 11 de maio de 1919. Também marcou o gol do título daquele Sul-Americano, na partida Brasil 1 x 0 Uruguai, em 29 de maio. Embora tenha atuado por diversos clubes brasileiros, Friedenreich, o grande craque da era amadora do futebol brasileiro, não chegou a jogar pelo Fluminense.

Augusto Barreto Jambo, o Jambo (1921), centro-médio que disputou algumas partidas pelo Fluminense entre 1942 e 1945. Marcou um gol, de pênalti, num 6 a 1 contra o Bonsucesso, pelo Carioca de 1944.

Jorge Silva Vieira (1934), treinador com curta passagem no comando técnico do Fluminense, durante parte da temporada de 1996.

Friedrich Wilhelm Braun, o Fritz (1941), histórico jogador do basquete brasileiro, que atuava como pivô. Com o Fluminense, foi Campeão Carioca em 1961; com a Seleção Brasileira, conquistou o Campeonato Mundial de 1963, a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de 1963, e a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964.

Dulce Thompson de Carvalho (1963), jogadora de vôlei do Fluminense entre 1977 e 1981, bicampeã sul-americana (em 1979 e 1980) e campeã brasileira (em 1981).

Denilson Pereira Júnior (1995), meia-atacante com duas atuações pelo time profissional do Fluminense, ambas no Campeonato Brasileiro de 2013. Na sua estreia, marcou o gol da vitória por 2 a 1 contra o Goiás, aos 41 do segundo tempo.

PCFilho

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Efemérides tricolores - 23 de junho


1907: em jogo da terceira rodada do Campeonato Carioca, no campo da rua Guanabara (atual Estádio de Laranjeiras), o Fluminense venceu o Paysandu por 3 a 1. Os gols tricolores foram marcados por Emile EtchegarayEdwin Cox e Octávio Simonsen. O gol do Paysandu foi de James Calvert - atacante que viria para o Fluminense em 1911. Esta foi a 3ª das 5 vitórias na campanha do bicampeonato tricolor.

1918: em partida válida pelo Campeonato Carioca, na rua Paysandu, o Fluminense venceu o Flamengo por 3 a 0. O público presente, de cerca de 15 mil pessoas, foi o maior da história do primeiro estádio do Flamengo. Os gols do triunfo tricolor foram de Pennaforte (contra), French e Welfare. Foi a 7ª vitória em 7 partidas pela competição: o Fluminense seguia firme rumo ao bicampeonato. Pela vitória no clássico, o Fluminense recebeu a Taça Brazilo Liga Esperantista.

1935: no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense estreou na fase final do Torneio Aberto do Rio de Janeiro empatando em 0 a 0 com o Flamengo. Nas rodadas seguintes, o Tricolor venceria Fuzileiros Navais e America e conquistaria o título. Aquela seria a primeira glória de um dos times mais vitoriosos da história tricolor, que levantaria cinco Campeonatos Cariocas entre 1936 e 1941.

1940: no campo da rua Figueira de Melo, o Fluminense goleou o Madureira por 7 a 4, em partida válida pelo Campeonato Carioca. Os gols tricolores no jogo foram marcados por Milani (3), Hércules (3) e Pedro Amorim.

1954: em jogo do Torneio Rio-São Paulo, no Maracanã, o Fluminense derrotou o Flamengo por 1 a 0, gol de Escurinho, aos 16 minutos do 1º tempo.

1956: em amistoso no Estádio Juca Ribeiro, em Uberlândia, o Fluminense venceu o Uberlândia por 6 a 0, gols de Léo Briglia (2), Jair Francisco, Escurinho (2) e Alecir.

1957: na sequência da excursão pela América do Sul, o Fluminense venceu o Boca Juniors de Cali por 4 a 0, gols de Romeu, Waldo, Telê e Alecir, no Estádio El Campín, em Bogotá, capital da Colômbia.

