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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Efemérides tricolores - 9 de junho


1918: o Fluminense venceu o Santos por 6 a 1, na Vila Belmiro, no primeiro duelo da história do clássico. Os gols tricolores foram de French (2), Welfare (3) e Zezé. O Fluminense recebeu duas taças (Sudan e Carioca) pela vitória.

1929: em jogo do Campeonato Carioca, no Estádio de Laranjeiras, o Fluminense venceu o Flamengo por 1 a 0, gol de Lagarto, aos 19 minutos do 2º tempo.

1940: em São Januário, em partida válida pelo Campeonato Carioca, o Fluminense empatou em 3 a 3 com o Botafogo. Os gols tricolores foram de Hércules (2) e Malazzo. A diretoria tricolor protestou formalmente contra a péssima atuação do árbitro Mário Vianna. O Fluminense terminaria campeão carioca naquela temporada.

1944: em jogo do Torneio Municipal, em Laranjeiras, o Fluminense venceu o Bonsucesso por 1 a 0, gol de Simões, aos 19 minutos do 2º tempo.

1951: em partida pelo Torneio Municipal, o Fluminense venceu o Bonsucesso por 4 a 1, em General Severiano. Os gols tricolores foram de Quincas (2), Telê e João Carlos. O goleiro Veludo defendeu um pênalti.

1954: em jogo dramático pelo Torneio Rio-São Paulo, no Maracanã, o Fluminense venceu o America por 4 a 3. Os gols tricolores foram de Robson, Waldo, Villalobos e Telê.

1957: na segunda partida em Lima, capital do Peru, o Fluminense voltou a vencer: 3 a 2 sobre o Universitário. Os gols da vitória foram de Léo Briglia (2) e Ivan.

1963: na sequência do giro pela Europa, o Fluminense venceu o Lugansk por 2 a 1, no Avangard Stadion, em Lugansk, na União Soviética (hoje território da Ucrânia). Os dois gols tricolores foram de Manoel.

1968: o Fluminense venceu o America por 2 a 0, diante de 141.689 pessoas no Maracanã, em jogo válido pelo Campeonato Carioca. Os gols da vitória tricolor foram marcados por Cláudio Garcia e Samarone.

2002: o Fluminense derrotou o Flamengo por 4 a 1, no Maracanã, em partida válida pelo octogonal final do Campeonato Carioca. A goleada tricolor foi construída por Agnaldo, Marco Brito e Magno Alves (2). O Fluminense terminaria campeão estadual.

2013: o Fluminense venceu o Goiás por 2 a 1 Goiás, no Moacyrzão, em Macaé, pelo Campeonato Brasileiro. Os gols do Fluminense foram de Rafael Sobis e Denílson.

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Aniversariantes do dia:

Cristóvão Borges dos Santos (1959), habilidoso meia-atacante com 26 gols marcados em 101 jogos como profissional do Fluminense, entre 1979 e 1983 - foi campeão carioca em 1980. Em 2014, voltou ao clube para treinar o time profissional - esteve no comando técnico tricolor em 58 ocasiões, entre 2014 e 2015.

Alessandro Moresche Rodrigues (1971), centroavante com 3 gols marcados em 20 partidas pelo Fluminense, na temporada de 1992.

PCFilho

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Em 6 anos de Peter Siemsen, Fluminense teve 11 trocas de treinadores

Foto: Cezar Loureiro.

O advogado Peter Siemsen assumiu a presidência do Fluminense em dezembro de 2010, alguns dias após a histórica conquista do tricampeonato brasileiro. Recebeu, pois, o clube em seu melhor momento nos últimos tempos, com um elenco recheado de craques, sob o comando técnico do melhor treinador brasileiro na época, Muricy Ramalho. A conjuntura parecia apontar para o início de um período de estabilidade, quebrando a sequência que fazia do Fluminense o clube que mais trocava de treinadores no mundo.

Não foi o que aconteceu: durante os seis anos da gestão de Peter Siemsen, o Fluminense teve 12 treinadores no futebol profissional. Na média, o Tricolor teve um técnico a cada seis meses. Muricy Ramalho só durou até março de 2011, quando foi trocado por Enderson Moreira, que já chegou com prazo de validade, pois Abel Braga assumiria a partir de junho. Abel foi o único que gozou de certa estabilidade no cargo, graças às boas campanhas nos Campeonatos Brasileiros de 2011 (terceiro lugar) e 2012 (campeão).

