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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Wellington Nem 34

Foto: Dhavid Normando/Photocamera.

O atacante Wellington Nem completa hoje 34 anos, e o blog Jornalheiros lhe deseja muita felicidade e saúde!

Revelado pelo Fluminense, Wellington Nem foi decisivo para as conquistas dos Campeonatos Carioca e Brasileiro em 2012, tendo sido naquele ano um parceiro espetacular para o centroavante Fred.

Negociado em 2013 para o Shakhtar Donetsk, Wellington Nem ainda voltou ao Fluminense em 2019, para um breve segundo período no clube.

Somando as duas passagens, Wellington Nem acumulou 87 jogos com A Camisa, com 17 gols marcados e participações decisivas em pelo menos outros 19 tentos tricolores.

Aqui está a lista dos 87 jogos de Wellington Nem com A Camisa do Fluminense:
1) 21/01/2012 - Fluminense 3 x 0 Friburguense (Wellington Nem sofreu falta convertida em gol)
2) 28/01/2012 - Volta Redonda 0 x 3 Fluminense (1º gol de Wellington Nem, que também deu assistência para outro gol tricolor)
3) 01/02/2012 - Fluminense 1 x 2 Boavista
4) 04/02/2012 - Fluminense 1 x 1 Duque de Caxias (Wellington Nem deu a assistência para o gol tricolor)
5) 07/02/2012 - Fluminense 1 x 0 Arsenal de Sarandí
6) 12/02/2012 - Vasco 2 x 1 Fluminense
7) 15/02/2012 - Americano 2 x 3 Fluminense (2º gol de Wellington Nem, que também sofreu um pênalti convertido em gol)
8) 18/02/2012 - Fluminense 3 x 0 Bangu (3º gol de Wellington Nem, que também sofreu um pênalti convertido em gol e deu a assistência para o outro gol tricolor)
9) 23/02/2012 - Botafogo 1 x 1 Fluminense [PK 3 x 4]
10) 26/02/2012 - Vasco 1 x 3 Fluminense (Wellington Nem sofreu um pênalti convertido em gol e deu uma assistência para outro gol tricolor; Fluminense campeão da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca) 🏆
11) 03/03/2012 - Fluminense 3 x 0 Nova Iguaçu
12) 07/03/2012 - Boca Juniors 1 x 2 Fluminense (Wellington Nem deu uma assistência para gol)
13) 14/03/2012 - Fluminense 1 x 0 Zamora
14) 17/03/2012 - Fluminense 1 x 3 Macaé
15) 24/03/2012 - Bonsucesso 0 x 2 Fluminense (Wellington Nem deu as duas assistências para os gols tricolores)
16) 29/03/2012 - Zamora 0 x 1 Fluminense
17) 01/04/2012 - Botafogo 1 x 1 Fluminense (Wellington Nem deu a assistência para o gol tricolor)
18) 11/04/2012 - Fluminense 0 x 2 Boca Juniors
19) 15/04/2012 - Fluminense 5 x 1 Olaria (Wellington Nem deu uma assistência para gol)
20) 18/04/2012 - Arsenal de Sarandí 1 x 2 Fluminense
21) 23/05/2012 - Fluminense 1 x 1 Boca Juniors
22) 10/06/2012 - Fluminense 0 x 0 Internacional
23) 16/06/2012 - Fluminense 4 x 1 Portuguesa SP (4º gol de Wellington Nem)
24) 24/06/2012 - Atlético Goianiense 1 x 4 Fluminense
25) 30/06/2012 - Náutico 0 x 2 Fluminense
26) 08/07/2012 - Fluminense 1 x 0 Flamengo
27) 15/07/2012 - Botafogo 1 x 1 Fluminense
28) 19/07/2012 - Fluminense 4 x 0 Bahia (Wellington Nem sofreu pênalti convertido em gol)
29) 22/07/2012 - Ponte Preta 1 x 2 Fluminense (Wellington Nem sofreu pênalti convertido em gol)
30) 25/07/2012 - Grêmio 1 x 0 Fluminense
31) 29/07/2012 - Fluminense 0 x 0 Atlético Mineiro
32) 05/08/2012 - Coritiba 0 x 2 Fluminense
33) 25/08/2012 - Vasco 1 x 2 Fluminense
34) 29/08/2012 - Fluminense 1 x 1 Corinthians
35) 01/09/2012 - Figueirense 2 x 2 Fluminense
36) 06/09/2012 - Fluminense 3 x 1 Santos (5º e 6º gols de Wellington Nem)
37) 09/09/2012 - Internacional 0 x 1 Fluminense (Wellington Nem deu a assistência para o gol da vitória tricolor)
38) 12/09/2012 - Portuguesa SP 0 x 2 Fluminense (7º gol de Wellington Nem)
39) 15/09/2012 - Fluminense 1 x 2 Atlético Goianiense
40) 22/09/2012 - Fluminense 2 x 1 Náutico
41) 30/09/2012 - Flamengo 0 x 1 Fluminense
42) 06/10/2012 - Fluminense 1 x 0 Botafogo (Wellington Nem deu a assistência para o gol da vitória tricolor)
43) 10/10/2012 - Bahia 0 x 2 Fluminense
44) 14/10/2012 - Fluminense 2 x 1 Ponte Preta
45) 21/10/2012 - Atlético Mineiro 3 x 2 Fluminense (8º gol de Wellington Nem)
46) 25/10/2012 - Fluminense 2 x 1 Coritiba (9º gol de Wellington Nem, que também deu a assistência para o outro gol tricolor)
47) 04/11/2012 - São Paulo 1 x 1 Fluminense
48) 11/11/2012 - Palmeiras 2 x 3 Fluminense (Fluminense campeão brasileiro) 🏆 

