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domingo, 11 de junho de 2017

Efemérides tricolores - 11 de junho


1911: pela segunda rodada do Campeonato Carioca, em Icaraí, o Fluminense goleou o Rio Cricket por 5 a 0, gols de Gustavinho de Carvalho, Oswaldo Gomes, Alberto Borgerth (2) e James Calvert. Foi a segunda vitória do Tricolor, que terminaria campeão invicto da competição.

1918: após a goleada sobre o Santos, o Fluminense foi a São Paulo e derrotou o Paulistano por 3 a 1, na Chácara da Floresta. Os gols da vitória tricolor sobre o campeão paulista foram assinalados por Welfare (2) e Mano. O Fluminense recebeu a Taça Imparcial, pela vitória.

1941: em Laranjeiras, o Fluminense derrotou o Palestra Itália, de Minas Gerais, por 4 a 2. Os gols da vitória tricolor sobre o campeão mineiro foram de Rongo (2), Pedro Nunes e Pedro Amorim. O Palestra Itália é o atual Cruzeiro.

1948: o Fluminense venceu o Bangu por 2 a 1, em General Severiano, pelo Torneio Municipal. Os gols tricolores foram de Juvenal e Pé de Valsa. Nas semanas seguintes, o Fluminense conquistaria o título da competição.

1981: o Fluminense derrotou o Serrano por 2 a 1, no Maracanã, com dois gols de Zezé, em partida do Campeonato Carioca.

1995: o Fluminense venceu o Volta Redonda por 2 a 0, em Laranjeiras, em jogo válido pelo Campeonato Carioca. Os gols tricolores foram marcados por Lira (de falta) e Edinho. Nas duas rodadas seguintes, o Fluminense enfrentaria Entrerriense e Flamengo - e conseguiria as duas vitórias que lhe garantiriam a taça.

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Aniversariantes do dia:

José Américo Salomão (1920), meia-atacante com algumas atuações pelo Fluminense na década de 1940. Marcou um gol com a camisa tricolor, contra o Nacional do Uruguai, em 1944.

Aguinaldo Pinto de Mello (1950), ponta-esquerda que fez parte do plantel profissional tricolor entre as temporadas de 1968 e 1970.

Ricardo Ferreira Berna (1979), goleiro com 94 atuações pelo Fluminense entre 2006 e 2013. Fez parte dos elencos campeões da Copa do Brasil de 2007, do Campeonato Carioca de 2012 e dos Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012. Teve participação fundamental na conquista do Brasileiro de 2010, quando foi titular nas 9 rodadas finais, em que o Fluminense obteve 5 vitórias e 4 empates, tendo sofrido somente 5 gols.
"Vai ajudar o Fluminense a ser campeão? Então não me interessa!"

Bruno Ferraz das Neves (1984), meia-armador com 19 jogos pelo Fluminense na temporada de 2006. Marcou um gol com a camisa tricolor, contra o Operário de Cuiabá, pela Copa do Brasil.

João Filipe Rabelo da Costa e Silva (1988), zagueiro com 3 atuações pelo Fluminense na temporada de 2015.

Artur Jesus Vieira (1990), zagueiro que fez parte do elenco tricolor na temporada de 2015. Jogou somente uma vez, contra o Figueirense, pelo Campeonato Brasileiro.

PCFilho

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Valeu, Ricardo Berna!

Ricardo Berna, tricolor desde criança.

Hoje, o goleiro Ricardo Berna se despede do Fluminense. Vai para o Náutico.

Em Laranjeiras desde 2006, Berna era o atleta mais antigo do plantel tricolor.

Viveu todos os momentos de glória recentes: a dramática conquista da Copa do Brasil de 2007, a épica campanha da Copa Libertadores de 2008, a Arrancada de 2009, e as conquistas dos Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012.

Foi reserva durante a maior parte do tempo, é verdade. Durante seus sete anos de Fluminense, defendeu os arcos tricolores 94 vezes.

Entretanto, no momento mais crucial das últimas décadas do Fluminense, ele estava lá.

Faltando nove rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, o Fluminense brigava pelo título - tinha a chance de quebrar um longo jejum, que já durava 26 anos.

Mas o técnico Muricy tinha um problema: a insegurança no gol. Fernando Henrique e Rafael se revezavam nas falhas e nos frangos, e víamos a taça escapar por entre nossos dedos.

