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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Efemérides tricolores - 11 de abril


1920: em sua estreia no Campeonato Carioca, o Fluminense venceu o Bangu por 3 a 2, no campo do adversário, na rua Ferrer. Os gols da partida foram de Laís (de falta) e Welfare (dois) para o Fluminense, e de Pastor (dois, um de pênalti) para o Bangu.

1945: em jogo válido pelo Torneio Relâmpago, em São Januário, o Fluminense goleou o Flamengo por 4 a 0, graças aos gols de Nandinho, Pinhegas e Simões (dois). Esta partida marcou a estreia do médio Pé-de-Valsa com a camisa tricolor - oriundo do Bonsucesso, ele defenderia o Fluminense nos seis anos seguintes.

1948: o Fluminense ganhou por 3 a 0 do Botafogo de Ribeirão Preto, em amistoso para a inauguração das benfeitorias no Estádio Luiz Pereira, na cidade paulista. Os gols da vitória tricolor foram de Orlando Pingo de Ouro (dois) e Berascochea.

1954: no amistoso para celebrar a contratação do ponta-esquerda Escurinho, o Fluminense ganhou por 4 a 2 do Villa Nova, no Maracanã. Os gols tricolores foram de Escurinho (dois, um de pênalti), Villalobos e João Carlos. Começava ali uma das mais brilhantes trajetórias de um atleta na história do Fluminense: nos dez anos seguintes, Escurinho jogaria 489 partidas com a camisa tricolor.

1956: em amistoso disputado no Estádio Nacional do Peru, em Lima, o Fluminense ganhou por 4 a 2 do Alianza Lima, então bicampeão peruano, graças aos gols de Waldo (dois), Alecir e Converti.

1973: em partida válida pelo Campeonato Carioca, no Maracanã, o Fluminense venceu o São Cristóvão por 4 a 0, gols de Dionísio (dois), Manfrini e Cafuringa. Com três vitórias, dois empates e uma derrota, o Fluminense iniciava a campanha que terminaria com a conquista do Campeonato, em decisão contra o Flamengo (vide 22 de agosto).

1976: na sequência do Campeonato Carioca, o Fluminense empatou em 2 a 2 com o America, diante de 42.944 pagantes no Maracanã. Os gols da Máquina Tricolor foram de Rivellino e Gil. Com quatro vitórias, um empate e uma derrota, o Fluminense iniciava a campanha que terminaria com a conquista do bicampeonato do Rio de Janeiro, em decisão contra o Vasco (vide 3 de outubro).

1984: em partida válida pela segunda rodada da terceira fase do Campeonato Brasileiro, diante de 17.469 pagantes no Morenão, em Campo Grande, o Fluminense empatou em 0 a 0 com o Operário de Campo Grande, treinado pelo eterno ídolo Carlos Castilho, que recebeu uma homenagem do Tricolor antes do jogo. O Fluminense seguia rumo à conquista de seu segundo Campeonato Brasileiro.

1990: em jogo válido pelo Campeonato Carioca, no Correão, em Cabo Frio, o Fluminense ganhou por 2 a 1 da Cabofriense, graças a dois gols de Rinaldo.

1992: no jogo contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, no Morumbi, aconteceu um dos episódios mais exóticos da história do Fluminense. Em dois lances, o meia Palhinha lançou o atacante Macedo, e este inexplicavelmente parou após invadir a área, alegando ter ouvido o apito do árbitro. Era o lateral-esquerdo tricolor Paulo Afonso, simulando com a boca o som do apito, com uma fidelidade impressionante (!!). A artimanha foi descoberta aos 28 minutos do primeiro tempo, e ele recebeu o cartão vermelho. O São Paulo acabou vencendo por 1 a 0, gol de Macedo. Perguntado sobre a "arbitragem paralela" de seu atleta, o técnico tricolor Arthur Bernardes afirmou: "não sabia que ele tinha essa habilidade".

1999: em partida disputada em Moça Bonita, válida pelo Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 4 a 2 do Bangu, graças aos gols de Roni, Túlio, Roger Flores e Jean Carlo.

2012: já matematicamente classificado às oitavas-de-final da Copa Libertadores, o Fluminense perdeu por 2 a 0 para o Boca Juniors, da Argentina, diante de 36.263 presentes (31.686 pagantes) no Engenhão. Com quatro vitórias e uma derrota, o Tricolor seguia na liderança de sua chave na competição.

2015: em clássico disputado no Maracanã, jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca, o Fluminense derrotou o Botafogo por 2 a 1, graças a dois gols do centroavante Fred (um de pênalti). Na semana seguinte, no Engenhão, o rival alvinegro devolveria o placar, e se classificaria na definição por pênaltis.

2018: no jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana, o Fluminense venceu o Nacional de Potosí por 3 a 0, perante 6.892 presentes (6.400 pagantes) no Maracanã. Os gols ocorreram todos no segundo tempo: Pablo Dyego (o primeiro dele no time profissional tricolor), Gum e Pedro (de pênalti). A partida de volta ocorrerá no dia 10 de maio, na Bolívia.