Fred e Wellington Nem: dupla dinâmica letal no Fluminense de 2012.
Naquele Brasileirão, atuaram juntos 22 vezes: 15 vitórias, 5 empates e 2 derrotas.

49) 24/01/2013 - Fluminense 3 x 1 Olaria (10º gol de Wellington Nem)
50) 27/01/2013 - Botafogo 1 x 1 Fluminense (11º gol de Wellington Nem)
51) 09/02/2013 - Fluminense 1 x 1 Vasco
52) 13/02/2013 - Caracas 0 x 1 Fluminense
53) 20/02/2013 - Fluminense 0 x 3 Grêmio
54) 27/02/2013 - Huachipato 1 x 2 Fluminense (12º gol de Wellington Nem, que também deu a assistência para o outro gol tricolor)
55) 02/03/2013 - Vasco 3 x 2 Fluminense (13º gol de Wellington Nem)
56) 06/03/2013 - Fluminense 1 x 1 Huachipato
57) 17/03/2013 - Fluminense 1 x 0 Audax Rio (14º gol de Wellington Nem)
58) 23/03/2013 - Duque de Caxias 0 x 0 Fluminense
59) 14/04/2013 - Flamengo 3 x 1 Fluminense
60) 18/04/2013 - Fluminense 1 x 0 Caracas
61) 28/04/2013 - Volta Redonda 1 x 4 Fluminense (15º gol de Wellington Nem)
62) 02/05/2013 - Emelec 2 x 1 Fluminense
63) 05/05/2013 - Botafogo 1 x 0 Fluminense
64) 08/05/2013 - Fluminense 2 x 0 Emelec
65) 22/05/2013 - Fluminense 0 x 0 Olimpia
66) 29/05/2013 - Olimpia 2 x 1 Fluminense
67) 02/06/2013 - Fluminense 3 x 0 Criciúma (16º gol de Wellington Nem, convertendo pênalti sofrido por ele próprio)
68) 03/08/2019 - Fluminense 2 x 1 Internacional
69) 10/08/2019 - Atlético Mineiro 2 x 1 Fluminense
70) 18/08/2019 - Fluminense 0 x 1 CSA
71) 22/08/2019 - Corinthians 0 x 0 Fluminense
72) 29/08/2019 - Fluminense 1 x 1 Corinthians 
73) 02/09/2019 - Fluminense 0 x 1 Avaí
74) 07/09/2019 - Fortaleza 0 x 1 Fluminense
75) 10/09/2019 - Palmeiras 3 x 0 Fluminense
76) 26/09/2019 - Fluminense 1 x 1 Santos
77) 29/09/2019 - Fluminense 2 x 1 Grêmio
78) 06/10/2019 - Botafogo 0 x 1 Fluminense
79) 12/10/2019 - Fluminense 2 x 0 Bahia
80) 17/10/2019 - Fluminense 1 x 2 Athletico Paranaense
81) 20/10/2019 - Flamengo 2 x 0 Fluminense
82) 26/10/2019 - Fluminense 1 x 1 Chapecoense
83) 30/10/2019 - Ceará 2 x 0 Fluminense
84) 10/11/2019 - Internacional 2 x 1 Fluminense (17º gol de Wellington Nem)
85) 16/11/2019 - Fluminense 1 x 1 Atlético Mineiro
86) 04/12/2019 - Fluminense 0 x 0 Fortaleza
87) 08/12/2019 - Corinthians 1 x 2 Fluminense