Em julho de 2013, porém, Abel não resistiu à pressão de uma sequência de maus resultados, e foi substituído por Vanderlei Luxemburgo. Não adiantou muito: o Fluminense manteve uma campanha ruim no Brasileirão, e na tentativa de evitar o rebaixamento nas rodadas finais, trocou Luxa por Dorival Júnior. Apesar do bom desempenho, com 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota em 5 jogos, cumprindo o objetivo de escapar do descenso, Dorival não teve seu contrato renovado, e o Fluminense iniciou 2014 com uma velha solução: Renato Gaúcho.

A sexta passagem de Renato no comando técnico tricolor não durou muito: em abril, ele foi dispensado, e então chegou Cristóvão Borges, que quase completou um ano como treinador do Fluminense. Não conseguiu porque, em março de 2015, foi trocado por Ricardo Drubscky, uma aposta inusitada da diretoria tricolor. Aposta que, adivinhem, não deu certo: após menos de dois meses e somente oito partidas, Drubscky assinou o distrato com o Fluminense.

Drubscky foi substituído por Enderson Moreira (o mesmo de 2011), que não completou quatro meses no cargo, sendo trocado pelo promissor Eduardo Baptista, que terminou a temporada de 2015 e iniciou 2016 no cargo. Só iniciou mesmo, porque foi demitido ainda em fevereiro. Em março, chegou Levir Culpi, que ganhou fôlego com a conquista da Primeira Liga, mas não resistiu à sequência de resultados ruins no Brasileirão, e foi demitido no domingo, 6 de novembro. Para as quatro rodadas derradeiras do Campeonato Brasileiro, Marcão assumirá o comando técnico, sendo assim o décimo-segundo e último treinador da gestão de Peter Siemsen.

Abaixo, a lista de treinadores do Fluminense durante a período de Peter Siemsen na presidência do clube, sem contar os interinos Leomir (junho de 2011) e Marcão (março de 2016):
- Muricy Ramalho (29/04/2010 até 13/03/2011)
- Enderson Moreira (23/03/2011 até 29/05/2011)
- Abel Braga (12/06/2011 até 28/07/2013)
- Vanderlei Luxemburgo (30/07/2013 até 11/11/2013)
- Dorival Júnior (14/11/2013 até 08/12/2013)
- Renato Gaúcho (01/01/2014 até 02/04/2014)
- Cristóvão Borges (10/04/2014 até 23/03/2015)
- Ricardo Drubscky (26/03/2015 até 17/05/2015)
- Enderson Moreira (21/05/2015 até 16/09/2015)
- Eduardo Baptista (18/09/2015 até 25/02/2016)
- Levir Culpi (10/03/2016 até 06/11/2016)
- Marcão (07/11/2016 até o fim do ano)

Se tirarmos da conta a exceção de Abel Braga, que, favorecido pelas boas circunstâncias, permaneceu mais de dois anos no cargo, o Fluminense teve onze treinadores em menos de quatro anos. Fazendo a conta: um treinador a cada quatro meses e dez dias.

Ao trocar de comando técnico com tão assustadora frequência, o Fluminense evidencia a absoluta falta de planejamento do seu futebol profissional. Não tem como dar certo.

PCFilho

segunda-feira, 23 de março de 2015

Cristóvão Borges demitido


Cristóvão Borges não está mais no comando técnico do Fluminense. Após o empate em 1 a 1 com o Tigres do Brasil, a diretoria do Tricolor decidiu pela demissão do treinador.

Cristóvão comandou o Fluminense em 58 jogos, com 28 vitórias, 11 empates e 19 derrotas, tendo o time marcado 101 gols e sofrido 69. O aproveitamento do número de pontos conquistados foi de 54,60%.

Em quase um ano treinando o Fluminense, Cristóvão, que foi jogador do clube entre 1979 e 1983, não conseguiu conquistar títulos. No Campeonato Brasileiro de 2014, levou o Tricolor à sexta colocação.

Os nomes favoritos da diretoria para assumir o comando técnico do Fluminense parecem ser Ricardo DrubsckyNey Franco.

PCFilho

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Retrospecto de Cristóvão Borges no comando técnico do Fluminense

Cristóvão Borges. Foto: FFC.

Com boa parte da torcida tricolor desejando a demissão do treinador Cristóvão Borges, resolvi destrinchar seu retrospecto no comando técnico do Fluminense.