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Aniversariantes do dia:

Theóphilo Bettencourt Pereira, o Theóphilo (1900), ponta-esquerda revelado pelo Fluminense. Em 1917, participou do elenco que conquistou o Campeonato Carioca, tendo atuado na vitória de 4 a 1 sobre o Villa Isabel (vide 25 de novembro). Jogando pelo São Cristóvão, conquistou o Campeonato Carioca de 1926. Em 1930, foi um dos atletas da Seleção Brasileira na primeira Copa do Mundo, no Uruguai. Em 1931, retornou ao Fluminense, e defendeu o clube até 1932. Ao todo, marcou 2 gols em 16 jogos com a camisa tricolor.

Adauri Ministério Martins, o Adauri (1942), meia-atacante mineiro, natural de Juiz de Fora, que integrou o plantel do Fluminense entre 1959 e 1961.
Adauri (foto da Revista do Esporte).

Mário Alexandre Assunção Ferreira, o Mário Alexandre (1972), meio-campista natural de Niterói, que jogou no Fluminense entre 1992 e 1993. Atuou nove vezes com a camisa tricolor.

Carlos José Souza Silva, o Silva (1974), atacante natural de Macaé, que integrou o elenco do Fluminense no primeiro semestre de 1998, tendo atuado em três partidas com a camisa tricolor.

Ruy Bueno Neto, o Ruy "Cabeção" (1978), lateral-direito com 23 partidas disputadas e 2 gols marcados pelo Fluminense, na temporada de 2009. Participou da campanha do vice-campeonato da Copa Sul-Americana.
O lateral Ruy "Cabeção".

Osvaldo Lourenço Filho, o Osvaldo (1987), atacante cearense, natural de Fortaleza, com 6 gols marcados em 62 jogos pelo Fluminense, entre as temporadas de 2015 e 2017. Participou da conquista da Copa da Primeira Liga em 2016.
Osvaldo.

PCFilho

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Efemérides tricolores - 23 de agosto


1914: diante de numeroso público no campo do Fluminense, na rua Guanabara, a Seleção Carioca (com quatro jogadores tricolores) empatou em 1 a 1 com a Pro Vercelli (a melhor equipe italiana da época, que excursionava pelo Brasil, reforçada por alguns atletas de outros clubes da Itália). A Pro Vercelli jogou com a seguinte escalação: Giovanni Innocenti; Enzio Pensotti [Novara] e Modesto Valle; Carlo Carcano [Alessandria], Giuseppe Milano e Giuseppe Parodi; Arturo De Ambrosis [Novara], Edoardo Grillo [Alessandria], Pietro Ferraro, Alessandro Rampini e Carlo Corna. A Seleção Carioca atuou com os seguintes atletas: Marcos Carneiro de Mendonça [Fluminense]; Píndaro de Carvalho [Flamengo] e Emmanuel Nery [Flamengo]; Mario Pernambuco [Fluminense], Rolando de Lamare [Botafogo] e Hector Parras [America]; Oswaldo Gomes [Fluminense], Fernando Ojeda [America], Henry Welfare [Fluminense], Sidney Pullen [Paysandu] e A. Brewerton [Rio Cricket]. A Pro Vercelli abriu o placar aos 7 minutos, com Ferraro, cobrando pênalti marcado pelo árbitro Belfort Duarte (atleta do America). A Seleção Carioca empatou aos 17, em cobrança de falta de Píndaro, em que o goleiro Innocenti rebateu a bola nas costas de Milano, e ela voltou para o gol. A revanche foi marcada para quatro dias depois, novamente no campo do Fluminense (vide efemérides de 27 de agosto!).

1931: perante uma assistência calculada em 40.000 pessoas em São Januário, a Seleção Carioca ganhou por 3 a 1 da Seleção Paulista, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais. Os cariocas jogaram assim, com três tricolores entre os titulares: Velloso [Fluminense]; Domingos da Guia [Bangu] e Itália [Vasco]; Tinoco [Vasco], Martim [Botafogo] e Ivan Mariz [Fluminense]; Walter [S. C. Brasil], Carvalho Leite [Botafogo], Russinho [Vasco], Nilo [Botafogo] e Theóphilo [Fluminense]. Os paulistas atuaram com: Athiê; Clodoaldo e Barthô; Nerino, Gogliardo e Alfredo; Luizinho, Friedenreich, Petronilho, Feitiço e Siriri. Os gols foram de Theóphilo (1 a 0, aos 8 do 1º tempo), Walter (2 a 0, já no 2º tempo), Petronilho (2 a 1) e Russinho (3 a 1). O goleiro tricolor foi um dos melhores em campo, segundo o Jornal dos Sports: "Velloso foi, nas poucas vezes que interveio, uma figura de grande destaque no team. Pegou com muita firmeza e se colocou, sempre, admiravelmente. Para o consagrar basta aludir-se ao free-kick shootado por Gogliardo a poucas jardas da linha do goal, que Velloso deteve num impressionante mergulho". A segunda partida da decisão seria disputada em São Paulo, na semana seguinte (vide 30 de agosto).