E aqui os três jogos em que Wellington Nem atuou pela Seleção Brasileira:
1) 26/05/2012 - Brasil 3 x 1 Dinamarca
2) 03/06/2012 - Brasil 0 x 2 México
3) 19/09/2012 - Brasil 2 x 1 Argentina

PCFilho

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Efemérides tricolores - 6 de fevereiro


1957: pela segunda rodada do quadrangular final do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1956, no Independência, em Belo Horizonte, a Seleção Carioca vencia a Seleção Mineira por 1 a 0, gol do centroavante tricolor Waldo, quando a partida foi interrompida, devido às fortes chuvas e à queda de energia. O jogo seria continuado no dia seguinte (vide 7 de fevereiro).

1960: em novo amistoso em Tampico, no México, o Fluminense ganhou por 4 a 1 do Deportivo Tampico. Os gols tricolores foram de Wilson Bauru (dois) e Telê, além de um gol-contra.

1965: em amistoso interestadual, o Fluminense venceu o Brasil de Pelotas por 5 a 1, no Estádio Bento Freitas, na cidade gaúcha. Ubiraci, Amoroso, Joaquinzinho (dois) e Jorginho marcaram os gols do Tricolor na partida.

1985: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, diante de 37.437 pagantes no Beira-Rio, em Porto Alegre, o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Internacional. Kita abriu o placar para os colorados, e Deley igualou para os tricolores, num resultado que manteve a invencibilidade de ambos os clubes. No mesmo dia, em Angola, o time misto do Fluminense venceu a Seleção de Huambo por 2 a 1, no Estádio dos Kurikutelas, em Huambo, graças aos gols de Roberto Bertucço e Getúlio.

2008: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 6 a 1 do America, no Maracanã, graças aos gols de Roger Machado, Washington "Coração Valente" (dois), Dodô e Leandro Amaral (dois).

****

Aniversariantes do dia:

João Mancio da Costa Santos, o João da Costa Santos (1889), meia-atacante com 4 gols marcados em 5 jogos pelo time principal do Fluminense, na temporada de 1909, ano em que participou da conquista do Campeonato Carioca. João, também conhecido por seu apelido Jack, era irmão do fundador Horácio da Costa Santos.

Carlos Alberto de Macedo Ramalho, o Beto (1937), atacante que atuou 5 vezes pelo Fluminense, no primeiro semestre de 1964. Seu único gol com a camisa tricolor foi na derrota por 2 a 1 para a Seleção Olímpica, em amistoso em Laranjeiras.

Marco Antônio Feliciano, o Marco Antônio (1951), lateral-esquerdo com 28 gols marcados em 330 jogos pelo Fluminense, entre as temporadas de 1969 e 1976. Com a camisa tricolor, conquistou os Campeonatos Cariocas de 1969, 1971, 1973 e 1975, a Taça Guanabara de 1969, o Campeonato Brasileiro de 1970 e o Torneio Internacional de Verão de 1973. Foi o craque mais jovem da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1970.
Marco Antônio, integrante da Seleção tricampeã no México.

Valdecir Aparecido Ranucci, o Dago (1968), meio-campista paranaense, com 3 gols marcados em 60 jogos pelo Fluminense, entre os anos de 1987 e 1991.
Dago.

Leandro Colimério Vicente, o Leandro Caju (1974), meio-campista que integrou o elenco do Fluminense na temporada de 1999, tendo atuado em três partidas.

Juan Maldonado Jaimez Júnior, o Juan (1982), lateral-esquerdo que atuou no Fluminense entre as temporadas de 2004 e 2005, ano em que participou da conquista do Campeonato Carioca. Marcou 3 gols em 74 jogos com a camisa tricolor.
O lateral-esquerdo Juan, com a camisa tricolor.