Em 52 jogos sob a batuta de Cristóvão, o Fluminense obteve 25 vitórias, 10 empates e 17 derrotas, tendo marcado 93 gols e sofrido 65. O aproveitamento do número de pontos disputados é de 54,49%. Considerando apenas os 49 jogos oficiais de competição, a performance sobe para 57,82%.

Nos 38 jogos do Campeonato Brasileiro de 2014, foram 17 vitórias, 10 empates e 11 derrotas, que deixaram o time na sexta colocação, na tabela final de classificação.

Na Copa do Brasil de 2014, foram 4 jogos, com 3 vitórias e a surreal derrota por 5 a 2 para o América de Natal no Maracanã, que resultou na eliminação do torneio.

Na Copa Sul-Americana de 2014, uma vitória e uma derrota contra o Goiás, que resultaram na eliminação pelo critério dos gols fora de casa.

Nos amistosos internacionais, foram três derrotas em três jogos: 5 a 3 para a Seleção da Itália em junho de 2014, 3 a 0 para o Bayer Leverkusen e 3 a 2 para o Colônia em janeiro de 2015. No Campeonato Carioca de 2015, até aqui, são 5 jogos, com 4 vitórias e 1 derrota.

As eliminações nas Copas em 2014 foram, de fato, inadmissíveis, a meu ver, com derrotas para times com orçamento uma ordem de grandeza abaixo da folha salarial tricolor. Entretanto, a campanha no Campeonato Brasileiro foi acima do esperado, principalmente colocando na conta as notórias fragilidades do elenco, que a certa altura simplesmente não possuía um único e escasso lateral produtivo, e nunca teve um atacante de velocidade. Vale lembrar que não foi ele que montou o plantel do ano passado, tendo assumido o leme já em alto mar.

As eliminações nos torneios mata-mata, principalmente a da Copa do Brasil, foram mesmo, repito, inadmissíveis (mas não menos inadmissíveis que as derrotas para os também limitados Libertad, Boca JuniorsOlimpia nas Copas Libertadores de 2011, 2012 e 2013, vale dizer). No entanto, a diretoria optou por manter o treinador à época, de modo que agora a demissão não se justifica por aqueles tropeços.

Agora, com o time reformulado, sem poder contar com o craque que salvava a lavoura, para pedir a cabeça de Cristóvão numa bandeja, são necessários fatos novos. E o Campeonato Carioca atual é um torneio ruim para que se façam análises concretas - tanto para o bem quanto para o mal. Uma derrota para o Volta Redonda - que, vale dizer, está cumprindo ótima campanha até aqui - e toda essa revolta? Não é para tanto.

E eu nem entrei no mérito de quem poderia substituir Cristóvão Borges, no atual cenário de mediocridade quase absoluta no mercado de treinadores brasileiros: as opções inteligentes são escassas, se é que existem.

PCFilho

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Voz de Cristóvão Borges

Foto: Fluminense FC.

"Olha, no Vasco, em todas as coletivas, eu tinha que responder se o Juninho e o Felipe podiam jogar juntos. Aquilo me dava uma tristeza, pois parecia o assunto mais relevante, mesmo nas vezes em que o Vasco fez partidas maravilhosas. Agora, eu pensei que tinha me livrado disso, mas em todas as coletivas são seis ou sete perguntas sobre o Fred. Ele é o grande ídolo, mas as perguntas são de uma pobreza absurda. O Fred não jogou porque precisava se condicionar, ora. Mas quem fomenta isso? Quem faz isso virar notícia? Quem faz enquete instigando a torcida? Metem o pau, dizem que estamos atrasados, mas a imprensa também precisa se preparar. Se a discussão não mudar, a gente vai continuar tomando de sete. No futebol, discutem-se pouco as coisas essenciais. As não-relevantes ocupam mais espaço. A gente só discute quando há uma tragédia como a da Copa do Mundo. Aí, todo mundo quer revolucionar tudo, e nada presta. A discussão é que está errada."

- Cristóvão Borges,
treinador do Fluminense, vice-líder do Campeonato Brasileiro, em entrevista ao Jornal Extra.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Lista - Jogadores do Fluminense que depois treinaram o time profissional

O Fluminense anunciou nesta semana que seu ex-jogador Cristóvão Borges assumirá o comando técnico do clube. Ele se juntará ao seleto grupo de jogadores do Fluminense que depois vieram a treinar o time profissional. Cristóvão será o 28º homem a ter exercido as duas funções no Tricolor.

