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sábado, 15 de novembro de 2025

Descanse em paz, Celso Barros


Faleceu neste sábado 15, aos 73 anos, o doutor Celso Corrêa de Barros, um dos mais emblemáticos dirigentes do Fluminense em todos os tempos.

Personagem importantíssimo na história do Fluminense, Celso Barros era o presidente da Unimed quando a empresa se tornou patrocinadora do clube tricolor, colaborando decisivamente para as conquistas da Copa do Brasil de 2007, dos Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012 e dos Campeonatos Cariocas de 2002, 2005 e 2012, além dos vice-campeonatos da Copa Libertadores de 2008 e da Copa Sul-Americana de 2009, entre outros títulos. Celso Barros é frequentemente citado por atletas das campanhas vitoriosas como figura central do projeto vencedor do Fluminense naqueles anos.

Torcedor apaixonado do Fluminense, Celso Barros apostou no clube no momento mais delicado de sua história, no final dos anos 1990, de maneira corajosa e ousada. Foi assim figura fundamental na ressurreição do Tricolor e no restabelecimento de sua condição de gigante do futebol brasileiro.

Mesmo após a saída da Unimed, Celso Barros continuou atuando na política do Fluminense, tendo sido eleito vice-presidente geral do clube em 2019. Atualmente, militava na oposição e buscava viabilizar sua candidatura à presidência da instituição para o próximo triênio. Ele não resistiu a um infarto ocorrido neste sábado 15.

O Fluminense decretou luto oficial e deixou a sede do clube à disposição da família para a realização do velório.

Descanse em paz, doutor Celso. Você foi um gigante na história do Fluminense!

PCFilho

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Fluminense e Unimed encerram parceria mais longeva do futebol brasileiro

Foto: André Durão/Globoesporte.com.

Durou dezesseis anos o casamento entre o Fluminense e a Unimed: tratava-se da mais longeva e bem-sucedida parceria atual do futebol brasileiro. Nesta quarta-feira 10, a relação chegou ao fim, ainda que a empresa prometa bancar os compromissos anteriormente assumidos para 2015.

A parceria foi boa para os dois lados. O Fluminense saiu da Série C em 1999 para voltar a ser um dos gigantes do futebol brasileiro, tendo levantado dois Campeonatos Brasileiros (2010 e 2012) e uma Copa do Brasil (2007), além dos três Campeonatos Cariocas (2002, 2005 e 2012) e dos vice-campeonatos na Copa Libertadores (2008) e na Copa Sul-Americana (2009). Já a Unimed, antes uma empresa média no cenário brasileiro, passou a ser a grande líder do mercado nacional de planos de saúde.

Ao torcedor invejoso de outro clube, que bradava contra a parceria Fluminense-Unimed, deixo uma pergunta: o seu próprio clube recebe ou recebeu patrocínio de empresas públicas? Se a resposta for positiva, por favor, pare de se preocupar com o Fluminense e olhe para o próprio umbigo - afinal, ser patrocinado por dinheiro público em um país com tantos problemas como o Brasil é nada menos que imoral.

Ao secador eufórico que decreta antecipadamente a morte do Fluminense, deixo outra pergunta: você não aprende com o passado, não? Em 1998, você disse que o Fluminense estava morto e acabado. Em 2009, você novamente disse que o Fluminense estava morto e acabado. Depois disso, já levantamos dois Campeonatos Brasileiros. Aprenda com o maior cronista esportivo que já existiu (e que, claro, era tricolor): "Se quiser saber o futuro do Fluminense, olhe para o seu passado. A história do Tricolor traduz a sua predestinação para a glória".

A partir daqui, meu texto é direcionado ao torcedor do Fluminense. Primeiro, que não se desespere. É óbvio que o Fluminense, abarrotado de incompetência até a altura dos vitrais do salão nobre, só conseguiu disputar e conquistar os títulos recentes por causa da enxurrada de dinheiro da Unimed. É óbvio que o patrocínio fará falta, principalmente a partir de 2016. Mas também é óbvio que a parceria Fluminense-Unimed tinha muitos e sérios problemas, dentre os quais destaco três: a falta de Transparência nos contratos, a ingerência do patrocinador em decisões que deveriam caber ao clube, e as contratações de jogadores e treinadores segundo critérios pouco técnicos.