Wellington Silva Sanches Aguiar, o Wellington Nem (1992), atacante revelado pelo Fluminense, com 16 gols marcados em 67 partidas pelo time profissional tricolor, entre 2012 e 2013. Foi titular do time que conquistou os Campeonatos Carioca e Brasileiro de 2012.
Wellington Nem em jogo contra o Internacional (foto: Fluminense FC).

PCFilho

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

As frases tricolores do ano


2013 foi um ano muito ruim para o Fluminense, que não conquistou taças, fez péssima campanha no Campeonato Brasileiro, foi eliminado melancolicamente tanto da Copa Libertadores como da Copa do Brasil, e ainda sofre com uma injusta campanha de ódio promovida por torcedores mal informados e jornalistas sem caráter.

Seguem abaixo 15 frases que marcaram o ano tricolor, para o bem ou para o mal. Se o leitor se lembrar de alguma outra frase marcante, está convidado a postar nos comentários.

15...
"Diego Cavalieri, seja meu Papai Noel, quero sua camisa."
(Letícia Alencar Formoso Lannes, torcedora de 10 anos, em cartaz exibido no Maracanã. O pedido foi atendido pelo goleiro do Fluminense e da Seleção, em cena que emocionou o país.)

14...
"É o destino."
(frase do mosaico da torcida do Fluminense na reestreia do clube no Maracanã, em provocação ao Vasco, rival daquele dia. Durante a semana, o Vasco reclamara muito da troca dos lugares das torcidas no estádio. O Fluminense perdeu a partida por 3 a 1.)

13...
"O Fluminense precisa tomar decisões e estão jogando nas costas do patrocinador estas situações. Não vou ficar refém da situação política do clube."
(Celso Barros, presidente da Unimed, em 23/12, em entrevista à Rádio Globo)

12...
"Cair agora é um fenômeno obsceno de incompetência, uma empresa para muito poucos parvos."
(Beto Sales, torcedor do Fluminense, diante do risco de, pela primeira vez na história, o campeão brasileiro do ano anterior ser rebaixado. O Fluminense só conseguiu se livrar do rebaixamento na última rodada, graças às punições sofridas por Flamengo e Portuguesa, pela escalação de jogadores suspensos.)

11...
"Corinthians, Fluminense e São Paulo são os favoritos da Copa Libertadores 2013."
(blog Jornalheiros, em 29/12/2012, em post refletindo as cotações dos sites de aposta. O Fluminense foi eliminado nas quartas-de-final. O Atlético Mineiro, que acabou campeão de forma dramática, pagava 10 reais para cada real apostado.)

10...
"Corinthians, Fluminense, Atlético MG e São Paulo são os favoritos do Brasileirão 2013."
(blog Jornalheiros, em 18/05, em post refletindo as cotações dos sites de aposta. O Fluminense terminou na 15ª colocação. O Cruzeiro, que acabou campeão com facilidade, não figurava entre os favoritos, pagando 15 reais para cada real apostado.)

9...
"Por que não?"
(Muricy Ramalho, em 29/07, questionado pela Rádio Bandeirantes sobre a possibilidade de retornar ao Fluminense, que acabou contratando Vanderlei Luxemburgo no dia seguinte.)

8...
"Já fiz tanta coisa deitado, mas gol foi a primeira vez."
(Fred, centroavante do Fluminense, comentando seu gol deitado pela Seleção, na final da Copa das Confederações. Fred marcou 9 gols pela Seleção Brasileira no ano, e apenas 8 pelo Fluminense.)

7...
"Eu gostaria de ficar. Um dia eu volto."

6...
"Querer alterar os resultados esportivos por isso é nojento. Iguala os cartolas aos energúmenos que se matam nas arquibancadas. Depois, vão querer moralizar, o que?"
(Renato Maurício Prado, jornalista rubro-negro, defendendo bravamente que o regulamento do Campeonato Brasileiro fosse rasgado, só para ver o Fluminense rebaixado. Haja rancor...)

5...
"O que me causa estranheza é a desinformação. Temos esse fantasma de tapetão e virada de mesa, mas só acontece quando há uma canetada ou se entra pela porta dos fundos. Estamos cumprindo a legislação desportiva. O problema criado é da Portuguesa, não do STJD."
(Paulo Schmitt, procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, explicando por que não houve "virada de mesa".)