Foi então que, no dia do clássico contra o Botafogo no Engenhão, encontramos a solução: era Ricardo Berna, até então relegado à condição de terceiro goleiro daquele elenco. Assumiu a titularidade e não largou mais.

Dali para a frente, amigos, foram nove jogos. Ricardo Berna só sofreu cinco gols. E o Fluminense não perdeu mais. Nunca mais.

Sim, sabemos que o grande nome do Brasileirão de 2010 foi Darío Conca. Mas se não fosse Ricardo Berna, não haveria título, esta é a verdade.

Contra o Internacional, no Beira-Rio, Ricardo Berna teve uma atuação magnífica. Garantiu o zero a zero e o pontinho que, um mês e dois dias depois, nos daria o Campeonato.

Obrigado por aqueles nove jogos, Ricardo Berna! Naqueles 810 minutos, fora os acréscimos, você fechou o nosso gol. E assim garantiu seu nome na história de glórias do Fluminense.

Boa sorte na nova jornada.

PCFilho

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Guerreirinhos

Fotos de jogadores atuais e recentes do Fluminense quando crianças... :)

Todas as imagens são de arquivos pessoais dos atletas.

Fred, no colo de sua mãe Giselda, em Teófilo Otoni (MG).

O goleiro Ricardo Berna, tricolor desde criancinha.

Carlos Alberto (hoje sem clube) com seus companheiros das divisões de base.

Deco, campeão infantil no futsal.

Jean também já recebia troféus e medalhas.


O monstrinho Thiago Silva já era tricolor... :)

Encostado num velho Passat branco, o tricolorzinho Wellington Nem.

Mariano, campeão brasileiro pelo Flu em 2010, hoje no Bordeaux da França.

Rafael Moura, o He-Man, hoje no Inter.

Muricy Ramalho, com a camisa dois do São Paulo: tetracampeão
brasileiro como treinador (3x pelo São Paulo, 1x pelo Fluminense).

Romário de Souza Faria, ex-jogador de Seleção, Vasco, Flamengo e Fluminense.

Felipe, atual meia do Flu, levantando taça de competição de futsal infantil.

O zagueiro Lúcio, ex-Seleção, nunca jogou no Fluminense, mas era tricolor na infância.

PCFilho

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O recorde de Ricardo Berna


O goleiro Ricardo Berna finalmente voltou a sofrer um gol em clássico, neste domingo, contra o Flamengo. Aos 21 minutos do segundo tempo, Thiago Neves deu fim à maior sequência invicta de um goleiro do Fluminense em clássicos.

Ricardo Berna permaneceu sem sofrer gol em clássicos durante incríveis 638 minutos consecutivos. Completou seis partidas sem ser vazado:

O recorde anterior pertencia ao lendário Félix, goleiro da Seleção tricampeã mundial em 1970, no México. O "Papel" permaneceu 556 minutos consecutivos sem ser vazado em clássicos, em 1973. A sequência incluiu cinco jogos completos:
08/07/1973 - Fluminense 0 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)
15/07/1973 - Fluminense 0 x 0 Flamengo - Maracanã (Rio de Janeiro)
21/07/1973 - Fluminense 2 x 0 Botafogo - Maracanã (Rio de Janeiro)
25/07/1973 - Fluminense 1 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)*
29/07/1973 - Fluminense 1 x 0 Flamengo - Maracanã (Rio de Janeiro)
* o jogo de 25/07/1973 teve prorrogação.

O terceiro colocado neste ranking é Paulo Victor, que permaneceu 541 minutos sem sofrer gol em clássicos, em 1985. A sequência incluiu cinco jogos completos:
15/08/1985 - Fluminense 0 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)
01/09/1985 - Fluminense 0 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)
22/09/1985 - Fluminense 0 x 0 Flamengo - Maracanã (Rio de Janeiro)
27/10/1985 - Fluminense 2 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)
23/11/1985 - Fluminense 2 x 0 Botafogo - Maracanã (Rio de Janeiro)

Em 1978, Renato completou quatro clássicos consecutivos sem sofrer gol:
24/09/1978 - Fluminense 2 x 0 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)
15/10/1978 - Fluminense 2 x 0 Flamengo - Maracanã (Rio de Janeiro)
26/11/1978 - Fluminense 0 x 2 Vasco - Maracanã (Rio de Janeiro)*
02/12/1978 - Fluminense 1 x 0 Botafogo - Ítalo del Cima (Rio de Janeiro)
* os dois gols do Vasco em 26/11/1978 foram sofridos por Wendell, que foi substituído por Renato no intervalo.