1942: em jogo válido pelo segundo turno do Campeonato Carioca, o Fluminense ganhou por 2 a 1 do Bangu, no campo da rua Ferrer. Os gols tricolores na partida foram de Maracaí e Pedro Nunes. Anito marcou o gol de honra do Bangu.

1947: em partida válida pelo turno do Campeonato Carioca, o Fluminense derrotou o Bonsucesso por 4 a 2, no Estádio de Laranjeiras. Os gols tricolores no jogo foram de Pinhegas (2) e Ademir Menezes (2).

1953: em jogo do turno do Campeonato Carioca, com público de 46.767 pagantes no Maracanã, o Fluminense venceu o America por 3 a 1. Os gols da vitória tricolor foram de Didi (dois, um de falta) e Telê.

1959: em partida do turno do Campeonato Carioca, diante de 70.369 pagantes no Maracanã, o Fluminense empatou em 0 a 0 com o Flamengo, interrompendo assim a incrível sequência de 20 vitórias consecutivas (até hoje, a maior da história tricolor). Agora com cinco vitórias e um empate na competição, o Fluminense iniciava a campanha que terminaria com a conquista do título estadual.

1964: em partida do turno do Campeonato Carioca, o Fluminense perdeu por 1 a 0 para o America, no Maracanã, com um gol de pênalti de Gilbert. Antes do jogo, foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem a Arno Frank, importante atleta de basquete e treinador de basquete e futebol do Fluminense, que também trabalhara na administração do clube e do Estádio do Maracanã. Com seis vitórias, um empate e uma derrota em oito jogos, o Fluminense iniciava a campanha de mais um título estadual - que seria conquistado em decisão contra o Bangu, em dezembro.

1985: já eliminado da Copa Libertadores, o Fluminense cumpriu tabela, perdendo por 1 a 0 para o Argentinos Juniors, no Estádio do Ferro Carril Oeste, em Buenos Aires. O adversário seria o campeão do torneio, e o Tricolor só voltaria a disputá-la em 2008, quando seria vice-campeão.

1986: na decisão do Torneio Triangular de Vigo, o Fluminense perdeu por 2 a 1 para o Celta de Vigo, no Estádio Balaídos, na cidade espanhola. O atacante brasileiro Baltazar abriu o placar para o Celta aos 42 minutos do primeiro tempo; na etapa final, Eduardo Souza empatou para o Fluminense aos 28, mas Baltazar marcou o gol do título do clube espanhol aos 43.

2000: em partida válida pelo Campeonato Brasileiro (Copa João Havelange), no Barradão, em Salvador, o Fluminense ganhou por 4 a 2 do Vitória. Os gols tricolores foram de Marcão, Magno Alves (2) e Agnaldo.

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Aniversariantes do dia:

Esteban Malazzo (1909), médio-esquerdo argentino com dois gols marcados em 68 partidas pelo Fluminense entre as temporadas de 1939 e 1942. Vindo do River Plate, Malazzo foi bicampeão Carioca em 1940 e 1941, e venceu também o Torneio Extra de 1941.
Esteban Malazzo, craque de River Plate e Fluminense.

Nelson Falcão Rodrigues (1912), torcedor-símbolo, o genial escritor que inventou um Fluminense mitológico, ao transformar os jogos do clube em epopeias espetaculares, nas suas lapidares crônicas esportivas. Nos seus textos, Marcos Carneiro de Mendonça era "o herói maior da infância", Didi era "um elegante príncipe etíope de rancho", Denilson era o "Rei Zulu", Waldo era, "em Niterói, na Patagônia ou na Groenlândia, o Monstro do Gol". Nelson escrevia tão bem sobre futebol que torcedores de outros clubes se orgulham até hoje de textos esporádicos dele sobre suas paixões. Porém, só o Fluminense tem centenas de obras do gênio berrando sua grandeza e sua magia. "Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. Podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos!".


Paulo Ribeiro Omena, o Paulinho Omena (1932), meia-atacante com 44 gols marcados em 203 partidas pelo Fluminense, entre as temporadas de 1959 e 1963. Também era conhecido como "Paulinho Ladrão", pela característica de roubar facilmente a bola do adversário. Paulinho foi peça importante em um dos grandes times da história do Fluminense, uma "Máquina" que conquistou o Campeonato Carioca de 1959 e o Torneio Rio-São Paulo de 1960, perdendo apenas 2 das 31 partidas disputadas nessas competições.
Telê e Paulinho Omena, dupla dinâmica que fez sucesso no Flu.
Atuaram juntos em 134 partidas, nas quais marcaram 74 gols.

Jorge Antônio Putinatti, o Jorginho Putinatti (1959), ponta-direita com 11 gols marcados em 27 jogos pelo Fluminense na temporada de 1988. Marcou três gols em um jogo contra a Cabofriense, em Laranjeiras.
Jorginho Putinatti.

Igor de Carvalho Julião (1994), lateral-direito formado no Fluminense, com 30 atuações na equipe profissional tricolor, entre as temporadas de 2012 e 2016.

PCFilho