4...
"A culpa é dos torcedores, que deixam para comprar em cima da hora."
(Carlos Eduardo Moura, gerente de arenas do Fluminense, culpando a torcida [!!!] pela confusão na venda de ingressos para o jogo Fluminense x Cruzeiro, no Maracanã.)

3...
"Tudo caminha para que a empresa mude os moldes da sua relação com o Fluminense. Passar de grande investidora do futebol tricolor para um patrocinador de manga."
(André Rizek, jornalista do Sportv, em 14/08, afirmando que a Unimed deixaria de ser a patrocinadora principal do Fluminense em 2014. Semanas depois, o contrato foi renovado por mais um ano.)

2...
"Uma coisa eu posso garantir, se fosse com o Flamengo, nós jogaríamos a Série B."
(Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, sobre a reviravolta que acabou impedindo o rebaixamento do Fluminense no Campeonato Brasileiro. O mandatário do rival só "esqueceu" que seu clube recorreu ao "tapetão" para ganhar pontos do Duque de Caxias no Campeonato Carioca, meses antes.)

1...
"0 a 0 é melhor que 2 a 1."
(Abel Braga, treinador do Fluminense, antes do primeiro jogo do confronto contra o Olimpia pela Copa Libertadores. Ironicamente, após empatar por 0 a 0 no primeiro jogo e perder por 2 a 1 no segundo, o Fluminense foi eliminado da competição sul-americana.)

Feliz ano novo, pessoal. Que 2014 seja um ano bem melhor para o clube mais amado do Brasil...

PCFilho

terça-feira, 4 de junho de 2013

E lá se vai Wellington Nem...

Wellington Nem. Foto:  Nelson Pérez (FFC).

Parece que o negócio já é certo: Wellington Nem está vendido para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por 9 milhões de euros.

Fica difícil não acreditar nas palavras do próprio Wellington Nem, que enxergou na negociação o motivo para sua inexplicável barração do time titular. Afinal, que outro jeito haveria para convencer um jovem com tanto potencial a ir para o fim do mundo?

Mais difícil ainda é entender a negociação de um atacante com demonstrado potencial por um valor menor que o de um volante, na mesma semana, para o mesmo time. (O Shakhtar Donetsk comprou Fernando, do Grêmio, por 13 milhões de euros - confiram aqui.)

Sim, Wellington Nem já demonstrou que é um craque. Foi a revelação do Campeonato Brasileiro de 2011, atuando pelo Figueirense, e um dos craques do Campeonato Brasileiro de 2012, que conquistou com o Fluminense. Já tem duas convocações para a Seleção Brasileira. Diante destes fatos, os argumentos de "decadência física e técnica" e "desvalorização iminente" soam como piadas.

O Fluminense de hoje se livra de seus craques muito facilmente. Wellington Nem tem apenas 67 jogos como profissional do Fluminense - não completará nem duas temporadas com a camisa tricolor. E o pior é que o presente repete o passado. Marcelo, hoje titular do Real Madrid e da Seleção Brasileira, foi formado no Fluminense - e não completou sequer uma temporada como profissional do clube, também vendido precocemente, por um preço que beira o ridículo.

Marcelo pelo menos foi para o Real Madrid. Wellington Nem está indo para um time da fria Ucrânia. A transferência não é ruim apenas para o Fluminense: é ruim também para o jogador, que demonstrou vontade de ficar em Laranjeiras. Aliás, é difícil encontrar um atleta mais identificado com seu clube que Wellington Nem, que já divulgou até fotos de infância, já vestindo orgulhoso a camisa tricolor.

Fico imaginando se Neymar tivesse surgido em Xerém. Teria sido vendido aos 17 anos, antes de estrear nos profissionais, por uns 5 milhões de reais. Ou alguém duvida disso?

"O Fluminense precisa de dinheiro", é o que a seita de Peter argumentará. E, de fato, o clube está falindo. Mesmo com o substancial aumento da receita proveniente da Rede Globo, e mesmo com o patrocinador bancando todo o milionário elenco profissional, o Fluminense ainda fecha seus balanços financeiros no vermelho. As despesas do Fluminense são estratosféricas, e continuam aumentando, ano após ano. Só eu enxergo o óbvio, que é preciso fechar as torneiras, que já passou da hora de o clube de fato apertar o cinto e cortar gastos? Para que serve, por exemplo, o departamento de marketing, além de consumir as receitas do clube com salários fora da realidade para correligionários da campanha de Peter em 2010?