Batatais, Castilho, Jorge Vitório (2x), Roberto, Ricardo Pinto e Diogo completaram, cada um, três clássicos consecutivos sem sofrer gol.

PC

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ricardo Berna melhorou


Em 2010, quando Ricardo Berna assumiu a camisa 1 tricolor, o Fluminense não perdeu mais, e arrancou para a conquista do Campeonato Brasileiro.

Eu particularmente nunca entendi as opções dos antigos treinadores que barraram Berna. Digo isto porque não via nele as falhas que enxergava nos outros arqueiros. No entanto, confesso que não me sinto seguro analisando atuações de goleiros. Tenho dificuldade em perceber quando um lance foi falha do goleiro, e quando não foi (exceto nos casos evidentes, claro).

Mas sempre gostei de números. E acho que eles são uma boa medida para avaliação de goleiros.

Ano passado, quando Fernando Henrique voltou a ser titular do Fluminense, escrevi o texto "Quem é o melhor goleiro do Fluminense hoje?". Nele, fiz comparações entre os números de FH, Berna e Rafael. Em 41 jogos até então (36 como titular), Berna havia sofrido 50 gols, média de 1,22 por partida. Para mim, um número relativamente alto demais (em média, os bons goleiros atuais sofrem menos gols do que isso - cerca de 1 por jogo).

Dois meses e meio depois, Muricy Ramalho surpreendeu: escalou Berna para o clássico contra o Botafogo. Naquele 0 a 0, o goleiro convenceu o treinador, ganhando a vaga para o restante do Campeonato Brasileiro.

Após a vitória de ontem por 3 a 1 sobre o América, na qual Berna defendeu um pênalti, resolvi verificar novamente os números do goleiro. Agora, ele já possui 58 atuações (53 como titular), tendo sofrido 62 gols. A média histórica de Berna melhorou para 1,07 por partida. Se pegarmos apenas os 17 jogos desde o seu retorno, foram apenas 12 gols sofridos, excelente média de 0,71 por partida.

Minha conclusão é: Ricardo Berna melhorou em relação às suas primeiras passagens como titular do Fluminense. E melhorou muito. Que continue assim, cada vez se aprimorando mais!

PC

PS: a lista de jogos de Ricardo Berna com a camisa do Fluminense:
08/07/2006 - Joinville 0 x 0 Fluminense - Arena Joinville (Joinville/SC)*
05/11/2006 - Botafogo 2 x 1 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
09/11/2006 - Fluminense 0 x 0 Ponte Preta - Maracanã (Rio de Janeiro)
12/11/2006 - Fluminense 1 x 0 Cruzeiro - Maracanã (Rio de Janeiro)
18/11/2006 - Corinthians 1 x 1 Fluminense - Pacembu (São Paulo)
26/11/2006 - Santa Cruz 1 x 2 Fluminense - Arruda (Recife)
03/12/2006 - Fluminense 1 x 1 Palmeiras - Maracanã (Rio de Janeiro)
24/01/2007 - Fluminense 1 x 0 Friburguense - Maracanã (Rio de Janeiro)
28/01/2007 - Volta Redonda 3 x 2 Fluminense - Raulino de Oliveira (Volta Redonda)
03/02/2007 - Nova Iguaçu 1 x 1 Fluminense - Giulite Coutinho (Mesquita)
09/02/2007 - Fluminense 0 x 2 América - Maracanã (Rio de Janeiro)
14/02/2007 - Adesg 1 x 2 Fluminense - Arena da Floresta (Rio Branco)
17/02/2007 - Vasco 4 x 4 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
28/02/2007 - Fluminense 6 x 0 Adesg - Maracanã (Rio de Janeiro)
17/06/2007 - Atlético PR 1 x 1 Fluminense - Arena da Baixada (Curitiba)
05/08/2007 - Fluminense 0 x 1 Palmeiras - Maracanã (Rio de Janeiro)
08/08/2007 - Juventude 0 x 0 Fluminense - Alfredo Jaconi (Caxias do Sul/RS)
12/08/2007 - Fluminense 3 x 0 Santos - Maracanã (Rio de Janeiro)
16/08/2007 - Fluminense 0 x 1 Flamengo - Maracanã (Rio de Janeiro)
19/08/2007 - Cruzeiro 4 x 2 Fluminense - Mineirão (Belo Horizonte)
27/10/2007 - Fluminense 1 x 1 Atlético MG - Maracanã (Rio de Janeiro)*
06/04/2008 - Fluminense 4 x 0 Madureira - Giulite Coutinho (Mesquita)
12/07/2008 - Fluminense 2 x 1 Vitória - Maracanã (Rio de Janeiro)
19/07/2008 - Fluminense 1 x 0 Figueirense - Maracanã (Rio de Janeiro)
23/07/2008 - Vasco 3 x 3 Fluminense - Maracanã (Rio de Janeiro)
26/07/2008 - Fluminense 1 x 3 Cruzeiro - Maracanã (Rio de Janeiro)
17/01/2009 - Coritiba 0 x 1 Fluminense - Couto Pereira (Curitiba)*
* jogos em que Ricardo Berna começou como reserva.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Resenha: Tricolor 3 x 1 América