O grande zagueiro Pinheiro atuou pelo Fluminense durante 15 temporadas, entre 1949 e 1963 (com 591 atuações, é o segundo atleta com mais jogos pelo clube, atrás apenas de Castilho). Posteriormente, teve 3 passagens no comando técnico do time profissional (1972, 1977 e 1994), além de alguns jogos como interino e do trabalho nas divisões de base.

Somando atuações como jogador e técnico, ninguém defendeu
mais vezes o Fluminense que Pinheiro.

O genial Telê dedicou sua vida de atleta quase inteira ao Fluminense, possuindo mais de 550 atuações e mais de 150 gols como jogador profissional do clube, entre 1950 e 1961. É até o hoje o terceiro jogador com mais atuações e o quinto maior goleador da história do Fluminense. Depois, teve 3 passagens como treinador do Tricolor (1967-1968, 1968-1969 e 1989). Ele comandou também a Seleção Brasileira, nas Copas do Mundo de 1982 e 1986, mas, por uma injustiça do destino, não chegou a ser convocado para o escrete na época de jogador.

Telê costumava dizer: "o Fluminense é a minha vida".

O lendário craque tricolor Didi, que liderou o meio-campo do Fluminense entre 1949 e 1956, jogando ao lado de Pinheiro e Telê, posteriormente treinou a famosa Máquina Tricolor entre 1975 e 1976, ratificando sua enorme identificação com as três cores que traduzem tradição.

Didi, treinador do Fluminense em 1975.

Elba de Pádua Lima, o Tim, foi um dos maiores craques da história do Fluminense, tendo participado do lendário time que dominou o futebol brasileiro entre 1936 e 1941. Posteriormente, treinou o time profissional do Fluminense entre 1964 e 1967. Ao todo, contabiliza 379 partidas pelo Tricolor, 213 como jogador e 166 como treinador.

Tim, um mito tricolor.

Abel, zagueiro formado no Fluminense, atuou pelo clube entre 1971 e 1976, e depois teve duas passagens como treinador do Tricolor, em 2005 e entre 2011 e 2013. É o terceiro técnico com mais jogos dirigidos no Fluminense, atrás apenas de Zezé Moreira e Ondino Viera.

Abel, treinador campeão brasileiro de 2012 pelo Fluminense.

Renato Gaúcho atuou como jogador do Fluminense entre 1995 e 1997, e também acumula 6 passagens no comando técnico da equipe profissional (1996 [ainda como jogador], 2002-03, 2003, 2007-08, 2009 e 2014).

Renato Gaúcho em 2008, quando comandou o Fluminense vice-campeão da Libertadores.

O lateral-direito Carlos Alberto Torres, formado no Fluminense, jogou pelo Tricolor entre 1961 e 1965, e em 1976. Posteriormente, treinou o Fluminense em duas ocasiões (1984-85 e 1994).

O zagueiro Edinho disputou mais de 350 partidas como jogador do Fluminense, entre 1973 e 1989. Posteriormente, treinou a equipe profissional em 3 passagens (1991, 1993 e 1998).

O zagueiro Ricardo Gomes, que atuou em mais de 200 partidas do Fluminense entre 1983 e 1988, esteve no comando técnico do clube na temporada de 2004.

O lateral-esquerdo Altair é outro que faz parte desse time: jogou mais de 500 partidas pelo Fluminense entre 1955 e 1970, e dirigiu 30 partidas profissionais como interino, entre as temporadas de 1992 e 1998. Também trabalhou muitos anos nas divisões de base do clube.

O talentoso meia Deley envergou o manto tricolor entre 1980 e 1987, e depois esteve no comando técnico do clube em duas curtas passagens (1994 e 1998). Em 2013, se candidatou à presidência do clube. Se tivesse vencido o pleito, seria a primeira pessoa a ser jogador, treinador e presidente do Fluminense.

Cláudio Garcia também jogou e treinou o Fluminense. Atuou com a camisa tricolor entre 1967 e 1971, e foi técnico do clube em 1983.

O ponta-esquerda Lula atuou no Fluminense entre 1965 e 1974, contabilizando mais de 350 jogos e mais de 100 gols pelo clube. Em 1982, esteve no comando técnico do time profissional do Fluminense.

Lula na época de jogador do Flu.

Com mais de 200 jogos pelo Fluminense entre 1978 e 1982, Robertinho esteve no comando técnico do clube em 2002, quando conquistou o Campeonato Carioca.