Os craques se vão, ao preço de uma mariola e duas jujubas. As chances de título diminuem. E a mamata continua... Até quando, Fluminense?

PCFilho

PS: como escreveu meu amigo Guilherme no twitter, "parece que, com o valor da venda do Nem, faremos o nosso segundo CT. Igual ao valor da venda do Conca, que usamos para nosso primeiro CT...". Pobre Fluminense, que nem com terreno doado pela Prefeitura consegue construir um Centro de Treinamentos...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Resenha: Huachipato 1 x 2 Tricolor

Foto: Photocamera.

Amigos, o jogo no Chile nem parecia um duelo de Copa Libertadores: um estádio arrumado, com o gramado bem cuidado; o adversário Huachipato demonstrando uma lealdade rara em competições sul-americanas, jogando sem apelar para catimbas e pontapés; o árbitro argentino Saúl Laverni apitando de forma imparcial; a torcida em um impressionante clima familiar. Em suma: um jogo de futebol, disputado na bola, como deveria ser sempre. Sem atmosfera de guerra, sem pedras, sem pancadaria.

Agora vou falar sobre o time do Fluminense. Após o tombo diante do Grêmio, o onze tricolor parece ter aprendido que precisa de vontade, de ímpeto, de gana. Sem garra, não se vence nem uma partida de ping-pong, essa é a verdade. Aquele anti-Fluminense, aquele time que perdeu quase todas as divididas para os gaúchos, morreu ali, quando o apito final ecoou no cimento do Engenhão. No Chile, o Fluminense voltou a ser o Fluminense guerreiro, o Fluminense forjado a sangue, suor e lágrimas na épica arrancada de 2009.

O primeiro tempo poderia ser resumido no famoso ditado "quem não faz, leva". O Fluminense atacou, atacou, atacou, atacou, atacou, perdeu inúmeras chances de gol, algumas claríssimas. Com os arcos escancarados à sua frente, Wellington Nem fez o mais difícil e acertou a trave. O domínio tricolor foi avassalador, até que, no último minuto, a defesa cochilou e Rodríguez abriu o placar: Huachipato 1 a 0. Uma demonstração prática do mais sábio ditado futebolístico.

Na etapa complementar, entretanto, o Fluminense manteve a pressão. O Huachipato, recuado, defendia a vitória com unhas e dentes: afinal, era o grande jogo da história do clube. Nunca antes um campeão brasileiro havia pisado no gramado do Estádio CAP. Mas "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Quando eram decorridos 21 minutos, Carlinhos cruzou da esquerda, Fred deu uma assistência de futevôlei, e Wellington Nem fuzilou para as redes: era o santo gol de empate.

Dez minutos depois, Abel pôs Wagner em campo. No lance seguinte, Wellington Nem foi raçudo, brigou por uma bola que parecia perdida, a ganhou na garra e a entregou numa bandeja para Wagner, que aproveitou a chance e marcou o gol da vitória, da doce e santa vitória. Menos de trinta segundos em campo, e Wagner já cumprira o papel que lhe era reservado pelos deuses do futebol.

Sábado, temos a semifinal da Taça Guanabara contra o Vasco (primeiro jogo realmente válido do Campeonato Carioca). Quarta-feira que vem, novamente o Huachipato, desta vez no Rio de Janeiro. A temporada de 2013 finalmente começou para o Tricolor.

PC

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Resenha: Tricolor 2 x 1 Coritiba


Amigos, o Coritiba atacava e, a cada intervenção monumental de Diego Cavalieri, eu pensava comigo mesmo: o goleiro do Fluminense é o grande craque do Campeonato Brasileiro. O guardião dos arcos tricolores continua fazendo milagres dignos de canonização imediata. O Fluminense ainda não é o campeão brasileiro, mas Supercava já pode ser eleito o grande homem do torneio. O camisa 12 tricolor é o legítimo herdeiro da maior dinastia de goleiros do país, que iniciou-se em Marcos de Mendonça, seguiu com Batatais, depois Castilho, na seqüência Félix, Paulo Victor, e agora Diego Cavalieri.