1963: no Torneio Início do Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense venceu o Vasco por 1 a 0 (gol de Evaldo) e o Bangu por 1 a 0 (gol de Zé Carlos). Na semifinal, o Tricolor empatou em 0 a 0 com o Botafogo, sendo eliminado na disputa de pênaltis (0 x 3). No jogo seguinte, o Botafogo venceu o Campo Grande e sagrou-se campeão.

1973: seguindo o giro pela África, o Fluminense foi ao Lesoto, e venceu o Combinado de Maseru por 3 a 0, gols de Dionísio (2) e Carlos Alberto Pintinho, no estádio da capital. O saldo da excursão tricolor pelo continente africano passou a ser de 7 vitórias e 1 empate.

2002: no primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense venceu o Americano de Campos por 2 a 0, gols de Marcão e Roni. O Tricolor confirmaria o título no segundo jogo, quatro dias depois.

2014: no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, a Seleção Brasileira venceu Camarões por 4 a 1, em partida válida pela fase de grupos da Copa do Mundo. O centroavante Fred, do Fluminense, marcou o terceiro gol da Seleção na partida.

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Aniversariantes do dia:

Sua Alteza Real o Príncipe Eduardo VIII do Reino Unido (1894), um dos cinco Presidentes de Honra do Fluminense.

Ivan Monteiro Bahiense (1926), meio-campista com 4 gols marcados em 78 atuações pelo Fluminense entre as temporadas de 1957 e 1959. Foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1957.

Antônio Monfrini Neto, o Manfrini (1950), meia-atacante que atuou no time profissional do Fluminense entre 1973 e 1975. Ele marcou 60 gols em 157 jogos com a camisa tricolor, e foi campeão carioca em 1973 e 1975.


João Luiz Ferreira Baptista (1971), zagueiro/volante com 35 partidas pelo Fluminense entre os anos de 1992 e 1995. Participou do elenco campeão carioca de 1995, tendo atuado em 7 partidas da campanha do título.

Carlos Henrique Carneiro Marinho, o Carlinhos (1983), lateral-direito com 2 gols marcados em 55 jogos pelo Fluminense, entre as temporadas de 2007 e 2008. Foi titular na conquista da Copa do Brasil de 2007 e reserva na campanha do vice-campeonato da Copa Libertadores de 2008.

Mariano Ferreira Filho (1986), lateral-direito com 9 gols em 167 partidas pelo Fluminense entre 2009 e 2011. Foi titular na Arrancada Histórica de 2009 e na conquista do Campeonato Brasileiro de 2010.

Giovanni Palmieri dos Santos (1989), lateral-esquerdo com 56 partidas e 1 gol pelo Fluminense, entre 2015 e 2016, ano em que participou da conquista da Copa da Primeira Liga.

PCFilho

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Guerreirinhos

Fotos de jogadores atuais e recentes do Fluminense quando crianças... :)

Todas as imagens são de arquivos pessoais dos atletas.

Fred, no colo de sua mãe Giselda, em Teófilo Otoni (MG).

O goleiro Ricardo Berna, tricolor desde criancinha.

Carlos Alberto (hoje sem clube) com seus companheiros das divisões de base.

Deco, campeão infantil no futsal.

Jean também já recebia troféus e medalhas.


O monstrinho Thiago Silva já era tricolor... :)

Encostado num velho Passat branco, o tricolorzinho Wellington Nem.

Mariano, campeão brasileiro pelo Flu em 2010, hoje no Bordeaux da França.

Rafael Moura, o He-Man, hoje no Inter.

Muricy Ramalho, com a camisa dois do São Paulo: tetracampeão
brasileiro como treinador (3x pelo São Paulo, 1x pelo Fluminense).

Romário de Souza Faria, ex-jogador de Seleção, Vasco, Flamengo e Fluminense.

Felipe, atual meia do Flu, levantando taça de competição de futsal infantil.

O zagueiro Lúcio, ex-Seleção, nunca jogou no Fluminense, mas era tricolor na infância.