Amigos, o pênalti é um momento e tanto.

Estão lá o cobrador, o goleiro, a bola e as traves.

Nada mais existe, nada mais importa.

Uma tensão épica toma conta da atmosfera.

O tempo pára de transcorrer.

Os próprios movimentos de rotação e translação da Terra cessam.

O jogador do América ajeita a bola sobre a marca.

A cidadela tricolor parece desprotegida, prestes a sucumbir.

Na arquibancada, relembro Marcos de Mendonça e a tripla defesa no pênalti do Fla-Flu de 1919.

Recordo também Castilho, monumental em 1952, salvando o pênalti cobrado por Bickel, craque do Grasshopper-Club, na Copa Rio.

Vem à minha mente a figura de Paulo Goulart, que em 1979 e 1980 defendeu as cobranças de ilustres vascaínos e rubro-negros.

Relembro Paulo Victor, e seu vôo imortal para impedir o gol de Andrade, no pênalti do último minuto do Fla-Flu de 1988.

Sai o chute, rasteiro, no canto esquerdo do arqueiro do Fluminense.

Ricardo Berna salta e defende.

"Ele se adiantou dois metros", resmungarão alguns. A estes, peço que listem os goleiros de hoje que não se adiantam.

Darío Conca fez sua melhor partida em 2011. Rafael Moura assinalou dois gols.

Mas o personagem da chuvosa Quarta-feira de Cinzas é Ricardo Berna.

Seu salto e sua defesa estão, para sempre, nas antologias do Fluminense.

PC
(crônica publicada também no PAVILHÃO TRICOLOR)

A defesa de Ricardo Berna:

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ricardo Berna responde

Ainda no campo, após sua exibição antológica no Beira-Rio, Ricardo Berna atende aos jornalistas. Vem uma pergunta sobre os supostos esforços do Fluminense para contratar um goleiro para a próxima temporada. A resposta de Berna completa sua atuação nota dez:


PC

domingo, 1 de agosto de 2010

Quem é o melhor goleiro do Fluminense hoje?

Paulo Victor, o último dos moicanos!

Amigos, com a volta de Fernando Henrique ao gol do Tricolor, ressurgiu a velha discussão: quem é o melhor goleiro do Fluminense hoje?

FH está se tornando uma espécie de personagem folclórico em Laranjeiras. Muita gente ama, muita gente odeia. Suas defesas com os pés mostram reflexo, ou despreparo? Suas defesas plásticas são intervenções complicadas, ou enfeite?

Rafael ganhou muito respeito no final do ano passado, quando defendeu os arcos durante a miraculosa arrancada tricolor. Mas há quem garanta que o sucesso se devia principalmente ao esquema tático de Cuca, com três zagueiros.

Ricardo Berna também já teve sua fase como titular. Mesmo bastante elogiado por torcida e mídia, acabou perdendo a posição, e hoje no máximo chega à condição de reserva.

Eu confesso que não sei avaliar goleiros. Me parece uma tarefa complicada, mais difícil que avaliar jogadores de linha. Se fosse eu o técnico, certamente ouviria a opinião do preparador de goleiros (personagem este que, no Fluminense, também tem sido bastante criticado).

Por essas e outras, acabo recorrendo aos números, pois costumo confiar neles. As estatísticas podem enganar, eu sei. Mas ainda assim são uma métrica. Vamos a elas.