A partida Fluminense x Coritiba, entretanto, teve um nome ainda mais decisivo que o arqueiro tricolor: o jovem Wellington Nem. Quando, logo no começo, o Coritiba se enrolou na saída de bola, ela se apresentou mansinha para Nem, que arrancou rumo ao gol. E quando o baixinho parte para cima, amigos, fica difícil impedi-lo. Nelson provavelmente diria: "este menino corre feito coelhinho de desenho animado". Ou em outras palavras: "Wellington Nem é como o chinês da anedota: precisa de dez para segurar". O avanço fulminante de Wellington Nem terminou, claro, com a bola na rede: Fluminense 1, Coritiba 0.

Depois disso, foi um sufoco só. O Fluminense recuou, e as trinta e poucas mil almas no Engenhão presenciaram um massacre total. Começou a segunda etapa, e o gol do Coritiba parecia questão de tempo. Diego Cavalieri realizava seus milagres habituais, mas eventualmente até a Muralha acabaria cedendo. Entretanto, quando o empate já estava quase se materializando, Wellington Nem voltou a decidir. O jovem fez grande jogada pela direita da grande área e levantou a bola para o meio, alta o suficiente para encobrir o goleiro coxa-branca. Thiago Neves apenas escorou de cabeça para o gol vazio. Fluminense 2, Coritiba 0.

Os visitantes não desistiram, e finalmente fizeram ruir a fortaleza da cidadela tricolor. Ainda faltando dez minutos para o apito final, o placar voltava a ficar apertado: Fluminense 2, Coritiba 1. Nos dois jogos anteriores, contra Grêmio e Atlético Mineiro, o Fluminense sofrera gols nos minutos derradeiros. O filme não poderia se repetir: afinal, a vitória sobre o Coritiba era necessária não só pelos três pontos da tabela, mas também para evitar um abalo psicológico do onze tricolor.

E os tais dez minutos pareciam não passar. O cronômetro fazia operação tartaruga. A impressão que eu tinha era a de que o Coritiba conseguia chutar 27 vezes ao gol a cada 30 segundos. O drama da torcida pó-de-arroz só terminou aos 48 minutos, quando finalmente o árbitro pediu a bola.

Na distante caverna que habita, observado atentamente por um papagaio, o Profeta coça sua longa barba branca e sorri. Contemplando as três faixas penduradas nas úmidas pedras à sua frente, o sábio homem calmamente repete seu vaticínio: "Fluminense campeão! Fluminense campeão! Fluminense campeão! Fluminense campeão!".

PC

Os gols do jogo:


Entrada do time em campo, filmada da arquibancada pela torcedora Talita Gottardo:


Corredor Tricolor, na chegada do time ao estádio:


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Guerreirinhos

Fotos de jogadores atuais e recentes do Fluminense quando crianças... :)

Todas as imagens são de arquivos pessoais dos atletas.

Fred, no colo de sua mãe Giselda, em Teófilo Otoni (MG).

O goleiro Ricardo Berna, tricolor desde criancinha.

Carlos Alberto (hoje sem clube) com seus companheiros das divisões de base.

Deco, campeão infantil no futsal.

Jean também já recebia troféus e medalhas.


O monstrinho Thiago Silva já era tricolor... :)

Encostado num velho Passat branco, o tricolorzinho Wellington Nem.

Mariano, campeão brasileiro pelo Flu em 2010, hoje no Bordeaux da França.

Rafael Moura, o He-Man, hoje no Inter.

Muricy Ramalho, com a camisa dois do São Paulo: tetracampeão
brasileiro como treinador (3x pelo São Paulo, 1x pelo Fluminense).

Romário de Souza Faria, ex-jogador de Seleção, Vasco, Flamengo e Fluminense.

Felipe, atual meia do Flu, levantando taça de competição de futsal infantil.

O zagueiro Lúcio, ex-Seleção, nunca jogou no Fluminense, mas era tricolor na infância.

PCFilho

sábado, 6 de outubro de 2012

Resenha: Tricolor 1 x 0 Botafogo


No início, o Botafogo lançou-se todo à frente. Era ataque contra defesa, no caso o ataque do Botafogo contra a defesa do Fluminense. Em dez minutos, os alvinegros chegaram à boca do gol três vezes. Foram três chances cristalinas de abrir o placar. Mas a cidadela tricolor tem o guardião Diego Cavalieri. E ele defendeu as três finalizações do Botafogo. É um autêntico herói o goleiro do Fluminense.