PCFilho

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mariano eleito para a seleção da rodada no Campeonato Francês


O lateral-direito Mariano, ex-Fluminense, atualmente no Bordeaux, foi eleito para a seleção da 27ª rodada no Campeonato Francês, organizada pelo jornal L'Équipe.

Mariano teve boa atuação na vitória do Bordeaux sobre o Brest, por 2 a 0. Ele comentou o feito: "Fico muito contente pela indicação, ainda mais por ser o meu começo aqui e já estar na seleção da rodada. Para mim, é importante demais, fico muito feliz em poder ajudar o time e ter meu trabalho reconhecido. É sinal de que as coisas estão indo bem, de que estamos no caminho certo".

O Bordeaux ocupa a 9ª colocação na Ligue 1, com 39 pontos. O próximo compromisso será no sábado, contra o Ajaccio, no Estádio Chaban-Delmas.

PC

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O Profeta já sabia: Mariano convocado


Amigos, o Profeta já havia anunciado, aqui, em agosto: Mariano é o melhor lateral-direito em atividade no Brasil. A convocação para o escrete, nesta quinta-feira, foi apenas a confirmação da profecia. Parabéns, Mariano! Você fez por merecer seu lugar na Seleção Brasileira!

Cabe dizer que não é o primeiro acerto do Profeta em 2010. Aqui mesmo, neste espaço, ele previu a conquista do Campeonato Carioca pelo Botafogo, após os 6 a 0 do Vasco, com direito a camisa queimada nas arquibancadas.

Para desespero de muita gente, o Profeta, lá de sua caverna, já disse: "o Fluminense será o campeão brasileiro de 2010".

Quem viver, verá.

PC

domingo, 8 de agosto de 2010

Resenha: Grêmio 1 x 2 Tricolor


Amigos, neste domingo, em Copacabana, um simpático velhinho me viu com a camisa do Fluminense. E, com a elegância dos seus muitos anos de vida, soltou o grito de Nense. O urro do velhinho desconhecido demonstra que o Tricolor está em lua-de-mel com sua torcida. A cidade do Rio de Janeiro respira a liderança do Campeonato Brasileiro. Acrescento que, nas outras cidades tupiniquins, acontece o mesmo fenômeno. Cada pó-de-arroz que se encontra no país irradia a felicidade da primeira colocação.

A batalha do domingo foi contra o Grêmio, em Porto Alegre. Exatamente no Estádio Olímpico, que tem sido a caveira dos clubes do Rio de Janeiro já há tanto tempo. Ouvi dizer que o Grêmio não perdia para cariocas no Olímpico há duzentos anos. Acontece que a dita invencibilidade de dois séculos foi pelos ares em vinte minutos.

Tudo começou com uma falta na intermediária. Mariano na bola: o chute, o desvio e o gol, Fluminense 1 a 0. E que partida fez Mariano, que partida! Nos desarmes, foi um monstro. Nas tabelinhas, foi um rei. Nos passes longos, foi um príncipe. Nas arrancadas, parecia um coelhinho de desenho animado (salve Nelson eterno!). No campo do Grêmio, não corriam 22 atletas: havia 21, e havia Mariano, destacado dos demais. O lateral-direito do Fluminense teve uma atuação soberba, impecável, irretocável.

Com o placar nas mãos, os de Muricy sabem o que fazer: o Fluminense se fecha, tornando o sistema defensivo uma bastilha quase impenetrável. E então os contra-ataques completam o trabalho: mataram o Atlético Mineiro em Belo Horizonte, o Avaí em Florianópolis, o Santos na Vila Belmiro. Conseguiria o Grêmio escapar em Porto Alegre?

Não, nem mesmo o Olímpico Monumental conseguiu parar o Fluminense. O segundo gol tricolor foi de Emerson, o atacante que veio das Arábias para vencer no Fluminense. E foi um tento para a eternidade, após mais uma fenomenal arrancada. Tricolor 2, Grêmio 0, em plena e fria Porto Alegre. E o restante da partida foi apenas para cumprir tabela, com mais três preciosos pontos no bolso.