Agora, o Fluminense tem uma oportunidade de retomar o controle de si mesmo. OK, confesso, tenho medo da incompetência dos atuais dirigentes do Fluminense, cujos métodos critico veementemente aqui, pelo menos desde 2008. Mas nós, torcedores, podemos e devemos fazer a nossa parte, pressionando os cartolas a tomarem as decisões corretas. O Fluminense não é deles, o Fluminense é nosso, e nós temos o direito e o dever de cobrar profissionalismo, Transparência, redução real de gastos, fim das indicações políticas para cargos, dentre outras demandas.

Em campo, o baque não será tão grande quanto alguns imaginam. A Unimed ainda bancará, em 2015, a maior parte dos salários das grandes estrelas do elenco. E só de ter um Darío Conca e um Fred, amigos, o Fluminense já está à frente de pelo menos 12 times do Campeonato Brasileiro. Somando-se a isso o início animador do menino Marlon, as últimas boas partidas de Kenedy, e o potencial dos talentosos jovens Gérson e Robert, por exemplo, eu realmente não consigo ficar tão pessimista.

Minha preocupação, repito, está mais no extra-campo. É nos nossos ineptos dirigentes que reside o grande problema do Fluminense. É deles que temos que cobrar. E não é de hoje.

À Unimed e a Celso Barros, fica o meu agradecimento, por terem enxergado o verdadeiro tamanho do Fluminense, aquele que o eterno presidente Francisco Horta mostrou ao mundo.

Tudo pode passar. Só o Tricolor não passará, jamais.

PCFilho

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Voz de Celso Barros



"Situação diferente. Tenho respeito pelo Horcades e tenho pelo Peter. Mas é um relacionamento difícil às vezes. Não posso mudar isso. Estamos há 15 anos no Fluminense, vivemos o Fluminense. Na verdade, o presidente Peter tem um comportamento que é incompatível. Demitiu Muricy, brigou com Alcides, com Sandrão, agora quer reaproximar o Sandrão… Pegamos o Fluminense na Série C, colocamos na Série A. Vencemos duas vezes o Brasileiro, fizemos final de Libertadores. O saldo com a Unimed é extremamente positivo. Mas há a vaidade de que é com o doutor Celso. Acho isso uma bobagem. Até o momento, não vamos discutir rescisão de contrato. Mas no fim ano ano, podemos pensar na saída. Acho o Cristóvão um nome interessante para dirigir o clube. É o Fluminense viver o seu momento e a direção assumir uma posição de uma certa falta de respeito com um patrocinador de 15 anos com o clube. Existe essa relação, somos clientes do escritório do Peter Siemsen. Ele é muito pressionado e se mostra fraco em algum momento. Isso desestimula. A Unimed vai passar e o Fluminense vai ficar. O Fluminense é maior que tudo, que o Peter, que eu… Vou torcer enquanto durar o patrocínio e também quando acabar. Sou tricolor e não vou mudar a minha torcida pelo Fluminense."

"Na verdade fui surpreendido com a conversa à noite com Peter e Tenório, colocando a insatisfação com o Renato, e ambos achavam que deveria demitir. Eu fui contrário. Achei que era importante esperar o jogo com o Horizonte. Fomos discutindo e ele saiu da reunião sem ter uma decisão, pelo menos passando para mim, que iria demitir o técnico. Cabe a ele essa decisão. Se ele perguntasse e eu sou contra, eu falaria. Mas sou a favor se o presidente quiser demitir. Esse tipo de relação com o Peter é complicada. Já passamos por outras situações, mas desestimula a Unimed a continuar no fim do ano. Não tinha o menor problema ele me dizer na reunião que demitiria o técnico. Não gostei apenas como foi. Um desrespeito ao patrocinador."

Celso Barros, presidente da Unimed-Rio, em entrevista à Rádio Brasil.

PCFilho

domingo, 26 de maio de 2013