A partir dali, o onze tricolor conseguiu sair do sufoco, equilibrando as ações. Convenhamos, o Botafogo não poderia mesmo manter aquele ímpeto inicial.



Amigos, o Tricolor não é o líder do Campeonato Brasileiro à toa. Trata-se de um time muito cascudo, que mantém atuações de alto nível já há três anos seguidos. É capaz de suportar pressão sem sucumbir. É capaz de equilibrar partidas aparentemente perdidas. Afinal, a equipe foi forjada a sangue, suor e lágrimas naquela espetacular reação de 2009.



No segundo tempo, conforme o relógio avançava, o clássico parecia caminhar para um inevitável empate. Mas a defesa alvinegra cochilou, e deu espaço para Fred na intermediária. Este acionou Wellington Nem e correu para a área. O jovem talento arrancou como o papa-léguas do desenho animado, invadiu a área e devolveu a bola a Fred. O goleador do Fluminense e também do Campeonato inteiro não perderia aquela chance dourada. Fluminense 1, Botafogo 0.



Comandado pelo craque holandês Seedorf, o Botafogo ainda tentou empatar na base do abafa. Mas o Fluminense é forte na defesa, e aguentou a pressão até o apito final ecoar no Engenhão.



Na distante caverna que habita, o sábio Profeta coça sua longa barba branca e sorri. Observando as três faixas penduradas nas úmidas pedras à sua frente, ele calmamente repete seu vaticínio: "Fluminense campeão! Fluminense campeão! Fluminense campeão! Fluminense campeão!".



PC





domingo, 9 de setembro de 2012

Resenha: Internacional 0 x 1 Tricolor

Foto: Fluminense FC.

Amigos, o Fluminense está pulverizando todos os recordes do Campeonato Brasileiro de pontos corridos. Após 23 rodadas, o Tricolor já chegou a incríveis 50 pontos: é o melhor desempenho da história, superando até aquele super-Cruzeiro de 2003, do craque Alex (que somava 47 a esta altura). Já são 14 vitórias tricolores, com 8 empates e apenas 1 derrota. O Fluminense encara o Campeonato mais difícil do mundo, e mesmo assim parece não tomar conhecimento de seus adversários: atropela um por um, no Rio de Janeiro ou fora de casa.

O Internacional no Beira-Rio, por exemplo, nunca é um adversário fácil. Mesmo quando joga desfalcado, é um time aguerrido, cascudo, que não sucumbe sem luta. Para obter uma vitória em Porto Alegre, o visitante geralmente tem que deixar muito suor sobre o gramado. E a transpiração abundante, por si só, não é suficiente: ela precisa vir acompanhada de uma inspiração de artista. Se não tem um ou mais craques, o time não consegue se fazer.

Sim, porque o futebol se decide no lampejo do gênio. Wellington Nem ganhou a bola dividida na defesa e arrancou com ela. No seu rumo até o gol, havia uns duzentos jogadores do Internacional, todos furiosamente desejando tomar-lhe a bola. Era um menino tricolor contra um verdadeiro exército colorado. E, escapando de botinadas e pontapés, Wellington Nem foi tirando um a um de seu caminho. Gingava para um lado, e caíam dez miseráveis. Ia para o outro, e derrubava mais quinze. Era uma investida irresistível. Às portas da cidadela exposta, o jovem passou a vez ao companheiro Fred. Este, artilheiro máximo do torneio, não desperdiçaria a chance. Fluminense 1 a 0.

E Wellington Nem não se resumiu à espetacular jogada do gol. Continuou infernizando a defesa colorada: a cada vez que pegava na bola, os zagueiros já tremiam de pavor e de desespero. Um deles - Nei - resolveu descer o sarrafo no jovem. E a falta hedionda foi devidamente punida com o cartão vermelho. O Internacional só não ficou com um a menos porque, no lance seguinte, o juiz resolveu compensar, expulsando estranhamente o zagueiro tricolor Leandro Euzébio.

Os defensores do Internacional só sossegaram quando Abel resolveu tirar Wellington Nem do jogo. O jovem, principal responsável pela minuciosa destruição do adversário, desejava continuar em campo, insaciável. O treinador apenas lhe disse: guarde seu apetite para a Portuguesa, quarta-feira. Aviso desde já: se Wellington Nem for ao Canindé com a mesma fome e a mesma sede que teve no Beira-Rio, a Lusa que se cuide.

PC