Domingo que vem, temos a batalha Tricolor x Internacional no Maracanã. Vou reescrever aqui a mais perfeita convocação que já existiu, porque, quando o Fluminense precisa de número, acontece o suave milagre. Os vivos saem de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas.

Todos subiremos as rampas sagradas do Maracanã. O recorde de público do Campeonato será nosso. Lutaremos juntos por mais três pontos: o tricampeonato é logo ali.

PC

Vídeo dos gols da partida:

Líderes na corrida pela Bola de Prata da Placar

Thiago Silva foi Bola de Prata em 2007.

Este escriba recebeu por e-mail uma listagem com os atuais líderes na corrida pela Bola de Prata da Placar em cada posição, no Campeonato Brasileiro de 2010. A Placar ainda não divulgou os rankings, mas os cálculos foram feitos com base nas notas disponíveis no site da própria revista, contando até a décima-segunda rodada (Tabelão).

Três atletas do Fluminense lideram a disputa em suas posições: o goleiro Fernando Henrique, o lateral-direito Mariano, e o meia Darío Conca. O argentino lidera também a disputa pela Bola de Ouro, prêmio dado ao melhor jogador do Campeonato. O último atleta do Fluminense a conquistar a Bola de Ouro foi Thiago Neves, em 2007.

A Seleção do Campeonato até aqui seria: Fernando Henrique; Mariano, Alex Silva, Danilo e Roberto Carlos; Sandro, Arouca, Darío Conca e Bruno César; Kléber e Schwenck.

Abaixo, os rankings. O número depois do hífen é a média das notas obtidas, e o número entre parênteses é a quantidade de partidas disputadas. Só aparecem nas listas os jogadores que disputaram no mínimo seis jogos.

BOLA DE PRATA - GOLEIRO
1) Fernando Henrique (Fluminense) - 6,43 (7)
2) Fábio (Cruzeiro) - 6,18 (11)
3) Viáfara (Vitória) - 6,16 (6)

BOLA DE PRATA - LATERAL-DIREITO
1) Mariano (Fluminense) - 5,79 (12)
2) Oziel (Ceará) - 5,75 (10)
3) Jonathan (Cruzeiro) - 5,66 (9)

BOLA DE PRATA - ZAGUEIROS
1) Alex Silva (São Paulo) - 6,00 (8)
2) Danilo (Palmeiras) - 6,00 (7)
3) Antônio Carlos (Botafogo) - 5,95 (10)
4) Ronaldo Angelim (Flamengo) - 5,83 (12)
5) Bolívar (Internacional) - 5,83 (9)
6) Gabriel (Avaí) - 5,83 (6)

BOLA DE PRATA - LATERAL-ESQUERDO
1) Roberto Carlos (Corinthians) - 6,18 (11)
2) Juan (Flamengo) - 5,91 (12)
3) Carlinhos (Fluminense) - 5,83 (9)

BOLA DE PRATA - VOLANTES
1) Sandro (Internacional) - 5,94 (9)
2) Arouca (Santos) - 5,92 (7)
3) Leandro Guerreiro (Botafogo) - 5,91 (12)
4) Rodriguinho (Santos) - 5,91 (6)
5) Adílson (Grêmio) - 5,85 (10)
6) Rodrigo Souto (São Paulo) - 5,83 (6)
(Hernanes foi excluído da disputa, por ter sido negociado pelo São Paulo)

BOLA DE PRATA - MEIAS
1) Darío Conca (Fluminense) - 6,45 (12)
2) Bruno César (Corinthians) - 6,33 (9)
3) Caio (Avaí) - 6,30 (10)
4) Paulo Henrique Ganso (Santos) - 6,12 (8)
5) Elkeson (Vitória) - 5,95 (10)
6) Wesley (Santos) - 5,90 (10)