Rafael atuou em 60 partidas pelo Fluminense (59 como titular). Ao todo, sofreu 63 gols, média de 1,05 por jogo. Os resultados foram 32 vitórias, 15 empates e 13 derrotas (61,7% dos pontos conquistados). Foi titular no vice-campeonato da Copa Sul-Americana de 2009.

Ricardo Berna tem 41 aparições (36 como titular), tendo sofrido 50 gols, média de 1,22 por jogo. Os resultados foram 15 vitórias, 14 empates e 12 derrotas (48,0% dos pontos conquistados).

Fernando Henrique tem 254 atuações com a camisa tricolor (251 como titular). Ao todo, sofreu 314 gols, média de 1,24 por partida. Os resultados foram 110 vitórias, 71 empates e 73 derrotas (52,6% dos pontos conquistados). Foi titular na conquista da Copa do Brasil e no vice-campeonato da Libertadores de 2008.

Para efeito de comparação, e para prestar homenagem ao nosso último goleiro lendário: Paulo Victor jogou 360 partidas pelo Fluminense (357 como titular), tendo sofrido 288 gols, média de 0,80 por jogo. Os resultados foram 174 vitórias, 109 empates e 77 derrotas. Foi titular em todo o tricampeonato Carioca (1983-84-85), e no Campeonato Brasileiro de 1984. Foi também convocado para a Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1986 (foi reserva de Carlos).

É por essas e outras que, no dia 27 de março de 1988, quando Andrade partiu para a bola, no último minuto, pronto para empatar o Fla-Flu, Paulo Victor defendeu o maior pênalti que o Maracanã já viu...

PC

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A camisa laranja

FOTO: os uniformes do Fluminense para 2009. Alan e Conca vestem a camisa branca (uniforme reserva dos jogadores de linha). Thiago Neves e Tartá vestem a camisa tricolor (uniforme titular dos jogadores de linha). Ricardo Berna veste a camisa azul de goleiro, e Fernando Henrique veste a camisa laranja de goleiro.

Amigos, confesso com escrúpulo e vergonha que o tema da crônica de hoje é bizarro, patético e ridículo. Porém, considero que é uma discussão necessária. No dia da apresentação dos uniformes do Fluminense para a temporada de 2009, o goleiro Fernando Henrique declarou à imprensa que não gostara da camisa laranja (que ele veste na foto acima).

Segundo o arqueiro tricolor, a camisa é belíssima (concordo plenamente). Porém, não serve para goleiros, porque é muito chamativa. "Os atacantes olham para o gol, e logo percebem onde o goleiro está posicionado", argumenta Fernando Henrique. Faz sentido, não?

Na minha opinião, faz todo o sentido. Mas eu sou engenheiro e prefiro trabalhar com dados e com opiniões de especialistas. Que tal ouvir o melhor goleiro que o futebol já conheceu? Com a palavra, Carlos Castilho, o maior ídolo da história do Fluminense:

"Utilizo o uniforme desta cor [azul], porque isso tira o ponto de referência dos atacantes adversários, já que as cadeiras inferiores do estádio [Maracanã] também são azuis. Assim, fico invisível para os atacantes".

FOTO: Castilho, o mito, com seu histórico uniforme azul.

Um leitor mais atento poderia argumentar que Castilho era daltônico, e não entendia muito bem desse negócio de cores. Pode ser. Então, passemos a palavra ao segundo melhor goleiro da história: o soviético Lev Ivanovich Yashin, famoso por ter defendido 150 pênaltis na carreira.

"Meu uniforme é preto e há um motivo para isso: tornar mais difícil que os oponentes enxerguem a minha posição sob os arcos".

FOTO: Lev Yashin, o Aranha Negra, goleiro do Dinamo de Moscou e da extinta União Soviética.

Não quero comparar o Fernando Henrique ao Castilho e ao Yashin. Não se comete uma covardia dessas com um ser humano. Porém, podemos perceber que FH concorda com os dois lendários arqueiros quando a questão é o uniforme. Logo, a escolha mais sensata parece ser mesmo a do uniforme azul, em detrimento da chamativa camisa laranja.

Para não ficar apenas com opiniões pessoais (embora sejam opiniões que merecem o nosso respeito eterno), que tal analisar alguns números?