Adolpho Milman, o Russo, foi um extraordinário atacante do Fluminense entre as temporadas de 1933 e 1944, tendo marcado mais de 150 gols em cerca de 240 jogos pelo clube. Em 1955, ele dirigiu interinamente o Fluminense em algumas partidas do Torneio Rio-São Paulo. Como nasceu onde hoje fica o Afeganistão, Russo é o único estrangeiro a ter exercido as funções de jogador e técnico do Fluminense.

Rubens Galaxe, sexto jogador com mais partidas na história do Fluminense, com mais de 450 atuações entre 1971 e 1982, foi treinador interino por um curto período em 1989.

Jair Pereira também exerceu as duas funções no Fluminense: foi jogador do clube entre 1969 e 1973, e assumiu o comando técnico em 1996.

Procópio disputou mais de 100 jogos pelo Fluminense entre 1963 e 1965, e depois treinou o Tricolor, em 1989.

Gilson Nunes jogou no Fluminense entre 1963 e 1970, e depois foi treinador do clube entre outubro de 1990 e junho de 1991.

Gilson Gênio atuou como jogador do Fluminense entre 1975 e 1979. Posteriormente, dirigiu algumas partidas do time profissional, como interino, entre 2003 e 2009.

O zagueiro Duílio fez parte do elenco profissional do Fluminense entre 1983 e 1985, sendo titular nas conquistas daquele time que foi tricampeão carioca e campeão brasileiro. Depois, entre 1998 e 2001, dirigiu o time em algumas partidas, sempre como interino.

Sérgio Cosme foi jogador do Fluminense entre 1969 e 1972, e posteriormente treinou o Tricolor em 3 passagens (1988-89, 1992 e 1998).

Arturzinho jogou pelo Fluminense entre 1976 e 1979, e teve curta passagem como treinador em 1997.

Alexandre Gama jogou no Fluminense entre 1989 e 1990, e treinou o clube na temporada de 2004.

Mário Marques jogou cerca de 200 partidas pelo Fluminense entre 1977 e 1982, e foi treinador interino por um jogo em 2010 (Fluminense 3 x 2 Portuguesa).

Leomir fez parte do elenco profissional entre 1983 e 1988, e foi treinador interino em 2011.

Jair Santana, que atuou como jogador profissional do Fluminense entre 1952 e 1961, foi o treinador interino por um curto período em 1960.

Como jogador do Fluminense, Cristóvão atuou cerca de 100 vezes, tendo marcado 26 gols. Que ele tenha boa sorte nesta sua nova etapa no clube-berço do futebol brasileiro.

PCFilho
(matéria sugerida pelo amigo Bruno Vargas Costa)

PS: alguns outros jogadores do Fluminense também exerceram a profissão de treinador, mas em outros clubes. O lendário goleiro Castilho, por exemplo, comandou Vitória, Operário, Internacional e Santos. O atacante inglês Harry Welfare, o Tanque, treinou o Vasco. Mas o intuito deste post foi apenas listar os que exerceram as duas funções no próprio Fluminense.

PPS: caso o leitor conheça algum jogador/treinador que eu não tenha citado, por favor, colabore nos comentários. Agradeço antecipadamente.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Voz de Celso Barros



"Situação diferente. Tenho respeito pelo Horcades e tenho pelo Peter. Mas é um relacionamento difícil às vezes. Não posso mudar isso. Estamos há 15 anos no Fluminense, vivemos o Fluminense. Na verdade, o presidente Peter tem um comportamento que é incompatível. Demitiu Muricy, brigou com Alcides, com Sandrão, agora quer reaproximar o Sandrão… Pegamos o Fluminense na Série C, colocamos na Série A. Vencemos duas vezes o Brasileiro, fizemos final de Libertadores. O saldo com a Unimed é extremamente positivo. Mas há a vaidade de que é com o doutor Celso. Acho isso uma bobagem. Até o momento, não vamos discutir rescisão de contrato. Mas no fim ano ano, podemos pensar na saída. Acho o Cristóvão um nome interessante para dirigir o clube. É o Fluminense viver o seu momento e a direção assumir uma posição de uma certa falta de respeito com um patrocinador de 15 anos com o clube. Existe essa relação, somos clientes do escritório do Peter Siemsen. Ele é muito pressionado e se mostra fraco em algum momento. Isso desestimula. A Unimed vai passar e o Fluminense vai ficar. O Fluminense é maior que tudo, que o Peter, que eu… Vou torcer enquanto durar o patrocínio e também quando acabar. Sou tricolor e não vou mudar a minha torcida pelo Fluminense."