BOLA DE PRATA - ATACANTES
1) Kléber (Palmeiras) - 6,22 (9)
2) Schwenck (Vitória) - 6,12 (8)
3) Misael (Ceará) - 6,04 (12)
4) Ewerthon (Palmeiras) - 6,04 (12)
5) Roberto (Avaí) - 6,00 (12)
6) Mazola (Guarani) - 6,00 (11)
7) Jorge Henrique (Corinthians) - 6,00 (8)

BOLA DE OURO
1) Darío Conca (Fluminense) - 6,45 (12)
2) Fernando Henrique (Fluminense) - 6,43 (7)
3) Bruno César (Corinthians) - 6,33 (9)
4) Caio (Avaí) - 6,30 (10)
5) Kléber (Palmeiras) - 6,22 (9)
6) Roberto Carlos (Corinthians) - 6,18 (11)
7) Fábio (Cruzeiro) - 6,18 (11)
8) Viáfara (Vitória) - 6,16 (6)
9) Rogério Ceni (São Paulo) - 6,12 (12)
10) Paulo Henrique Ganso (Santos) - 6,12 (8)

PC

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O personagem da quinta-feira


Amigos, não vou contar para vocês a suprema mentira de que está tudo bem. Não, não está. O Fluminense ganhou, mas ainda ocupa a última colocação da tabela. A vitória sobre o Atlético veio molhada com o suor de uma garra inexcedível, mas também veio recheada de erros que não podem se repetir.

Dada a advertência inicial, passemos à celebração. Sim, é preciso festejar. O sabor dos três pontos é doce, tal qual o chicabon das carrocinhas. Olhar para trás e ver seis jogos seguidos sem derrota nos traz uma alegria que invade a alma.

O técnico Cuca conseguiu melhorar a equipe. Em cada jogo, há um esquema tático diferente, algo que me incomoda, não nego. Mas é fato que houve uma evolução. Uma nítida evolução. O Fluminense se impõe, o Fluminense joga com inteligência. Acima disso, o Fluminense joga com garra e ímpeto.

O retorno de Fred, obviamente, ajuda a melhorar o Tricolor. A categoria com que o camisa nove trata a bola é nitidamente superior. Outro nível, amigos, outro nível! Antes de iniciar a partida, a torcida canta que "o Fred vai te pegar". Começa o jogo, e o adversário sente, na carne e na alma, a pegada de Fred. O Atlético foi a vítima de hoje. O Cruzeiro é a vítima de domingo.

No começo do segundo tempo, o argentino Darío Conca também deixou sua marca, com calma e precisão. A entrega de Conca no campo de batalha é comovente. No final de cada jogo, lá está a camisa onze, encharcada de um suor épico. Esta noite, no Maracanã, o hermano foi até o povo e atirou sua camisa molhada ao público. Foi disputada a tapa, amigos, a tapa. A polícia quase precisou intervir.

O goleiro Rafael, desta vez, falhou no gol do Atlético. Meus amigos especialistas na posição de goleiro, porém, apressam-se em afirmar: ele ainda tem muito crédito. Estou com eles. Para mim, Rafael ainda é o melhor goleiro em atividade no país.

Desde o apito final, não param de me ligar. Todos querem saber: quem foi o personagem da quinta-feira? Deixei a resposta para o final, propositalmente. Como não sou nenhum mestre do suspense, preciso utilizar este recurso baixo com o leitor. Confesso com escrúpulo e vergonha, perdoem-me.

O personagem do jogo é Mariano. Ele tem recursos técnicos limitados para um lateral, é verdade. Mas a garra demonstrada por ele hoje, no Mário Filho, o faz merecedor do ilustre posto. Houve uma jogada em que ele driblou dois atleticanos na raça. O bandeirinha, coitado, teve que sair da frente, para não levar uma canetada. A torcida, eufórica, berrou o nome de Mariano. A voz do povo é a voz de Deus, quem sou eu para discordar? Mariano, ele mesmo, é o personagem da quinta-feira.

PC

(crédito da arte da figura ao amigo Marco)