O Fluminense já jogou 9 partidas neste Campeonato Brasileiro. Nestes 9 jogos, nossos goleiros sofreram 12 gols. Dos 9 jogos, em apenas 3 a polêmica camisa laranja foi utilizada: Fernando Henrique 1 vez (Fluminense 1 x 4 Santos), e Ricardo Berna 2 vezes (Avaí 3 x 2 Fluminense e Corinthians 4 x 2 Fluminense). Faça as contas, leitor: FH sofreu 4 tentos com a camisa laranja, e RB sofreu 7. Isso totaliza 11 gols, de um total de 12.

Vamos deixar bem claro:
- 11 gols sofridos em 3 jogos com a camisa laranja;
- 1 gol sofrido em 6 jogos sem a camisa laranja.

Há ainda alguns agravantes:
- o gol sofrido pela camisa azul foi de pênalti (Náutico 1 x 1 Fluminense).
- a camisa azul passou invicta por dois clássicos (Fluminense 1 x 0 Botafogo e Fluminense 0 x 0 Flamengo), jogos em que costumam sair muitos gols.
- dois dos três adversários da camisa laranja estão entre os piores ataques do campeonato (Avaí e Corinthians), e mesmo assim fizeram chover gols.

FOTO: Fernando Henrique em ação no Maracanã, com o uniforme laranja, contra o Santos. O Fluminense sofreu quatro gols nesta partida.

Por favor, leitores, divulguem esse texto, façam-no chegar à grande imprensa. Pelo bem do Fluminense, o belíssimo traje laranja deve ficar apenas nas arquibancadas, gerais e cadeiras. Debaixo dos arcos, por favor, utilizemos tons mais discretos.

Desculpem-me pelo tema patético. Pelo menos, pude citar Castilho e Yashin, o que dá algum valor histórico a este bizarro post.

PC

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Rapidinhas



Escolhidas as sedes da Copa de 2014:
- Belo Horizonte (Mineirão, capacidade 74.300)
- Brasília (Mané Garrincha, 76.232)
- Cuiabá (Verdão, 45.000)
- Curitiba (Arena da Baixada, 41.375)
- Fortaleza (Castelão, 60.000)
- Manaus (Vivaldão, 46.300)
- Natal (Boca do Dragão, 45.000)
- Porto Alegre (Beira-Rio, 60.000)
- Recife (Arena Recife-Olinda, 46.154)
- Rio de Janeiro (Maracanã, 86.100, palco da final)
- Salvador (Fonte Nova, 55.000)
- São Paulo (Morumbi, 66.952)

Comentário #0: SOCIEDADE, COMECEMOS DESDE JÁ A VIGILÂNCIA E A FISCALIZAÇÃO DO USO DO DINHEIRO PÚBLICO!
Comentário #1: é uma pena que o Engenhão esteja fora da lista, pois é, disparado, o estádio mais estruturado do Brasil.
Comentário #2: nenhum estádio da lista está sequer próximo de atender às exigências da FIFA. Alguns nem sequer existem ainda. Serão cinco anos de trabalho árduo.
Comentário #3: das 12 sedes, 4 estão no Nordeste, 3 no Sudeste, 2 no Sul, 2 no Centro-Oeste e 1 no Norte. Achei a distribuição desigual. Em especial, sinto falta de Belém, Florianópolis e Goiânia.
Comentário #4: as seis sedes de 1950 estarão presentes novamente: Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Porém, o único estádio repetido é o Mário Filho, templo maior do futebol mundial.
Comentário #5: em breve, aqui no Jornalheiros, o raio-X dos estádios e das cidades escolhidas.

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"Preferia que fosse o Fernando Henrique agarrando do que esse goleiro aí. Acho que uma delas entrava."
- Carlinhos Bala, atacante do Náutico, após o jogo de ontem, comparando o goleiro tricolor Ricardo Berna ao titular Fernando Henrique.

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A diretoria tricolor promete contestar a arbitragem de Wilson Luiz Seneme perante a CBF. Acho bom!

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Adriano estreou muito bem, com gol na vitória do Flamengo sobre o Atlético-PR (2 a 1). Porém... só eu vi falta claríssima no zagueiro da equipe paranaense no lance?

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São Paulo 3, Cruzeiro 0, no Morumbi. Vai começar tudo de novo?

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Gol do Obina pelo Palmeiras!!!

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Acorda, Botafogo!!!

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Dica de excelente blog: Respirando Futebol.

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Eu nem era nascido quando a Seleção venceu o Uruguai em Montevidéu pela última vez. Domingo tem mais uma batalha no Centenário! Boa sorte, escrete!

PC