"Na verdade fui surpreendido com a conversa à noite com Peter e Tenório, colocando a insatisfação com o Renato, e ambos achavam que deveria demitir. Eu fui contrário. Achei que era importante esperar o jogo com o Horizonte. Fomos discutindo e ele saiu da reunião sem ter uma decisão, pelo menos passando para mim, que iria demitir o técnico. Cabe a ele essa decisão. Se ele perguntasse e eu sou contra, eu falaria. Mas sou a favor se o presidente quiser demitir. Esse tipo de relação com o Peter é complicada. Já passamos por outras situações, mas desestimula a Unimed a continuar no fim do ano. Não tinha o menor problema ele me dizer na reunião que demitiria o técnico. Não gostei apenas como foi. Um desrespeito ao patrocinador."

Celso Barros, presidente da Unimed-Rio, em entrevista à Rádio Brasil.

PCFilho

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cristóvão Borges é o novo treinador do Fluminense

Foto: Cristóvão Borges ouve as instruções do treinador Zagallo, no Fluminense (1980).

O Fluminense anunciou, nesta quarta-feira 2, a demissão de Renato Gaúcho e a contratação de Cristóvão Borges para assumir o comando técnico do time profissional. O novo treinador tem 54 anos.

Cristóvão foi jogador do Fluminense, entre 1979 e 1983, tendo atuado em cerca de 100 partidas, nas quais marcou 26 gols. O primeiro deles foi um golaço na vitória por 3 a 0 contra o Flamengo em 1979 (confiram aqui, vale a pena). Conquistou como atleta do Fluminense o Campeonato Carioca de 1980.

O Fluminense será o terceiro clube comandado por Cristóvão, que já treinou Vasco e Bahia. Mesmo iniciante na carreira de treinador, Cristóvão já tem um Vice-Campeonato Brasileiro no currículo, pelo Vasco, em 2011. Ele comandou o Vasco em 78 jogos, com 41 vitórias, 18 empates e 19 derrotas (60,3% de aproveitamento), e também alcançou a fase semifinal da Copa Sul-Americana de 2011. No Bahia, foram 42 jogos, com 14 vitórias, 13 empates e 15 derrotas (43,7% de aproveitamento).

Cristóvão será o sétimo treinador da gestão do presidente Peter Siemsen no Fluminense, sucedendo Muricy Ramalho, Enderson Moreira, Abel Braga, Vanderlei Luxemburgo, Dorival Júnior e Renato Gaúcho. A média é de um técnico a cada cinco meses.

Certamente, Cristóvão ainda não tem a bagagem de Cuca, Tite e Muricy, os três que considero os melhores treinadores brasileiros do momento. No entanto, vejo com bons olhos a contratação. O bom trabalho de Cristóvão no Vasco o credencia para o desafio de treinar o Fluminense.

Só espero que a diretoria do Fluminense reforce substancialmente o elenco tricolor, necessidade que ficou evidente nos últimos meses. Cristóvão é um bom treinador, mas não faz milagre.

PCFilho

Cuca e Cristóvão, na época jogadores do Grêmio.

Cristóvão Borges, na época treinador do Vasco.

O último clube treinado por Cristóvão Borges foi o Bahia.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Cartola FC - Dicas da 16ª rodada - 2013


Seguem abaixo as minhas dicas para o Cartola FC na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O mercado fechará no sábado 24, às 16:30.

No gol, vou de Muriel (Internacional, C$ 9,43). O Internacional receberá o Goiás no Rio Grande do Sul.

Nas laterais, escalo Igor Julião (Fluminense, C$ 2,85) e Júnior César (Atlético Mineiro, C$ 6,85). O Fluminense pega o desesperado São Paulo no Morumbi, e o Atlético Mineiro recebe a Portuguesa em Belo Horizonte.

Na defesa, sugiro Chicão (Flamengo, C$ 5,60) e Gum (Fluminense, C$ 11,85). O Flamengo recebe o Grêmio em Brasília.

No meio, D'Alessandro (Internacional, C$ 17,48), Ricardo Goulart (Cruzeiro, C$ 7,40) e Alex (Internacional, C$ 15,01). O Cruzeiro vai a Campinas enfrentar a Ponte Preta.

O trio de ataque é o mesmo da última rodada: Rafael Sobis (Fluminense, C$ 21,31), Leandro Damião (Internacional, C$ 20,25) e Vitinho (Botafogo, C$ 12,79). O Botafogo visita o Atlético Paranaense em Curitiba.

Meu treinador será Cristóvão Borges (Bahia, C$ 9,04). O Bahia recebe o Náutico em Salvador.

O custo total do time sugerido é de C$ 139,86, e tem a seguinte distribuição por clubes: Internacional (4), Fluminense (3), Atlético Mineiro (1), Bahia (1), Botafogo (1), Cruzeiro (1) e Flamengo (1).

PCFilho

sexta-feira, 6 de julho de 2012

14/10/1979 - Fluminense 3 x 0 Flamengo



Um dos destaques deste Fla-Flu foi o golaço de Cristóvão Borges dos Santos (hoje treinador do Vasco), que liquidou a fatura para o Fluminense, aos 42 minutos do segundo tempo. Após lindo drible em Manguito, Cristóvão fuzilou para as redes, sem chance para Cantarele. Foi o primeiro gol de Cristóvão com a camisa tricolor. Ele jogaria cerca de 100 partidas pelo Fluminense, entre 1979 e 1983, assinalando ao todo 26 gols.

Cristóvão solta a bomba após driblar Manguito: golaço!

Os dois primeiros gols tricolores aconteceram ainda no primeiro tempo. Quando eram transcorridos 35 minutos, Rubens Galaxe aproveitou bola mal rebatida pela defesa rubro-negra e chutou forte. Aos 44, Pintinho marcou de cabeça, em falha do goleiro Cantarele.


Outro destaque foi a defesa do goleiro tricolor Paulo Goulart, no pênalti cobrado pelo rubro-negro Zico. O craque do Flamengo culpou o árbitro José Roberto Wright: "o Paulo Goulart se adiantou até o risco da pequena área e ele não teve coragem para mandar repetir a cobrança". Mas o fato é que sua cobrança foi fraca, e ele mesmo admitiu que "talvez pudesse ter chutado melhor se estivesse em perfeitas condições físicas".

Além do pênalti, o goleiro tricolor Paulo Goulart fez também
outras defesas difíceis: foi um dos melhores em campo.

O time do Flamengo apelou para a violência para tentar conter o ímpeto tricolor. Assim escreveu José Inácio Werneck no JB: "Com meia-hora de partida seus zagueiros Toninho, Rondineli e Manguito passaram a dar todos os ponta-pés que podiam, começando a sentir que não tinham outra forma de aguentar a pressão do Fluminense. Tiveram sorte porque o juiz José Roberto Wright foi benevolente".

O ponta tricolor Robertinho teve grande atuação, quase sempre ganhando do lateral rubro-negro Júnior. Foi várias vezes à linha de fundo, e esteve perto de marcar em duas oportunidades, mas chutou de forma precipitada. Na outra extrema, Zezé também deu trabalho à defesa do Flamengo, mostrando estar em excelente forma.

Ficha Técnica
14/10/1979 - Fluminense 3 x 0 Flamengo
Local: Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro).
Motivo: Campeonato Carioca de 1979 - Terceiro Turno.
Público: 100.041 pagantes.
Renda: Cr$ 7.446.710,00.
Árbitro: José Roberto Wright.
Auxiliares: Roberto Coelho e Mário Leite Santos.
Fluminense: Paulo Goulart; Edevaldo, Ademilton, Edinho e Carlinhos; Pintinho, Rubens Galaxe e Kléber (Cristóvão); Robertinho, Parraro (Gilcimar) e Zezé. Técnico: Sebastião Araújo.
Flamengo: Cantarele; Toninho, Rondineli, Manguito e Júnior; Carpegiani, Andrade (Zico) e Adílio; Tita, Cláudio Adão e Júlio César (Carlos Henrique). Técnico: Cláudio Coutinho.
Gols: Rubens Galaxe, aos 35' do primeiro tempo (1-0); Pintinho, aos 44' do primeiro tempo (2-0); e Cristóvão, aos 42' do segundo tempo (3-0).
Observação: Paulo Goulart defendeu um pênalti cobrado por Zico no segundo tempo.

PC
(fontes: acervo pessoal, Jornal do Brasil, site do Flamengo, site Estatísticas Fluminense)